sábado, 20 de junho de 2015

Liturgia

Ação do Povo de Deus 
Paulo da Costa

        Celebrar significa tornar algo célebre, importante, uma ação solene, festivo ou  luto. Os seres humanos por natureza é celebrativo, povos de todos as épocas e de diversas culturas possuem seus ritos para celebrar importante momentos da vida como: Aniversários, batismo, casamento, aprovação no vestibular, formatura e muito mais.  Muitas dessas celebrações são ritos religiosos, ligado aos momentos importante da vida, desde o nascimento até a morte do ser humano. A Sagrada Escritura nos revela que Deus cria o ser humano a sua imagem e semelhança, e não cessou  de vir ao encontro do homem, apesar do pecado original, formando então para si um povo (Israel) de onde surgiria posteriormente a redenção da humanidade, mas nesse processo, Deus estabeleceu uma Aliança por intermédio de Moisés, propondo ao povo de Israel certos deveres (Decálogo), prometendo  a partir da fidelidade do seu povo, iria caminhar com eles, socorrendo-os nas tribulações da libertação a terra prometida. O povo, por sua vez respondia esse amor, celebrando e observando zelosamente seus mandamentos.
            O povo de Israel para celebrar a sua Aliança com Deus, manifestava-se de diversas formas através das festas especificas de cada período (Páscoa; Pentecoste e Tabernáculos).  Eles também iam para o Templo  para ouvir ensinamentos e instruções das lideranças religiosas, prestavam culto a Deus, e quando distante do Templo se reuniam nas Sinagogas locais onde se lia e meditava sobre a Torah, cantando salmos, louvando e orando ao seu Deus fiel.  Na celebração litúrgica existe o movimento de cima para baixo e de baixo para cima: Deus se entrega como o Dom ao povo e o povo acolhe o Dom de Deus, que é a própria misericórdia de Deus para com seu povo, por isso o povo fica feliz cantando e louvando as maravilhas do Senhor, e nesse movimento se manifesta um dialogo entre Deus e seu povo, e Cristo que está presente entre nós, revelou-nos plenamente quem é o Pai (Deus) e ensinou como nos relacionar em espirito e verdade com Deus. Cristo é o intercessor entre nós e o Pai, o caminho, a verdade e a vida que nos conduz a Deus Pai, Sendo Ele o Sacerdote por excelência transborda de  infinitas graças e apresenta ao Pai as nossas preces e suplicas que retribuímos e agradecemos com cânticos e louvores.

            Na liturgia, celebramos o mistério central da vida de Cristo, que é a sua paixão , morte e ressurreição. Esse mistério dar-se o nome de mistério Pascal, e a liturgia celebra a páscoa do Senhor que se tornou a páscoa do seu povo. Experimentamos um memorial de toda a sua via crucis até a sua ressurreição que se inicia no sábado de Aleluia e se manifesta plenamente no domingo da Páscoa, que se tornar também a nossa vitória em Cristo Jesus, na qual celebramos a vida nova com alegria e esperança, em vista de uma realização pessoal como também de uma nova sociedade, fundada na justiça e na fraternidade.  A obra sacerdotal de Cristo se torna a obra da Igreja, Jesus Cristo age como mediador que une Deus aos homens e os homens ao Deus. Tudo isso foi possível mediante a entrega de sua vida pela redenção da humanidade. Por intermédio da Igreja, se dá continuidade  no mundo o que Cristo realizou em sua vida terrena, por isso afirmamos que a liturgia é ação divina e ação da Igreja, sendo que esta ação se faz em memorial do mistério pascal por todos os seculos até a consumação dos tempos.

