sábado, 30 de janeiro de 2016

Somos chamados para sermos “Luz para o mundo" e "Sal para Terra" ...

O Despertar da Alma III 

Paulo da Costa Paiva


            A Palavra vocação tem sua origem do latim do verbo "vocare" que pode ser compreendido como "chamar", para o melhor entendimento seria um chamado, mas por parte de quem? Segundo o cristianismo todos somos chamados à missão por parte de Deus, e antes mesmo de nascer já estamos designados a uma missão especifica para glorificação do nome do Senhor através do anuncio e vivencia da boa nova que nos leva consequentemente a nossa realização e santificação. A vocação não é para si, mas para toda a humanidade, somos chamados e capacitados para sermos “Luz para o mundo" e "Sal para Terra" como instrumento de Deus no mundo para salvação de muitas almas. Na Igreja Católica existem diversos serviços, movimentos e espiritualidades, mas com o mesmo objetivo e sempre em unidade com Cristo nosso Senhor. O importante é saber para que somos chamados? E para qual missão? Não existe mistério para se revelado, mas é necessário está atento.

            A vocação tem suas distinções entre o particular e o geral, dessa forma a vocação fundamental de cada ser humano é desenvolver suas potencialidades que se faz presente no seu ser de forma latente, que necessita despertar para o transcendente (Deus). Está em comunhão com Deus só se torna possível em unidade com Cristo, sendo um com Ele (Igreja), e para nos tornarmos membros do corpo de Cristo de forma consciente em sua plenitude, só por intermédio do Santo Espírito que nos capacita a sermos os novos cristos através da vocação especifica de cada um, a singularidade que cada ser humano carrega dentro de si manifestada plenamente, se tornando a chave que une Deus ao homem para sua santificação no mundo para o mundo, pois a salvação só acontece em pró da humanidade não para si, mas para o próximo. A vocação especifica é a forma que cada ser humano realiza sua vocação fundamental, que pode ser na vida laical (casado ou solteiro), consagrada ou sacerdotal.

            Existem muitos contratempos que podem confundir as nossas escolhas, ao ponto de nos fazermos caminhar trilhas na qual não somos chamados, nos causando angustias, frustrações e um profundo vazio existencial, tornando-nos pessoas frias, amargas e muito mal amadas. Existem vários obstáculos, como as fugas existências, comodismos, interesses, influências e muito mais, que podem acarretar danos nocivos tanto para quem fez a má escolha como para todos com qual se convive, se tornando todos infelizes por uma má e precipitada decisão. A vocação é algo nato do ser humano, ele já traz sinais do seu chamado mesmo que não de forma explicitas, mas traz no cotidiano nos gestos mais simples do dia a dia. Não podemos cair na cilada dos sentimentalismos que podem confundir, levando a uma vocação futuramente frustrada. O sentimentalismo (pieguice) exacerbado pode motivar muitas pessoas a buscar uma radicalidade que não foi chamada a viver, levando-o a sair do seminário ou convento brevemente, ou pior ainda ser tornar um padre, um religioso ou freira amarga e mal amada por toda a vida. Assim também o risco de ser levado pelas paixões e consequentemente se casar de forma precipitada, que logo percebendo com tempo que não era a pessoa certa e nem vocação na qual foi chamado, se sentido frustrado e incompleto por toda vida.

            É fundamental está a tento as nossas aptidões, gostos e inspirações, a tudo aquilo que vem de nossa essência, do nosso mais intimo da alma, o que realmente nos faz feliz e realizado, às vezes ou quase sempre não enxerga porque foge de si mesmo, ou está tão ocupado com iniquidades que não percebe o verdadeiro chamado, mas não é porque descobriu ou acredita que realmente descobriu sua vocação que não passará por dificuldades. Não somos melhores que o nosso senhor e mestre, o Cristo, pois se ele passou por todas as tribulações, a cruz e a morte, conosco não é diferente, mas ai pode surgir a grande questão, será que vale apena optar pela cruz do seu chamado em vez de aproveitar o curto tempo de vida que o mundo pode oferecer? O fim é o diferencial, pois quem escolhe simplesmente aproveitar a vida, sabe de alguma forma que isso vai acabar um dia e ficará num vazio existencial insuportável da morte do meramente existir,do contrario daqueles que buscam viver na peleja do acertar mesmo errando, buscando na essência do seu ser a transcendência, lapidando a alma para eternidade em comunhão com Deus.


