sábado, 23 de julho de 2016

O Cão, o Lobo e as Ovelhas II ...

Teatro da Vida 

Paulo da Costa Paiva
Diante desse mecanismo de lobos e ovelhas, temos os caninos companheiros fieis dos pastores (filosofia), que tem os sentidos apurados para resguardar as tolas ovelhinhas que são facilmente seduzidas para o abate dos carniceiros e insaciáveis lobos famintos. Os críticos são presença na sociedade que incomoda, eles não têm a verdades em mãos e não são pessoas superiores a outras, mas tem um grande diferencial que é a ousadia de ver a vida sem as ilusões fantasiosas e coloridas, de um mundo de fachada e faz de conta. Eles preferem encarar o mundo de angustia e dor, buscando soluções ao denunciar de varias formas e artes, do que se embriagar na pior droga e mal que existe na humanidade que é a ignorância. Para muitos é insuportável se quer em pensar numa vida fora das ilusões, pois seria uma dor de morte por não ter estrutura para encarar uma realidade nua e crua, de um mundo de desigualdade, injustiças, fome, guerras e muita miséria, causada pela ganância (egoísmo), inveja, ódio e indiferença ao seu semelhante, pois isso é muito real e concreto que existe desde sempre muito além do quadrado que você vive do seu mundinho colorido. 
Infelizmente muito vivem numa total alienação se embriagando com entorpecentes emocionais e de prazeres efêmeros que os tornam dependentes cada vez mais e mais, numa total submissão (escravo) sem vida e sem alma, pois vendeste a preço de banana ao seu senhor que quer sugar sua vitalidade até última gota de sangue e depois te jogar fora como um verdadeiro lixo. Pois para o mundo consumista o ser humano só tem valor até quando ele pode oferecer algo, e depois se tornar nada (um ser inexistente) nesse lindo mundo fantasioso e colorido, onde tudo é perfeito e todos são felizes de fachada. O pior cego são aqueles que não querem ver e que muitas vezes preferem tachar os críticos como loucos e revoltados do que realmente lhe dar a atenção necessária para o bem comum e salvação de sua própria alma.
Mas diante dessa roleta louca da vida, cheio de falsas promessas e reais angustias devemos buscar sempre observar e se questionar de tudo, até dos ditos inquestionáveis como a fé, por exemplo, ou se não, vai viver uma vida toda numa fé infantil de faz de conta. Essa é pior mentira que existe que é querer se auto enganar com medo de se questionar, medo de ser tudo ilusão, uma grande mentira. É necessário mergulhar de forma profunda e amadurecida nos questionamentos existenciais da vida na busca das verdadeiras respostas que acalenta e madurece a alma de forma crítica e mística. Sim, pois não podemos somente buscar repostas racionalmente, pois somos seres limitados, e nossa concepção de transcendência é muito rasa, como é a nossa finitude no tempo. Por isso é importante não ter tabus e nem preconceitos diante da verdade devemos avaliar tudo para saber o que é realmente conhecimento valido ou não para a pessoa em si, como também para o todo (humanidade). Para amadurecer de forma intima com o seu ser interior, é necessário silenciar conhecendo nossas misérias e potencialidades para ai sim separar o joio do trigo, Cristo é o modelo por excelência que devemos se espelhar, o próprio verbo de Deus que se fez carne no meio de nós (humanidade) e dentro de nós (eu) para sermos também luzes para o mundo libertando muitos que estão acorrentados nas trevas da ignorância (pecado), mas essa libertação se dá ao desapego de tudo que nos escraviza, comprometendo a nossa dignidade de humano (Imagem e semelhança de Deus) nos tornando bestiais. 
É necessário renuncias e superações ao carregar a nossa cruz para realmente nos assemelharmos concretamente ao Mestre (Cristo Jesus). Não seremos felizes plenamente sozinhos é necessário termos o outro para compartilhar dessa felicidade, enquanto houver muitos que sofrem e agonizam de dor e uma minoria se alegrando e sendo indiferentes a esses irmãozinhos, qual a contribuição e testemunho cristão estaria dando? Os Maus também fazem o mesmo com os seus... Essa felicidade não será plena enquanto houver dor e sofrimento do próximo, pois a salvação da humanidade não será individual, mas o contrario será universal, enquanto houver injustiça estamos envolto de trevas (ignorância), mas temos a chave que pode ajudar a muitos se libertarem das trevas da escuridão o testemunho da boa nova de forma concreta em nossa vida, assim como Francisco pela cidade de Assis que só em caminhar e nada falar convertia muitos corações a uma vida iluminada em comunhão com Deus, numa real vida de amor a Deus e ao próximo na harmonia cósmica com toda a natureza e suas criaturas.

