sábado, 18 de agosto de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação VII - Conclusão

LEPROSOS

Paulo da Costa Paiva


LEPROSOS

            Na história da humanidade entre variados povos desde os seus primórdios não existiu uma doença que supere a temor generalizado como a lepra causou, muitos considerava maldições, castigos divino ou algo semelhantes. Na Idade Média, por exemplo, acreditava-se que a doença era transmitida sexualmente por uma mulher que pratica-se sexo no seu período menstrual, contagiando como forma de castigo pelo o pecado sexual cometido. Nessa época a lepra foi se alastrando por toda Europa medieval atingindo inicialmente somente os mais pobres e miseráveis e consequentemente os nobres e o clero. Na época muitos consideravam essa praga como castigo divino e muitos mitos surgiram relacionada a doença, porém no ano 1873 foi descoberto que a lepra seria uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e foi descoberto pelo  o médico Gerhard Armauer Hansen.

            Apesar de hoje ser uma doença curável a partir de tratamentos medicamentoso, na Idade média era uma verdadeira praga incurável, quem era molestado pela lepra estava praticamente condenada a morte, pois os médicos medievais não sabiam concretamente sobre doença consequentemente pouco se poderia fazer. A lepra que também era conhecida como " febre pútrida" pouco se tinham de informação na literatura médica da época, se recorrendo ao trabalho dos grandes médicos árabes que estes  também tinham bebido dos conhecimentos  grego, mas que na prática pouco se podia fazer aos agravados pela peste. A melhor forma que se poderia combater a doença dentro de um contexto medieval era a prevenção e isolamento, pois em sua maioria não se tinha uma boa higienização, o povo se alimentava muito mal, não tinham saneamento básico e extrapolava na ignorância. No caso de alguém suspeito por estar com algum sinal de problema de pele, já seria uma alerta para o risco de lepra, o procedimento inicial seria uma denuncia formal (geralmente por pessoas próximas), depois uma investigação minuciosa por parte do estado e que antes estava sobre os cuidados da Igreja.

            Para se identificar um leproso no período medieval não era nada difícil, pois de longe você poderia os identificar primeiramente por suas vestes que eram diferenciadas como também que eram a utilização de guizo, sinos sobre suas vestes, que ou mesmo andar-se com uma trompa avisando a todos que estava chegando e pudessem se afastar de si, outros cuidados também eram fundamentais como a proibição de tocar nos suprimentos de comidas, nem mesmo poderiam tirar água dos poços, pois haviam muito risco de poder contaminar tantos os alimentos como à água. 

             Por muitos tempos os leprosos viviam as margens da sociedade, realmente fora das cidades esperando pela boa vontade de algumas pessoas de bom coração para poder lhe assistir de alguma forma, mesmo precária somente para sobrevivência com alimentos e roupas basicamente, e com o decorrer dos séculos já no período cristão foram surgindo os tão chamados popularmente de leprosários (casas ou hospitais especificamente para o cuidado dos leprosos), normalmente essas casas eram dedicadas a São Lázaro que tradicionalmente seria o que Jesus tinha ressuscitado dos mortos (Evangelho de João), mas ouve uma pequena confusão, havendo uma ligação errônea entre o Lázaro histórico com o personagem também chamado Lázaro de uma parábola contada no Evangelho de Lucas (Parábola do Lázaro e o Rico)que esse sim, era mendigo e leproso, Por esse motivos muitos desses hospitais eram chamadas de lazaretos.

ARGUMENTAÇÃO

Nessa obra o autor busca nos apresentar de forma mais precisa possível além do contexto do cotidiano da sociedade medieval em todas as suas esferas, algo muito além, que transcende ao dados histórico. Mostrando como a Igreja influenciou e deixou influenciar-se diante das problemáticas e dos desafios imposto no seu tempo, se adequando a uma cristandade que teve que superar milênios de paganismo onde muitas da vezes as soluções não era das mais recomendáveis, sendo quase sempre fundamentada e concretizada por questões ambígua e precipitada numa ambiente predominante de pura ignorância e crendices, e consequentemente de preconceitos e oportunismo, atingindo diretamente os mais vulneráveis da sociedade.