Paz e Bem!

sábado, 23 de janeiro de 2016

Todos nós temos potencialidades...

O Despertar da Alma II

Paulo da Costa Paiva


            Todos nós temos potencialidades que se necessitam desenvolver, se possível plenamente, pois somente assim nos realizaremos em nossa totalidade. Muitas frustrações da vida estão em não pode ser realizar plenamente, por se sentir incompleto e vazio, por mais que tenha todas as riquezas que mundo possa oferecer. O ser humano precisa se conhecer estar em sintonia com a sua essência para poder caminhar para sua realização, e isso não é exclusivamente individual, pois se faz necessário o outro, e para isso, é importante a interação (convivência) para desenvolver nossa potencialidade, porque somente diante dos contratempos, desafios (tristezas e dor) como também nas realizações e confraternizações que podemos amadurecer nossas almas. Cada um de nós têm habilidades especificas latente que precisam ser descoberta para o nosso bem e para o bem de todos, pois quando temos um talento não é somente para nós, mas para toda a comunidade se beneficiar.

            Ninguém se torna medico, professor, advogado ou outro profissional para si, mas para o outro que necessita de suas habilidades para superar as suas deficiências. Então tanto aquele que contribuí como aquele que é beneficiado se realiza por sua utilidade em beneficio do bem comum, mas infelizmente muitos não acertam nas suas opções se tornando maus profissionais, maus padres e religiosos, mergulhados nas suas frustrações que os tornam pessoas amargas e mal amadas. Muitos permanecem na sua amargura envenenando os outros que de certa forma inconscientemente se torna um pedido de ajuda ou de desabafo de tanta infelicidade, por não conseguirem por conta própria se libertar desse pesadíssimo fardo que o mata pouco a pouco, tudo causado por uma precipitada escolha, um mau discernimento e pela incapacidade de recomeçar se tornando infeliz e consequentemente fazendo o outro infeliz.

            As potencialidades não se resumem ao serviço profissional, mas os talentos se manifestam em diversas realidades, como nas artes, ciências, filosofias, espiritualidades e muito mais. No que se refere à espiritualidade, mas precisamente ao cristianismo, todos nós somos chamados a realizar nossa missão, recebemos talentos para beneficiar o bem comum que consequentemente nos beneficiamos por nos sentimos útil, ao fazermos o bem ao nosso semelhante nos tornando pessoas realizadas. Para nos tornamos essas pessoas realizadas não é nada fácil, devemos nos conhecer bem para descobrir a nossa vocação, mas não é nada impossível, aliais é acessível o tempo todo desde sempre em nossa existência, para isso se deve silenciar ouvir a voz de Deus que se faz presente dentro de nós. Como foi falado no inicio do texto é necessário ir ao deserto interior passar por todo processo de maturação espiritual (transcendente) para se der o passo inicial de nossa missão, assim aconteceu com os profetas do antigo testamento, como também foi com João Batista e o Nosso Senhor Jesus Cristo todos foram ao deserto.

Continua...


Paz e Bem!

sábado, 16 de janeiro de 2016

... ir ao deserto interior !!