Paz e Bem!

sábado, 16 de julho de 2016

O Cão, o Lobo e as Ovelhas...

Teatro da Vida

Paulo da Costa Paiva,
Desde os primórdios da humanidade percebo de cara três grupos de seres humanos que causaram muita confusão na história, ao ponto de deixarem suas marcas e causarem impacto nas suas escolhas e afirmações no decorrer dos séculos, são os personagens chaves nas diversas camadas sociais no teatro da vida e da história. O primeiro grupo são as das grandes massas que não podemos generalizar que todos fazem parte delas, mas a grande maioria que se deixa se levar pelo momento é lento ou incapaz para tomar suas próprias decisões e de ter o mínimo de senso critico e bom senso, são facilmente manipuladas e tem tendência a idolatrar seus venerados super humanos e ideologias extremistas, que nela ver a idealização da perfeição (deuses e paraíso) numa total embriaguez de ilusões como bálsamo para suas angustias de uma vida vazia e sem sentido, se dedicando incondicionalmente ao venerado (ou a uma ideologia), se alimentando e respirando uma falsa felicidade por muito tempo ou por toda vida num grande suicídio intelectual e existencial. 
O outro grupo é bem menor e que podemos classificá-los como oportunistas inescrupulosos ou loucos gananciosos (megalomaníacos), são visionários nato para o seu próprio interesse e benefícios, identificando facilmente quais são suas ovelhinhas tolas e manipuláveis, que possam ser de seu interesse para servi-los como escravos para seus caprichos e também para trazer mais e mais novas ovelhinhas para se beneficiar-se e alimentar-se sua auto-estima insaciável, podendo criar um verdadeiro império tanto financeiramente com uma grande legião de seguidores, e nesse grupo podemos também colocar os artistas midiáticos e algumas personalidades populistas de índoles e talentos suspeitos.O ultimo grupo desse três que considero muito significativo na história da humanidade, seria o grupo dos críticos, os que realmente tiveram estomago para encarar a vida de frente nua e crua, como realmente é sem a fachada luminosa e colorida em 3D que se utilizam as ideologias e religiões para ocultar e amenizar as angustia do vazio existencial da raça humana, e que precisa de historinhas e fabulas para entreter as multidões que nunca amadurece para a vida real (propositalmente) e nem se dispuseram de forma concreta para mudar todo esse sistema idiocrático acorrentados num circulo vicioso que séculos arrasta a humanidade para o caos.
 “Os críticos” têm um valor muito significativo dentro sociedade, mas não agradável, pois são como profetas do caos apontam as feridas da sociedade e as cutucam para exalar suas podridões que fedem a hipocrisia e derramam pus em torrenciais de imoralidade por milênios de história da humanidade. Podemos identificá-los como livres pensadores, filósofos, ateus e não ateus, entre os intelectuais, místicos e profetas, artistas e pessoas comum assim como eu e você que ousaram ver a realidade além das cortinas das armações, que não compactua jamais com esse circo de horrores. Uma sociedade meramente materialista e consumista, infestada de ideologias radicalista que buscam ser absolutistas, causa divisões e automaticamente as indiferenças entre povos e culturas, plantando a semente do ódio que agride e mata seu semelhante por mais bem intencionado que seja a idéia na sua essência, mas existem outras idéias que apontam para o mesmo fim e que todos aspiram que é a paz, a fraternidade e justiça para todos os povos. Mas quando se quer ver somente o seu lado e apresenta somente sua formula de felicidade como a solução do mundo é algo muito nocivo para o todo, pois se uma medicação com uma dosagem especifica lhe cura e te faz bem, pode se tornar veneno para o seu vizinho. O universo e a própria natureza nos revela que é fundamental sermos diferenciados, mas unidos como uma embreagem onde cada peça tem que fazer sua função para poder funcionar, assim como o corpo que existem vários órgão e membros diferenciados, mas que precisam está em harmonia para pode sobreviver.
Se relerem o livro de gênesis quando se relatam os fatos do pecado que se originou junto ao homem, se mostra que o homem vivia numa perfeita harmonia com Deus, convivia intimamente com seu criador num paraíso onde nada se faltava numa plena felicidade sem nada a se preocupar, numa vida pura e sem malicia, numa total inocência. “Mas isso incomodava de alguma forma seus corações pelo menos é o que se ver nos relato bíblico quando se refere à Eva nas breves conversa junto à serpente, e que se viu seduzida pelas palavras da dita serpente que” se desse fruto comer se olhos abririam e seria como os Deuses, versado no bem e no mal" (Gn3, 4-5). Eva poderia viver por toda eternidade no paraíso em contemplação a Deus numa total harmonia com seu criador, mas ela se incomodava de ser tão pequenina diante dos olhos do seu Senhor, e queria ser como Ele tanto no conhecimento como em divindade, foi seduzido pela sede de poder, um poder de ser como Deus, será que ela não percebia que não existia gloria maior e conhecimento pleno que a convivência com seu Criador e Senhor, numa intimidade tão profunda que caminhavam junto pelo o jardim do Édem? 
E o Adão porque comeu também do fruto proibido? Será que ele não conhecia o fruto que era tão diferenciado dos outros e foi enganado por Eva ou se levou por uma paixão cega por sua amada? Podemos identificar aparentemente três pecados: A desobediência, a ganância do poder e a paixão, (isso fazendo uma interpretação livre e pessoal num contexto especifico para esse artigo). Diante dessa situação do pecado original e todo o processo histórico da humanidade, se ver que alguns são levados por esse grande mal de querer ser maior, assim como um Deus diante de povos e nações, o desejo de ser idolatrado e controlar a vida de todos, segundo seus caprichos, mas isso só existe porque muitos são levados pela paixão, os que são facilmente manipulados e que já tem a inclinação para idolatria.
Continua...
Paz e Bem!

