"Mas ninguém pode entrar na casa de homem forte e saquear seus bens, sem ter primeiro amarrado o homem forte; então saqueara a sua casa” (Mc 3,27)."
sábado, 24 de março de 2018
sábado, 17 de março de 2018
Resenha: Sexo, Desvio e Danação II
HEREGES
Paulo da Costa Paiva
HEREGES
Nesse
período que também e conhecido como a " Idade das Trevas" , entre os
séculos XI ao XIII sugiram grandes manifestações laicais com forte apelo
espirituais e ameaças heréticas, por tão sedentos e temoroso de Deus, buscaram
desesperadamente por salvação e fuga alucinante da condenação eterna. Surgiram
então iniciativa que marcaram profundamente esse período com forte indícios de
heresias, como por exemplo: As cruzadas, o aumento de peregrinações, a
crescente surgida de ordens e casas monásticas, como a popularidade de
pregações itinerantes e de eremitas virtuosos, tendo como característica
principal a espiritualização do laicato.
Essa
disposição de espírito apostólico abraçado com o temor da condenação eterna,
levou e incentivou o livre acesso às
Escrituras Sagrada, que era exclusividade absoluta do clero, facilitada pela
traduções do latim para o vernáculo, acarretou uma difusão da pregação
indiscriminada por pregadores autodidatas não autorizados, como também o
aparecimento de muitas ordens, que abraçaram a ideia do anuncio do evangelho de
forma indiscriminada, mas com visões muito diferenciada uma das outras. Todo esse
contexto levava as pessoas individualmente ou em grupos a uma busca por uma
vida religiosa mais intensa, através da austeridade pessoal, na adesão ao
evangelho e da pregação.Paralelamente a tudo o que ocorria, a Igreja tropeçava
com os seus próprios pés, através da limitações e contra-testemunho do clero,
causada pelas crescentes riquezas, a burocracia e a politização do papado, se
envolvendo em guerras, ações judiciais, impostos abusivos e muito outro mais
absurdos. Tudo isso somado com um período de intensa ameaça do movimento
reformista dentro da própria Igreja.
Continua...
Paz e Bem!!
sábado, 3 de março de 2018
Reflexão Casual LXVII
“Infelizmente
existe muito puritanismo e hipocrisia de um povo que se diz tão clemente a
Deus, que passa horas e horas de joelho rezando, mas para saciar seus egos
narcisistas e farisaicos, do que propriamente experimentar o amor incondicional
de Cristo que acolhe a todos com amor sem distinção. Na verdade esse povo que julga
que se acha no direito de julgar no lugar de Deus, o que é certo ou errado, são
os piores que existem, pois estão cometendo o grave pecado de usurpar o lugar
de Deus, pois somente a Ele cabe julgar a cada um de nós, e o que nos diz
respeito é seguir o que Cristo nos ensinou: ' Que vos amei uns aos outros assim
como Eu vos amei... '”
Paulinopax
sábado, 24 de fevereiro de 2018
sábado, 17 de fevereiro de 2018
Resenha: Sexo, Desvio e Danação
SEXO, DESVIO E DANAÇÃO
Paulo da Costa Paiva
APRESENTAÇÃO
O
autor Jeffrey Richards, apresenta temas sobre os acontecimentos do cotidiano
medieval de sua população e como a Igreja se posicionava diante das
problemáticas de um período altamente delicado que causava verdadeira histerias
sociais, numa Europa que vivia o inicio da idade média com todas as suas perturbações
sociais e espirituais. O livro tem uma leitura de fácil compreensão onde
apresenta os temas de maneira simples e objetiva, com uma metodologia acadêmica
muito zelosa, apontando referências a outros pesquisadores sérios,
solidificando uma pesquisa com grande
credibilidade histórica. Traduzido pela editora Zahar para o português por Marco Antônio Esteves da Rocha e Renato
Aguiar num total de 180 paginas.
SINOPSE
O CONTEXTO MEDIEVAL
O
livro retrata o contextos vivido por grupos específicos que viviam na
marginalidade de uma sociedade teocrática medieval, num período muito delicado
socialmente de grande calamidades causada
pelos conflitos demográficos,
surtos de varias doenças e muito fome. todas essas mazelas causava uma
verdadeira histeria na população que tinha como única esperança a sua fé em
Jesus Cristo, que nem sempre mostrava salutar e consolado em seus corações. Por
que se viva num período de virada milenar mas precisamente no ano 1.000 e.C e
muitos acreditavam na volta de Jesus Cristo, e no imaginário popular era tão
intenso e forte que todo tipo de manifestação aparentemente perturbadora e
diferenciada significaria um sinal de sua volta, na loucura desesperada de
salvação numa verdadeira realidade apocalíptico, e que muitos buscavam uma vida
de profunda penitência e peregrinações,
onde muitos foram principalmente
a Terra Santa.
