domingo, 8 de agosto de 2021

O CAIBALION 08


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO VIII - OS PLANOS DE CORRESPONDÊNCIA

"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima." O Segundo Grande Princípio hermético explica a verdade que há uma harmonia, uma correlação e correspondência entre os diferentes planos de Manifestação, Vida e Existência. Esta afirmação é uma verdade porque tudo o que está incluído no Universo emana da mesma fonte, e as mesmas leis, princípios e característicos se aplicam a cada unidade, ou combinação de unidades de atividade, assim como cada uma manifesta seus fenômenos no seu próprio plano. Para um fim de conveniência do pensamento e do estudo, a Filosofia hermética considera que o Universo pode ser dividido em três grandes classes de fenômenos, conhecidas como os Três Grandes Planos denominados: I. O Grande Plano Físico. II. O Grande Plano Mental. III. O Grande Plano Espiritual.
Estas divisões são mais ou menos artificiais e arbitrárias, porque a verdade é que todas as três divisões não são senão graus ascendentes da grande escada da Vida, o ponto mais baixo da qual é a Matéria não diferenciada, e o ponto mais elevado o Espírito. E, aliás, os diversos Planos penetram uns nos outros, assim esta não sólida e exata divisão pode ser colocada entre os mais elevados fenômenos do Plano Físico e o mais inferior do Plano Mental; ou entre os mais elevados do mental e os mais baixos do Físico. Enfim, os Três Grandes Planos podem ser considerados como três grandes grupos de graus de Manifestação vital. Apesar do fim deste pequeno livro não nos permitir entrarmos em extensa discussão ou explicação do objeto destes diferentes planos, contudo, pensamos ser bom dar aqui uma descrição geral dos mesmos.
A princípio devemos considerar bem a pergunta tantas vezes feita pelo neófito, que deseja ser informado a respeito do significado da palavra "Plano", termo que tem sido muito usado e pouco explicado em muitas obras de ocultismo. A pergunta é geralmente expressa assim: "É um Plano um lugar tendo dimensões, ou é simplesmente uma condição ou estado?" Respondemos: "Não; não é um lugar, nem uma dimensão ordinária do espaço; é ainda mais que um estado ou uma condição e, apesar disso, o estado ou a condição é um grau de dimensão, em escala sujeita à medida." Um tanto paradoxal, não é verdade? Porém examinemos a matéria. Uma "dimensão", vós o sabeis, é "uma Medição em linha reta, em relação à medida", etc. As dimensões ordinárias do espaço são comprimento, largura e altura, ou talvez comprimento, largura, altura, espessura ou circunferência. Há uma outra dimensão das coisas criadas, ou medida em linha reta, conhecida pelos ocultistas, como também por cientistas, apesar destes últimos não a chamarem com o termo "dimensão"; e esta nova dimensão, que futuramente será a mais investigada como Quarta Dimensão, é a marca usada na determinação dos graus ou Planos. Esta Quarta Dimensão pode ser chamada a Dimensão da Vibração. Este é um fato bem conhecido para a moderna ciência, como para os hermetistas, que estabeleceram a verdade no seu Terceiro Princípio hermético, que "tudo se move, tudo vibra, nada está parado". Desde as manifestações mais elevadas até às mais baixas, todas as coisas vibram. Não somente elas vibram em diferentes coeficientes de movimento, mas também em díversas direções e de diferentes maneiras. Os graus de coeficiente das vibrações constituem os graus de medição na Escala de Vibrações, ou em outras palavras, os graus da Quarta Dimensão. E estes graus,formam o que os ocultístas chamam "Planos". O mais elevado grau de vibração constitui o plano mais elevado e a mais elevada manifestação da Vida que ocupa este plano. Assim, apesar de um plano não ser um lugar, nem ainda um estado ou uma condição, ele possui as qualidades de ambos. Desejaríamos dizer mais sobre o assunto da escala das Vibrações nas nossas próximas lições, em que consideraremos o Princípio hermético de Vibração.
Deveis lembrar−vos agora que os Três Grandes Planos não são as divisões atuais dos fenômenos do Universo, mas simplesmente termos arbitrários empregados pelos hermetistas para facilitar o pensamento e o estudo dos vários graus e formas da atividade e da vida universal. O átomo de matéria, a unidade de força, a mente do homem e a existência do arcanjo são graus de uma escala, e fundamentalmente a mesma coisa, a diferença sendo simplesmente uma questão de grau e coeficiente de vibração; todas são criações do TODO, e só têm sua existência na Infinita Mente do TODO. Os hermetistas subdividem cada um destes Três Grandes Planos em Sete Planos menores, e cada um destes são também subdivididos em sete sub planos, todas as divisões sendo mais ou menos arbitrárias, penetrando umas nas outras, e adotadas somente para conveniência do estudo científico e para a idéia. O Grande Plano Físico, com seus Sete Planos menores, é a divisão dos fenômenos do Universo que inclui todos os que são relativos às coisas, forças e manifestações físicas ou mentais. Inclui todas as formas do que chamamos Matéria e todas as formas do que chamamos Energia ou Força. Deveis saber, porém, que a Filosofia hermética não reconhece a Matéria como uma "coisa em si", ou como tendo uma existência separada constante na mente do ToDo.
Os Ensinamentos são que a Matéria é antes uma forma da Energia; ela é a Energia num coeficiente inferior de vibrações de certa espécie. E de acordo com isto os hermetistas classificam a Matéria como a extremidade inferior da Energia, e dão−lhe três dos Sete Planos Menores do Grande Plano Físico. Estes Sete Menores Planos Físicos são os seguintes: I . O Plano da Matéria (A) II. O Plano da Matéria (B) III. O Plano da Matéria (C) IV. O Plano da Substância Etérea V. O Plano da Energia (A) ’VI. O Plano da Energia (B) VII. O Plano da Energia (C)