ANÁLISE

Diante de tudo que é abordado pelo autor, observo que a sociedade medieval vivia o grande temor divino (condenação eterna) causado principalmente pela sua total falta de conhecimento de forma generalizada, e consequentemente eram arrastados pelas crendices populares por serem mal instruídas, outras vezes chegando a serem utilizadas como ferramentas de manipulação pela própria Igreja da época, como também pelo Estado, acarretando uma sociedade preconceituosa, mergulhada numa religiosidade cheia de fantasmas, criadas por seus próprios lideres e dirigentes. Apesar  de buscarem  da melhor forma possível regrar a população em geral, a Igreja  de forma inapropriada e precipitada diante de um paganismo desregrado e das pragas existente, foi  equivocada, fazendo a leitura de seu tempo como se todo mal que existia na sociedade fosse uma extensão da infidelidade do povo,  suas ações   atingiam principalmente os que estavam as margem da sociedade, levando a todos a um  histerismo generalizado  causando uma verdadeira calamidade social.

Paz e Bem!!

sábado, 4 de agosto de 2018

Reflexão Casual LXXII


“Ter opinião própria nos dias hoje se tornou ofensa para muitos ouvidos sensíveis as verdades e adormecidos nas ilusões embriagantes de suas mentes medíocres.”

Paulinopax

sábado, 21 de julho de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação VI


HOMOSSEXUAIS

Paulo da Costa Paiva


HOMOSSEXUAIS

            Sobre o homossexualismo, isso sempre houve desde os primórdio da humanidade e sua aceitação ou repreensão se devia cada local, costume e tempos especifico. O cristianismo se baseou nos costume do povo judeu que considerava abominação e sendo passível de pena de morte, assim como também o incesto, a bestialidade e o adultério. Outras culturas como a grega e romana, as pessoas nem se quer eram classificadas como heterossexuais ou de homossexuais, se tornando um costume mais aceitável e comum para essa população. O próprio Jesus nada fala sobre esse assunto, já o Apóstolo Paulo encara como uma rejeição dos valores morais por parte dos pagãos.

            Assim como desde aurora da humanidade já havia prostituição por parte das mulheres como os homens não foram diferente, coma permissão por parte do estado, o homem poderia se relacionar sexualmente tanto com mulheres, como também escravos, jovens e com homens em geral sem recriminação nenhuma por parte dos dirigentes como também da população, a única coisa realmente que era fundamental dentro da sociedade pagã, seria o caso manutenção e a caracterização já culturalmente definida socialmente como o masculino e o feminino. Com o advento do cristianismo, tudo mudou onde o homossexualismo se tornava tendências exclusivamente pervertida, comparando a homossexualidade com efeminação como também com os termos de pederastia, distorcendo toda as praticas do passado como nocivas e imorais sendo essa ideia repercutida por toda Europa medieval.

            Na idade média, não existia especificamente essa terminologia de "homossexual", existia sim que qualquer principio relacionado a sexo sem o objetivo de procriação, que era considerado violação da natureza, como o caso de fornicação, adultério, bestialidade e coisas de semelhantes  gravidade onde se encontra também a sodomia, que aos poucos se identificaria com o decorrer dos tempo com termo homossexualismo, desde do inicio do cristianismo já se combatia tais atos, se desenvolvendo por exemplo um código abrangente de ética sexual. 

           Mas foi somente no período que o Império se tornou cristão que realmente se começou colocar em prática o regimento contra a imoralidade generalizada para os bons costumes éticos e moral, sempre temente a Deus. Antes esse atos eram bastante comum na sociedade ainda pagã, como por exemplo existia uma subcultura homoafetiva surgido nos burgos e cidades mas precisamente nas casas de banhos e barbearias  que tinha certas brincadeiras (atividades) sexual como caçar ou melhor dizendo paquerar outros do mesmo sexo, principalmente os que tinham traços afeminados conhecidos na época como "ganimedes".

Continua...