Como muitos acreditavam que o mundo iria acabar na virada
do milênio e não se concretizou seus temores, mas isso nãos os deixou de estar
impressionado pois isso estava impregnado no seu modo de viver, muito se falava
em Anticristo, se tonando uma tema constante assunto comum entre os mais doutos
e os mais ignorantes, se manifestando na sua própria cultura através de
sermões, poemas, história e peças. No
mesmo período e contexto houve o Concílio Lataranense (1215), com o objetivo
principalmente de impor conjuntos de regras para fortalecer o total controle sobre a vida e a
crenças dos Leigos.
SEXO NA IDADE MÉDIA
Na era
medieval em seus textos antigos, tudo
que era escrito sobre a sexualidade em si, ficavam na obscuridade decente de
uma linguagem clássica. Baseado nos próprios direcionamentos da Igreja, o seu
único e exclusivo objetivo seria que o sexo tinha do ato em si, de reprodução e
consequentemente forma famílias. Diante da temática relacionada ao sexo se dividia em três
categoria: Teórica, prática e cultural, numa dimensão médica, teológica e
constitucionais da lei, já na sua dimensão cultural se demonstrava no seu próprio cotidiano e nas manifestações
artísticas como por exemplo: As poesias,
as prosas, anedotas, rimas e etc. A Igreja era grande reguladora da moral e dos
bons costume, é a que tinha a ultima palavra sobre o que era certo ou errado na
sociedade medieval. Como também a força dominante na vida espiritual, como a
única detentora da verdade revelada por Cristo tendo o sucessor petrino que
poderia salvar e condenar segundo seus próprios critérios, baseado na sua
interpretação da revelação divina nos séculos. Diante de sua autoridade
espiritual e secular tomou a iniciativa de especificar que atos sexuais, as
pessoas poderiam se permitir e de regulamentar onde, quando e com quem o sexo
poderia ter lugar.
O
sexo segundo a Igreja não poderia ser desfrutado por seu puro capricho de seu
bel-prazer, mas para fins pro criativo dentro do próprio casamento sendo
abençoado na presença de Deus pelo sacerdote (clero), apesar da resistência
principalmente da nobreza aristocrática que se utilizava como peso de moeda onde eram acertados entre
famílias, assim como em todo os níveis sociais, envolvendo na maioria das vezes
propriedades, bens e até dinheiro. Essa Ideia de que a mulher em geral seria um
bem de interesse de todos e o que ela pensava pouco importava, era uma
realidade que vem desde os primórdio da humanidade e na idade média não era
diferente, pois ela estava sujeita ao Pai e quando casada totalmente
subordinada ao seu marido, principalmente para os aristocratas, já que os casamentos lhe garantiam uma
sucessão e consequentemente de se apossar sempre de mais e mais terras, dessa
forma quando era necessário, para o seu próprio beneficio eram favorável a
dissolubilidade do casamento levando ao segundo casamento habitual, acarretando
a uma briga voraz e bastante longa entre os nobres e a Igreja, durante todo
esse período.
Continua...
Paz e Bem!!
sábado, 3 de fevereiro de 2018
Reflexão Casual LXVI
“Não se deve jamais
se julgar um gênio por suas atitudes, pois as suas inspirações se fazem
presente na sua própria natureza de genialidade e nas suas loucuras (originalidades)
mais insanas da noite dos séculos, se manifestando a sua singularidade num
mundo onde se predomina as trevas da mediocridade...”
Paulinopax
sábado, 27 de janeiro de 2018
sábado, 20 de janeiro de 2018
Jesus, a humanização de Deus - Final
Deus, Identidade semelhante às dos
pequeninos
Paulo da Costa Paiva
Deus ao se encarna no meio de nós, se
despojando de sua divindade para se assemelhar ao próprio homem, buscou ser um
dos seus últimos, aqueles que muitas das vezes são esquecidos e ignorados, os
seus pequeninos como é relatado no evangelho de Mateus (cap 5), com aqueles que
sentiam fome, sede, estavam nu, doente e preso sem esquecer também dos
leprosos, as prostitutas, as viúvas (Mulheres), órfãos (crianças) e
estrangeiros. Todos viviam em situações de miséria sem provisões para se
manter, precisando se humilhar deixando cair o restinho de dignidade que ainda
existia.