O Plano da Matéria (A) compreende as formas da Matéria em suas formas de sólidos, líquidos e gasosos como geralmente reconhecem os livros dos físicos. O Plano da Matéria (B) compreende certas formas mais elevadas e mais sutis da Matéria, cuja existência a ciência moderna está reconhecendo agora, os fenômenos da Matéria Radiante, nas suas fases de radium, etc., que contém a subdivisão inferior deste Plano Menor. O Plano da Matéria (C) compreende as formas da matéria mais sutil e tênue, cuja existência não é suspeitada pelos cientistas ordinários. O Plano da Substância Etérea compreende o que a ciência chama "O Éter", uma substância de extrema tenuidade e elasticidade, que penetra todo o Espaço do Universo, e age como mediador para a transmissão de ondas de energia, como a luz, o calor, a eletricidade, etc. Esta substância Etérea forma um elo de relação entre a Matéria (assim chamada) e a Energia e participa da natureza de ambas. os Preceitos herméticos, contudo, ensinam que este plano tem sete subdivisões (como têm todos os Planos Menores.), e que com efeito existem sete éteres, em vez de um só. Imediatamente acima do Plano da Substância Etérea está o Plano da Energia (A), que compreende as formas ordinárias da Energia conhecida pela ciência, sendo, respectivamente, estes sete sub planos, o Calor, a Luz, o Magnetismo, a Eletricidade e a Atração incluindo a Gravitação, a Coesão, a Afinidade Química, etc. e várias outras formas de energia indicada pelas experiências científicas mas ainda não classificadas.
O Plano da Energia (B) compreende sete sub planos de formas elevadas da energia ainda não descoberta pela ciência, mas que têm sido apelidadas "As Forças Mais Sutis da Natureza" e que são consideradas em ação nas manifestações de certas formas de fenômenos Mentais e pelas quais tais fenômenos são possíveis. O Plano da Energia (C) compreende sete sub planos de energia tão elevadamente organizados, que eles contêm muitos característicos da vida, mas que não é reconhecido pela mente dos homens no Plano ordinário de desenvolvimento, sendo útil só ao uso dos entes do Plano Espiritual; tal energia nem é sonhada pelo homem ordinário, e pode ser considerada quase como a força divina. Os entes que a empregam são como deuses comparados com os mais elevados tipos humanos conhecidos por nós, O Grande Plano Mental compreende as formas de pensamentos viventes conhecidas por nós na vida ordinária, bem como certas outras formas só bem conhecidas dos ocultistas. A classificação dos Sete Menores Planos Mentais é mais ou menos satisfatória e arbitrária (se não for acompanhada por esmeradas explicações que estão fora do fim desta obra particular; contudo vamos mencioná−los. Eles são os seguintes: l . O Plano da Mente Mineral li. O Plano da Mente Elemental (A) iii.O Plano da Mente Vegetal IV.O Plano da Mente Elemental (B) V. O Plano da Mente Animal Vi. O Plano da Mente Elemental (C) Vil. O Plano da Mente Hominal.
O Plano da Mente Mineral compreende os estados ou as condições das unidades, entidades, ou grupos e combinações das mesmas, que animam as formas conhecidas por nós como minerais, químicas, etc. Estas entidades não podem ser confundidas com as moléculas, os átomos e os corpúsculos, que são simplesmente os corpos ou as formas materiais destas entidades, assim como o corpo de um homem é a sua forma material e não ele mesmo. Estas entidades podem ser chamadas espíritos em certo sentido, e seres viventes de um grau inferior de desenvolvimento, vida e mente, exatamente um Pouco maior que as unidades da energia vivente que compreendem as mais elevadas subdivisões do mais elevado Plano Físico. A mente média não quer geralmente atribuir a possessão da mente, espírito ou vida ao reino Mineral, mas todos os ocultistas reconhecem a existência dela e a ciência moderna move−se rapidamente para o ponto de vista do Hermetismo, a respeito deste assunto. As moléculas, os átomos C OS corpúsculos têm seus amores e ódios, suas semelhanças e dessemelhanças, atrações e repulsões, afinidades e desafinidades, etc., e muitas das mais intrépidas mentes de ciência moderna expressaram a opinião que o desejo e a vontade, as eitoções e sentimentos, dos átomos simplesmente diferem em grau dos que os homens têm.
Não temos espaço para argumentar sobre este assunto. Todos os ocultistas conhecem isto, e outros se referiram às diversas obras científicas mais recentes para corroboração exterior. Estas são as sete subdivisões usuais deste plano. O Plano da Mente Elemental (A) compreende o estado ou a condição, e grau de desenvolvimento mental e vital de uma classe de entidade desconhecidas ao homem médio, mas reconhecidas pelos ocultistas. Elas são invisíveis aos sentidos ordinários do homem, mas não obstante existem e têm a sua parte do Drama do Universo. O seu grau de inteligência está entre o das entidades minerais e químicas, de um lado, e das entidades do reino vegetal do outro. Também neste plano há sete subdivisões. O Plano da Mente Vegetal, em suas sete subdivisões, compreende os estados ou as condições das entidades contidas nos reinos do Mundo Vegetal, os fenômenos vitais e mentais que as pessoas de inteligência média justamente bem compreendem, tendo sido publícadas na última década muitas obras novas e interessantes sobre a "Mente e a Vida nas Plantas". As Plantas têm vida, mente e espírito, tão bem como os animais, o homem e o super−homem. O Plano da Mente Elemental (B), nas suas sete subdivisões, compreende os estados e as condições de uma forma mais elevada das entidades elementais ou invisíveis, tendo a sua parte na obra geral do Universo, cuja mente e vida forma uma parte da e.−,cada entre o Plano da Mente Vegetal e o Plano da Mente Animal, as entidades participando da natureza de ambos. O Plano da Mente Animal, nas suas sete subdivisões, compreende os estados e as condições de entidades, entes ou espíritos que animam as formas animais da vida, familiares a nós todos. Não é necessário entrar em detalhes a respeito deste reino ou plano de vida, porque o mundo animal nos é tão familiar como o nosso próprio.