O Despertar da Alma

Paulo da Costa Paiva


            O ser humano assim como qualquer outra criatura da terra tem o seu próprio ciclo de vida, e como um ser vivente é gerado por um útero, nasce, cresce se reproduz e morre, mas existe um diferencial no homem que o tornar transcendente a todos os seres vivos da terra, que é a sua racionalidade. Sim é através da razão que o homem se tornou o senhor de sua própria história com seus erros e acertos, das cavernas até o infinito do universo estamos sempre evoluindo e buscando superar dia após dia, aprendendo com os nossos erros e barbáries do passado. Durante todo processo histórico da humanidade muitos homens se destacaram por sua coragem, liderança, genialidade e muito mais, tanto para o bem como para o mal, mas conseguiram de certa forma exteriorizar suas potencialidades que marcaram suas presenças na história contribuindo para o nosso processo evolutivo. Todos nós somos corresponsáveis pela nossa história e de toda humanidade, devendo contribuir com o nosso legado para o bem comum das futuras gerações, deixando a nossa presença como sujeitos históricos de nossa própria raça e transformadores de uma geração.

            Mas para isso devemos primeiramente mudar o nosso próprio viver para poder tentar mudar o mundo de forma simples, podendo chegar as grandes consequências de transformações para um mundo melhor. A reforma inicial é de nossa própria pessoa, isso será lento e não terá fim, porque sempre estaremos errando e aprendendo, caindo e nos levantando constantemente, pois somos seres inacabáveis, e estamos sempre nos aperfeiçoando ou pelo menos quase todos deveria buscar melhorar dia a dia. Viver por viver é pura ilusão, pois viver uma vida somente para os caprichos de nossos instintos e ser indiferente para com os outros, nos tornam pessoas meramente medíocres e totalmente tapadas de nossas próprias existências, não se diferenciando dos outros animais na qual se assemelha ou até se rebaixa as criaturas selvagens por meio de suas barbáries e bestialidade no mundo e na história. Só é possível ter um convívio melhor e agradável com o outro quando existe uma transformação, e não será de forma mágica e milagrosa, pois se deve mudar para o mundo também poder também mudar.

            Essa reforma interior, não é fácil e nem agradável inicialmente assim como uma casa que está suja e desmoronando, o nosso corpo se torna morada nossa e de nosso Senhor que se faz presente e cada ser humano, mas que pode está adormecido diante de tantas trevas (ignorância) que impede que se manifeste plenamente. Primeiramente e deve silenciar que não é nada fácil no mundo de hoje que é tão barulhento com palavras vãs e iníquas, quase sempre a grande maioria tem medo de silenciar por não suportar a ouvi os clamores do seu interior e vive fugindo de si mesmo por toda vida. Ao silenciar se deve mergulhar no seu intimo de forma mais profunda possível, na sua história de vida, desde a infância passando por todas as dificuldades e traumas que o fizeram de sua vida tão problemática e mal resolvida, por nunca encarar suas dores, buscando efeitos paliativos (fugas) na sexualidade desregrada, nas drogas (licitas e ilícitas), num fundamentalismo doentio e etc. Mas nada disso resolve fugindo ou se iludindo, alias faz pior e maltrata muito mais, num vazio insuportável e mortal (suicídio voluntário ou processual).

            Quando se busca ir ao deserto interior nos enxergamos verdadeiramente, sem mascaras e ilusões, com nossas misérias e limitações, que muita das vezes se busca escondê-la em vez de resolvê-la. Só é possível solucionar um problema quando primeiramente se faz reconhecer que ele existe isso já é um passo fundamental para sua resolução. É na essência da alma que se encontra com a consciência em sua realidade mais plena, onde Cristo se faz morada e nos encontra para conversar e se manifestar. É lá que ocorrer as curas e as libertações, mas nessa buscar a Cristo é fundamental, se dá o primeiro passo, na busca da confissão, da eucaristia, da leitura e meditação da bíblia, observando e contemplando a criação e sempre ajudando a quem necessita... Perseverando na busca intima com o seu Senhor, logo se perceber as primeiras mudanças, que é a paz verdadeira que vem do alto (transcendente), e nas praticas caritativas e espirituais continuada em sua vida, logo se manifestará os primeiros frutos de libertação e amadurecimento que será progressivo ou não, a partir do comprometimento consigo mesmo por toda vida.

