sábado, 27 de abril de 2019
quinta-feira, 25 de abril de 2019
O Livro Perdido de Dzyan III
A EVOLUÇÃO CÓSMICA
NAS SETE ESTÂNCIAS DO LIVRO DE DZYAN
Helena Blavatsky
ESTÂNCIA III
1. ...A última Vibração da Sétima Eternidade palpita através do Infinito. A Mãe entumece e se expande de dentro para fora, como o Botão de Lótus.
2. A Vibração se propaga, e suas velozes Asas tocam o Universo inteiro e o Germe que mora nas Trevas; as Trevas que sopram sobre as adormecidas Águas da Vida.
3. As Trevas irradiam a Luz, e a Luz emite um Raio solitário sobre as Águas e dentro das Entranhas da Mãe. O Raio atravessa o Ovo Virgem; faz o Ovo Eterno estremecer, e desprende o Germe não Eterno, que se condensa no Ovo do Mundo.
4. Os Três caem nos Quatro. A Essência Radiante passa a ser Sete interiormente e Sete exteriormente. O Ovo Luminoso, que é Três em si mesmo, coagula-se e espalha os seus Coágulos brancos como o leite por toda a extensão das Profundezas da Mãe: a Raiz que cresce nos Abismos do Oceano da Vida.
5. A Raiz permanece, a Luz permanece, os Coágulos permanecem; e, não obstante, Oeaohoo é Uno.
6. A Raiz da Vida estava em cada Gota do Oceano da Imortalidade, e o Oceano era Luz Radiante, que era Fogo, Calor e Movimento. As Trevas se desvaneceram, e não existiram mais: sumiram-se em sua própria Essência, o Corpo de Fogo e Água, do Pai e da Mãe.
7. Vê, ó Lanu! o Radiante Filho dos Dois, a Glória refulgente e sem par: o Espaço Luminoso, Filho do Negro Espaço,, que surge das Profundezas das Grandes Águas Sombrias. É Oeaohoo, o mais Jovem, o***. Ele brilha como o Sol. É o Resplandecente Dragão Divino da Sabedoria. O Eka152 é Chatur, e Chatur toma para si Tri, e a união produz Sapta, no qual estão os Sete, que se tornam o Tridasha, as Hostes e as Multidões. Contempla-o levantando o Véu e desdobrando-o de Oriente a Ocidente. Ele oculta o Acima, e deixa ver o Abaixo como a Grande Ilusão. Assinala os lugares para os Resplandecentes, e converte o Acima num Oceano de Fogo sem praias, e o Uno Manifestado nas Grandes Águas.
(152 Eka = Um, Chatur = Quatro, Tri = Três, Sapta = Sete. Tri x Dasha (dez) = Tridasha = três dezenas, ou uma hoste.)
8. Onde estava o Germe, onde então se encontravam as Trevas? Onde está o Espírito da Chama que arde em tua Lâmpada, ó Lanu? O Germe é Aquilo, e Aquilo é a Luz, o Alvo e Refulgente Filho do Pai Obscuro e Oculto.
9. A Luz é a Chama Fria, e a Chama é o Fogo, e o Fogo produz o Calor, que dá a Água — a Água da Vida na Grande Mãe.
10. O Pai-Mãe urde uma Tela, cujo extremo superior está unido ao Espírito, Luz da Obscuridade Única, e o inferior à Matéria, sua Sombra. A Tela é o Universo, tecido com as Duas Substâncias combinadas em Uma, que é Svabhâvat.
11. A Tela se distende quando o Sopro do Fogo a envolve; e se contrai quando tocada pelo Sopro da Mãe. Então os Filhos se separam, dispersando-se, para voltar ao Seio de sua Mãe no fim do Grande Dia, tornando-se de novo uno com ela. Quando esfria, a Tela fica radiante. Seus Filhos se dilatam e se retraem dentro de Si mesmos e em seus Corações; elas abrangem o Infinito.