sábado, 2 de julho de 2016

Reflexão Casual XLVI


“Não alimente os maus sentimentos dentro de si, pois é como tomar veneno gota a gota até se afogar.”

Paulinopax

sábado, 18 de junho de 2016

Ódio, uma incoerência Cristã - 2ª Parte

Cristãos incoerentes! – 2ª Parte

Paulo da Costa Paiva

            Quando Jesus veio ao mundo, não foi para julgar, pois ainda não seria o momento, sendo que isso só irá acontecer na sua vinda gloriosa com a sua corte celeste já então profetizado nas Sagradas Escrituras. E como foi falada anteriormente sua missão foi anunciar a boa nova e redimir a humanidade pelo seu sangue derramado por nós e que ao ressuscitar deu-nos a vida nova. Mas no seu andar pelos povoados no seu ministério salvífico, Ele acolhia a todos sem distinção com misericórdia, não era preconceituoso e nem indiferente, ao contrário era extremamente tolerante, os viam como seus, que buscava de toda forma resgatá-los para junto caminhar numa vida nova com Ele (O Cristo), mostrando também profunda humildade ao lavar os pés de seus discípulos, os ensinado que viemos para servir (desfavorecidos), amar e anunciar a Boa Novos sendo novos cristos (Cristãos). Jesus foi bastante claro com quem se identificava os seus pequeninos (excluídos da sociedade) que eram os que sentiam fome e sede, estavam nus, presos e doentes. Era também bastante taxativo aos que eram fiéis ou não a sua vontade, pois o determinante não eram os falatórios e gesto vazios e sim a práxis do cristianismo da fé, esperança e caridade testemunhada dia a dia no decorrer dos séculos.

