sábado, 20 de abril de 2019

Retornando ao Pai...

“ A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA 
NO CAMINHO ESPIRITUAL "

Paulo da Costa Paiva


A disciplina no caminho espiritual é algo muito essencial para quem ser quer despertar para transcendência em unidade com cosmo, mas para se chegar a essa profunda intimidade e êxito com o divino é necessário autodisciplina, Mas essa disciplina não se deve ser imposta por se torna um fardo e conseqüentemente está fadado ao fracasso que foi motivado exclusivamente pela própria pessoa que por sua imaturidade culpa a todos e nunca a si mesmo. Mas essa revolução e evolução se devem partir da própria pessoa como uma chave que se abre de sua alma (consciência) para o infinito do cosmo na eternidade que se origina todas as vidas em todos os seus reinos, nas diversas evoluções em retorno ao Pai.  Como o despertar também é algo processual, acontece gradativamente podendo ser mais lentamente ou rapidamente, dependendo ou não diretamente da pessoa, isso vai levar em conta sua dedicação, disciplina e entrega a sua missão que se revela na intimidade do ser em unidade com o divino, claro que raríssima vezes pode ser revelado diretamente como algo excepcional e extraordinário, mas normalmente isso acontece com muita peleja de erros e acertos para que com o tempo se compreenda seus talentos e objetivos na terra para dar continuidade a sua missão como também a sua evolução para a eternidade.

A disciplina espiritual mexe com toda a realidade, nas diversas dimensões do ser humano, do físico, perpassando pelo psíquico até atingir sua própria transcendência em alma e espírito. Da forma de se alimentar até como lidarmos com o semelhante, tudo conta do mais simples observar do cantar dos pássaros como salvar a vida de alguém. É profundamente essencial se autoconhecer para poder dominar o animal humano para a sim atingir o objetivo necessário no processo evolutivo em parceria com os grandes mestres espirituais deixando dessa forma legados (setas) para contribuição no processo evolutivo da humanidade tanto coletiva como pessoal das futuras gerações. Um dos frutos da disciplina espiritual é o senso existencial temporal e atemporal, tendo a consciência do “eu sou”, sabendo que existe uma fagulha divina dentro de si, mesmo continuando sua vida na simplicidade sem jamais se ensoberbecer, lendo e relendo tudo que se passa no cotidiano de sua vida como também aos fatos históricos de sua época buscando a compreensão e as respostas para o que se passa no interior de sua alma em unidade com o todo, que se passa com seus semelhantes, com a natureza e o cosmo, numa verdadeira harmonia existencial.  

Para que se frutifique o caminho espiritual com certeza se deve disciplina, mas não sumariamente, pois não se deve se escravizar pela rotina e nem pelos costumes, sendo que a vida deve estar à cima de tudo, sempre, pois o objetivo da oração é a comunhão com o transcendente e fazer acontecer à vontade divina como se fosse nossa própria numa única vontade em um único coração. Existem situações que nos impossibilita de não concluir nossos hábitos de orações, estudos e meditações, como por exemplos doenças, contratempos na família, no trabalho e na faculdade apesar do ideal é conciliar dentro das tribulações, mas nem sempre é possível, pois se torna inviável, ai se ver na necessidade de escolher entre a vida e o instrumento. O perigo que pode existir é do resfriamento espiritual e deixando de lado o processo evolutivo, retornando as trevas dos caprichos da alma preguiçosa que só quer viver na soberba da carne, sendo escravo e compulsivo feito um bicho irracional sempre no cio ou na total libertinagem da alma de porco que se envaidece de suas podridões existenciais. O ideal deve ser sempre buscar o caminho do meio, do bom senso, fugindo sempre do radicalismo e do fundamentalismo, que torna o belo em feio, o prazer e o gozo em dor e sofrimento que busquemos sempre a luz que é eterna e nuca que se apaga, e que fujamos sempre das trevas e das fagulhas mentirosas que seduzem para a perdição.   
                                                  
Paz e Bem!