Continua...


Paz e Bem!

sábado, 2 de janeiro de 2016

Reflexão Casual XL



“Na busca do conhecimento se paga um preço muito alto, que é o silêncio de suas conseqüências.”

Paulinopax

sábado, 19 de dezembro de 2015

Igreja e o seu Mistério

O Mistério da Igreja
Paulo da Costa

             A Igreja se torna mistério por está em comunhão com Cristo, que não é algo velado pelo contrario é revelado e anunciado pelo ministério de Jesus encarnado no meio de nós, que se apresentou como filho de Deus, pregando a boa nova, curando, ensinando o perdão e o amor ao próximo. Sendo incompreendido por seus dirigentes foi preso, torturado e morto no madeiro, mas ao terceiro dia ressuscitou dos mortos e subindo aos céus prometia a vinda do paráclitos (Lc 24,49) e lhes destes a missão aos seus discípulos de anunciar a boa nova a todos. A Igreja está na história, pois começa a sua missão a partir da ação de Jesus e se concretizam o seu ministério no dia de pentecoste com a vida do Santo Espírito dando continuidade as ordens que Cristo direcionou e abençoou de anunciar a boa nova os batizando-os em nome do Pai, Filho e Espírito Santo.
            Ao mesmo tempo em que a Igreja se encontra na História ela também se torna transcendente, pois é somente por intermédio da fé que se pode aderir no século uma realidade espiritual. A Igreja é através de Cristo o sinal dessa comunhão de Deus com toda a humanidade, pois se torna um instrumento de salvação onde cada pessoa através do batismo se torna uno com Cristo por intermédio de seu corpo místico onde Ele é a própria cabeça e um só Espírito (santo) onde todos são batizados, seus membros distribuindo em seus diversos carismas com a suas devidas importância, e nesse mistério ela (Igreja) se torna uma só realidade humana e divina. Essa unidade é comparada por São Paulo como uma união esponsal onde o Cristo é o esposo de sua Igreja se tornando um só carne (Ef5, 29-32).
            Enxertados em Cristo através do batismo, nos tornamos novos cristos, pois se somos membros do corpo (místico) de Cristo nos tornamos também cristos. Participamos de sua morte e ressurreição, nos tornando por seu intermédio, filhos adotivo de Deus Pai e herdeiro da vida eterna. Nossa missão em comunhão com a Igreja é dar continuidade a tudo aquilo que Cristo nos ordenou de anunciar o evangelho até os confins da terra, sendo luz para o mundo e sal para terra aderindo o seu plano salvífico para todos os povos, dando a toda a humanidade o acesso a salvação. A Igreja como mistério quer dizer que ela ultrapassa seu aspecto visível e humano, tendo em sua essência a graça divina que conforme o plano de salvação aspira à salvação, santificação e divinação dos homens e dessa forma se tornando uma realidade humana e divina.

Paz e Bem!

sábado, 5 de dezembro de 2015

Reflexão Casual XXXIX


“A expectativa é forma mais sutil de iludir aqueles que tudo esperam, mas nada fazem de concreto para superar a angústia e o vazio de seu ser.”

