sábado, 5 de maio de 2018

Reflexão Casual LXIX


“O ser humano só vive verdadeiramente no mundo quando desperta para a realidade plena que ele é ele mesmo, na sua finitude dos séculos, sem isso, vive-se apenas como um todo, numa consciência coletiva e compulsiva podendo se chegar ao ponto de morrer sem ter nascido."

Paulinopax

sábado, 21 de abril de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação III

BRUXOS
Paulo da Costa Paiva



BRUXOS

            Na Idade média surgiu algo muito forte e atemorizante na imaginação da população, que foi usado como ferramenta pela própria Igreja para levar algumas pessoas que se opusessem as suas idéias à fogueira. Segundo o imaginário popular e a própria Igreja seria uma seita ou algo semelhante que era total oposição ao cristianismo, denominado de "bruxaria" que estava diretamente relacionado ao satã (mal) e sendo contraparte junto com seus demônios à Deus e seus anjos numa verdadeira guerra sobrenatural e invisível pelo menos na ideia do povo da época. Essa caça às bruxas se tornou uma arma ideológica fortíssima para levar muitos inocentes a fogueira e a todo tipo de torturas das mais bizarras que existiram para erradicar qualquer possibilidade do mal triunfar sobre bem aqui na terra, e como forma de encurralar qualquer pessoas ou grupos que pensassem de forma diferenciada da Igreja.

             Um exemplo de total histeria relacionado a dita bruxaria, seria na Europa Ocidental, pois era algo diferenciado porque era mais intenso e forte as ideias que tudo de alguma forma estava relacionado à alguma manifestação demoníaca ou melhor dizendo, ações de bruxaria dos servos do diabo (bruxos e bruxas). Segundo os estudiosos Kramer e Sprenger, a ideia de bruxaria estava fortemente relacionada aos impulsos sexuais como porta de entrada da manifestação maligna, pois advinha do desejos carnais que eram insaciáveis nas mulheres, se tornando um forte motivo de perseguições de mulheres que se tornaram muitas das vezes por pura ignorância sendo verdadeiros bode expiatória dessa verdadeira histeria que impregnou tanto na população como na Igreja.

                 Baseado em registros antigos do século IV, que havia uma lenda (História Gotica de Jordanes) que falava do acasalamento entre demônios (masculinos) e bruxas criando uma nova raça chamada de hunos. Por ai se ver como o imaginário do povo era muito fértil levando a uma verdadeira histeria, vendo a situação a Igreja buscou intensamente absorver o paganismo negando qualquer ideia de poder por parte da magia pagã, tentando levar ao descrédito e ao esquecimento. Entre suas iniciativa foi assumindo seus dias sagrados e suas divindades e seus templos numa realidade cristianizada com oficialização de dias santos no calendário cristão, como também a trocas das divindades por santos católicos e construções de Igrejas sobre as ruínas dos templos pagãos. 

             Apesar de todos os esforços por parte da Igreja o paganismo insistia em permanecer desafiando a absorção cristã, principalmente no que era relacionado ao culto da fertilidade. No final da Idade medieval a bruxaria que estava relacionada diretamente ao satanismo seria o perfeito bode expiatório, sendo que a utilizando como meio (justificativa) para aplicada á qualquer pessoa que discordasse dos dogmas da Igreja oprimindo e impondo suas ideias de forma inquestionável por muitos séculos sendo considerada inimiga da Igreja, uma verdadeira imagem compósita do mal.

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Paz e Bem!!


sábado, 7 de abril de 2018

Reflexão Casual LXVIII



A sociedade tem a cultura que merece, mas o interessante seria proporcionar espaços para todas as culturas sem distinções. Infelizmente temos acessos na mídia somente a banda podre (lixo cultural), que os gananciosos manipulam os gostos e preferências para enriquecer-se em cima do enculturado e alienado ser humano, que sem senso critico e sem ter oportunidade do bom gosto, se alegra com o lixo que lhe oferecem assim como o porco quando vê a lama se suja todinho, como se fosse a coisa mais sublime e de bom gosto que possa existir.