sábado, 13 de abril de 2019

Corpus Hermeticum IV

CORPUS HERMETICUM
De Hermes Trismegisto


IV - DE HERMES A TAT: A CRATERA OU A MÔNADA

1 Desde a criação deste mundo pelo Demiurgo, não com as mãos, mas pela palavra, concebeu-o como presente e sempre existente e tendo tudo feito e sendo Um-Único, tendo formado os seres pela sua própria. Pois eis seu verdadeiro corpo, que não se pode tocar, nem ver, nem medir, que não possui dimensão, que não é semelhante a nenhum outro corpo. Pois não é fogo, nem água, nem ar, nem sopro, mas as coisas provém de si. Ora, como ele é bom, não quis dedicar essa oferenda a si somente, nem para si unicamente ornar a terra, mas enviou para cá, como ornamento desse corpo divino, o ser humano, vivente mortal, ornamento do vivente imortal. E se o mundo o situou sobre os vivos pela eternidade da vida, o ser humano situou-o acima do mundo pela razão e pelo intelecto.
O homem, com efeito, tornou-se o contemplador da obra de Deus e prostou-se maravilhado, aprendendo a conhecer o Criador.
3 A razão então, oh! Tat, Deus distribuiu-a em partilha a todos os humanos, mas não fez o mesmo quanto ao intelecto.
Não que ele tenha provado alguns pela inveja, pois a mesma não deriva do alto, mas é aqui embaixo que ela se forma nas almas dos humanos que não possuem intelecto. - Por que então, pai, Deus não estendeu a todos o intelecto? - É que ele pretendeu, meu filho, que o intelecto fosse dado às almas como um prêmio que quisessem conquistar.
4 E onde ele o colocou? - Encheu uma grande cratera que havia enviado à terra e ordenou a um arauto que proclamasse ao coração dos homens estas palavras: "Mergulha-te, tu que o podes, nesta cratera, tu que crês que subirás para Aquele que enviou à terra a cratera, tu que sabes porque vieste a ser."
Todos aqueles que atentaram à proclamação e que foram batizados neste batismo de intelecto, tomaram parte no conhecimento e tornaram-se seres humanos perfeitos porque receberam o intelecto. Aqueles que negligenciaram a escuta da proclamação, aqueles são os "logikoi" porque não adquiriram o intelecto e ignoram porque nasceram e quais os autores disto.
5 As sensações desses homens são todas vizinhas daquelas dos animais sem razão e, como seu temperamento permanece num estado de paixão e de cólera não admiram as coisas dignas de contemplação, fixam-se apenas nas volúpias e apetites corporais e crêem que é para estas coisas que o ser humano veio a ser. Contrariamente todos aqueles que tiveram parte no dom vindo de Deus, aqueles, oh! Tat, quando se comparam as suas obras com as da outra classe, são imortais e não mais mortais, pois atingiram a todas as coisas pelo seu próprio intelecto, as da terra, as do céu e o que se pode encontrar ainda acima do céu. Tendo-se elevado a uma tal altura, viram o Bem e tendo-o visto, consideraram a permanência cá embaixo como uma infelicidade. Então, tendo desprezado todos os seres corporais e incorpóreos, desejam o UM-Único.
6 Tal é, oh! Tat, a ciência do intelecto, possessão em abundância das coisas divinas e a compreensão de Deus, pois a cratera é divina. - Eu também quero ser batizado, ó pai. - Se não desprezas o teu corpo, meu filho, não podes amar a ti mesmo. Mas se amas a ti mesmo possuirás o intelecto, e possuindo o intelecto terás também parte na ciência. - Como dizes isto, ó pai? - impossível, meu filho, prender-se ao mesmo tempo a essas duas coisas, às coisas mortais e às coisas divinas. Pois como há duas espécies de seres, o corpóreo e o incorpóreo, e que essas duas categorias dividem o mortal e o divino, resta apenas escolher uma ou outra, caso se queira