Paulinopax

sábado, 14 de novembro de 2015

Bíblia e Moral III


CRITÉRIOS BÍBLICOS PARA A REFLEXÃO MORAL
Paulo da Costa

            No mundo atual na tentativa de oferecer caminhos produtivos numa  expectativa moral baseada nas Escrituras, foi necessário distinguir dois critérios básicos que são o Decálogos e as Bem-Aventuranças. A Escritura Sagrada nos apresenta de forma original na mediação do discernimento dos paradigmas interculturais a partir do processo histórico na  perspectiva da salvação, tendo uma posicionamento baseado nos princípios da criação e da Aliança, convidados a uma comunhão intimam com Deus considerando sempre a dignidade humana que és a imagem e semelhança de Deus. Essa comunhão só é possível se realmente se comprometer de corpo e alma com o projeto salvífico de Deus,  seguindo Cristo como modelo ideal de vida, que perpassa a uma exigência moral baseada nas Bem-Aventuranças na pratica de virtudes que resultem da imitação do agir de Jesus e de um relacionamento de amor com Deus, que são fundamentais  para todos que buscam herdar o reino dos céus.
                Baseando-se nos textos sagrados, mas precisamente o Decálogo e as Bem-Aventuranças, aplicam-se seis critérios específicos buscando sistematizar uma metodologia na abordagem das problemáticas morais. Inicialmente o primeiro critério é a convergência, onde as questões morais permaneçam desde as tradições de diversos povos que se fez presente na história com a sabedoria natural e substancialmente universal, convergindo coma moral bíblica, em diversos tema em comum desde a criação, normas, virtude humanas e etc.. O segundo critério é a contraposição, onde o posicionamento  das praticas e do agir moral fundamentada das Escrituras conduzida na fé em um Deus único e verdadeiro que direciona a seguir seus  preceitos revelados na bíblia, devem rejeitar os contra valores como a idolatria, cultos indevidos, violações, depravações, anti-reino e etc.; Buscando uma vivência madura e responsável de sua liberdade a partir de suas próprias escolhas. Os cristãos são convidados a confrontar as problemáticas que questionam sua concepção de fé e princípios moral e cristão, filtrando no crivo da luz do evangelho todas as ideologias que tende a induzir ao individualismo ou totalitarismo.
                A revelação moral nas Escritura sagrada aconteceu progressivamente(3º critério - Progressão) numa história crescente desde a criação, passando pelos profetas até chegar a o ponto culminante com a vinda de Cristo, que o caminho (modelo) a ser seguido para adesão natural da revelação, Confirmando a dinâmica da justiça em sua progressão na busca da vontade de Deus. No Antigo Testamento os sacrifícios era justificado (quase sempre), como necessidade do povo em expressar o louvor  e de sua lealdade a Deus e sua aliança com seu povo. No Nova e Eterna Aliança, no sacrifício de Cristo  é determinado novo culto (real, autêntico e existencial), estabelecendo a verdadeira e plena comunhão com Deus. Diante das problemáticas da atualidade sendo confrontado ao sacrifício de Cristo, se exorta aos cristão a uma nova prática moral de forma progressiva em seu viver como oferta de sacrifício  vivo em resposta de gratidão ao amor gratuito de Deus.