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domingo, 1 de agosto de 2021

Reflexão Casual CVIII



Existem muitos loucos reprimidos em pele de cordeiros, que embriagados no êxtase do fundamentalismo religioso mostram quem realmente são. Justificando suas insanidades como vontade de um suposto deus (ou demônio) que na verdade, nada mais é do que sua verdadeira face deformada e em total desequilíbrio.

Paulinopax

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa 6


Upanishad Kena – A noite silenciosa 6
Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


Brahman chega ao pensamento daqueles que O conhecem como além do pensamento, não àqueles que imaginam que Ele pode ser alcançado pelo pensamento Brahman é desconhecido ao erudito e conhecido pelo simples.

Eruditos são aqueles com muitas posses, possuem muitas acumulações da mente, aquisições dos pensamentos que eles orgulhosamente exibem como suas estimadas posses. Se apegam ao falso brilho que a mente colecionou, consideram-se ricos.

Brahman é desconhecido pelo erudito, Ele é conhecido apenas pelo simples, que se livraram do fardo das acumulações da mente Somente os humildes herdarão o reino de Deus.

Na mitologia hindu existem centenas de estórias com guerras entre deuses e demônios. Isso não é estranho, pois eles representam os dois opostos da mente, é realmente a própria vida da mente.

Numa dessas guerras na qual houve o triunfo dos deuses, a vitória subiu a cabeça dos deuses que se sentiam todos poderosos. O Espírito supremo compreendeu que essa vaidade seria seu infortúnio, e resolveu esclarecê-los sobre a real natureza das coisas.


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Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/

domingo, 18 de julho de 2021

APÓCRIFO DE JOÃO V


O Livro Secreto de João
A Revelação Secreta de João


E a mente quis realizar uma ação através da palavra do Espírito invisível. E a vontade dele se tornou uma ação, e apareceu com a mente; a luz o glorificou. E a palavra acompanhou a vontade. Porque pela palavra, Cristo, o Autogenes divino, criou tudo. A vida eterna, a vontade dele, a mente, e a previsão, serviram e glorificaram o Espírito invisível e Barbelo, pelos quais eles haviam surgido.

E o Espírito sagrado completou o Autogenes divino, que é o filho dele, junto com Barbelo, para que ele pudesse auxiliar o Espírito puro invisível e poderoso como o Autogenes divino, o Cristo, a quem ele havia reverenciado com uma voz poderosa. Ele veio pela presciência. E o Espírito puro invisível colocou o Autogenes divino de honestidade acima de tudo. E submeteu a ele toda a autoridade e a verdade que ele possui, para que ele conheça o Todo, que foi aclamado com um nome exaltado acima de todos os nomes. Porque esse nome será mencionado para aqueles que são dignos dele.

Pois pela luz, que é Cristo, e a indestrutibilidade, através da dádiva do Espírito, as quatro luzes apareceram do Autogenes divino. Ele esperou que eles o assistissem. E os três são: vontade, pensamento, e vida. E os quatro poderes são: compreensão, graça, percepção, e prudência. E a graça pertence ao aeon-luz Armozel, que é o anjo de luz no primeiro aeon. E há três outros aeons com este aeon: graça, verdade, e forma.

E a segunda luz é Oriel, que foi colocado sobre o segundo aeon. E há três outros aeons com ele: concepção, percepção, e memória. E a terceira luz é Daveithai, que foi colocado sobre o terceiro aeon. E há três outros aeons com ele: compreensão, amor, e idéia. E o quarto aeon foi colocado sobre a quarta luz Eleleth. E há três outros aeons com ele: perfeição, paz, e sabedoria. Estas são as quatro luzes que assistem o Autogenes divino, e estes são os doze aeons eternos que assistem o filho do poderoso, o Autogenes, o Cristo, através da vontade e da dádiva do Espírito invisível. E os doze aeons pertencem ao filho do Autogenes. E todas as coisas foram estabelecidas pela vontade do Espírito sagrado através do Autogenes.


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domingo, 11 de julho de 2021

O CAIBALION 07 (Continuação)


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO VII - O TODO EM TUDO / CONTINUAÇÃO...