escolher: pois não é possível tomar ao mesmo tempo a uma e a outra; e quando só resta escolher, o defeito de uma mostra a potência ativa da outra.
7 Portanto, a escolha do melhor não somente mostra sua existência para aquele que a fez, a mais gloriosa, mas ela diviniza o ser humano, e manifesta ainda a piedade para Deus. Ao contrário a escolha do pior acarretou a perda do ser humano e por outro lado, se não foi, de resto, uma ofensa a Deus, recaiu pelo menos nisto: como as procissões avançam no meio da turbamulta sem serem capazes de produzir coisa alguma por si mesmas, mas não sem oprimir a marcha dos outros, estes seres humanos verossimilhantemente a elas nada mais fazem que procissionar no mundo, arrastados que são pelas volúpias corporais.
8 Já que é assim, ó Tat, nós tivemos e teremos sempre à nossa disposição o que vem de Deus: mas que aquilo que vem de nós lhe corresponda e não seja falto, pois Deus, não é responsável, nós é que somos responsáveis pelos nossos males naquilo em que os preferimos aos bens. Vês, meu filho, quantos corpos nos é necessário atravessar, quantos coros demoníacos, e que sucessão contínua e quais cursos de astros para nos lançarmos ao Um-Único? Pois o Bem é intransponível, sem limite e sem fim e relativamente a si próprio, sem princípio também, ainda que para nós pareça ter um quando o conhecemos. Apossemo-nos portanto desse começo e percorramo-lo. com todo desejo: pois é uma via tortuosa abandonar os objetos familiares e presentes para arrepiar caminho para as coisas antigas e primordiais. Com efeito, isto que aparece aos olhos faz nossas delícias enquanto que o inaparente desperta a nossa dúvida. Ora, as coisas más são mais aparentes aos olhos, o Bem, contrariamente, é invisível aos olhos visíveis. Não possui efetivamente nem forma, nem figura. É por isso que é semelhante a si mesmo e é dissemelhante de tudo o mais, pois é impossível que um incorporal torne-se aparente a um corpo. 10 Tal é a diferença entre o semelhante e o dissemelhante e a deficiência que afeta o dissemelhante considera particularmente o semelhante. Ora, a mônada, sendo princípio de todas coisas, existe em todas as coisas, enquanto raiz e princípio. Ora nada existe sem princípio. Quanto ao próprio princípio, não sai de nada, a não ser de si mesmo, pois é com efeito o princípio de tudo o mais. Sendo então princípio, a mônada compreende todo número, sem ser compreendida em nenhum deles. E engendra todo número sem ser engendrada por nenhum outro número.
11 Efetivamente tudo o que é engendrado é imperfeito e divisível, extensível e redutível, ora, nada disso afeta o perfeito. E se o que é extensível deriva sua extensão da mônada, sucumbe por outro lado à sua própria fraqueza quando não é mais capaz de conter a mônada.
Tal é portanto, ó Tat, a imagem de Deus, que desenhei para ti com o melhor de minhas forças: se a contemplas como é, e a representas com os olhos do coração, creia-me, criança, encontrarás o caminho que leva às coisas do alto. Ou, antes, é a própria imagem que te mostrará a rota. Pois a contemplação possui uma virtude própria: àqueles que uma vez já a contemplaram, toma em sua posse e os atrai a si como, diz-se, o ímã atrai o ferro.