            Então é importante uma profunda reflexão de cada um de nós que se declara publicamente como cristão. Que tipo de cristão eu sou? Será que estou vivendo como Cristo viveu? Sendo Fiel ao seu modelo por excelência? Sendo manso e humilde de coração? Amando os inimigos e os que pensam diferente de mim? Sou tolerante, caridoso com meu próximo? Busco realmente a paz e unidade? E etc. Ser cristão autêntico é um exercício para vida toda (Cruz) caminhando, caindo e se levantando continuamente até chegar aos braços do Pai, o importante é caminhar sem desistir o pior é se acomodar vivendo um cristianismo de fechada (mentiroso), belo por fora e podre por dentro cheio de sentimentos ruins (inveja, ódios, mesquinhez, egoísmo...) assim como os fundamentalistas na época de Cristo que eram chamados por sepulcros caiados pelo próprio Jesus de Nazaré. Se deve então ser um cristão coerente e maduro na fé sem jamais se levar e dominar pelo emocional, se tornando pessoas tolas e alienadas, achando-se melhor dos que outros porque rezar em línguas ou repousa no Espírito, tudo isso é cilada da vaidade para dividir e destruir a unidade na Igreja.

            A prepotência de se acharem melhores dos que os outros irmãos, porque estão fora da Igreja e por não fazerem parte de suas comunidades ou de simplesmente pensarem diferente, acarretam uma gravidade sem tamanho sendo pior do que pecado original cometido por Adão e Eva de querer se assemelhar a Deus, pois quando se coloca numa situação de julgar e condenar o seu próximo está se usurpando o lugar de Deus, isso os torna pior do que aquele que o traiu por 30 moedas de prata, pois os iguala a situação do maligno a quem Cristo Jesus o chama de satanás por não querer fazer a vontade de Deus e sim seus caprichos de ser adorado por todos aqueles que são idolatras do poder e do prazer. Assim aquele que Julga e condena seu irmão, se deseja mesmo de forma inconsciente ser maior que Deus ou ter o controle sobre Ele passando se for necessário por cima de tudo até da própria hierarquia da Igreja por zelo de seu deus (falso deus). Sim aquele que busca a divisão, alimenta o ódio e a indiferença jamais se tornam ovelhas do Bom Pastor, pois as suas ovelhas conhecem a sua voz que clama do Deserto interior que somente quem é intimo de Cristo vai ao seu encontro e com Ele será conduzido para Jerusalém Celeste, já vivenciado aqui na terra no exercício da caridade em fraternidade com toda humanidade, os primeiros passos para os Céus.


Paz e Bem!

sábado, 4 de junho de 2016

Ódio, uma incoerência Cristã

Cristãos incoerentes!

Paulo da Costa Paiva

            Observando os meios de comunicações e mais precisamente os de via internet nos sites e blogs da vida no universo online que se tornou tão comum em nosso cotidiano, vejo muita coisa boa como também muita coisa ruim, e infelizmente o que mais dói são as contradições de muitos irmãos que se dizem cristãos engajados que não perdem uma missa e nem seus grupos (Comunidades) que freqüentam há anos com uma aparência piedosa e cheio de compreensão. Mas me pergunto até que ponto isso realmente mudou suas vidas e se houve realmente uma conversão verdadeira de autênticos cristãos? Pois é muito fácil ser bom com os seus, com aqueles que se assemelham e tem as mesmas inspirações (Mt5, 43-48). Mas basta ter um opinião diferenciada que já se fecha a cara, fica emburrado ao ponto de odiar o irmão por simplesmente pensar diferente, e o mais absurdo é que pode ser da mesma família, grupo ou de diversos movimentos da própria mãe Igreja que pelo Santo Espírito (Vaticano II) aspiram diversos dons e espiritualidade em unidade com Cristo místico (Igreja).