            Para celebrar a vida, a pessoa se une a outras pessoas se formando um grupo (família), uma assembléia com um só objetivo, que leva ao bem comum,  mediante a sinais sensíveis que nos direciona a uma comunhão com o Pai, pelo Filho Jesus no seu Santo Espirito. Esse sinais sensíveis se manifesta por um simbolismo místico, pois tudo na liturgia é significativo (os objetos, movimentos, gestos, palavras...), que nos leva a transcender a uma realidade invisível e divina, a realidade de Deus onde o céu se faz presente no meio de nós. Não basta juntar esse elementos para se realizar a celebração litúrgica, é necessário ter fé. A fé nos abre a uma dimensão mística, que nos leva a comunhão com Cristo que se plenifica na eucaristia, nos tornando um com Cristo que nos transfigura a sermos um novo Cristo (Cristão), dando continuidade a missão de Jesus em anunciar a boa nova, principalmente pelo testemunho de uma nova criatura que se torna filho de Deus. A fé nos abre a compreensão dos projetos de Deus e nos dispõe através do Santo Espírito de acolhermos a graça que Ele infundi abundantemente em nós.      
Pax!

sábado, 6 de junho de 2015

Reflexão Casual XXXIII


“Se você sofre algum tipo de humilhação, que além dos constrangimentos, as más lembranças ficam martelando em sua cabeça, busque se colocar na situação de quem te agrediu... Se você não é capaz de humilhar seu semelhante que te fez tanto mal, alegre-se!”

Paulinopax

sábado, 16 de maio de 2015

Libertos Pela Razão

Utopia de uma nação

Paulo da Costa

“... os males não cessarão para os humanos antes que a raça dos puros e autênticos filósofos cheguem ao poder, ou antes que os chefes das cidades, por uma divina graça, ponham-se a filosofar verdadeiramente.” (Platão, Carta VII)

         A partir da afirmação de Platão escrita em sua VII carta, se confirma á necessidade do ato de filosofar para poder transformar a realidade que se vive com suas mazelas que impedem o progresso, principalmente moral-ético da civilização. Pois é através da reflexão filosófica que é possível se fazer uma leitura de mundo(realidade) de forma crítica e aprofundada,  encarando dessa forma às problemáticas na busca de suas origens(raiz do problema) para  se encaminhar numa solução definitiva com objetivo do bem comum. Uma andorinha simplesmente só não faz verão, como também o filósofo encarcerado no seu mundo individual(mental), pois se em terra de cego quem tem olho é rei é importante a iniciativa critica de leitura de mundo e a partir disso contagiar os outros a exercitar a criticidade. É fundamental na busca do exercício de filosofar, atingir as todos as classes sociais e  principalmente os governantes, para o bem de todos os cidadãos (utópico). Sendo então eles (dirigentes) filósofos, seus atos reflexivos, será observado e problematizado, encontrando na síntese o cessar dos males que castiga a civilização.

         O ser humano está sempre se renovando(atualizando) seus questionamentos existenciais diante de novos desafio e descobertas, num mundo onde os avanços tecnológicos dispara num velocidade enlouquecedor, que a cada dia surge novas ferramentas tecnológica que facilita e ao mesmo tempo escrava o homem, o tornado totalmente dependente de seus acessórios da mais alta complexidade, que aproxima e isola cada ser de seu semelhante. Mas vem a questão, isso também está acomodando cada vez mais e o tornando preguiçoso até para pensar. É importante ressaltar todos os meios midiáticos que dominam multidões com suas ideologias meia boca, que se transvestem como redentoras dos contratempos do cotidiano, mas na verdade não passa de lobos disfarçados de cordeiros, que quer somente dominar em seu próprio beneficio no lucro desenfreado do consumismo neo liberal, que ilude (aliena) para depois dominar totalmente ao ponto de subjugar a própria alma adormecida(embragada) pensando, agindo, vivendo e morrendo por ela (alma-Individuo). substituindo o real ser vivento e o tornando num mero numero na estatística do lucro desumano de um mundo que se tornou cada vez mais materialista, sem alma e ausente de vida por excelência.