12. Então Svabhâvat envia Fohat para endurecer os Átomos. Cada qual é uma parte da Tela. Refletindo o "Senhor Existente por Si Mesmo" como um Espelho, cada um vem a ser, por sua vez, um Mundo.
sábado, 20 de abril de 2019
Retornando ao Pai...
“ A IMPORTÂNCIA DA DISCIPLINA
NO CAMINHO ESPIRITUAL "
Paulo da Costa Paiva
A disciplina no caminho espiritual é algo muito essencial para quem ser quer despertar para transcendência em unidade com cosmo, mas para se chegar a essa profunda intimidade e êxito com o divino é necessário autodisciplina, Mas essa disciplina não se deve ser imposta por se torna um fardo e consequentemente está fadado ao fracasso que foi motivado exclusivamente pela própria pessoa que por sua imaturidade culpa a todos e nunca a si mesmo. Mas essa revolução e evolução se devem partir da própria pessoa como uma chave que se abre de sua alma (consciência) para o infinito do cosmo na eternidade que se origina todas as vidas em todos os seus reinos, nas diversas evoluções em retorno ao Pai.
Como o despertar também é algo processual, acontece gradativamente podendo ser mais lentamente ou rapidamente, dependendo ou não diretamente da pessoa, isso vai levar em conta sua dedicação, disciplina e entrega a sua missão que se revela na intimidade do ser em unidade com o divino, claro que raríssima vezes pode ser revelado diretamente como algo excepcional e extraordinário, mas normalmente isso acontece com muita peleja de erros e acertos para que com o tempo se compreenda seus talentos e objetivos na terra para dar continuidade a sua missão como também a sua evolução para a eternidade.
A disciplina espiritual mexe com toda a realidade, nas diversas dimensões do ser humano, do físico, perpassando pelo psíquico até atingir sua própria transcendência em alma e espírito. Da forma de se alimentar até como lidarmos com o semelhante, tudo conta do mais simples observar do cantar dos pássaros como salvar a vida de alguém. É profundamente essencial se autoconhecer para poder dominar o animal humano para a sim atingir o objetivo necessário no processo evolutivo em parceria com os grandes mestres espirituais deixando dessa forma legados (setas) para contribuição no processo evolutivo da humanidade tanto coletiva como pessoal das futuras gerações.
Um dos frutos da disciplina espiritual é o senso existencial temporal e atemporal, tendo a consciência do “eu sou”, sabendo que existe uma fagulha divina dentro de si, mesmo continuando sua vida na simplicidade sem jamais se ensoberbecer, lendo e relendo tudo que se passa no cotidiano de sua vida como também aos fatos históricos de sua época buscando a compreensão e as respostas para o que se passa no interior de sua alma em unidade com o todo, que se passa com seus semelhantes, com a natureza e o cosmo, numa verdadeira harmonia existencial.
Para que se frutifique o caminho espiritual com certeza se deve disciplina, mas não sumariamente, pois não se deve se escravizar pela rotina e nem pelos costumes, sendo que a vida deve estar à cima de tudo, sempre, pois o objetivo da oração é a comunhão com o transcendente e fazer acontecer à vontade divina como se fosse nossa própria numa única vontade em um único coração. Existem situações que nos impossibilita de não concluir nossos hábitos de orações, estudos e meditações, como por exemplos doenças, contratempos na família, no trabalho e na faculdade apesar do ideal é conciliar dentro das tribulações, mas nem sempre é possível, pois se torna inviável, ai se ver na necessidade de escolher entre a vida e o instrumento.
O perigo que pode existir é do resfriamento espiritual e deixando de lado o processo evolutivo, retornando as trevas dos caprichos da alma preguiçosa que só quer viver na soberba da carne, sendo escravo e compulsivo feito um bicho irracional sempre no cio ou na total libertinagem da alma de porco que se envaidece de suas podridões existenciais. O ideal deve ser sempre buscar o caminho do meio, do bom senso, fugindo sempre do radicalismo e do fundamentalismo, que torna o belo em feio, o prazer e o gozo em dor e sofrimento que busquemos sempre a luz que é eterna e nuca que se apaga, e que fujamos sempre das trevas e das fagulhas mentirosas que seduzem para a perdição.
