sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Amor de Deus

O AMOR DE DEUS
Paulo da Costa


         Deus é amor, ele nos contagia com sua presença, desde o principio, na criação, Ele manifestou a sua essência. Deus criou a vida por amor, toda terra, na sua natureza com as suas criaturas e de forma especial, única e singular, o ser humano, e os tornou a sua imagem e semelhança. Deus ama a todos os homens com amor eterno, mas também a cada um, separadamente, de forma pessoal e singular. Mesmo que uma mãe esquecesse e abandonaste o filho de suas entranhas, Deus jamais o abandonaria, e Ele o chama pelo nome (ISm 3); Pois cada um és único e muito importante para Deus.

         Deus nos amou de forma incondicional, não impondo condições nenhuma para amar. Ama-te assim como és neste momento, não importa o seu passado com seus pecados e vícios. Deus te ama assim, com suas qualidades e defeitos, não por causa de tuas qualidades e virtudes, mas com tuas qualidades. Deus não deixa de amar-te por teus defeitos, te ama como tu és. Ele ama porque és bom e não porque você seja bom.

         Deus criou-nos para a felicidade e como bom Pai, Ele só procura o nosso bem, a única coisa que Deus nos pede, é que creiamos no seu amor, que confiemos mais nos seus planos, do que no nosso. A primeira coisa que Deus nos pede, não é que o amemos, mas que nos deixemos amar por Ele, e tudo será providenciado na sua misericórdia Divina e no seu infinito amor, na medida em que nos abrimos e aderimos o seu amor por nós, o amor não consiste em que o amemos a Deus. E sim que Ele nos amou primeiro, não fomo nós que o elegemos, mas foi Deus que nos elegeu primeiro (Jr 1,4-19). Nós não fazemos nenhum favor a Deus amando-o, é Ele que nos favorece com seu amor, que é eterno.

Paz e Bem!

Pecado

O Pecado
Paulo da Costa


         O pecado é tudo que nos afasta, interrompe e enfraquece a nossa relação com Deus e com o próximo. Isso pode se concretizar através de pensamentos, palavras, atos e omissões. Por causa do nosso egoísmo, por apego a certos bens. Ferimos a natureza do homem e ofendemos a solidariedade humana. Para nós Cristãos. O pecado uma realidade que não atinge somente a Deus, mas atinge também toda a comunidade, Deus nos chama a comunhão consigo e com o próximo, mas o pecado quebra essa comunhão. É, portanto “Amor de si mesmo até o desprezo de Deus”. Por essa exaltação orgulhosa de si, o pecado é contrario a obediência de Jesus, que realiza a salvação.

         Através das Sagradas Escrituras, percebe-se a grande variedade de pecados.São obras da carne que se opõe ao fruto do Espírito:” As obras dos extintos egoístas são bem conhecidos: Fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, ciúme, ira, rivalidade, divisão, sectarismo, inveja, bebedeira, orgias e outras coisas semelhantes. Repito o que já disse: Os que fazem tais coisas não receberão o reino de Deus” (Gl  5, 19-21).

         A gravidade do pecado pode ser venial ou mortal. Pecado venial, quando deixa substitui  a caridade embora a ofenda e fira. Comete-se quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece a lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento. O pecado venial enfraquece a caridade, mostra uma afeição desordenada pelos bens criados, impedindo o progresso da alma no exercício das virtudes e a pratica do bem moral.

         O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem, por uma infração grave da lei de Deus, preferindo um bem inferior. Para que o pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo; Seja em matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente. A matéria grave é precisada pelos dez mandamentos de Deus, segundo a resposta de Jesus ao jovem rico (Mc 10, 19). Ressalta também vivemos numa sociedade, onde os ricos são cada vez mais ricos, á custa de pobres cada vez mais pobres. Será que isso não é pecado? Os Bispo, mas precisamente da América  Latina, chamam esta situação de pecado social, porque ela é a conseqüência de má organização social e econômica. O nosso comodismo, individualismo e desinteresse, diante desta situação, são culpáveis. O pecado consiste em dizer não aquele que nos ama, a lei e o ideal poderão nos ajudar, mais só  o amor fará de nós cristãos adulto e autênticos.  

Paz e Bem!