Os antigos hertnetistas usam a palavra Meditação, ao degcrever o processo da criação mental do Universo na Mente do TODO, a palavra contemplação sendo também freqüentemente empregada. Mas a idéia entendida parece ser a do emprego da Atenção Divina. Atenção é uma palavra derivada de um verbo latino, que significa estender−se, desdobrar−se, e também o ato de. Atenção é realmente um desdobramento mental, uma extensão da energia mental, de modo que a idéia interior é facilmente compreendida quando examinamos o significado real da Atenção,.
Os Ensinos herméticos a respeito do processo de Evolução são os que o Toi)o, tendo meditado no princípio da Criação, tendo estabelecido então os fundamentos materiais do Universo, tendo pensado na sua existência, gradualmente desperta da sua Meditaação e assim começa a manifestar o processo de Evolução, nos planos material, mental e espiritual, sucessivamente e em ordem. Então o movimento de ascensão começa, e tudo começa a mover−se para a mansão espiritual. A Matéria torna−se menos grosseira; as Unidades nascem à existência; as combinações começam a formar−se; a Vida aparece e manifesta−se em formas cada vez mais elevadas; e a Mente torna−se cada vez mais evidente, as vibrações sendo constantemente mais elevadas. Em resumo, o promso total da Evolução, em todas as suas fases, começa e procede de acordo com as Leis estabelecidas do processo de Infusão. Todas ocupam eons e eons do tempo do Homem, cada eon contendo muitos milhões de anos; porém, como nos diz o Iluminado, a criação inteira, incluindo a Involução e a Evolução de um Universo, é para o TODO simplesmente como um piscar de olhos. No fim dos inúmeros ciclos de eons de tempo, O TODO retira a sua Atenção, sua Contemplação e Meditação do Universo, porque a Grande Obra está acabada e Tudo está retirado no TODO de que provém. Mas, 6 Mistério dos Mistérios!, o Espírito de cada alma não é aniquilado, mas sim expandido infinitamente, a Criatura e o Criador são confundidos. Tal é a relação do Iluminado!
A precedente ilustração da meditação e do subseqüente despertamento da meditação do TODO é mais um esforço dos Instrutores para descrever o processo Infinito por um exemplo finito. E, ainda: O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima. A diferença é somente em grau. E assim COMO O TODO desperta−se da meditação sobre o Universo, assim o Homem (no tempo) cessa de manifestar no Plano Material, e retira−se cada vez mais no Espírito presente, que é realmente O Ego Divino. Há um assunto maior de que desejamos falar−vos nesta lição, e que nos levaria imediatamente a uma invasão do campo da especulação −metafísica; contudo, o nosso fim é simplesmente mostrar a futilidade de tais especulações. Aludimos à questão que inevitavelmente vem à mente de toclos os pensadores que se aventuraram a investigar a Verdade. A pergunta é: POR QuE criou o TODO os Universos? A pergunta pode ser feita de diferentes formas, mas a que vai acima é o essencial da investigação.
Os homens esforçaram−se para responder a esta pergunta, mas ainda não há resposta digna de nome. Muitos imaginaram que o TODO tem muito a ganhar com isto, mas isto é absurdo; porque, que poderia ganhar O TODO que já não possua? Outros deram a resposta na idéia que o TODO quis que tudo amasse, e outros que ele criou por prazer e divertimento, ou porque estava só, ou para manifestar o seu poder: todas respostas e idéias pueris, qualidades do período infantil do pensamento.