Paz e Bem!
sábado, 13 de abril de 2019
Corpus Hermeticum IV
CORPUS HERMETICUM
De Hermes Trismegisto
IV - DE HERMES A TAT: A CRATERA OU A MÔNADA
1 Desde a criação deste mundo pelo Demiurgo, não com as mãos, mas pela palavra, concebeu-o como presente e sempre existente e tendo tudo feito e sendo Um-Único, tendo formado os seres pela sua própria. Pois eis seu verdadeiro corpo, que não se pode tocar, nem ver, nem medir, que não possui dimensão, que não é semelhante a nenhum outro corpo. Pois não é fogo, nem água, nem ar, nem sopro, mas as coisas provém de si. Ora, como ele é bom, não quis dedicar essa oferenda a si somente, nem para si unicamente ornar a terra, mas enviou para cá, como ornamento desse corpo divino, o ser humano, vivente mortal, ornamento do vivente imortal. E se o mundo o situou sobre os vivos pela eternidade da vida, o ser humano situou-o acima do mundo pela razão e pelo intelecto.
O homem, com efeito, tornou-se o contemplador da obra de Deus e prostou-se maravilhado, aprendendo a conhecer o Criador.
3 A razão então, oh! Tat, Deus distribuiu-a em partilha a todos os humanos, mas não fez o mesmo quanto ao intelecto.
Não que ele tenha provado alguns pela inveja, pois a mesma não deriva do alto, mas é aqui embaixo que ela se forma nas almas dos humanos que não possuem intelecto. - Por que então, pai, Deus não estendeu a todos o intelecto? - É que ele pretendeu, meu filho, que o intelecto fosse dado às almas como um prêmio que quisessem conquistar.
4 E onde ele o colocou? - Encheu uma grande cratera que havia enviado à terra e ordenou a um arauto que proclamasse ao coração dos homens estas palavras: "Mergulha-te, tu que o podes, nesta cratera, tu que crês que subirás para Aquele que enviou à terra a cratera, tu que sabes porque vieste a ser."
Todos aqueles que atentaram à proclamação e que foram batizados neste batismo de intelecto, tomaram parte no conhecimento e tornaram-se seres humanos perfeitos porque receberam o intelecto. Aqueles que negligenciaram a escuta da proclamação, aqueles são os "logikoi" porque não adquiriram o intelecto e ignoram porque nasceram e quais os autores disto.
5 As sensações desses homens são todas vizinhas daquelas dos animais sem razão e, como seu temperamento permanece num estado de paixão e de cólera não admiram as coisas dignas de contemplação, fixam-se apenas nas volúpias e apetites corporais e crêem que é para estas coisas que o ser humano veio a ser. Contrariamente todos aqueles que tiveram parte no dom vindo de Deus, aqueles, oh! Tat, quando se comparam as suas obras com as da outra classe, são imortais e não mais mortais, pois atingiram a todas as coisas pelo seu próprio intelecto, as da terra, as do céu e o que se pode encontrar ainda acima do céu. Tendo-se elevado a uma tal altura, viram o Bem e tendo-o visto, consideraram a permanência cá embaixo como uma infelicidade. Então, tendo desprezado todos os seres corporais e incorpóreos, desejam o UM-Único.