Salvação

 A Salvação
Paulo da Costa


         Quando os tempos chegaram á plenitude, Cristo apareceu como Senhor e centro da História. Ele é o ponto de convergência de todas as alianças anteriores e o fiador da nova e eterna aliança. Cristo que já era anunciado pelos profetas, como o libertador, veio anunciar a Boa Nova e salvar o seu povo dos seus pecados, Ele nos libertou da maldição do pecado e anulou todas as nefastas conseqüências do pecado, e anulou todas as conseqüências para que pudéssemos experimentar a liberdade dos filhos de Deus.

         Cristo não veio somente para nos libertar do pecado, mais acima de tudo manifestar o amor misericordioso de Deus, para com toda a humanidade, através do anuncio da boa nova e a vivencia concreta de cristo ao anunciado. O amor divino  se manifestou especialmente aos excluídos e marginalizados, de uma sociedade egoísta e desumana. Para que onde abunde o pecado superabunde o amor misericordioso de Deus. Jesus sendo de condição divina se encarnou no meio de nos, e viveu entre os homens na terra. Ele se compadeceu e chorou, pelos excluídos na sociedade e da religião. Lutou e denunciou as injustiça e hipocrisia dos dirigentes da época e principalmente ensinou aos homens que o caminho da felicidade é o amor.

         Apesar de toda a sua grandeza, Cristo não foi acolhido pelos seus. Foi julgado  e condenado a morte. Jesus foi acusado de blasfemo, endemoniado, agitador político. Mas ele não mudou em nada suas atitudes. Ele sabe que esta sua autenticidade de vida lhe acarretaria a morte, pois a pressão das autoridades sobre Ele, era sempre maior, mas nem por isso afastou-se do caminho que o Pai lhe traçou. Por isso Cristo morreu: Para ser fiel a vida e para nos ensinar que ser fiel á vontade do Pai, é superior a tudo, até a própria vida. Mas, na sua morte é que somos salvos. Cristo morre na cruz pó cada um de nós, carregando sobre si, todos os pecados da humanidade. È na cruz que estar a maior prova do amor de Deus para com seu povo. Pela cruz fomos resgatados e purificados.

         A paixão de Cristo não foi algo inexplicado em sua vida. Os sofrimentos foram umas etapas decorrentes da maneira de viver de Jesus Cristo, uma conseqüência de sua vida e missão. A paixão faz parte do processo de libertação. Cristo morreu para nos salvar, porque o anuncio da verdade lhe custou á vida, e ao ressuscitar no terceiro dia, Jesus nos deu a vida nova. A salvação é realizada por meio dele, que já conquistou a vitória por nós. Deus quer a salvação de todos e que cheguem ao perfeito amor.

Paz e Bem!

Fé e Conversão

Fé e Conversão
Paulo da Costa


           Cristo nos salvou, arcou com todos os nossos pecados ao carregar a cruz. Morreu por nós e ressuscitou ao terceiro dia, e ao ressuscitar. Jesus nos deu á vida nova. Mas para aceitarmos e recebermos, o que Jesus conquistou para nós. È necessário “ter fé em Jesus, e buscar a conversão para uma nova vida em Cristo:” Se confessar com tua boca que Jesus é o senhor e creres no teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com  o coração se crê para conseguir a justiça e com a boca se confessa para conseguir a salvação”(Rm 10,9-10).

            Ter fé em Jesus é crer que Ele ressuscitou dos mortos e trouxe a cada um de nós á salvação. É um encontro decisivo com Jesus, é uma transformação tão plena dele em nossa vida, que nos vai transformando nele (Gl 2,20). Fé não é um sentimento, abstração ou uma ideia, tão pouco é uma aceitação de uma doutrina ou dogma, que não compreendemos. A fé é acima de tudo uma aceitação da pessoa e missão de Jesus. A fé é um dom de Deus, não é fruto do raciocínio. Aceitar Deus é confiar nele, acreditar no seu amor por nós e deixar que Ele aja em nós. Ter fé é comprometer-se a realizar plenamente, em nossa vida, em cada momento a vontade de Deus. Seguindo o exemplo de Cristo.  A nossa conversão de vida, só é possível através da fé. Deus já tomou a iniciativa, pois a conversão parte de Deus. A conversão é a transformação de uma coisa em outra, é entregar algo e receber outra em troca. Trazendo para nós, é entregar a nossa vida de pecados e limitações, em troca recebemos a vida de Jesus (vida Nova).