Paulinopax

sábado, 24 de março de 2018

O Bem Maior (Web Video)



"Mas ninguém pode entrar na casa de homem forte e saquear seus bens, sem ter primeiro amarrado o homem forte; então saqueara a sua casa” (Mc 3,27)."


sábado, 17 de março de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação II

 HEREGES
Paulo da Costa Paiva


HEREGES

            Nesse período que também e conhecido como a " Idade das Trevas" , entre os séculos XI ao XIII sugiram grandes manifestações laicais com forte apelo espirituais e ameaças heréticas, por tão sedentos e temoroso de Deus, buscaram desesperadamente por salvação e fuga alucinante da condenação eterna. Surgiram então iniciativa que marcaram profundamente esse período com forte indícios de heresias, como por exemplo: As cruzadas, o aumento de peregrinações, a crescente surgida de ordens e casas monásticas, como a popularidade de pregações itinerantes e de eremitas virtuosos, tendo como característica principal a espiritualização do laicato.

            Essa disposição de espírito apostólico abraçado com o temor da condenação eterna, levou e  incentivou o livre acesso às Escrituras Sagrada, que era exclusividade absoluta do clero, facilitada pela traduções do latim para o vernáculo, acarretou uma difusão da pregação indiscriminada por pregadores autodidatas não autorizados, como também o aparecimento de muitas ordens, que abraçaram a ideia do anuncio do evangelho de forma indiscriminada, mas com visões muito diferenciada uma das outras. Todo esse contexto levava as pessoas individualmente ou em grupos a uma busca por uma vida religiosa mais intensa, através da austeridade pessoal, na adesão ao evangelho e da pregação.Paralelamente a tudo o que ocorria, a Igreja tropeçava com os seus próprios pés, através da limitações e contra-testemunho do clero, causada pelas crescentes riquezas, a burocracia e a politização do papado, se envolvendo em guerras, ações judiciais, impostos abusivos e muito outro mais absurdos. Tudo isso somado com um período de intensa ameaça do movimento reformista dentro da própria Igreja.

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Paz e Bem!!

sábado, 3 de março de 2018

Reflexão Casual LXVII


“Infelizmente existe muito puritanismo e hipocrisia de um povo que se diz tão clemente a Deus, que passa horas e horas de joelho rezando, mas para saciar seus egos narcisistas e farisaicos, do que propriamente experimentar o amor incondicional de Cristo que acolhe a todos com amor sem distinção. Na verdade esse povo que julga que se acha no direito de julgar no lugar de Deus, o que é certo ou errado, são os piores que existem, pois estão cometendo o grave pecado de usurpar o lugar de Deus, pois somente a Ele cabe julgar a cada um de nós, e o que nos diz respeito é seguir o que Cristo nos ensinou: ' Que vos amei uns aos outros assim como Eu vos amei... '”

Paulinopax

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação

SEXO, DESVIO E DANAÇÃO

Paulo da Costa Paiva


APRESENTAÇÃO

            O autor Jeffrey Richards, apresenta temas sobre os acontecimentos do cotidiano medieval de sua população e como a Igreja se posicionava diante das problemáticas de um período altamente delicado que causava verdadeira histerias sociais, numa Europa que vivia o inicio da idade média com todas as suas perturbações sociais e espirituais. O livro tem uma leitura de fácil compreensão onde apresenta os temas de maneira simples e objetiva, com uma metodologia acadêmica muito zelosa, apontando referências a outros pesquisadores sérios, solidificando uma pesquisa  com grande credibilidade histórica. Traduzido pela editora Zahar para o português por  Marco Antônio Esteves da Rocha e Renato Aguiar num total de 180 paginas.