6 Tal é, oh! Tat, a ciência do intelecto, possessão em abundância das coisas divinas e a compreensão de Deus, pois a cratera é divina. - Eu também quero ser batizado, ó pai. - Se não desprezas o teu corpo, meu filho, não podes amar a ti mesmo. Mas se amas a ti mesmo possuirás o intelecto, e possuindo o intelecto terás também parte na ciência. - Como dizes isto, ó pai? - impossível, meu filho, prender-se ao mesmo tempo a essas duas coisas, às coisas mortais e às coisas divinas. Pois como há duas espécies de seres, o corpóreo e o incorpóreo, e que essas duas categorias dividem o mortal e o divino, resta apenas escolher uma ou outra, caso se queira
escolher: pois não é possível tomar ao mesmo tempo a uma e a outra; e quando só resta escolher, o defeito de uma mostra a potência ativa da outra.
escolher: pois não é possível tomar ao mesmo tempo a uma e a outra; e quando só resta escolher, o defeito de uma mostra a potência ativa da outra.
7 Portanto, a escolha do melhor não somente mostra sua existência para aquele que a fez, a mais gloriosa, mas ela diviniza o ser humano, e manifesta ainda a piedade para Deus. Ao contrário a escolha do pior acarretou a perda do ser humano e por outro lado, se não foi, de resto, uma ofensa a Deus, recaiu pelo menos nisto: como as procissões avançam no meio da turbamulta sem serem capazes de produzir coisa alguma por si mesmas, mas não sem oprimir a marcha dos outros, estes seres humanos verossimilhantemente a elas nada mais fazem que procissionar no mundo, arrastados que são pelas volúpias corporais.
8 Já que é assim, ó Tat, nós tivemos e teremos sempre à nossa disposição o que vem de Deus: mas que aquilo que vem de nós lhe corresponda e não seja falto, pois Deus, não é responsável, nós é que somos responsáveis pelos nossos males naquilo em que os preferimos aos bens. Vês, meu filho, quantos corpos nos é necessário atravessar, quantos coros demoníacos, e que sucessão contínua e quais cursos de astros para nos lançarmos ao Um-Único? Pois o Bem é intransponível, sem limite e sem fim e relativamente a si próprio, sem princípio também, ainda que para nós pareça ter um quando o conhecemos. Apossemo-nos portanto desse começo e percorramo-lo. com todo desejo: pois é uma via tortuosa abandonar os objetos familiares e presentes para arrepiar caminho para as coisas antigas e primordiais. Com efeito, isto que aparece aos olhos faz nossas delícias enquanto que o inaparente desperta a nossa dúvida. Ora, as coisas más são mais aparentes aos olhos, o Bem, contrariamente, é invisível aos olhos visíveis. Não possui efetivamente nem forma, nem figura. É por isso que é semelhante a si mesmo e é dissemelhante de tudo o mais, pois é impossível que um incorporal torne-se aparente a um corpo. 10 Tal é a diferença entre o semelhante e o dissemelhante e a deficiência que afeta o dissemelhante considera particularmente o semelhante. Ora, a mônada, sendo princípio de todas coisas, existe em todas as coisas, enquanto raiz e princípio. Ora nada existe sem princípio. Quanto ao próprio princípio, não sai de nada, a não ser de si mesmo, pois é com efeito o princípio de tudo o mais. Sendo então princípio, a mônada compreende todo número, sem ser compreendida em nenhum deles. E engendra todo número sem ser engendrada por nenhum outro número.
11 Efetivamente tudo o que é engendrado é imperfeito e divisível, extensível e redutível, ora, nada disso afeta o perfeito. E se o que é extensível deriva sua extensão da mônada, sucumbe por outro lado à sua própria fraqueza quando não é mais capaz de conter a mônada.
11 Efetivamente tudo o que é engendrado é imperfeito e divisível, extensível e redutível, ora, nada disso afeta o perfeito. E se o que é extensível deriva sua extensão da mônada, sucumbe por outro lado à sua própria fraqueza quando não é mais capaz de conter a mônada.