            A conversão se inicia através do batismo, entretanto, a nova vida recebida na iniciação cristã, não suprimiu a fragilidade da natureza humana, nem a inclinação ao pecado, tradicionalmente chamado de concupiscência, que permanece no cristão para prová-lo no combate da vida cristã, auxiliado pela graça divina. É o combate da conversão para chegar a santidade e a vida eterna, para a qual somos incessantemente chamado pelo senhor. A conversão parte da fé, nos ao entregarmos nossa vida a cristo, participamos com Ele de sua vida. Jesus está a porta do coração de cada um de nós, espera apenas que lhe abramos o coração. Ele bate constantemente para entrar, mas nunca irá forçar sua entrada. Espera por sua boa vontade, escute hoje sua voz, não endureça seu coração. Convida-o a entrar.

Paz e Bem!

Senhorio de Jesus

Jesus, meu Senhor!
Paulo da costa


         Cristo ressuscitou ao terceiro dia de sua morte na cruz. O Pai ressuscita o seu filho (Jesus) dentre os mortos. E o exalta gloriosamente á sua direita, Ele enriquece com a força vivificante do seu Espírito, e o estabelece como cabeça seu corpo, que é a igreja. Constituindo Senhor do mundo e da História, estabelecendo-se como dono absoluto de todo o universo (Passado, presente e futuro). Cristo é o vencedor da morte e de toda maldição do pecado. Foi lhe dado todo poder no céu e na terra, diante de seu Nome todos os joelhos se dobram.

         Na versão grega dos livros do Antigo Testamento, o nome inefável com qual Deus se revelou a Moisés, Iahweh, é traduzido por “Kyrios” (Senhor). Tornando-se desde então o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus Israel. È neste sentido forte que o Novo Testamento utiliza o titulo de Senhor ao mesmo tempo para o Pai, mas também para Jesus, reconhecido como próprio Deus.

         Confessemos “que Jesus, verdadeiramente, ressuscitado e elevado aos Céus, é Senhor, consubstancial ao Pai.” Nele reside toda plenitude da divindade. Sentado a sua direita, merece o tributo de nossa adoração.” A ressurreição confere um alcance universal à mensagem de Cristo, a sua ação e a toda missão”. Ressuscitando dos mortos, Cristo nos comunica a sua vida. De sua plenitude todos recebemos a graça (Jô 1,16). Uma vez que pode salvar os que se aproximam de Deus e vive para sempre, para interceder a nosso favor.

         O domínio de Jesus sobre o Universo deve-se estender a todos, de forma especial sobre aqueles que crerem em seu nome, que proclama Jesus, como Senhor de sua vida, em toda sua dimensão, sem deixá-lo ausente de nenhuma área em sua vida. Ser cristão não é simplesmente dizer que acredita em Jesus e sim proclamá-lo no seu dia-a-dia, com atitudes, dando testemunho de vida: ¨Jesus é o meu Senhor!¨. O verdadeiro discípulo de Cristo (cristão). È aquele que busca viver de forma concreta o ensinamento de seu mestre e Senhor.

Paz e Bem!

A Promessa do Pai

A Promessa do Pai
Paulo da Costa


         Jesus ao ressuscitar no terceiro dia, e ao se revelar na sua glória, ainda permaneceu com seus discípulos durantes dias, instruindo-os sobre coisas referentes ao reino de Deus. Também ordena para não se afastarem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai ( At1, 5.8).Cristo comunica o Espírito aos Apóstolos: “Eu irei, mas mandarei a vós o Consolador, o Espírito da verdade que vos ensinará toda a verdade” (Jo 16,13).