Paz e Bem!!

a

sábado, 7 de julho de 2018

terça-feira, 19 de junho de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação V

PROSTITUTAS

Paulo da Costa Paiva



PROSTITUTAS

          A grande população da idade média vivia em situação nada agradável, somente o necessário para sobreviver, mas existiam pessoas em situações bem piores na total miséria, sem provisão nenhuma que estavam às margens da sociedade, esquecido pelos governantes e por Deus que se faziam presente nos grandes templos da pomposa Igreja Católica, as Jovens e meninas que viviam em total miséria eram assediadas e obrigadas a entrar nessa vida, obrigadas a se prostituir para poder viver. Em praticamente todas as cidades do ocidente tinham as tão conhecidas “Boas casas” ou a “casa da luz vermelha” que eram bastante visitadas por pessoas comuns como pessoas da alta sociedade, nobres e cleros (mesmo sendo proibido). Estava também presente nas ruas, praças, tabernas, casas de banhos e até nas Igrejas em busca de novas clientelas de todos os tipos de homens, principalmente homens jovens e solteiros que seriam seus melhores clientes. 

             Na Europa medieval era bastante tolerável e flexível a atividade sexual masculina tanto a pré-marital como a extraconjugal, seria um mal necessário como se diziam na época e aceito por todas e até pela Igreja, pois era incentivado, pois muitos homens da época buscavam casar somente próximo dos seus 30 anos ou mais, e tinham necessidades sexuais, e precisavam aliviar seus impulsos de alguma forma, diante dessas situações qualquer “mulher de bem” da sociedade poderia se tornar uma presa fácil para os extintos animais do próprio homem e por isso era necessário esse serviço diferenciado por profissionais do sexo como se diria nos tempos atuais. Assim tudo ficaram bem (???) pelo menos para a nobreza e o clero, pois estariam evitando que as mulheres e jovens da sociedades fossem abusadas e estuprada, como também a abominação na época da sodomia (relações homoafetivas)que sempre existia mas era silenciada pois poderia ter altas punições tanto pelo estado como pela Igreja.

               Para o estado com o consentimento da Igreja, a prostituição seria um mal necessário, para o bem comum de toda a sociedade, pois seria mister criar lugares eficientes para as necessidades e satisfação sexual dos homens em geral sem ofender e corromper a decência e moral. Para isso realmente se constituísse de forma ordeira foi fundamental se colocar certa regulamentação e para isso algumas regras foram imposta: Como por exemplo as prostitutas deveriam vestir  roupas diferenciada das mulheres de bem da sociedade; as mulheres grávidas, assim como as casadas e freiras não poderia ser aceitas nos bordeis; Nos dias santos como também nas festas religiosas, jamais os bordeis poderiam funcionar. Com o decorrer do tempo os prostíbulos junto com as prostituas e cafetões eram removidos e as casas confiscada e por esses motivos foram se afastando das cidades até ficarem por fora dos muros, se fixando nas periferias nas tão conhecidas zonas da luz vermelha, muitos foram açoitados e suas roupas eram tomadas, dessa forma impossibilitados de exercer o árduo oficio. 

                Cidade como a de Montpellier, inovou sobre as situações relacionada as situações dos prostíbulos que no ano de 1285  foi decidido designar uma rua exclusiva para esse serviço, sendo fixado no subúrbio e  popularmente conhecida como a " rua quente ", se tornando oficialmente as residências para as prostitutas. Cada vez mais as imposições por parte do estado foram se intensificando, como por exemplo, na cidade de Londres (1393), onde foi imposto o toque de recolhida, proibindo a circulações de homens ou de qual pessoa pelas ruas da cidade londrina logo após impecavelmente das nove da noite e os estrangeiro já a partir da oito da noite não ousasse sair de casa, sob ameaça de prisão. Outra local que chamou bastante atenção foi na França central como também na setentrional, onde tudo que era relacionado aos prostibulo e a prostituição em geral ficaram sobre o controle de um funcionário (municipal) especifico da cidade, sendo conhecido como o “rei dos libertinos".

Continua...

Paz e Bem!!

sábado, 2 de junho de 2018

Reflexão Casual LXX


“A única coisa que em cada um de nós possa realmente se assemelhar ou se aproximar de uma realidade transcendente, é a nossa própria consciência (desperta) e genialidade, o restante não passa de uma mera especulação."

Paulinopax