Tal é portanto, ó Tat, a imagem de Deus, que desenhei para ti com o melhor de minhas forças: se a contemplas como é, e a representas com os olhos do coração, creia-me, criança, encontrarás o caminho que leva às coisas do alto. Ou, antes, é a própria imagem que te mostrará a rota. Pois a contemplação possui uma virtude própria: àqueles que uma vez já a contemplaram, toma em sua posse e os atrai a si como, diz-se, o ímã atrai o ferro.
Continua...
sábado, 6 de abril de 2019
Reflexão Casual LXXX
" Os vícios se manifestam quando dominados plenamente pelos impulsos que os levam a atos irracionais em conivência de uma razão corrompida e pervertida."
Paulinopax
sábado, 30 de março de 2019
sexta-feira, 29 de março de 2019
O Livro Perdido de Dzyan II
A EVOLUÇÃO CÓSMICA
NAS SETE ESTÂNCIAS DO LIVRO DE DZYAN
Helena Blavatsky
ESTÂNCIA II
1. ...Onde estavam os Construtores, os Filhos Resplandecentes da Aurora do Manvantara?...Nas Trevas Desconhecidas, em seu Ah-hi Paranishpanna. Os Produtores da Forma, tirada da Não-Forma, que é a Raiz do Mundo, Devamâtri e Svabhâvat, repousavam na felicidade do Não-Ser.
2. ...Onde estava o Silêncio? Onde os ouvidos para percebê-lo? Não; não havia Silêncio nem Som: nada, a não ser o Incessante Alento Eterno, para si mesmo ignoto.
3. A Hora ainda não havia soado; o Raio ainda não havia brilhado dentro do Germe; a Matripâdma ainda não entumecera.
4. Seu Coração ainda não se abrira para deixar penetrar o Raio Único e fazê-lo cair em seguida, como Três em Quatro, no Regaço de Mâyâ.
5. Os Sete não haviam ainda nascido do Tecido de Luz. O Pai-Mãe, Svabhâvat, era só Trevas; e Svabhâvat jazia nas Trevas.
6. Estes Dois são o Germe, e o Germe é Uno. O Universo ainda estava oculto no Pensamento Divino e no Divino Seio.
sábado, 23 de março de 2019
Resenha: Vida para Consumo
VIDA PARA CONSUMO:
A TRANSFORMAÇÃO DAS PESSOAS EM MERCADORIA
Paulo da Costa Paiva
Zygmunt Bauman é sociólogo, natural da Polônia nascido em 19 de novembro
de 1925,é autor de vários livros relacionado sobre os diversos aspectos da
sociedade e suas problemáticas como a liberdade, trabalho, ética, identidade,
comunidade e outros assuntos que também se destacam por total complexidade,
como o amor e o medo. Bauman
nesta obra faz uma leitura critica de todo esse processo nas diversas dimensões
da vida humana, tanto na sua esfera política e econômica, como também no
cotidiano com toda a sua bagagem cultural diante de todas as problemáticas
vivida. Diante desse contexto atual nos revela um novo conceito de realidade,
de uma sociedade estável (liquida), onde toda essa estrutura social montada em
torno da relativa fixidez moderna se dilui, transformando todas e quaisquer
relações voláteis diante dos parâmetros sociais já estabelecidos, apresentando
o dramático contexto que a sociedade hoje vive, numa realidade consumista, onde
o individuo é transformado em uma mera mercadoria e que as relações que podem
ser desfeitas com a mesma facilidade que é estabelecida, assim como um produto
qualquer numa prateleira de supermercado sendo descartando posteriormente.
O autor nos apresenta em sua obra, três tipos de analise
fundamental dessa modernidade liquida, que seria o do consumidor, que aborda
sobre a exposição do individuo em ambientes públicos se tornando uma sociedade
confessional; A da sociedade de consumidores, que apresenta uma seletividade
prioritária de clientes que e feita majoritariamente pelo sistema tecnológico;
e por fim a da cultura consumista, nos revelando da mesma forma que são
tratados os produtos são também o ser humano no momento que a seleção segue a
regra do comercial na hora de escolher o perfil desejado do mercado com os
melhores e mais capacitado. Essas idéias proposta na obra são na realidade
possibilidades de construção de referencia de seus elementos principais e de
sua representação com o objetivo de tornar mais compreensível essas evidencias
das problemáticas sociais e existenciais, que não são uma simples descrição de
uma realidade social, mas uma instrumentação de sua analise de forma critica e
inteligível.