Jesus cresce em um pobre povoado chamado Nazaré, de uma família
humilde que antes de nascer teve que ir a Belém por causa do recenseamento por
ordem dos governantes opressores. Maria e José um pobre casal que buscava um
local para descansar, principalmente Maria que estava as porta de parir o Filho
de Deus, não conseguia descanso e nem moradia digna. Muitas portas se fecharam
assim como hoje muitos fecham portas e viram rosto para os marginalizados, os
pequeninos de Jesus. Maria teve que ir para as periferias da cidade onde
encontrou uma manjedoura e juntos com bichos na escuridão da noite teve seu
Filho, que das trevas fez luz e ao coro dos anjos e com a presença dos pobres
pastores vieram se maravilhar com a tal cena onde Deus se fez apresentar junto
aos pequenos, pois somente num coração pobre e humilde é que deus se manifesta
com toda a sua realeza.
Jesus, o verbo
encarnado poderia ter nascido numa família de nobres, ricos e cheio de pompas,
mas preferiu nascer com os últimos que se tornaram os primeiros a receber
e acolher a boa nova. Jesus cresceu num
povoado humilde, junto de um povo muito simples e sofrido que trabalhava
arduamente para sobreviver, com certeza não era uma vida fácil, pois assim como
hoje nas periferias onde há muita violência, fome, injustiças sócias e miséria
predominava, semelhante seria a vida difícil de Jesus e de seus contemporâneos. Então por conhecer aqueles que eram os
últimos, excluídos e oprimidos pelos opressores da época é que Ele se
identificava profundamente com eles, seus pequeninos e por todos humanidade em
geral na qual ele se compadecia de nossas misérias.
Jesus foi extremamente
humano e se dedicou até as ultimas conseqüência, pois se identificou com todos
nós se tornando um de nós mesmo sendo Deus, se despojando de tudo para nos
salvar pela palavra (verbo) que o levou ao martírio da Cruz e por nós seu
sangue derramado como um cordeiro salvou-nos de pecado, do ódio, da ignorância
que levava a uma morte mesmo estando vivo. Tudo através do verbo que se fez
carne, palavra que se concretizou na história por intermédio de Jesus, que fez
as trevas do ódio e ignorância (pecado) ser dissipado por sua luz (Palavra de
vida eterna). Ele nos convida a sermos
seus discípulos sendo novos cristos pelo seu santo espírito nos dando a
autoridade para anunciar a suas palavras que se concretiza agora pelo nosso
testemunho ajude a libertar muitos cativos do pecado.
Nada adianta anos de
Igreja, de ritualidade e costume se não há caridade ao seu próximo, se esvazia
totalmente a essência cristã (preenchido de vaidade) dentro de si, pois se eu
vivo para servir somente a Deus no altar que sentido tem viver por Aquele que
tudo fez por todos , até dar a sua própria vida e você se fecha egoisticamente
no seu mundinho de fachada de falsa religiosidade? Por isso Jesus criticava
severamente alguns fariseus, pois viviam somente da mecanização da lei, se
tornando morta na essência porque ela, a lei pois não transcendia ao
humano, não alegrava a alma e os
consolava, muito menos lhe davam esperança, ao contrario se tornava o farda muito pesado
principalmente para os mais humilde e ignorantes que eram explorado na sua fé.
Viver o cristianismo é seguir o testemunho do mestre, viver para o amor, amor
ao próximo buscando-o ajuda-lo a enxergar o norte por excelência, Jesus o
Cristo o que se faz presente no irmão especialmente nos que sofrem e estão
esquecidos, Nessa dinâmica do amor que leva a concretização na caridade nos
aponta para Cristo que é o caminho, a verdade e a vida. Deus se fez humano para
nos mostrar que podemos sermos divino, não para nos envaidecer mas para nos
revelar e manifestar o amor em nosso corações que se latente, transcendendo em
nossas vidas e na história em sua totalidade, experimentando junto ao semelhante e nosso irmão (próximo) que unidos
nos tornamos um com Deus por intermédio de Cristo.
Paz e Bem!!
sábado, 6 de janeiro de 2018
Reflexão Casual LXV
“O cumulo da
imbecilidade é o ser humano odiar, criar inimizade e até matar o outro por
causa de ideologias, religiões, etnias, opção sexual e o mais absurdo de todos:
Time de futebol... Por isso que a humanidade não evolui, resumindo a sua
vidinha a uma mediocridade sem tamanho.”