            Dentro da Igreja mais precisamente logo após do concílio Vaticano II, se manifestaram diversos movimentos inspirado pelo Santo Espírito, pois se não fossem, já teriam sido consideradas heréticas, mas muitos de nossos irmãos cristãos que se dizem seguidores de Cristo, que vão à missa sempre e a suas comunidades também, se autodenominam representante extra-oficial de Deus na face da Terra, muitos deles leigos com pouco embasamento Teológico e dos textos do magistério, se acham no direito de Julgar e condenar os seus irmãos que pensam diferente de si. Declarando abertamente odioso de seus próprios irmãos cristãos, vomitando palavras de baixo escalão e de maldiçoes e mortes. Não seria muita petulância se achar detentor da verdade ao ponto de abençoar e amaldiçoar?  Santificando uns e demonizando outros? Com qual autoridade e verdade revelada pelo próprio Deus dá o direito de mandar ou não um irmão ao inferno? Se isso eles fazem com os seus, imaginem com os de outros credos e  das diversas corrente ideológicas que existem na atualidade! Já os céticos e ateus para eles (fundamentalistas) estão condenados a morrerem queimados no inferno.

            Quando se questionamos e observamos o modelo ideal a se seguir, que é o Cristo no qual veio ao mundo anunciar a Boa Nova e nos darmos à redenção pelo seu sangue derramado no madeiro (Cordeiro de Deus). Percebemos que nos seus três anos de ministério entre nós, Ele ensinou amar e perdoar os nossos inimigos, de ver todos como irmãos e buscou sempre a unidade de todos independente das diferenças (sociais, sexo, ideologias) que existiam no meio em que viviam, sempre comparava por meios de parábolas o povo de Deus, como videira, galinha com seus pintinhos, O pão e vinho, aludido sempre à unidade para se compreender que Deus é Pai e que seus filhos sãos todos os irmãos por intermédio de Cristo. Jesus criticava severamente os fariseus fundamentalistas porque eram extremantes sectaristas, onde eles se achavam no direito de julgar quem era ou não justos se prendendo a leis e costumes que muitas das vezes eram deturpados para seus próprios benefícios, mas Cristo deu o seu pleno comprimento (sentido essencial) que só seria revelado pelo próprio Deus (verbo) encarnado no meio de nós.

Continua...


Paz e Bem!

sábado, 21 de maio de 2016

Reflexão Casual XLV


“No momento de ira, cai por terra à guarda do bom senso (consciência). Envenenado pela sede da vingança irracional e desproporcional, causando seqüelas (cicatrizes) irreparáveis por toda a vida.”

Paulinopax

sábado, 7 de maio de 2016

A filosofia de Tomás de Aquino - " O doutor da Igreja "