Outros acreditaram descobrir o mistério afirmando que o TODO achou−se impelido a criar, pela razão da sua própria natureza interna, o seu instinto criador, Esta idéia é mais adiantada que as outras, mas o seu ponto fraco está na idéia de que o TODO é impelido por alguma coisa, quer interna, quer externa. Se a sua natureza interna, ou instinto criador, impele−o a fazer as coisas, então a natureza interna ou o instinto criador seria o Absoluto, em vez do TODO, e neste caso esta parte da proposição está errada. E, ainda, o TODO cria e manifesta, e parece ter muitas qualidades de satisfações em fazê−lo. E é difícil de escapar da conclusão que, em grau infinito, ele poderia ter o que corresponde no homem a uma natureza inata, ou um instinto criador, correspondente a um infinito I)esejo e Vontade. Não poderia agir sem Querer agir; e não poderia Querer agir sem Desejar agir; e não Desejaria agir sem Satisfação nisso. E todas estas coisas pertenceriam a uma Natureza Infinita, e podem ser consideradas como estando de acordo com a Lei de Correspondência. Mas, ainda, preferimos considerar O TODO como agindo inteiramente LIVRE de toda influência, tanto interna como externa. Isto é o problema que se apóia na raiz da dificuldade, e a dificuldade que se apóia na raiz do problema.
Falando estritamente, não se poderá dizer que haja uma Razão para o TODO agir, porque uma razão implica uma causa, e o TODO está acima da Causa e do Efeito, exceto quando ele quer tomar−se causa, tempo em que o Princípio é posto em movimento. Assim, dizeis, o assunto é Incompreensível, justamente como o TODO é incognoscível. Justamente como dizemos simplesmente que o TODO "É", assim também somos obrigados a dizer que O TODO AGE PORQUE AGE. Enfim, O TODO é toda Razão em si mesma, toda Lei em si mesma, toda Ação em si mesma; e pode−se dizer que, em verdade, o TODO é a sua própria Razão, a sua própria Lei, a sua própria Ação; ou que o TODO, a sua Razão, a sua Ação, a sua Lei, são um, com todos estes nomes sendo de uma só coisa. Na opinião dos que vos dão estas lições, a resposta se encerra no PRÓPRIO INTIMO DO TODO, junto com o seu Segredo de Existência. A Lei de Correspondência, na nossa opinião, compreende somente este aspecto do TODO, que pode ser chamado o aspecto de ESTADO. O lado oposto deste aspecto é o aspecto de EXISTÊNCIA, no qual toda ’ s as Leis perdem−se na LEI, todos os Princípios imergem no PRINCÍPIO; e o TODO, o PRINCÍPIO, a EXISTÊNCIA, SãO IDÊNTICOS ENTRE SI (uns aos outros). Por isso, as especulações metafísicas sobre este ponto são fúteis. Entramos aqui no assunto, simplesmente para mostrar que conhecemos a pergunta e também o absurdo das respostas ordinárias das metafísicas e teologias. Em conclusão, poderá ser de interesse aos estudantes dizer−lhes que apesar de muitos dos antigos e modernos Preceitos herméticos tenderem a aplicar o Princípio de Correspondência à questão, com o que resulta a conclusão da Natureza Intima, mesmo assim as lendas contam que Hermes, o Grande, sendo interrogado sobre esta questão pelos seus adiantados discípulos, respondeu−lhes FECHANDO OS SEUS LÁBIOS COM FIRMEZA e não dizendo uma palavra, indicando que NÃO HAVIA RESPOSTA. Mas, então, ele podia ter entendido de aplicar o axioma da sua filosofia, que diz: "Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento", significando que ainda os seus discípulos adiantados não possuíam o Entendimento que os habilitava ao Preceito. Seja como for, se Hermes possuía o Segredo, ele deixou de o comunicar, e embora o mundo tome muito interesse, OS LÁBIOS DE I−IERMES ESTÃO FECHADOS a este respeito. E quando o Grande Hermes hesitou em falar, qual mortal poderá atrever−se a ensinar? Porém, deveis lembrar que ainda que seja aquela a resposta deste problema, se porventura há uma resposta, permanece a verdade que: "Enquanto Tudo está n’O TODO, é também verdade que O TODO está em Tudo." O Preceito é enfático. E podemos acrescentar−lhe as palavras conclusivas de citação:"Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento."