         Jesus Durante sua missão, se utilizou de muitos modos, de simbolismo para nos anunciar o Espírito Santo, e de forma muito especial, a simbolizar com água. Porque é princípio de vida. Assim como sem água não há vida na Terra, sem o Espírito Santo não vida nova. Por esse motivo, o envio do Espírito Santo, fez com que Jesus Cristo fosse glorificado. È o apogeu de sua obra salvífica. A promessa do Pai, tratava-se do Compromisso de Deus com os homens, através de Jesus. Que se inicia no Antigo Testamento através de Abraão, onde inaugura a economia da salvação, no fim da qual o próprio Filho assumira “a imagem”, e a restaurará na “Semelhança” com o pai, restituindo-lhe a gloria, no Espírito “ que dar a vida”. Jesus tinha vindo trazer a vida nova. O coração do homem só pode ser mudado por Deus, que cura e liberta. Por isso é necessário, a renovação interior do homem pelo Espírito de Deus que o transforma.

         O Espírito Santo é um Dom, um presente, que exige resposta de quem recebe. E a resposta implica uma transformação radical da vida. O Espírito vem e transforma o coração do homem. Assim, aquele que age animado pelo Espírito Santo, o faz em virtude da própria exigência do amor que habita nele. A ação do Espírito Santo no homem, modifica de forma gradativa, seus desejos, critérios, e valores. Transcendendo a inspirar as coisas do alto. Transformado pelo Espírito, deseja, quer e faz a obra do Espírito, tornando-se uma nova criatura (Gl 6, 15). Cristo ressuscitado e exaltado á direita do Pai, derrama, no dia de Pentecoste, o seu Espírito Santo sobre os apóstolos e depois sobre todos os que foram chamados, fazendo-os á imagem e semelhança do próprio Cristo. Portanto sua ação é absolutamente necessária, pois, a Missão de Cristo passa a ser a missão de todos os cristãos, por intermédio do Espírito Santo. Cristo nos ordena: “Como Pai me enviou, também Eu vos envio” (Jo 20, 21). E assim seja feito a vossa vontade.

Paz e Bem!

Comunidades Cristãs

Comunidades Cristãs
Paulo da Costa


            Quando Cristo subiu aos céus e depois enviou o seu Espírito sobre os discípulos (At 2,1-13), formaram uma comunidade unida pela fé em Jesus Cristo “Ressuscitado”. Presente no meio deles, pela palavra de Deus, oração e principalmente pela fração do pão (Eucaristia) tudo envolvido numa experiência de doação e amor a Deus e ao próximo. Na Igreja primitiva formada pelos primeiros cristãos, todos que creram, continuavam juntos e unidos, e repartiam uns com os outros o que tinham. Vendiam as suas propriedades e outras coisas, e repartiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. Todos os dias reuniam-se no templo, e nas casas, partiam o Pão e comiam com alegria e humildade, louvando a Deus por tudo.(At 2,42-47)

            Comunidade significa um grupo de pessoas unidas, por um ideal comum. Este ideal leva as pessoas à luta, ao trabalho, a partilha de suas vidas, de suas amizades, de sua fé, dos seus interesses, do seu tempo. Quando juntos, inspirando o mesmo ideal (conspirando),nos sentimos bem ao lado de nossos companheiros de lutas e caminhadas. Isto também acontecia com os primeiros cristãos, quando queriam que Cristo entrasse em suas vidas, pela renúncia do pecado e conservação da amizade de Deus. Pediam o batismo, entrando então na comunidade-Igreja.Como no principio da missão de Jesus. Ele chamou pessoas para segui-lo e juntos formaram uma família (comunidade). Cristo Chama a cada um de nós e através do seu testemunho (Mc 10,43-45). Ele nos chama a servir, numa convivência fraterna, onde precisamos uns dos outros. Cada um de nós recebe de Deus algumas qualidades (Dons) para o bem de todos

            Na comunidade, porém não deve reinar somente uma atmosfera de mútua concórdia, mas também e, sobretudo uma solicitude recíproca, articulada na vasta gama de advertência, encorajamento, ajuda e de paciente compreensão. Por isso a comunidade se torna um lugar de amor de perdão, vivido de forma concreta entre todos como uma grande família. Numa realidade comum, de ajuda mútua, lutas e conflitos, sofrimentos, amizade e amor. Mas essas orientações estão presentes nas Escrituras Sagradas e nas convivências fraternas, e que todas as comunidades busquem entrar na mesma dinâmica, do amor recíproco e da responsabilidade de uns para com os outros. Na correção para os irmãos que vivem desordenadamente, a coragem e o sustento na fé para os fracos, a paciência para com todos, e a conduta de amor como estar nas bem-aventuranças. O amor fraterno é uma maneira de atestar diante do mundo a vocação cristã.