São Tomás de Aquino
Paulo da Costa Paiva

         Natural da cidade de Roccasecca do ano de 1221, Tomás  de família nobre sendo  descendente de italiano por parte de pai(Conde de Aquino) e normando por parte de Mãe, teve sua formação na abadia de Montecassino como posteriormente a universidade de Nápoles.Iniciou sua vida religiosa na Ordem Dominicana, apesar da resistência de sua família foi atraido pela a nova forma de vida religiosa. Sendo discípulo de  Alberto Magno em colônia(1248-1252), logo se destacou pelo seu talento especulativo ao ponto de ser convidado por seu mestre a expor suas opiniões em diversos debates. Em 1252 por ordem de seu Mestre-geral e por indicação de Alberto Magno iniciou a carreira acadêmica como professor-assistente na Universidade de Paris. Concluído o curso de teologia e ter lecionado por três ano na mesma Universidade, voltou a Itália sendo nomeado professor na Cúria pontifical de Roma. Durante anos ensina em varias cidades italianas  e retorna a Paris após uma década e leciona até o ano de 1273 em seguida retorna a Nápoles, com o objetivo de reestruturar o ensino superior. Convocado pelo papa Gregório X (1274) para participar do Concílio de Lyon, adoece e vindo a falecer durante a viagem aos 49 anos no mosteiro cisterciense de Fossanova.
A primeira questão ocupada por Tomás de Aquino, é a Suma Teológica, sendo essa a sua obra máxima que se relaciona entre a ciência e a fé, a filosofia e a teologia.  Baseada na revelação, a teologia é a ciência suprema da qual a filosofia é  auxiliar. Já que a filosofia procede  de acordo com a razão, cabe demostrar a existência e a natureza de Deus.  Tendo uma forte influência aristotélica, sustenta que nada está na inteligência que antes não tenha estado nos sentidos, por esse motivo não podemos ter uma idéia clara e distinta de forma imediata. Dessa forma para provar a existência de Deus, Tomás de Aquino procede partindo não da Idéia de Deus , mas dos efeitos por ele produzidos. Para isso o filósofo  distingue cinco vias para provar a existência de Deus:
O primeiro motor: Esta primeira via supõe a existência do movimento no universo. Porém, um ser não move a si mesmo, só podendo, então, mover outro ou por outro ser movido. Assim, se retroagirmos ao infinito, não explicamos o movimento se não encontrarmos um primeiro motor que move todos os outros;
Causa eficiente: A segunda via diz respeito ao efeito que este motor imóvel acarreta: a percepção da ordenação das coisas em causas e efeitos permite averiguar que não há efeito sem causa. Dessa forma, igualmente retrocedendo ao infinito, não poderíamos senão chegar a uma causa eficiente que dá início ao movimento das coisas;
Ser necessário e ser contingente: A terceira via compara os seres que podem ser e não ser. A possibilidade destes seres implica que alguma vez este ser não foi e passou a ser e ainda vem a não ser novamente. Mas do nada, nada vem e, por isso, estes seres possíveis dependem de um ser necessário para fundamentar suas existências;
Os graus de perfeição: A quarta via trata dos graus de perfeição, em que comparações são constatadas a partir de um máximo (ótimo) que na verdade contém o verdadeiro ser (o mais ou menos só se diz em referência a um máximo);
A finalidade do ser: A quinta via fala da questão da ordem e finalidade que a suprema inteligência governa todas as coisas (já que no mundo há ordem!), dispondo-as de forma organizada racionalmente, o que evidencia a intenção da existência de cada ser.
Segundo são Tomás de Aquino, o homem é corpo e alma inteligente, incorpóreo e se encontra, no universo numa realidade entre os anjos e os animais.  Sendo a alma o ato do corpo organizado tendo a vida em potência, o principio vital. O santo filosofo observa e contesta o platonismo e suas teses das idéias inata, porque se a alma tivesse de todas as coisas um conhecimento inato, de nada esqueceria, pois sendo natural que unido a um corpo não explicaria o motivo do corpo ser a causa desse esquecimento. Conhecimento não é simplesmente lembrar como se dizia Platão, é extrai por intermédio da razão a forma universal contida nos objetos sensíveis e particulares, sendo necessário o desejo (apetite) do  conhecimento o caminho que leva a alma a uma inclinação pelo bem.
Tomás de Aquino apresenta o homem como o ser que só pode desejar o que conhece, e há duas forma de apetite (desejos), que são os "sensíveis" relacionado aos objetos sensíveis, produzindo as paixões, cuja se origina no amor. Quanto ao segundo é o desejo relacionado a intelectualidade cujo o apetite vem da alma em relação a um bem que lhe é apresentado pela inteligencia como tal. Influenciado pelas idéias de Aristóteles, Tomás de Aquino diz que a felicidade do suprema do homem vai muito além das coisas supérfluas e temporais que possa o homem conquistar durante sua vida como riquezas, honrarias ou ou próprio poder pois nada criado pode lhe dar a felicidade  por excelência, mas é através da contemplação do absoluto ou visão da essência divina, mas que é somente possível em outra vida (desencarne), com a graça de Deus na eternidade. 
O apogeu da idade media (Sec.13 ) se baseou na filosofia de são Tomás  considerando uma catedral de idéias, onde se encontra uma teologia mais coerente e sólida. Mas algumas corrente combatiam essa corrente do tomismo, como por exemplo os seguidores  de Duns Scotus, por isso se percebe que nem sembre foi aceito pelos escolástico medievais. Foi somente no período da "Contra-Reforma" ( Meados do séc.16) que São Tomás de Aquino foi reconhecido como arma de defesa por parte da Igreja contra os protestantes. Após esse período da contra-reforma os pensamento de são Tomás ficaram de lado , esquecida até o surgimento do neotomismo entre os séculos 18 e 19, esse renascimento veio através  dos filósofo Étienne Gilson e Jacques Maritain.
 Pax!

sábado, 30 de abril de 2016

Reflexão Casual XLIV


“Os insensatos são pessoas que se quer acordaram para vida, são meros zumbis, que vivem por viver, para saciarem seus efêmeros caprichos feitos cães famintos e no cio...”