Paulinopax
sábado, 16 de dezembro de 2017
Jesus, a humanização de Deus IV
Jesus, Conhecimento e Loucura de Deus
Paulo da Costa Paiva
Deus se fez a
conhecer a todos, mas nem todos estavam dispostos a enxergá-lo. Muitos não
queriam deixar e rebaixar-se da posição na qual se achava que verdadeiramente
se encontravam e também se reconheciam como os únicos detentores da verdade
assim como os ricos, os intelectuais, sacerdotes, governantes e autoridade
oficiais em gerais por exemplo. E o mais
agravante é que se apoderavam e interpretavam segundo seus interesses e somente
os ricos e letrados teriam acesso ao conhecimento, para os pobres ignorantes e
analfabetos, restava obedecer sem jamais questionar e mendigar sabedoria por
parte deles (lideres religioso). Poucos iam a encontro de Jesus publicamente,
porque preferiam se encontrar as escondida (Jo 3, 1-21), pois Ele primeiramente
estava junto com os miseráveis e excluídos da sociedade, que para eles (a
elites) os consideravam impuros e verdadeiramente lixos humanos.
A sabedoria
revelada por Jesus aos pequeninos e marginalizada pela sociedade foi próprio
viver para se conhecer Deus de forma concreta, um Deus que se fez presente que
se mostra misericordioso com os que sofrem, pois cada um de nós tanto no
presente como no passado e futuro seria inacessível conhecer a Deus se não
fosse pelo Cristo, Ele é o caminho a verdade e a vida, o único mediador entre a
humanidade e Deus, esse Cristo que futuramente entrará em comunhão com toda
humanidade e nos tornaremos um só corpo, ai sim podendo encontrá-lo e
mergulharmos no insondável de Deus, em espírito e em verdade, não somente nos
templos externo de pedra, mas no santuário do Senhor que se faz presente em
nossos corações.
A vida de Jesus
assim como a sua crucificação, foi um desafio para cristologia como toda Igreja
encara alguns questionamentos que surgiram desde dos seus primórdios, como
"a essência divina que é imperecível, imortal, imutável e impassível pode
ser aplicado esses atributos a pessoa Jesus, como foi já apresentado aqui e
depois de ser-nos revelado como a encarnação do próprio Deus entre nós e sofrer
e morrer numa cruz? Como um Deus imperecível pode existir ao mesmo tempo em um
homem perecível fora da oração?
(J.Moltmann) " Tudo isso pode parecer uma grande blasfêmia pegando
os próprios conceitos de Paulo apóstolo sobre a loucura e a fraqueza de Deus,
mas analisando os primeiros séculos de evangelização por parte dos Apóstolos
que anunciavam a partir da pequena Palestina até chegar a Roma e todo o império
com suas fronteiras teve que enfrentar varias problemáticas na sua doutrina que
foi amadurecendo pouco a pouco baseados nos ensinamentos e do testemunho das
palavras e vida do Mestre (Jesus) somado com as suas experiências iluminada
pelo Santo Espirito que os faziam compreender a essência do cristianismo.
Anunciar um Deus
crucificado não seria nada fácil para os povos pois para os judeus seria um
escândalos, porque baseado nas próprias escritura do antigo testamento todo
aquele suspenso no madeiro eram considerado maldito (Dt 21, 23), assim como
para os gregos (pagãos) anunciar e associar divindade a uma cruz seria pura
loucura, coisa de gente que havia perdido toda fé e toda religiosidade, por
isso muitas vezes os cristãos eram acusados de serem ateus, sendo considerados
réus do crime de irreligiosidade. Isso tudo mostra a gravidade que enfrentaram
os primeiros cristãos pois são extremos inalcançáveis de uma lado uma Deus na
sua excelência perfeição encarnado em nosso meio e de outro a cruz que era
morte reservados aos mais insignificantes da sociedade, os escravos e aos
malfeitores. Então diante disso tudo além de um
Deus encarnado "morrer", e morrer numa morte de cruz, Ele se
rebaixou além da própria dignidade humana.
O auto-despojamento
de Deus na pessoa de Jesus chegou as suas últimas consequências até ao
inconcebível, pois Jesus se esvaziou-se de sí para se tornar um escravo como
nós. Jesus não se apegou a sua divindade, mesmo sendo rico se fez pobre para
entrar na mais profunda comunhão com a humanidade na suas dores e angustias,
tudo se assemelhou a humano menos no pecado. Mas diante disso tudo nos
perguntamos, Deus se auto destruiu na cruz? Claro que não, Jesus não é a
aniquilação de Deus, mas o contrario é plena e a mais profunda revelação de Deus entre nós que teve seu ápice na
ressurreição onde Jesus, por intermédio
de seu Pai(Deus) que por amor e obediência foi levado as últimas consequência
que foi a morte mais indigna para salvar a todos de suas próprias iniquidades,
foi exaltado acima de todo nome (Fl 2, 9), sendo constituído filho Deus,
Messias e Senhor nosso e de todas as coisas, na qual todos nos Céus, na terra e
debaixo da terra se prostraram (Fl 2, 10).
Paz e Bem!!
Imagem: Filme, A Ultima Tentação de Cristo
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