Paz e Bem.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dons carismáticos

Dons carismáticos
Paulo da Costa


         No novo testamento, mas precisamente no livro dos Atos dos apóstolos e também nas cartas apostólicas, percebemos a forte presença e decisiva do Espírito Santo. Nas primeiras comunidades cristãs, no inicio do cristianismo, logo após da acessão de Cristo aos Céus (Lc 24,44-53). Observando os relatos das primeiras comunidades, ficamos muitas vezes surpreso com as freqüente manifestação do Espírito Santo. “A um é concedido por meio do Espírito a linguagem da sabedoria, a outro a linguagem da ciência, a outro o dom de curas em virtude desse único Espírito, a outro o poder de operar milagres, a outro o dom de profecia, o discernimento dos espíritos, a outro de falar diversas línguas, a outro de interpretá-las. Tudo pelo Espírito(1 Cor 12,8-11).

            Dom é dádiva de Deus, expressão do amor de Deus para com todos nós. A finalidade dos dons carismáticos na vida do ser humano É integrá-lo na comunidade. Os dons só têm sentido na vivencia comunitária. Os dons que recebemos no batismo são; Os infusos e Efusos. A distribuição desses dons é realizada pelo próprio Espírito Santo. Os dons Infusos são: Sabedoria, ciência, inteligência, conselho, piedade, fortaleza e temor a Deus. Já os dons Efusos são: Dons de línguas, interpretação de línguas, profecia, cura, milagres, fé, discernimento, palavra de ciência e sabedoria. Quando batizado muitos desses dons ficam adormecido dentro de nós, sendo necessário um despertar do Espírito Santo com seus dons em cada um, e é através da efusão do Espírito Santo por intermédio da imposição de mãos (que é um sinal de comunicação do Espírito Santo) que acontece o despertar dos dons recebidos no Batismo.

            Em cada cristão: No trabalho, na escola, entre amigos, na família, no seu dia-a-dia. Está agindo o Espírito Santo com suas manifestações, de bondade, alegria, fé, compreensão, paz, serenidade, otimismo, justiça e esperança. E não esqueçamos! Como fala “São Paulo, o “Apostolo” em sua carta aos corintios que:” O amor é o mais importante dos dons do Espírito. De nada me adianta profetizar, falar em línguas, fazer milagres, seu eu não tiver amor. ”(1 Cor 13)

Paz e Bem!

O dom de línguas, o dom de interpretação das línguas e o dom de profecia

Dons Carismáticos II
Paulo da Costa


         Ao falar dos dons que o Espírito Santo realiza e distribui em nós. Entre eles há os dons de palavras, que são: O dom de línguas, o dom de interpretação das línguas e o dom de profecia. O dom de línguas são gemidos controlados pelo Espírito Santo, significando a proclamação de uma mensagem de Deus, numa linguagem desconhecida, em nome de Deus para a comunidade. Esse dom nos revela uma maneira espiritual de expressar essa realidade transcendente, ajudando a orar em determinadas coisas, que temos fugidos de colocar em oração diante de Deus.

         O dom de interpretação de línguas se complementa reciprocamente com o dom de línguas, sendo necessário para que, a comunidade estando em oração, compreender o que estar orando ou proclamando em nome de Senhor. O Espírito Santo concede que se compreenda o que estar sendo dito, através de um entendimento espiritual, e não através de uma tradução conceitual e gramatical.

         O dom de profecia é a palavra de Deus comunicada pelo homem, dirigida a uma pessoa ou a uma comunidade. Profetizar é falar em nome de Deus, é anunciar sua boa vontade a cada um de nós e a todos os povos, e também de denunciar o pecado e as injustiças de um dentro de uma comunidade. Sua mensagem é para agora, para o momento em que estamos vivendo. A profecia vem para orientar, corrigir, exortar, encorajar, falar do seu amor e nos levar a amar a Deus e aos nossos irmãos.