libertar-se das trevas da ignorância
         É fundamental nadar  contra maré  do sistema desumano(Capitalista) que só assola os miserável aparentemente feliz na penhora dos carrasco históricos da humanidade, da politica do pão e circo que no fim da festa vem a aflição dos descasos sociais diante da maioria explorada que na ressaca da vida vem acompanhada, com as dividas, a fome, a falta de saúde e segurança, numa vida desgraçada mergulhada na violência e na injustiça que nunca dá trégua. Se não exercitar o senso critico, fazendo uma leitura panorâmica de vida na sua dura realidade jamais sairá de fossa fedentina do mundo das aparências. Sem ter noção de onde pisa e para onde quer ir, nada se resolverá e tudo começa a partir da reflexão, do ato de filosofar. É encarando de frente as mazelas e discutindo as soluções é que irá surgir o progresso  humano, na peleja do tentar sempre sem desistir diante dos fracassos, mas tirando novas lições e amadurecendo as soluções, se organizando e fortalecendo como uma nova nação de filósofos, é que se poderá inspirar uma dia uma sociedade justa , fraterna e amante da sabedoria.

Pax!

sábado, 2 de maio de 2015

Reflexão Casual XXXII


“Pior que a ignorância é a soberba. Pois, aquele que não sabe por falta de oportunidade pode por seu próprio esforço aprender, tanto com a vida como com os livros; isso quando se busca com humildade a sabedoria... O prepotente, já cheio de si (auto-suficiente) não vê a necessidade de aprender mais nada, se ocupando em vangloriar-se em sua iniqüidade ao subestimar os outros, pois sua alienação narcisista já o consumiu totalmente na sua fedentina arrogância.”

Paulinopax

sábado, 18 de abril de 2015

Reflexão Casual XXXI


“O animal (irracional) no seu instinto de conservação, seguindo a sua própria natureza, vive mais intensamente a vida do que a maioria dos seres humanos considerados racionais... Apesar de inúmeras oportunidades são arrastados pelas paixões desregradas que os escravizam a uma vida de mediocridade, sustentada nas aparências e sensações efêmeras. É um fato já consumado, que a grande massa na sua alienação se tornou altamente nociva a si própria como a todo o planeta, refletindo através de seus atos suas iniqüidades e estupidez existenciais.”

Paulinopax

sábado, 4 de abril de 2015

Onde está o corpo de Jesus?

Sepulcro Vazio
Paulo da Costa

            O desaparecimento do corpo de Jesus causou uma grande perturbação entre seus discípulos e seguidores.  Esse momento que por si próprio já era muito difícil com a morte de seu mestre, o Messias tão esperado por muitos, mas que teve um final desastroso na cruz. Uma morte repugnante para todos os judeus, sendo Ele então crucificado e morto como maldito diante de seu povo. Todos eles escondidos com medo da perseguição do poder opressor, estavam desanimados por serem partidário de Jesus, o Galileu, pois se sentindo totalmente impotente diante da situação aterrorizante de ter o mesmo destino de Jesus, se viram na necessidade de fugir. Outro que segundo as Escrituras (Mc 14, 66-72) se arriscou acompanhando-o numa certa distancia foi Pedro, mas sendo suspeitamente reconhecido o negou firmemente de conhecê-lo. Todos em sua maioria fugiram se esconderam com exceção de João o discípulo amado que segundo as Escrituras Sagrada estava junto a Maria, mãe de Jesus, no pé da cruz e nos últimos suspiros no madeiro.  Eles os discípulos na grande maioria não acompanharam o sepultamento e nem sequer sabia onde foi sabendo somente após o termino com o retorno dos familiares. E por fim logo na matutina do primeiro dia da semana, descobriram que o corpo de seu Senhor tinha desaparecido! O que mais de pior poderia acontecer?