Bauman nos apresenta em sua obra, três tipos de analise
fundamental dessa modernidade liquida, que seria o do consumidor, que aborda
sobre a exposição do individuo em ambientes públicos se tornando uma sociedade
confessional; A da sociedade de consumidores, que apresenta uma seletividade
prioritária de clientes que e feita majoritariamente pelo sistema tecnológico;
e por fim a da cultura consumista, nos revelando da mesma forma que são
tratados os produtos são também o ser humano no momento que a seleção segue a
regra do comercial na hora de escolher o perfil desejado do mercado com os
melhores e mais capacitado. Essas idéias proposta na obra são na realidade
possibilidades de construção de referencia de seus elementos principais e de
sua representação com o objetivo de tornar mais compreensível essas evidencias
das problemáticas sociais e existenciais, que não são uma simples descrição de
uma realidade social, mas uma instrumentação de sua analise de forma critica e
inteligível.
No
primeiro capitulo nos apresenta a problemática do “consumismo versus consumo” a
partir da explosão da chamada revolução consumista, que aconteceu no momento
que, o ato de consumir se tornou o sentido da existência para a maioria dos
seres humanos, abraçando como propósito de vida sustentar seus desejos
insaciados e cada vez mais compulsivos, conseqüentemente comprometendo o
convívio humano e os tornando cada vez mais egoístas e interesseiros, vendo em
tudo, uma forma de comercializar nas diversas dimensões humanas e sociais, do
simples ato de comprar um pãozinho na padaria até o desumano ato de pagar para
manusear e usufruir de um ser semelhante com único objeto de saciar seus
gozos. A obsessão de se adequar e de
sintonizar com a nova liquidez (modinha) do momento proposto pelo sistema
econômico tornar o ambiente moderno de futuro incerto, e de hostilidade ao
planejamento em longo prazo, pois o próprio tempo para a sua maioria totalmente
dominado pelo consumismo liquido-moderno se tornou uma maneira de renegociação
pelo menos em seu significado, que deixou de ser cíclico e projetável, para se
tornar um verdadeiro caos presente, onde o que vale é o “agora ou nunca” e que
jamais se deve parar a música e a festa das ilusões, isso sem levar em conta
suas conseqüências, onde o futuro se tornar algo temeroso e desinteressante para
suas próprias vidas, pois o consumismo aposta na irracionalidade dos
consumidores, estimulando emoções e não cultivando a racionalidade critica.
No segundo capitulo, Bauman nos revela que o principal objetivo
da sociedade de consumidores é de se aproveitar dos seus próprios membros, que
alem de ser os consumidores em potencial se tornem também a mercadoria de
consumo, para isso são condicionado, treinado, adaptável pela própria sociedade
que lucra com os dois lados da mesma moeda. Sendo que ao consumir ao consumir
um determinado produto se tornam rentáveis diretamente ao pagar e se tornam
também rentáveis indiretamente ao consumir, pois foi condicionado a comprar
algo que provavelmente não tinha necessidade de absolver. Muitas das vezes na
sociedade atual, comprar não significaria necessariamente algo de interesse
próprio, mas de satisfação diante a sociedade numa ilusão de pseudo bem
sucedidos, onde tudo e lindo perfeito e maravilhoso, numa ostentação de ilusões
muito perigosa para o “consumidor-produto” por isso se tornam muito valioso
para sociedade de consumo porque muitos, ou melhor, dizendo a grande maioria da
sociedade conseguiram seguir a risca a cartilha dos poderosos (Rico e Estado)
que se beneficiam com toda essa dinâmica lucrativa para uma minoria, onde antes
a relação econômica se dava verticalmente passa ser agora horizontalmente
tirando a responsabilidade econômica-social do estado e jogando nas costas da
própria sociedade que pouco ou nada percebe no coletivo que totalmente alienada
e escrava compulsiva do consumo, de uma sociedade liquida - moderna acredita
cegamente que está contribuindo com a sua liberdade de escolha para o progresso
da sociedade.