         Todo aquele que é batizado em nome da Santíssima Trindade, logo se torna um profeta a serviço do Reino de Deus, Cabe a cada um de nós, responder a esse oficio divino. Primeiramente, experimentando desse amor e através de nossas atitudes, proclamar o nosso Senhor Jesus Cristo, a nossa pessoa e a todos os povos. O centro da profecia é o Cristo e o seu evangelho, portanto as palavras têm de estar de acordo com a palavra de Deus, com o direcionamento da Igreja e dirigido a gloria de Deus e a salvação dos homens.

Paz e Bem!

O dom de ciência, o dom de sabedoria e o dom de discernimento dos espíritos

 Dons Carismáticos III  
 Paulo da Costa


            Continuando o assunto sobre dons carismáticos, há também os dons de cognição, que são dons de revelação inspirado e direcionado pelo Espírito Santo, que são: O dom de ciência, o dom de sabedoria e o dom de discernimento dos espíritos. O dom de ciência é o dom através do qual o senhor faz que o homem entenda as coisas na maneira que ele entende que o homem penetre na raiz de cada acontecimento, fato, uma situação, estado de espírito. Através do dom de ciência, Deus nos revela, dando um diagnóstico necessário para a cura e crescimento espiritual do homem e da comunidade, ensinado-se sobre as sua verdade divina, permitindo que a sua luz penetre no entendimento do homem.

            O dom de sabedoria inspira o homem, a saber, como deve ser sua atitude em cada situação, a maneira de agir e falar inteligentemente de forma concreta e construtiva em sua vida ou na comunidade, levando-o a decidir acertadamente e de acordo com a vontade de Deus no dia-a-dia, na sua vida pessoal, na comunidade e na sociedade em geral.

            O dom do discernimento dos espíritos, nos leva a distinguir a voz de Deus das outras vozes, que tentam nos confundir (Jo 10,1-6) .É um dom que nos permite a identificar  em nós, nas outras pessoas, nas comunidades, nos ambientes e nos objetos, o que é Deus, ou que é da natureza humana, ou ainda, o que é do maligno. É fundamental para cada um de nós, como cristão buscar essa abertura do nosso ser,para o dom do discernimento dos espíritos, para não nos deixarmos arrastar pelas nossas paixões e pela tentação do maligno, e assim livremente fazermos a vontade do Pai, pois só na vontade de Deus, é que poderemos encontrar verdadeira alegria de nossa vida.

Paz e Bem!

O dom da fé, dom de cura e o dom de milagres

Dons Carismáticos IV
Paulo da Costa


            Concluindo o tema sobre os dons carismáticos, mais precisamente os dons efusos. Finalizo falando sobre os dons de obras que são: Dom da Fé; Dom de Cura e o Dom de milagres. O dom da fé é uma graça especial que o Espírito Santo colocou a nossa disposição para que possamos experimentar concretamente do próprio poder de Deus. A fé que inflama o nosso coração, levando-nos a ter uma experiência pessoal com o Senhor vivo e ressuscitado, dando a certeza que Deus agirá, que Seu poder irá intervir em certa situações da vida confirmando nossa ação e oração como sinal que lhe pedimos. É uma graça á qual devemos nos abrir e pedir a Deus. Pela fé cremos que Deus opera maravilhas em favor do Seu povo. A fé move a manifestações do poder de Deus.

            O dom de cura pode se manifestar de três formas na dimensão humana que seria: Corpo, alma e espírito. Se somos abalados em qualquer dimensão do nosso ser, necessitamos de uma cura. E Jesus deseja curar todas as enfermidades, pois é através da cura que somos levados a conversão e a dar testemunho de Jesus, levando a Boa Nova ao próximo, manifestando e também curando em seu Santo nome. Cura é a reforma da saúde, quando sem tem fé no Senhor. O dom de milagres é a ação do Espírito Santo que, para o bem de alguém, modifica o curso da natureza. O milagre é uma intervenção clara, sensível e visível de Deus no decurso dos acontecimentos. Mesmo sendo impossível aos olhos dos homens.

         Cura é diferente de milagre, pois o milagre se manifesta através de uma cura que nenhuma ciência médica poderia conseguir, e que Deus realiza. Já o dom da cura pode acontecer através da intercessão e por meio de medicamentos, de uma cirurgia, etc. Milagre e cura acontecem porque as pessoas têm fé e acredita que Deus não as esqueceu.

Paz e Bem!