Paulinopax

sábado, 16 de abril de 2016

Está Próximo ...

O Reino de Deus
Paulo da Costa Paiva,

            O Reino de Deus se manifestou e se tornou acessível de cada um de nós, por intermédio de Jesus, que veio anunciar a boa nova e salvar a humanidade, instaurando o Reino de Deus. Jesus iniciou o ministério da Igreja a partir de sua missão onde se cumpriu o tempo já anunciado a séculos por seus profetas e ungidos de Deus. E se manifestou de forma concreta assim como foi sua encarnação feito homem despojando-se como um mero mortal que tudo suportou como qualquer individuo que veio ao mundo nu e aos berros. Deus filho se fez humano para nos mostrar através de seu ministério salvífico a humanidade pode se tornar divina (comunhão) por seu intermédio, nos tornamos uno com Ele quando carregaste em seus ombros toda as misérias humana (pecado) e ao ressuscitar nos tornando divino pelo seu Santo Espirito que nos faz morada em nossos corações quando se agrega ao seu corpo místico (Igreja) pelo batismo (Nova Criatura)
            Desde do inicio de sua caminhada, Jesus estava plenamente consciente de sua missão o que deveria fazer e quais seria as suas consequências, o seu objetivo era manifestar a boa nova, o seu Reino a toda a humanidade por suas palavras e atitudes. Ele o Cristo é o próprio verbo encarnado e suas palavras era proclamada com autoridade que tocava muitos corações principalmente dos mais humildes, aqueles que estavam fadigados e sem expectativas. Seu reino trouxe esperança, não aquela que é efêmera mas uma alegria aos corações de eterno amor divino que transcendia os cárceres da morte, na eternidade em comunhão com Deus a partir da iniciativa da acolhida de sua palavra em seus corações. A Palavra de Deus proclamada por Cristo Jesus se comparava a semente lançada ao campo (coração) e dependendo em que tipo de terreno caiu a semente frutifica ou não, ou melhor dizendo quem a acolheu com alegria e se converteu a uma nova vida, se torna um com Cristo e Reino de Deus se manifesta em sua vida.
            Cristo ao ressuscitar dos mortos se manifestou como senhor e Sacerdote Eterno e soprou sobre seus discípulos o paráclito edificando, animando e santificando a Igreja, que é todo o seu povo que aderiram a semente da boa nova em seus corações pelo anuncio e testemunhos dos Apóstolos: Vida, morte e ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Por intermédio do Santo Espírito a Igreja se movimenta como um corpo vivo que é o corpo místico de Cristo na comunhão divina e humana, enriquecida com os dons do seu fundador, zelando fielmente os seus preceitos e a missão dada no apostolado junto ao mestre na missão dos séculos de anunciar e instaurar o Reino de Deus ao todos os povos em essência e principio da mesma, no Reino na terra, na peleja histórica de cada vivente suspirando a consumação dos tempo unido plenamente ao seu Rei na Gloria Eterna.


Paz e bem!

sábado, 2 de abril de 2016

Reflexão Casual XLIII


“Os estereótipos estão presentes em todas as esferas de nossa sociedade sendo peso morto e sem valor para o beneficio humanitário, mas se tornam peso de ouro para os inescrupulosos dirigentes que no poder se beneficiam de suas insensatezes. Por nada produzirem e não terem personalidade própria, pela falta de originalidade em assumirem e descobrirem os seus potenciais se tornam presas fáceis ao se entregarem aos modismos (Sistema) na ilusão de se sentirem vivos e percebidos, mesmo que seja da forma mais estúpida e insana que possa existir!”

Paulinopax