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domingo, 4 de julho de 2021

Reflexão Casual CVII



Um fato inquestionável e infelizmente difícil de encarar como realidade, que o ser humano na sua grande maioria se não for adestrado(doutrinado), se autodestroem, tanto a si como seus semelhantes e consequentemente todo planeta, pois são na sua real essência demostrado na própria história no decorrer dos séculos, como os maiores e mais destrutivos parasitas da face da terra.

Paulinopax

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa 5


Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


Aquele pelo qual Brahman não é conhecido, O conhece, mas aquele pelo qual ele é conhecido, não O conhece. Ele não é conhecido por aqueles que O conhecem, Ele é conhecido por aqueles que não O conhecem.

A mente que sabe o que é explicado, mas não é ciente daquilo que permaneceu inexplicável, é uma mente ignorante. Em tal mente surge a vaidade do falso conhecimento. Aquele que diz que não conhece realmente conhece, pois ele percebe a falsidade do seu próprio conhecimento (quanto mais sei, mais sei que não sei).

Aquele que diz que não sabe, está no limiar do conhecimento. A sabedoria inicia onde a mente se torna consciente da falsidade do conhecimento que adquiriu. Essa mente pode responder a Voz do Silencio.

Brahman é conhecido no êxtase de um despertar que abre a porta da vida eterna. Com o Ser obtemos poder e com a sabedoria obtemos a eternidade.

Quando a consciência humana chega a esse intervalo entre o conhecimento e o não conhecimento, então se abre para ela a porta da vida interna. Ela deixa para trás o processo da continuidade do tempo, e está face a face com a descontinuidade do atemporal. A abertura se deu pelo êxtase do despertar.

Êxtase significa um estado de ser além de nós mesmos, onde o homem sai de si, é uma condição de real liberdade, liberdade do fardo das acumulações da mente.

O homem se torna simples e inocente. O homem recupera seu estado espiritual natural, e se instala como o soberano do reino. Somente aos simples a sabedoria da vida eterna é outorgada.


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Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/

domingo, 20 de junho de 2021

APÓCRIFO DE JOÃO IV


O Livro Secreto de João
A Revelação Secreta de João


Este é o grupo-de-cinco dos aeons do Pai, que é o Primeiro Homem, e que é a imagem do Espírito invisível; a presciência, que é Barbelo, e o pensamento, a previsão, a indestrutibilidade, a vida eterna, e a verdade. Este é o grupo-de-cinco andrógino dos aeons, o qual é o grupo-de-dez dos aeons, que é o Pai.

E ele olhou para Barbelo com a luz pura que envolve o Espírito invisível e com sua centelha. E ela concebeu dele. Ele gerou uma centelha de luz possuindo bem-aventurança. Mas que não o iguala em grandeza. Esta foi uma criança unigênita da Mãe-Pai que tinha vindo; é o fruto único, o unigênito do Pai. A Luz pura.