                O ser humano é cooparticipante de uma comunidade de Aliança que segundo relata a as Sagradas Escrituras, na qual se encontra envolvido e comprometido com seu agir moral de tal modo a resguardar e favorecer o bem comum (4º Critério - Dimensão comunitária). No Antigo Testamento apresenta o caminhar do povo de Deus na história e seu dinamismo, respondendo ao chamado de Deus através das condutas morais e rituais (As Leis da Aliança) se tornado uno com Deus Único e Verdadeiro. O povo da Nova Aliança sua concepção de comunidade se dá através da personificação em Cristo, em uma só fé e um só coração numa convivência fraterna de compromisso moral fundamentada no modelo dado por Jesus, no agir cristão e vivenciada a luz do Santo Espírito. É importante afirmar que na formação desse comunidade, onde o próximo está além dos afins (iguais), mas transcende ao marginalizado (O pobre, a viúva, o órfão e estrangeiro), abrangendo  a todos os seres humanos como parte da criação e imagem de Deus. Um dos maiores paradigmas para o homem é a morte, pois tendo consciência de ser temporal e mortal fica sem resposta diante do seu futuro relacional com Deus, que no Antigo Testamento relata todo o processo gradativo de esperança na vida pós morte através da Aliança, e como sinal de recompensa a fidelidade a Deus teria inicialmente apenas uma vida longa como benção de Deus e que foi posteriormente evoluindo em seus conceitos a uma promessa  de imortalidade da alma, premiado aos justo e temente a Deus. No Novo Testamento todos são convidados a uma unidade plena e permanente com Cristo, que com a sua morte e ressurreição nos aponta uma  perspectiva comunhão escatológica de vida com Deus. As limitações e efemeridade do presente que se vive incitam a esperança de comunhão com o futuro a partir da promessa eterna de Deus, motivando  a adesão às normas e a ações para um ideal de vida que inspira perfeição moral a partir do hoje pela fé no Cristo ressuscitado que aponta o amanha como perfeita união na sua vinda gloriosa (5º critério - Finalidade).
                Para finalizar esse critérios é fundamental o discernimento (6º critério), pois as regras morais apresentam na Sagrada escritura, devem ser profundamente analisada, com bastante zelo, preservando todos os seus fundamentos universais e discernindo progressivamente a consciência moral. Ser bastante criterioso nas analise inter-testamentária  ao atentar-se ao seu contexto histórico, literário, cultural e transcultural como também a sua fundamentação bíblico-teológicos e sua dimensão canônica. A sagrada escritura  nos apresenta a urgência de se pauta as atitudes morais á luz do santo Espírito, com bastante prudência tanto de forma coletiva como de forma pessoal. Concluindo é importante ressaltar algumas considerações, fundamentando-se em dois ponto determinante que nos revela Deus como resposta e a Sagrada Escritura como fundamento, que  aproxima a Teologia (revelação divina) da antropologia (historicidade humana) mostrando que a sagrada Escritura segue critério metodológica de grande seriedade com  ressalva  a contemporaneidade com todas as suas problemáticas e diversidades culturais-ideológica onde a consciência moral sofre fortes influências. Lembrar também a importância da unidade entre o Antigo e o Novo Testamento, pois é a partir da experiência libertadora do povo de Israel com a Primeira Aliança que vem confirmar a promessa revelada por intermédio de Cristo da Nova e Eterna Aliança para todos os povos se apresentando como caminho, verdade e vida até a consumação dos séculos. 