         Existiam varias possibilidades para o seu desaparecimento, a menos provável para os seus discípulos naquele momento, seria de ressurreição do mestre, pois para muito deles, já desmotivados, sem norte e totalmente preocupados e temeroso com os romanos, ter essa hipótese diante de um momento tão critico, seria fantasioso de mais, algo difícil de se compreender, que iria além do próprio ciclo natural da vida. Apesar dos relatos das mulheres, que segundo alguns textos umas diziam ter falados com anjos,  e que os anjos diziam que o Cristo tinha ressuscitado (Mt 28, 5-7), como também o relato no qual segundo Maria Madalena testemunhava que chegou a falar com o Mestre(Jo 20, 11-18), eles não deram tanto ênfase a esse fato como deram ao desaparecimento do corpo. Segundo o que é relatado nas Escritura, Jesus ressuscitado se manifestou primeiramente as mulheres, e elas foram dar a boa noticia aos discípulos que não deram muita importância aos seus relatos, achavam que elas estavam delirando ou se precipitando por está impressionada com a morte do Mestre Jesus, mas mesmo assim Pedro e João foram até o túmulo, não na alegria de ver o ressuscitado, mas na angustia de não achar o corpo do Mestre. Havia uma grande dificuldade em aceitar a ressurreição, porque precisavam ver o Mestre, eles estavam desacreditados, pois suas expectativa errônea de uma messias guerreiro e libertador, cai por terra porque no fundo era isso que esperava todo os seus seguidores como também todos os  judeus oprimido pelos pagãos.
         Todos ficaram surdo às palavras de Jesus, sobre tudo aquilo que iria acontecer, Ele nunca escondeu sobre sua missão e suas conseqüências por obediência a vontade do Pai. Cristo anunciou na ultima ceia que uma grande alegria iria por vim depois de uma grande tristeza que todos deveriam passar (Jo 16, 16-22). Esquecidos de tudo que o Mestre ensinou, pois estavam profundamente tristes, não tinha mais esperança por isso se perguntavam o destino do corpo de Jesus, quem roubou?  Algumas hipóteses foram levantadas e entre elas sobre os lideres romanos ou quem sabe os próprios lideres judeus, mas esses eram os que mais queriam realmente se possível expor o cadáver de Jesus em publico e desta forma desarticular totalmente esse movimento subversivo. Outra hipótese levantada seria que os zelotes poderiam ter roubado o corpo de Jesus para então iniciar uma grande revolução.
         Mas enfim, todas essas hipóteses caíram por terra através da experiência dos próprios discípulos com o Cristo ressuscitado, numa experiência em comum, mas de forma pessoal (Lc 24, 36-46). Nos textos dos evangelhos sinótico que se originaram do Evangelho segundo Marcos, os relatos sobre a ressurreição foi acrescentado épocas depois como também foram introduzido nos outros evangelhos a partir de suas experiências (evangelistas) com o ressuscitado. O novo cristão (convertido) nas comunidades primitivas, não tinha um acesso tão claro sobre a ressurreição de Jesus, porque era necessário experimentar com Cristo de sua ressurreição e com Ele ressuscitar para uma nova vida em Cristo, confirmado através do seu testemunho no seu dia a dia deixando de ser mera criatura e se tornando filho de Deus em unidade com Cristo, com o objetivo de dar continuidade sua missão de ser luz para mundo e sal para terra (novos cristos), anunciando a boa nova por todo o mundo. Então para se compreender a ressurreição de Cristo e junto com Ele ressuscitar, era necessário ir além da própria razão, mergulhando no mistério de Cristo, para então se testemunhar com a própria vida que Cristo ressuscitou verdadeiramente, aleluia, aleluia!

Pax!

sábado, 14 de março de 2015

Pentateuco - Final

A Formação do Pentateuco - Final
Paulo da Costa

 
     Julio Welhausen (1844 - 1918) reelaborando antiga hipótese documentaria desenvolveu uma nova sistematização onde o Pentateuco é concebido como uma obra redacional cuja a formação concorrem os seguintes extratos literários: O Javista(J) - textos composto do período monárquico(950 a.C.): Compreende a história dos Patriarcas, a vida de Moisés e a peregrinação do povo de deus. Usa desde o inicio das narrativas o nome de Javé, com o qual Deus se revelou a Moisés; O Eloista(E) - textos posteriores ao ano(750 a.C): Nesse documento, que começa com a história de Abraão, Deus aparece frequentemente a falar em sonhos e a manifestar diretamente seus desígnios aos homens.