Continua...

sábado, 6 de abril de 2019

Reflexão Casual LXXX‏‏


" Os vícios se manifestam quando dominados plenamente pelos impulsos que os levam a atos irracionais em conivência de uma razão corrompida e pervertida." 

Paulinopax

sexta-feira, 29 de março de 2019

O Livro Perdido de Dzyan II

A EVOLUÇÃO CÓSMICA 
NAS SETE ESTÂNCIAS DO LIVRO DE DZYAN
Helena Blavatsky


ESTÂNCIA II

1. ...Onde estavam os Construtores, os Filhos Resplandecentes da Aurora do Manvantara?...Nas Trevas Desconhecidas, em seu Ah-hi Paranishpanna. Os Produtores da Forma, tirada da Não-Forma, que é a Raiz do Mundo, Devamâtri e Svabhâvat, repousavam na felicidade do Não-Ser.

2. ...Onde estava o Silêncio? Onde os ouvidos para percebê-lo? Não; não havia Silêncio nem Som: nada, a não ser o Incessante Alento Eterno, para si mesmo ignoto.

3. A Hora ainda não havia soado; o Raio ainda não havia brilhado dentro do Germe; a Matripâdma ainda não entumecera.

4. Seu Coração ainda não se abrira para deixar penetrar o Raio Único e fazê-lo cair em seguida, como Três em Quatro, no Regaço de Mâyâ.

5. Os Sete não haviam ainda nascido do Tecido de Luz. O Pai-Mãe, Svabhâvat, era só Trevas; e Svabhâvat jazia nas Trevas.

6. Estes Dois são o Germe, e o Germe é Uno. O Universo ainda estava oculto no Pensamento Divino e no Divino Seio.


sábado, 23 de março de 2019

Resenha: Vida para Consumo


VIDA PARA CONSUMO:
 A TRANSFORMAÇÃO DAS PESSOAS EM MERCADORIA

Paulo da Costa Paiva


    Zygmunt Bauman é sociólogo, natural da Polônia nascido em 19 de novembro de 1925,é autor de vários livros relacionado sobre os diversos aspectos da sociedade e suas problemáticas como a liberdade, trabalho, ética, identidade, comunidade e outros assuntos que também se destacam por total complexidade, como o amor e o medo. Bauman nesta obra faz uma leitura critica de todo esse processo nas diversas dimensões da vida humana, tanto na sua esfera política e econômica, como também no cotidiano com toda a sua bagagem cultural diante de todas as problemáticas vivida. Diante desse contexto atual nos revela um novo conceito de realidade, de uma sociedade estável (liquida), onde toda essa estrutura social montada em torno da relativa fixidez moderna se dilui, transformando todas e quaisquer relações voláteis diante dos parâmetros sociais já estabelecidos, apresentando o dramático contexto que a sociedade hoje vive, numa realidade consumista, onde o individuo é transformado em uma mera mercadoria e que as relações que podem ser desfeitas com a mesma facilidade que é estabelecida, assim como um produto qualquer numa prateleira de supermercado sendo descartando posteriormente.

     O autor nos apresenta em sua obra, três tipos de analise fundamental dessa modernidade liquida, que seria o do consumidor, que aborda sobre a exposição do individuo em ambientes públicos se tornando uma sociedade confessional; A da sociedade de consumidores, que apresenta uma seletividade prioritária de clientes que e feita majoritariamente pelo sistema tecnológico; e por fim a da cultura consumista, nos revelando da mesma forma que são tratados os produtos são também o ser humano no momento que a seleção segue a regra do comercial na hora de escolher o perfil desejado do mercado com os melhores e mais capacitado. Essas idéias proposta na obra são na realidade possibilidades de construção de referencia de seus elementos principais e de sua representação com o objetivo de tornar mais compreensível essas evidencias das problemáticas sociais e existenciais, que não são uma simples descrição de uma realidade social, mas uma instrumentação de sua analise de forma critica e inteligível. 
      
     Bauman nos apresenta em sua obra, três tipos de analise fundamental dessa modernidade liquida, que seria o do consumidor, que aborda sobre a exposição do individuo em ambientes públicos se tornando uma sociedade confessional; A da sociedade de consumidores, que apresenta uma seletividade prioritária de clientes que e feita majoritariamente pelo sistema tecnológico; e por fim a da cultura consumista, nos revelando da mesma forma que são tratados os produtos são também o ser humano no momento que a seleção segue a regra do comercial na hora de escolher o perfil desejado do mercado com os melhores e mais capacitado. Essas idéias proposta na obra são na realidade possibilidades de construção de referencia de seus elementos principais e de sua representação com o objetivo de tornar mais compreensível essas evidencias das problemáticas sociais e existenciais, que não são uma simples descrição de uma realidade social, mas uma instrumentação de sua analise de forma critica e inteligível.