E o Espírito puro invisível se alegrou pela luz que veio, que surgiu pelo primeiro poder da presciência dele, que é Barbelo. E ele a ungiu com sua bondade até que se tornasse perfeita, não carecendo de qualquer valor, porque ele tinha ungido com a bondade do Espírito invisível. E ela (a luz) o auxiliou quando ele derramou sobre ela. E imediatamente, quando a luz tinha recebido do Espírito, ela glorificou o Espírito sagrado e a presciência perfeita, pela qual ela tinha vindo.

E ela pediu que lhe desse um ajudante, que é a mente, e ele consentiu alegremente. E quando o Espírito havia consentido, a mente veio, e auxiliou Cristo, glorificando ele e Barbelo. E todos estes surgiram no silêncio.

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domingo, 13 de junho de 2021

O CAIBALION 07


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO VII - O TODO EM TUDO

"Enquanto Tudo está n’O TODO, é também verdade que O TODO está em Tudo. Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento." 

Quantas vezes a maioria das pessoas ouviram repetir a declaração que a sua Divindade (chamada por muitos nomes) era "Todo em Tudo,,, e quão Pouco suspeitaram elas da verdade oculta, encoberta por estas palavras tão descuidadamente pronunciadas? A expressão comumente usada é uma sobrevivência da antiga máxima hermética acima citada. Como diz o Caibalion: "Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento." E, sendo assim, permiti−nos examinar esta verdade, cujo conhecimento tanto significa. Nesta exposição da verdade − esta máxima hermética − está encoberta uma das maiores verdades filosóficas, científicas e religiosas.
Nós vos explicamos o Preceito hermético a respeito da Natureza mental do Universo: a verdade que "o Universo é Mental; ele está dentro da Mente d’O TODO". Diz o Caibalion na passagem citada acima: "Tudo está n’O TODO." Mas note−se também a declaração correlativa, que: "É também verdade que O TODO está em TUDO." Esta declaração aparentemente contraditória é reconciliável pela Lei do Paradoxo. É, aliás, uma exata declaração hermética das relações que existem entre o TODO e o seu Universo mental. Vimos que "Tudo está n’O TODO", vejamos agora o outro aspecto do assunto. Os Ensinos herméticos são, com efeito, que o Todo está iminente (permanece, está inerente, habita) no seu Universo, e em cada partícula, unidade ou combinação, dentro do Universo. Esta expressão é geralmente ilustrada pelos Instrutores com uma referência ao Princípio de Correspondência. O Instrutor ensina o discípulo a formar uma Imagem mental de uma coisa, uma pessoa ou uma idéia, porque todas as coisas têm uma forma mental; dando como exemplo o ator dramático que forma uma idéia dos seus caracteres, ou um pintor ou escultor que forma uma imagem de um ideal que ele procura exprimir pela sua arte. Neste caso, o estudo ante deve compreender que, enquanto a imagem tem a sua existência e ser somente em sua própria mente, ao mesmo tempo ele, o estudante, autor, dramaturgo, pintor ou escultor, está em certo sentido imanente, e permanece, habita, na imagem mental. Em outras palavras, toda a virtude, vida, espírito e realidade da imagem mental é derivada da mente ímanente do pensador. Considerai isto por um momento e logo compreendereis a idéia.
Para tomarmos um exemplo moderno, diremos que Otelo, lago, Hamlet, Lear, Ricardo III, existiram somente na mente de Shakespeare, no tempo da sua concepção ou criação. E ainda, Shakespeare também existiu em cada um destes caracteres, dando−lhes a sua vitalidade, espírito e ação. Qual é o et espírito)> dos caracteres que conhecemos como Micawber, Oliver Twist, Uriah Heep; será Dickens, ou cada um destes caracteres terá um espírito pessoal, independente do seu criador? Têm a Vênus de Medici, a Madona Sixtina, o Apolo de Belvedere, espírito e realidade de si próprios, ou representam eles o poder espiritual e mental dos seus criadores? A Lei de Paradoxo demonstra que as duas proposições são verdadeiras, consideradas no seu próprio ponto de vista. Micawber é Micawber e é também Dickens. E, demais, enquanto que Micawber pode ser dito Dickens, o mesmo Dickens não é idêntico a Micawber. O homem, como Micawber, pode exclamar: "O Espírito do meu Criador está inerente em mim e, apesar disso, eu não sou ELE!" Quão diferente