      Usa predominantemente o nome Eloim, ficando Javé reservado a secções posteriores a Êxodo 3 (revelação do nome Javé no Sinai). ; O deuteronomista(D) - textos dos anos (600 a.C.): se deveria a um grupo de sacerdotes de Jerusalém, que desejavam fazer do templo de Jerusalém o santuário Único, nacional; em consequência, terão redigido esse código como se fosse escrito por Moisés, e em 622 o terão apresentado ao público qual obra recém-descoberta no templo após um período de esquecimento.; O Sacerdotal (P) - escritos do exílio Babilônico, aproximadamente (500 a.C.): seria a compilação de algumas séries de narrativas e leis, de caráter ritual. A compilação  feito por etapas no fim do exílio (séc. VI a. C.) ou pouco depois (séc. V), sob a influência do profeta Ezequiel e da sue escola de sacerdotes. Foi promulgada por Esdras em meados do séc. V aproximadamente. 

    Julio Welhausen Compreendeu que o sistema das fontes se coadunava harmonicamente com uma nova perspectiva da história de Israel e com o desenvolvimento da religião judaica. O que mais lhe interessava era a evolução histórica das instituição cultuais como se refletia nas diversas fontes. Certamente, tal intento não pode ser realizado em todos os detalhes de um texto, pois os livros bíblicos não são simples coletâneas de fontes literária,mas foram formada na corrente viva da Sagrada Tradição.

      Erich Zenger (1939 - 2010) Trabalha na hipótese que os fragmentos (ciclos narrativos) tem suas origem entre o século VII e o final do século VI, com duas ou três fontes de amplitudes diferentes (Hipótese das fontes), que acredita que foram escritas progressivamente e combinada num segundo momento(Hipótese dos complementos) e que  pelo ano de 400 a.C., o Pentateuco fosse definido como grandeza autônoma na sua extensão. Segundo Zenger  o Pentateuco teria surgido de três fontes: Escrito não sacerdotal (J) - Denominada obra histórica de Jerusalém no contexto da queda da Samaria (722\721 a.C)), da libertação de Jerusalém pela Assíria no ano 701 e da vassalagem do reino do sul em relação a grande potência da época (Assíria) com a presença atuante dos profetas Amós, Oseias e Isaías. 

    Existiam ciclos narrativos sobre os primórdios de Israel que foram compilados formando uma obra histórico-teológica. No Exílio esta obra foi ampliada e acrescida do antigo código da aliança, tendo como resultado a “obra historiográfica exílica”. Escrito Sacerdotal (P) - No exílio da Babilônia (520 a.C ) surge o chamado escrito básico sacerdotal, por conter uma linguagem e teologia sacerdotal, inspirada na teologia do profeta Ezequiel , Jeremias e no Deutero-Isaías. Ao retornar a pátria foi enriquecida com materiais do culto, e lei e santidade. e concluindo os Escrito Deuteronômico (D) -  Tem na sua fase mais antiga, uma coletânea  de leis sem nexo narrativo, é denominado deuteronômio de Ezequias por ter surgido na época de seu reinado. Inspirado no livro da Aliança, sendo muito favorável aos Levíticos, foi ampliado no reinado de Josias havendo acréscimos no período exílico.

      Com o decorrer do tempo buscaram selar um compromisso entre a teologia Deuteronomista e a teologia sacerdotal, que eram concorrente entre si, como também  a pacificação entre grupos diferentes, graça aos esforços de Neemias (450 a.C) com a criação da província Jehud, tornando a obra exílica e a obra sacerdotal, na grande obra da história do povo judeu. Os textos misto (Deuteronomista-sacerdotal)podem  ser explicado através dessa redação onde também introduzida novos acentos teológicos. Os livros de Gn-Dt foram separados da grande obra de história(Gn 1 - 2Rs 25), como uma obra independente, que Esdra proclamou solenemente como Torah do Judaísmo. A divisão dos cinco quinto do Pentateuco originou-se nesta redação e a introdução final (Dt 34, 10-12). A separação do livro do Gênesis-Deuteronômio fez surgir o bloco denominado Profetas Anteriores (Js-2Rs).