      No primeiro capitulo nos apresenta a problemática do “consumismo versus consumo” a partir da explosão da chamada revolução consumista, que aconteceu no momento que, o ato de consumir se tornou o sentido da existência para a maioria dos seres humanos, abraçando como propósito de vida sustentar seus desejos insaciados e cada vez mais compulsivos, conseqüentemente comprometendo o convívio humano e os tornando cada vez mais egoístas e interesseiros, vendo em tudo, uma forma de comercializar nas diversas dimensões humanas e sociais, do simples ato de comprar um pãozinho na padaria até o desumano ato de pagar para manusear e usufruir de um ser semelhante com único objeto de saciar seus gozos.  A obsessão de se adequar e de sintonizar com a nova liquidez (modinha) do momento proposto pelo sistema econômico tornar o ambiente moderno de futuro incerto, e de hostilidade ao planejamento em longo prazo, pois o próprio tempo para a sua maioria totalmente dominado pelo consumismo liquido-moderno se tornou uma maneira de renegociação pelo menos em seu significado, que deixou de ser cíclico e projetável, para se tornar um verdadeiro caos presente, onde o que vale é o “agora ou nunca” e que jamais se deve parar a música e a festa das ilusões, isso sem levar em conta suas conseqüências, onde o futuro se tornar algo temeroso e desinteressante para suas próprias vidas, pois o consumismo aposta na irracionalidade dos consumidores, estimulando emoções e não cultivando a racionalidade critica.

     No segundo capitulo, Bauman nos revela que o principal objetivo da sociedade de consumidores é de se aproveitar dos seus próprios membros, que alem de ser os consumidores em potencial se tornem também a mercadoria de consumo, para isso são condicionado, treinado, adaptável pela própria sociedade que lucra com os dois lados da mesma moeda. Sendo que ao consumir ao consumir um determinado produto se tornam rentáveis diretamente ao pagar e se tornam também rentáveis indiretamente ao consumir, pois foi condicionado a comprar algo que provavelmente não tinha necessidade de absolver. Muitas das vezes na sociedade atual, comprar não significaria necessariamente algo de interesse próprio, mas de satisfação diante a sociedade numa ilusão de pseudo bem sucedidos, onde tudo e lindo perfeito e maravilhoso, numa ostentação de ilusões muito perigosa para o “consumidor-produto” por isso se tornam muito valioso para sociedade de consumo porque muitos, ou melhor, dizendo a grande maioria da sociedade conseguiram seguir a risca a cartilha dos poderosos (Rico e Estado) que se beneficiam com toda essa dinâmica lucrativa para uma minoria, onde antes a relação econômica se dava verticalmente passa ser agora horizontalmente tirando a responsabilidade econômica-social do estado e jogando nas costas da própria sociedade que pouco ou nada percebe no coletivo que totalmente alienada e escrava compulsiva do consumo, de uma sociedade liquida - moderna acredita cegamente que está contribuindo com a sua liberdade de escolha para o progresso da sociedade.

      No terceiro capitulo é apresentado à cultura consumista, onde a insatisfação do ego, que se torna cada vez mais exigente no ato compulsivo de se consumir cada vez mais e mais, e o maior causador e promotor dessa situação e próprio mercado de consumo que se concentra periodicamente na supervalorização dos produtos ofertados e posteriormente tendo o lucro desejado se trabalha no processo de desvalorização imediata das suas antigas ofertas, oferecendo novos produtos muito mais atrativos comparada ao anterior.  Tudo é engendrado calculadamente, primeiramente para a insatisfação onde se tornar rotineiro na atualidade a angustia de cada um ser da sociedade que tende a se desenvolver a partir de um excesso de possibilidade e não das inúmeras proibições, pois não há mais limites, ou melhor, dizendo o céu (infinito) se torna o limite, pois quanto mais se tem, mas se deseja ter mais e mais, seguindo a cartilha do mercado de consumo que tudo se consome e nada se realiza individualmente se tornando vazio e infeliz a cada dia que passa num grande circulo vicioso que devora a todos no mesmo sistema, numa eterna insatisfação. Mesmo a sociedade de consumo esteja infeliz e insatisfeita, o mercado de consumo sempre joga para seus consumidores mais efeito anestésico e inebriante para poderem dá continuidade ao lucro, para isso se utiliza de vários mecanismos de sedução e dominação de consumo, entre esses meios está à mídia e a rede de internet por exemplo. Por mas que esses meios de comunicações tragam grandes benefícios e informação a maioria das pessoas, pode se tornar também uma ferramenta poderosa de dominação pela persuasão, principalmente dos menos politizados e sem senso critico, Pois quem domina e gerencia as comunicações em geral é o mercado de consumo que formam os gostos e as opiniões em geral, segundo os seus próprios interesses tendo como fim o lucro desejado em cima da própria sociedade consumista que ao mesmo tempo em que consome és também consumida sumariamente.     