Paz e Bem!

sábado, 7 de novembro de 2015

Reflexão Casual XXXVIII



“Prefiro os vôos solitários dos meus pensamentos que me levam ao infinito da plena consciência, do que a caminhada supérflua em companhia dos tolos que me arrastam para o abismo da insensatez.”

Paulinopax

sábado, 17 de outubro de 2015

Bíblia e Moral II


DOM DIVINO E RESPOSTA HUMANA - 2ª Parte
Paulo da Costa

               Segundo o evangelho de João, Jesus é um enviado de Deus pai que age na história por gesto concreto, anunciando (Reino de Deus) e vivendo coerentemente o que proclamava, mostrando sua autoridade que arrastavam multidões, proporcionando a todos a superação da adversidade e anunciando sua mediação (Filho) para o projeto salvífico. É a partir do modelo de Cristo que se dá a real adesão ao plano de salvação, pois é necessário a essa implicação moral da práxis dos ideais cristão de amor e caridade ao próximo em comunhão com Deus para consciência plena da missão universal. Para o Apóstolo do gentios (Paulo) essa compreensão moral advém do ato de se amar a Cristo seguindo através do anuncio e principalmente por seu modelo de vida na obediência como Senhor de toda a humanidade no discernimento do Santo Espírito.
                Nas cartas católicas, Tiago no apresenta que a moral revelado por Deus é a grande sabedoria que se deve ser aprofundada e praticada pelo homem junto ao seu próximo, dando uma grande ênfase a justiça social principalmente junto ao marginalizados. Para Pedro em suas cartas Apostólicas a nova vida em Cristo implica em morte ao pecado para o renascimento levando a humanidade a um sacerdócio santo. Nas cartas aos hebreus o Filho é apresentado pelo próprio Pai como o “Sumo Sacerdote”, o mediador da nova e Eterna Aliança, danado a redenção a toda humanidade na qual convida a uma nova vida (atitude) a partir do seu próprio exemplo de Vida, sendo seus imitadores.  A Nova Aliança ao se concretizar a partir do Cristo Jesus, onde somos perdoados pelo pecado nos oportunizar três realidade que é o” direito a entrada, um caminho e um guia “ e também nos exorta a se comprometer-se a três atitudes a " fé, esperança e caridade".
                Na eucaristia que o projeto divino da salvação atinge seu ápice através de Jesus quando institui a comunhão entre Deus e a humanidade, apresentando a própria morte como forma infalível de união, sintetizando a nova aliança. Essa comunhão implica em responsabilidades comunitárias, numa dimensão moral e depuradora, sendo que os cristãos em seu cotidiano devem buscar essa abertura á ação divina para se manter unido a Cristo. No Apocalipse percebe-se a reinterpretação da Aliança numa abrangência mais aprofundada na relação entre Deus e a humanidade por intermédio de Cristo, que por seu amor e na sua redenção incita a reciprocidade dos cristãos, assumindo sua condição de reino já a partir do batismo e na sua condição de sacerdote, sendo dessa forma ativada a efetivação e instauração do reino de Deus e de Cristo na face da terra. Para isso concretizar é necessários uma serie de ações praticas morais como a oração, o testemunho, as obras justas e etc.
                Através do dom da criação somos apontados em acolhermos a moral revelada para um justo modo de agir, mas freqüentemente o egoísmo prevalece optando trilhar por próprios caminhos, recusando os caminhos propostos por Deus. Mas Deus na sua infinita misericórdia sempre se compadece e nos convida constantemente a uma conversão nos perdoando do pecado. Nesse processo histórico, mas precisamente no Antigo Testamento, percebe-se essa dinâmica binômia de culpa e perdão, que  Deus como criador e sumo bem  oportuniza a remissão do pecado, sendo fruto de seu gratuito amor pela humanidade, cabendo ao homem reconhecer como sinal objetivo do perdão do Senhor manifestado em seus ritos. No Novo Testamento a misericórdia divina é personificada na vida e obra de Cristo Jesus, onde se configura a salvação como o perdão dos pecados nos revelando o seu ministério  messiânico. É a partir do seu sacrifício no madeiro da cruz, que se dar a mediação e a restauração da comunhão entre Deus e a humanidade efetivando a nova e eterna aliança. Cristo ressuscitado sopra sobre os discípulos seu Espírito, sendo a Igreja agora responsável de promover a reconciliação dessas comunhão através do seus sacramentos.
                Cada ser humano é chamado para uma união perfeita com Deus a partir do agir moral  durante toda sua vida. Tendo essa meta escatologia mediante a ação humana relacionado à dependência e participação da ressurreição de Cristo, os cristãos são convidado pelo Santo Espírito a sua condição anterior a se conscientizar de já serem portadores dessa meta gloriosa, mas para alcançá-la deverá evitar corromper o caminho que levará ao futuro escatológico. Essa conscientização do reino de Deus a partir de Cristo como meta escatológica se harmoniza como uma perfeita união de pleno amor entre a noiva (Jerusalém celeste) e o noivo (Cristo - cordeiro), mas cabe a cada cristão cooperar com responsabilidade no o seu justo agir em sua purificação continua, pois somente pelas as obras terá como êxito o dom escatológico da Jerusalém celeste.

continua...
Paz e Bem!         

sábado, 3 de outubro de 2015

Reflexão Casual XXXVII



“Tem gente que se acha tão insignificante (morta) que, necessita se rotular com algum modismo para se sentir notada (viva).”

Paulinopax