   Pax!

sábado, 7 de março de 2015

Reflexão Casual XXX


“Não lamente dolorosamente o seu passado, não seja tão carrasco consigo mesmo. Se hoje tens consciência e maturidade diante de tudo que já passou isso só foi possível pelos vacilos vividos e superados... Não veja seu presente como o fim, mas como um novo recomeçar real e concreto que se inicia ao despertar para eternidade. Quem não é capaz de ousar (despertar o senso crítico) por medo de errar e de sofrer ainda não viveu verdadeiramente, está vegetando no mundo das fábulas e sepultado nos seus caprichos mais insanos.”

Paulinopax

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Pentateuco - 2ª Parte

A Formação do Pentateuco - 2ª Parte
Paulo da Costa


           Sobre sua delimitação ouve certa polêmica sobre a ruptura ou não com os livros de Josué, Juizes, Samuel e Reis; Pois houve quem defendesse que a historiografia original compreendia não somente os cincos livros, mas seis (Hexateuco), sete (Heptateuco), oito (Octateuco,) ou até nove livros (Eneateuco). O livro de Josué aparentemente dar continuidade ao livro de Deuteronômio até a entrada na terra prometida desta forma não teríamos um Pentateuco e sim um Hexateuco onde muito críticos apoiam esse ponto de vista (Bonfrère, Spinoza, Benzinguer, G. Von Rad etc.). 

           Estudiosos como Zenger defendem a tese que em vez de cinco livros seria nove (Eneateuco: Gn- 2Rs), pois visto que nestes livros se desenvolve uma história que vai das Origens do mundo até a destruição do Templo de Jerusalém e consequentemente com o exílio da Babilônia. Outros estudiosos acreditam no oposto que em vez de acréscimo deveria haver a ruptura com outro livro do próprio Pentateuco, que seria o livro do Deuteronômio que seria considerado como o prefácio de uma grande obra histórica (Obra deuteronomista), que se estenderia de Moisés até o exílio na Babilônia.

            A tradição judaica levou naturalmente a designação do Pentateuco á Moisés  o autor dos cincos primeiros livros da toráh, contudo muitas contradições podem ser claramente observadas nos textos que revelam que são proveniente de fontes diversas. O que despertaram a desconfiança dos estudiosos foram algo que vai muito além do anacronismo identificado nos textos, pois as diversidade literária encontrada no Pentateuco, levaram muitos exegetas a levantar a questão das fontes. 

        Algo se mostrou gritante e muito rotineiro nos escritos do Pentateuco que foram que alguns momentos Deus eram chamado de "YHWH" como também de  "Eloim" , dois nome diferente ao mesmo Deus, levaram H.B. Witter (1711) a sugerir duas fontes distinta, esse tese foi plenamente explorado poe Astruc e por Eichhorn poe volta de 1760, propondo que se deveria distinguir em dois documento na qual onde se emprega YHWH como documento Javista e onde se emprega Eloim a documentos  Eloísta.

         Para tentar responder as diversas questões que surgem do texto do Pentateuco, e explicar  a presença de fragmentações literárias surgiram três hipóteses : A teoria documentária afirmava haver duas, três e até mais trama narrativas contínuas redigidas em época diferentes  sendo justaposta uma as outras por sucessores redatores. 

        A teoria dos fragmentos asseverava que originalmente existia diversos e indeterminados textos isolados e sem continuidade narrativa, que foram recolhidos ulteriormente por um ou vários redatores-compiladores. Já a teoria dos complementos admite aparentemente a existência de uma unica narrativa contínua (Eloista), que ao longo dos séculos teria recebido inúmeros acréscimos e complementos, até a sua conclusão como escritos sagrados do Pentateuco.