      No quarto e último capitulo, o autor fala das baixas colaterais do consumismo, que é motivado por uma diminuição de contingente de consumidores, conseqüentemente leva ao prejuízo para o mercado, pois são pessoas que não se encaixam na forma proposta pelo mercado de consumo, são sempre falhos e obsoletos, por isso são considerados “subclasses”. A própria sociedade consumista em sua maioria os vê com grande desprezo, como verdadeiros derrotados, pois os avaliam e julgam por pessoas infelizes e decadentes por não conseguirem seguir os ritmos e níveis de vida de consumo proposta pelo mercado, porque o consumo excessivo e sinal de ostentação e de vangloria para seu próprio ego, e essa subclasse ficam a margem da sociedade por serem pobre e conseqüentemente consumidores falhos. Mostra um retrato de uma sociedade cada vez mais egoísta e indiferente com o seu semelhante, menos hospitaleira e atenciosa com que está ao seu lado, ou melhor, dizendo nas calçadas, praças e esquinas de nossas cidades, onde muitos os ignoram como seres invisíveis e sub-humanos.
           
     Outro ponto importante abordado e a dinâmica da economia, de sempre evitar que seus consumidores caiam no ambiente entediante do próprio sistema, que continua alienando através de suas estruturas parasitas com fachadas cada vez mais coloridas e iluminadas o suficiente para ofuscar suas vistas e principalmente suas mentes seguindo seus passos sem nada reclamar com o sorriso no rosto e o pirulito na boca. Para isso se trabalha a promoção da novidade e o rebaixamento da rotina, numa renovação constante num circulo vicioso e compulsivo por versões melhoradas de consumos, seguindo sumariamente a cartilha do mercado no tempo determinado e o lucro sendo cada vez mais robustecido, pois à medida que se consome insaciavelmente, mas ela se reveste da aura de sucesso diante da sociedade como um o prêmio merecido a ser ostentado. Por fim, a obra de Zygmunt Bauman nos apresenta uma leitura muito interessante, que motiva e levam as pessoas á um profundo questionamento existencial de dentro para fora, do interior (essência) para o exterior (sociedade) onde se possa haver uma transmutação da realidade, a partir primeiramente da revolução interior ecoando na sociedade para quem sabe um dia possamos ter um futuro mais humano e menos material.   







REFERÊNCIAS

BAUMAN, Zigmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de Janeiro: Zahar Ed., 2008.



Paz e bem!!