No
terceiro capitulo é apresentado à cultura consumista, onde a insatisfação do
ego, que se torna cada vez mais exigente no ato compulsivo de se consumir cada
vez mais e mais, e o maior causador e promotor dessa situação e próprio mercado
de consumo que se concentra periodicamente na supervalorização dos produtos
ofertados e posteriormente tendo o lucro desejado se trabalha no processo de
desvalorização imediata das suas antigas ofertas, oferecendo novos produtos
muito mais atrativos comparada ao anterior.
Tudo é engendrado calculadamente, primeiramente para a insatisfação onde
se tornar rotineiro na atualidade a angustia de cada um ser da sociedade que
tende a se desenvolver a partir de um excesso de possibilidade e não das
inúmeras proibições, pois não há mais limites, ou melhor, dizendo o céu
(infinito) se torna o limite, pois quanto mais se tem, mas se deseja ter mais e
mais, seguindo a cartilha do mercado de consumo que tudo se consome e nada se
realiza individualmente se tornando vazio e infeliz a cada dia que passa num
grande circulo vicioso que devora a todos no mesmo sistema, numa eterna
insatisfação. Mesmo a sociedade de consumo esteja infeliz e insatisfeita, o
mercado de consumo sempre joga para seus consumidores mais efeito anestésico e
inebriante para poderem dá continuidade ao lucro, para isso se utiliza de
vários mecanismos de sedução e dominação de consumo, entre esses meios está à
mídia e a rede de internet por exemplo. Por mas que esses meios de comunicações
tragam grandes benefícios e informação a maioria das pessoas, pode se tornar
também uma ferramenta poderosa de dominação pela persuasão, principalmente dos
menos politizados e sem senso critico, Pois quem domina e gerencia as
comunicações em geral é o mercado de consumo que formam os gostos e as opiniões
em geral, segundo os seus próprios interesses tendo como fim o lucro desejado
em cima da própria sociedade consumista que ao mesmo tempo em que consome és
também consumida sumariamente.
No
quarto e último capitulo, o autor fala das baixas colaterais do consumismo, que
é motivado por uma diminuição de contingente de consumidores, conseqüentemente
leva ao prejuízo para o mercado, pois são pessoas que não se encaixam na forma
proposta pelo mercado de consumo, são sempre falhos e obsoletos, por isso são
considerados “subclasses”. A própria sociedade consumista em sua maioria os vê
com grande desprezo, como verdadeiros derrotados, pois os avaliam e julgam por
pessoas infelizes e decadentes por não conseguirem seguir os ritmos e níveis de
vida de consumo proposta pelo mercado, porque o consumo excessivo e sinal de
ostentação e de vangloria para seu próprio ego, e essa subclasse ficam a margem
da sociedade por serem pobre e conseqüentemente consumidores falhos. Mostra um
retrato de uma sociedade cada vez mais egoísta e indiferente com o seu
semelhante, menos hospitaleira e atenciosa com que está ao seu lado, ou melhor,
dizendo nas calçadas, praças e esquinas de nossas cidades, onde muitos os
ignoram como seres invisíveis e sub-humanos.