é esta da horrível mela−@,erdade tão estrondosamente anunciada por alguns dos falsos sábios, que enchem a atmosfera dos seus gritos: "Eu sou Deus!" Imaginai o pobre diabo de Micawber ou de Uriah Heep, gritando: "Eu sou DI’Ckens"; ou algum dos humildes bobos das peças de Shekespeare, anunciando com grandiloqüência: "Eu sou Sbakespeare!" O TODO está até na minhoca, contudo, a minhoca está longe de ser o TODO. E até, é de admirar que, conquanto a minhoca só exista como uma ooisa humilde, criada e tendo a sua existência na Mente do TODO, ele, O TODO, esteja imanente na minhoca e nas partículas que aormam. Haverá talvez um mistério maior que o de Tudo n’O TODO, e O TODO em Tudo?
O estudante perceberá no correr da obra que os exemplos dados acima são necessariamente imperfeitos e inadequados, porque representam a criação de imagens mentais na mente fínita, ao passo que o Universo é criação da Mente Infinita e a diferença entre os dois pólos as separa. E assim é simplesmente uma questão de grau, porque em ambas o mesmo Princípio está em operação: o Princípio de Correspondência manifesta−se nelas. "O que está em cima é como o que está embaixo; e o que está embaixo é como o que está em cima.," E, no grau em que o Homem realize a existência do Espírito que está imanente no seu ser, ele subirá na escada espiritual da vida. Eis o que significa desenvolvimento espiritual: o reconhecimento, a realização e manifestação do Espírito dentro de nós. Procurai não esquecer−vos desta última definição: a do desenvolvimento. Ela contém a Verdade da verdadeira Religião.
Existem muitos planos de Existência, muitos subplanos de Vida, muitos graus de existência no Universo. E tudo depende do avançamento dos entes na escada, cuja ponta mais inferior é a mais grosseira matéria, e a mais superior sendo separada somente pela mais pequena divisão do ESPÍRITO Do TODO. Nesta Escada da Vida, tudo se move em cima e embaixo. Todos estão no cam inho, Cujo fim é o TODO. Todo o progresso é uma volta à Morada própria. Tudo está em cima e embaixo, apesar de todas as aparências contraditórias. Tal é a mensagem do Iluminado. Os Preceitos herméticos referentes ao processo da Criação Mental do Universo são que, no começo do Ciclo de Criação, O TODO, em seu aspecto de Existência projeta a sua Vontade sobre o seu aspecto de Estado, e o processo de criação começa.
Dizem que o processo consiste no abaixamento da Vibração até que é alcançado um grau bem inferior de energia vibratória, no qual ponto é manifestada a forma mais grosseira possível da Matéria. Este processo é chamado o estado de Involução, em que o TODO está involuído, ou envolvido dentro da sua criação. Este processo é considerado pelos hermetistas como tendo correspondência com o processo mental de um artista, escritor ou inventor, que também, fica envolvido na sua criação mental como quase esquecendo a sua própria existência e que, por algum tempo, quase vive na sua criação. Se em vez de envolvido usarmos a palavra êxtase, talvez possamos dar uma pequena idéia do que queremos dizer.
Este estado Involutivo da Criação é muitas vezes chamado a Efusão da Energia Divina, como o estado Evolutivo é chamado Infusão. O pólo extremo do processo de Criação é considerado como sendo o mais afastado movido pelo TODO, enquanto que o princípio do estado Evolutivo é considerado como o princípio da volta do pêndulo do Ritmo; sendo expressa em todos os Ensinos herméticos uma idéia de volta à ’ casa.
Os Preceitos são que durante a Elusão, as vibrações tor, nam−se cada vez mais inferiores até que finalmente a restringência cessa, e as vibrações de volta começam. Mas há uma diferença: ao passo que na Elusão as forças criadoras manifestam−se compactamente e como um todo, no começo do estado Evolutivo ou de Infusão, é manifestada a Lei de Individualização, que é a tendência a separar em Unidas de Força, até que finalmente aquilo que se separou do TODO como energia não individualizada volte à sua fonte como Unidade de Vida altamente desenvolvida, tendo subido de mais a mais na escada por meio da Evolução Física, Mental e Espiritual.


Continua...

domingo, 6 de junho de 2021

Reflexão Casual CVI



Problema não é o sistema em si, mas o próprio ser humano, pois se não consegue mudar a si mesmo, como mudará o mundo inteiro?

Paulinopax