sábado, 9 de março de 2019

Corpus Hermeticum III

CORPUS HERMETICUM
De Hermes Trismegisto


III - DISCURSO SAGRADO DE HERMES

Glória das coisas é Deus e o divino, e a natureza divina. Princípio dos seres é Deus - e o intelecto, e a natureza, e a matéria, porque ele é a sabedoria para a revelação das coisas. Princípio é o divino e ele é natureza, energia, necessidade, fim, renovação.
Ora, existe uma obscuridade sem fim no abismo e água e um sopro inteligente e sutil, tudo isto existente no caos pela potência divina. Então surge uma luz santa, e se destacando da substância úmida, os elementos se condensam e os deuses separam os seres da natureza germinal.
2 Com efeito, quando as coisas estavam indefinidas e não formadas, os elementos leves separaram-se dos outros dirigindo-se para o alto e os elementos pesados repousaram sobre a  areia úmida; todo o universo foi dividido em partes pela ação do fogo e mantido suspenso de forma a ser veiculado pelo sopro. E viu-se o céu em sete círculos e os deuses apareceram sob forma de astros com todas suas constelações; a natureza do alto foi ajustada segundo suas articulações com os deuses que continha em si. E o círculo envolvente movimenta-se circularmente no ar, veiculado no seu curso circular pelo sopro divino.
3 E cada deus, pelo seu próprio poder, produziu o que lhe foi designado; assim nasceram os animais quadrúpedes e os que se arrastam, os que vivem na água e aqueles que voam, toda semente germinal e a erva; o tenro oscilar de toda flor possui em si a semente da reprodução. E os deuses produziram as sementes que gerariam os humanos, para conhecer as obras divinas e prestar um testemunho ativo à natureza; para aumentar o número de humanos, para dominar o que existe sob o céu e reconhecer as coisas boas, para crescer e multiplicar-se, e toda alma na carne, pelo curso dos deuses cíclicos semeados, para contemplação do céu e do curso dos deuses celestes e das obras divinas e da atividade da natureza, para o conhecimento da potência divina, para conhecer as entranhas das coisas boas e más e descobrir toda a arte de fabricar coisas boas.
4 Desde então começou para eles a condução da vida humana e o adquirir da sabedoria segundo a sorte que lhe determina o curso dos deuses cíclicos e de se dissolver naquilo que restará deles, depois de ter deixado na terra grandes monumentos de suas indústrias. Todo nascimento de carne animada ou da semente dos frutos e de toda obra da indústria, tudo que tiver sido diminuído será renovado, pela necessidade e pela renovação dos próprios deuses, pelo curso do círculo da natureza que regula o número.
Pois o divino é a inteira combinação cósmica renovada pela natureza, pois é no divino que a natureza tem seu lugar.

Continua...

sábado, 2 de março de 2019

Reflexão Casual LXXIX‏


" O sistema nos envenena primeiro para depois nos escravizar com suas rações ."

Paulinopax

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

O Livro Perdido de Dzyan I

A EVOLUÇÃO CÓSMICA 
NAS SETE ESTÂNCIAS DO LIVRO DE DZYAN
Helena Blavatsky


ESTÂNCIA I

1. O Eterno Pai, envolto em suas Sempre Invisíveis Vestes, havia adormecido uma vez mais durante Sete Eternidades.

2. O Tempo não existia, porque dormia no Seio Infinito da Duração.

3. A Mente Universal não existia, porque não havia Ah-hi para contê-la.

4. Os Sete Caminhos da Felicidade não existiam. As Grandes Causas da Desgraça não existiam, porque não havia ninguém que- as produzisse e fosse por elas aprisionado.

5. Só as trevas enchiam o Todo Sem Limites, porque Pai, Mãe e Filho eram novamente Um, e o Filho ainda não havia despertado para a Nova Roda e a Peregrinação por ela.

6. Os Sete Senhores Sublimes e as Sete Verdades haviam cessado de ser; e o Universo, filho da Necessidade, estava mergulhado em Paranishpanna, para ser expirado por aquele que é e todavia não é. Nada existia.

7. As Causas da Existência haviam sido eliminadas; o Visível, que foi, e o Invisível, que é, repousavam no Eterno Não-Ser — o Único Ser.

8. A Forma Una de Existência, sem limites, infinita, sem causa, permanecia sozinha, em um Sono sem Sonhos; e a Vida pulsava inconsciente no Espaço Universal, em toda a extensão daquela Onipresença que o Olho Aberto de Dangma percebe.

9. Onde, porém, estava Dangma quando o Alaya do Universo se encontrava em Paramârtha, e a Grande Roda era Anupâdaka?