Continua...


Pax!

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Pentateuco

A Formação do Pentateuco
Paulo da Costa



      O Pentateuco que o conjunto dos cinco primeiros livros da bíblia, que se corresponde aos livros do Gênesis; Êxodo; números, Levítico e Deuteronômio. O livro do Pentateuco se torna uma obra muito peculiar por diversos aspectos, como por exemplo: Não existe uma palavra final que responda de forma plausível o seu processo de formação, os estudiosos não chegaram a um consenso sobre os autores e redenção final, por esse motivo não existe um acordo sobre a extensão deste primeiro Corpus da Bíblia. Outro ponto peculiar são as diversas formas literárias (Hinos, leis, relatos, exortações e etc.), que nos apresenta uma profunda riqueza literária e uma complexidade singular em todo seu texto. 

        Porém toda essa complexidade nos apresenta o motivo de tantas questões literárias existente, divido aos problemas históricos presente em seus textos. Diante dessa situação surge uma aproximação do Pentateuco não somente pela fé como também de uma forma mais crítica para uma busca de uma maior compreensão, surgindo então tais questionamentos: Os relatos representam uma fonte confiável para os historiadores modernos? Em que contextos históricos (Sitz im Leben = Contexto vital) os diferentes autores redigiram as diferentes tradições e/ou as reuniram num corpus literário?

        A palavra Pentateuco é de origem grega, que significa “cinco invólucros” ou "Cinco estojos”. O Pentateuco é o livro que os judeus designavam com o nome de tôrãh, derivada de raiz hebraica que significa instrução e lei, que eram escritos antigamente em rolos de pele e guardados em vasilhas, estojos ou ânforas. Os judeus que viviam em Alexandria, que foram responsável pela versão septuaginta (grega dos LXX) designaram este texto em nomes que, de alguma forma, que refletissem o seu conteúdo: Gênesis indica a origem do mundo e das criaturas; Êxodo Indica a saída do Egito; Levítico indica a legislação relativa aos levitas; Números indica as causas dos recenseamentos relatados; Deuteronômio indica a segunda lei dada nas planícies de Moab, que completariam as prescrições dadas no Sinai.

       A torah é apresentada como a história de salvação e libertação do povo, que parte da iniciativa pertencente sempre ao Senhor, que dá as leis e as prescrições para seu povo, que se compromete em respeitá-la como resposta á oferta salvifica, que é dom de Deus. O Pentateuco se apresenta como relato e texto normativo indissociáveis, e que desta forma se torna um relato fundamentado na fé se tornando conduta de vida.

          Sua divisão foi concretizada através das considerações realizadas por conta de rupturas do texto dos cincos livros do Pentateuco como, por exemplo: No livro do Gênesis inicia com os relatos da criação a até o termino dos relatos dos Patriarcas; No livro do Êxodo inicia a história do povo de Israel no Egito no qual no livro anterior falava da migração por motivo da seca e da presença importante de José, que com o decorrer dos tempos foram esquecido e consequentemente sendo escravizado, mas liberto por Deus por intermédio de Moisés no Êxodo se conclui com a presença e posse de Deus na tenda do santuário; No livro do Levítico se inicio com o dialogo de Deus com Moisés e por meio do Profeta a todo seu povo escolhido sempre na tenda do santuário, dando uma atenção especial ao regulamento do Culto, se conclui o livro com a ordem de Deus a Moisés no monte Sinai; 

        O livro dos Números liga o Monte Sinai á tenda do Santuário, e da retomada da marcha à terra prometida e aludindo a Moisés os mandamentos e ás normas dada por Deus na estepe de Moab e concluída com o livro de Deuteronômio já começa com o discurso de Moisés no dia de sua morte na estepe de Moab, o livro é despedida de Moisés e a sucessão de Josué na liderança do povo de Israel.

Continua...

  Pax!