SINOPSE

O CONTEXTO MEDIEVAL

            O livro retrata o contextos vivido por grupos específicos que viviam na marginalidade de uma sociedade teocrática medieval, num período muito delicado socialmente de grande calamidades causada  pelos conflitos demográficos,  surtos de varias doenças e muito fome. todas essas mazelas causava uma verdadeira histeria na população que tinha como única esperança a sua fé em Jesus Cristo, que nem sempre mostrava salutar e consolado em seus corações. Por que se viva num período de virada milenar mas precisamente no ano 1.000 e.C e muitos acreditavam na volta de Jesus Cristo, e no imaginário popular era tão intenso e forte que todo tipo de manifestação aparentemente perturbadora e diferenciada significaria um sinal de sua volta, na loucura desesperada de salvação numa verdadeira realidade apocalíptico, e que muitos buscavam uma vida de profunda penitência e peregrinações,  onde muitos foram principalmente  a Terra Santa. 

        Como muitos acreditavam que o mundo iria acabar na virada do milênio e não se concretizou seus temores, mas isso nãos os deixou de estar impressionado pois isso estava impregnado no seu modo de viver, muito se falava em Anticristo, se tonando uma tema constante assunto comum entre os mais doutos e os mais ignorantes, se manifestando na sua própria cultura através de sermões, poemas, história e peças.  No mesmo período e contexto houve o Concílio Lataranense (1215), com o objetivo principalmente de impor conjuntos de regras para  fortalecer o total controle sobre a vida e a crenças dos Leigos.

SEXO NA IDADE MÉDIA

            Na era medieval em seus textos antigos,  tudo que era escrito sobre a sexualidade em si, ficavam na obscuridade decente de uma linguagem clássica. Baseado nos próprios direcionamentos da Igreja, o seu único e exclusivo objetivo seria que o sexo tinha do ato em si, de reprodução e consequentemente forma famílias. Diante da temática  relacionada ao sexo se dividia em três categoria: Teórica, prática e cultural, numa dimensão médica, teológica e constitucionais da lei, já na sua dimensão cultural se demonstrava  no seu próprio cotidiano e nas manifestações artísticas  como por exemplo: As poesias, as prosas, anedotas, rimas e etc. A Igreja era grande reguladora da moral e dos bons costume, é a que tinha a ultima palavra sobre o que era certo ou errado na sociedade medieval. Como também a força dominante na vida espiritual, como a única detentora da verdade revelada por Cristo tendo o sucessor petrino que poderia salvar e condenar segundo seus próprios critérios, baseado na sua interpretação da revelação divina nos séculos. Diante de sua autoridade espiritual e secular tomou a iniciativa de especificar que atos sexuais, as pessoas poderiam se permitir e de regulamentar onde, quando e com quem o sexo poderia ter lugar.

            O sexo segundo a Igreja não poderia ser desfrutado por seu puro capricho de seu bel-prazer, mas para fins pro criativo dentro do próprio casamento sendo abençoado na presença de Deus pelo sacerdote (clero), apesar da resistência principalmente da nobreza aristocrática que se utilizava como  peso de moeda onde eram acertados entre famílias, assim como em todo os níveis sociais, envolvendo na maioria das vezes propriedades, bens e até dinheiro. Essa Ideia de que a mulher em geral seria um bem de interesse de todos e o que ela pensava pouco importava, era uma realidade que vem desde os primórdio da humanidade e na idade média não era diferente, pois ela estava sujeita ao Pai e quando casada totalmente subordinada ao seu marido, principalmente para os aristocratas,  já que os casamentos lhe garantiam uma sucessão e consequentemente de se apossar sempre de mais e mais terras, dessa forma quando era necessário, para o seu próprio beneficio eram favorável a dissolubilidade do casamento levando ao segundo casamento habitual, acarretando a uma briga voraz e bastante longa entre os nobres e a Igreja, durante todo esse período.

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Paz e Bem!!

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Reflexão Casual LXVI


“Não se deve jamais se julgar um gênio por suas atitudes, pois as suas inspirações se fazem presente na sua própria natureza de genialidade e nas suas loucuras (originalidades) mais insanas da noite dos séculos, se manifestando a sua singularidade num mundo onde se predomina as trevas da mediocridade...”

Paulinopax