Outro ponto importante abordado e a dinâmica da economia, de
sempre evitar que seus consumidores caiam no ambiente entediante do próprio
sistema, que continua alienando através de suas estruturas parasitas com
fachadas cada vez mais coloridas e iluminadas o suficiente para ofuscar suas vistas
e principalmente suas mentes seguindo seus passos sem nada reclamar com o
sorriso no rosto e o pirulito na boca. Para isso se trabalha a promoção da
novidade e o rebaixamento da rotina, numa renovação constante num circulo
vicioso e compulsivo por versões melhoradas de consumos, seguindo sumariamente
a cartilha do mercado no tempo determinado e o lucro sendo cada vez mais
robustecido, pois à medida que se consome insaciavelmente, mas ela se reveste
da aura de sucesso diante da sociedade como um o prêmio merecido a ser
ostentado. Por fim, a obra de Zygmunt Bauman nos apresenta uma leitura muito
interessante, que motiva e levam as pessoas á um profundo questionamento
existencial de dentro para fora, do interior (essência) para o exterior
(sociedade) onde se possa haver uma transmutação da realidade, a partir
primeiramente da revolução interior ecoando na sociedade para quem sabe um dia
possamos ter um futuro mais humano e menos material.
REFERÊNCIAS
BAUMAN,
Zigmunt. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria. Rio de
Janeiro: Zahar Ed., 2008.
Paz e bem!!
sábado, 9 de março de 2019
Corpus Hermeticum III
CORPUS HERMETICUM
De Hermes Trismegisto
III - DISCURSO SAGRADO DE HERMES
Glória das coisas é Deus e o divino, e a natureza divina. Princípio dos seres é Deus - e o intelecto, e a natureza, e a matéria, porque ele é a sabedoria para a revelação das coisas. Princípio é o divino e ele é natureza, energia, necessidade, fim, renovação.
Ora, existe uma obscuridade sem fim no abismo e água e um sopro inteligente e sutil, tudo isto existente no caos pela potência divina. Então surge uma luz santa, e se destacando da substância úmida, os elementos se condensam e os deuses separam os seres da natureza germinal.
2 Com efeito, quando as coisas estavam indefinidas e não formadas, os elementos leves separaram-se dos outros dirigindo-se para o alto e os elementos pesados repousaram sobre a areia úmida; todo o universo foi dividido em partes pela ação do fogo e mantido suspenso de forma a ser veiculado pelo sopro. E viu-se o céu em sete círculos e os deuses apareceram sob forma de astros com todas suas constelações; a natureza do alto foi ajustada segundo suas articulações com os deuses que continha em si. E o círculo envolvente movimenta-se circularmente no ar, veiculado no seu curso circular pelo sopro divino.
3 E cada deus, pelo seu próprio poder, produziu o que lhe foi designado; assim nasceram os animais quadrúpedes e os que se arrastam, os que vivem na água e aqueles que voam, toda semente germinal e a erva; o tenro oscilar de toda flor possui em si a semente da reprodução. E os deuses produziram as sementes que gerariam os humanos, para conhecer as obras divinas e prestar um testemunho ativo à natureza; para aumentar o número de humanos, para dominar o que existe sob o céu e reconhecer as coisas boas, para crescer e multiplicar-se, e toda alma na carne, pelo curso dos deuses cíclicos semeados, para contemplação do céu e do curso dos deuses celestes e das obras divinas e da atividade da natureza, para o conhecimento da potência divina, para conhecer as entranhas das coisas boas e más e descobrir toda a arte de fabricar coisas boas.
4 Desde então começou para eles a condução da vida humana e o adquirir da sabedoria segundo a sorte que lhe determina o curso dos deuses cíclicos e de se dissolver naquilo que restará deles, depois de ter deixado na terra grandes monumentos de suas indústrias. Todo nascimento de carne animada ou da semente dos frutos e de toda obra da indústria, tudo que tiver sido diminuído será renovado, pela necessidade e pela renovação dos próprios deuses, pelo curso do círculo da natureza que regula o número.
Pois o divino é a inteira combinação cósmica renovada pela natureza, pois é no divino que a natureza tem seu lugar.
Continua...
sábado, 2 de março de 2019
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