domingo, 29 de novembro de 2020

Upanishad Ishavasya – O Véu Dourado 8


Os Upanishads
Upanishad Ishavasya – O Véu Dourado 8


O Espírito é também Manishi, um pensador com extraordinário brilho e clareza, percebe o jogo dos opostos, e no jogo pode ver o cancelamento dos opostos e chegar a uma perfeita negatividade de consciência, mas essa negatividade não é passividade.

A negatividade nasce da coexistência de uma intensidade de emoção e uma clareza de pensamento. Kavi e Manishi é que tornam a consciência humana viva e contudo vazia onde é possível a comunhão com Brahman.

Perceber Brahman é olhar para o mundo da imanência com os olhos do Espírito quando então compreendemos a adequação de todas as coisas.

O ponto crucial é ter clareza no meio da Intensidade. Podemos ter clareza de pensamento, mas às vezes é não inspirada. Podemos também intensidade de emoção, porém associada a uma visão nebulosa e pensamento confuso.

Ter clareza e intensidade ao mesmo tempo, esse é o estado onde a consciência humana está viva e, contudo vazia. Devemos ser Kavi e Manishi ao mesmo tempo.

Em profunda escuridão caem aqueles que seguem a ação. Em profunda escuridão caem aqueles que seguem o conhecimento.

Normalmente ação e conhecimento ocorrem um após o outro, não simultaneamente, há sempre uma brecha entre os dois, e esta brecha que traz escuridão e desolação para a vida do indivíduo.

Ação não inspirada pelo conhecimento é mera atividade, uma Upasana, uma prática sem sentido. Analogamente, Conhecimento destituído de ação é um conhecimento sem inspiração. A mera ideação conduz a uma escuridão ainda maior.

Na chamada vida espiritual há sempre um esforço para cobrir o abismo entre a Crença e o Comportamento. É a tentativa de construir uma ponte entre um ponto fixo e o outro em constante movimento (a crença é o ponto fixo e o comportamento está sempre em movimento).

Uma crença representa conhecimento ideacional e o comportamento tende a ser repetitivo. Nenhum dos dois leva a iluminação. Por isso o Upanishad se refere a à ação que conduz à profunda escuridão e o conhecimento que conduz a uma escuridão ainda maior.

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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

 EXORCISMO OU DELÍRIOS ?


O exorcismo é uma atividade muito interessante, mas desconfio muito da entidade apresentada como "Diabo" na cultura cristã. Caso realmente deseja o caos para humanidade, não  vai perder  seu tempo abusando de pobres devotos alienados e profundamente doentes no seu psique e na sua afetividade. Ele o dito " Diabo " poderia possuir um ateu por exemplo (rsrsrs) ou quem sabe um grande líder de uma nação para guerrear contra outras, causando muitas mortes e um verdadeiro caos(inferno) na terra .

Os ditos " Diabos " cristãos desconfio que na verdade são criações mentais, derivados de traumas e vícios.  Quando alimentado, se fortalece gradativamente ao ponto de dominar plenamente o doente, que se torna escravo compulsivo das idéias tóxica , dominando plenamente o corpo e os pensamentos... Já ouviu falar das supostas entidades conhecidas como " formas-pensamentos" ? Pois é, acreditos que os supostos "diabinhos" meia boca, que inferniza a maioria das pessoas são  esses pensamentos tóxicos.

Caso o mal realmente exista na forma de personificação(um Ser Diabo), não vai perder tempo com essa brincadeirinha de sair entrar nas pessoas, o máximo que pode ocorrer é ele ta assistindo toda cena gargalhando da zoação dos envolvidos.  O mal em si não perder tempo com bobagem teatral, ele age no submundo da alma jogando joio tanto no coração dos mais santo dos homens como no mais cruel dos assassinos, se vai crescer ou morrer na alma humana, vai depender exclusivamente do próprio homem. Por isso nunca culpe ninguém e nem o próprio "capeta" por suas trágicas decisões , sendo você livre, pode escolher que caminho quer iniciar agora para toda eternidade.

Paulo da Costa Paiva
-Paulinopax

domingo, 15 de novembro de 2020

Jesus Cristo segundo São João Capítulo 18

7. PAIXÃO E RESSURREIÇÃO
(18,1-20,29; ver Mt 26,1-28,20; Mc 14,1-16,20; Lc 22,1-24,53)


Prisão de Jesus (Mt 26,47-56; Mc 14,43-49; Lc 22,47-53) - 1Tendo dito estas coisas, Jesus saiu com os discípulos para o outro lado da torrente do Cédron, onde havia um horto, e ali entrou com os seus discípulos. 2Judas, aquele que o ia entregar, conhecia bem o sítio, porque Jesus se reunia ali frequentemente com os discípulos. 3Judas, então, guiando o destacamento romano e os guardas ao serviço dos sumos sacerdotes e dos fariseus, munidos de lanternas, archotes e armas, entrou lá.

4Jesus, sabendo tudo o que lhe ia acontecer, adiantou-se e disse-lhes: «Quem buscais?» 5Responderam-lhe: «Jesus, o Nazareno.» Disse-lhes Ele: «Sou Eu!» E Judas, aquele que o ia entregar, também estava junto deles. 6Logo que Jesus lhes disse: ‘Sou Eu!’, recuaram e caíram por terra. 7E perguntou-lhes segunda vez: «Quem buscais?» Disseram-lhe: «Jesus, o Nazareno!» 8Jesus replicou-lhes: «Já vos disse que sou Eu. Se é a mim que buscais, então deixai estes ir embora.»

9Assim se cumpria o que dissera antes: ‘Dos que me deste, não perdi nenhum.’ 10Nessa altura, Simão Pedro, que trazia uma espada, desembainhou-a e arremeteu contra um servo do Sumo Sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O servo chamava-se Malco. 11Mas Jesus disse a Pedro: «Mete a espada na bainha. Não hei-de beber o cálice de amargura que o Pai me ofereceu?»


Jesus levado a Anás (Mt 26,57-58; Mc 14,53-54; Lc 22,66-71) - 12Então, o destacamento, o comandante e os guardas das autoridades judaicas prenderam Jesus e manietaram-no. 13E levaram-no primeiro a Anás, porque era sogro de Caifás, o Sumo Sacerdote naquele ano. 14Caifás era quem tinha dado aos judeus este conselho: ‘Convém que morra um só homem pelo povo’.


Primeira negação de Pedro (Mt 26,69-70; Mc 14,54.66-68; Lc 22,55-57) - 15Entretanto, Simão Pedro e outro discípulo foram seguindo Jesus. Esse outro discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e pôde entrar no seu palácio ao mesmo tempo que Jesus. 16Mas Pedro ficou à porta, de fora. Saiu, então, o outro discípulo que era conhecido do Sumo Sacerdote, falou com a porteira e levou Pedro para dentro. 17Disse-lhe a porteira: «Tu não és um dos discípulos desse homem?» Ele respondeu: «Não sou.»

18Lá dentro estavam os servos e os guardas, de pé, aquecendo-se à volta de um braseiro que tinham acendido, porque fazia frio. Pedro ficou no meio deles, aquecendo-se também.


Jesus interrogado por Anás (Mt 26, 59-68; Mc 14,55-65; Lc 22,66-71) - 19Então, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus acerca dos seus discípulos e da sua doutrina. 20Jesus respondeu-lhe: «Eu tenho falado abertamente ao mundo; sempre ensinei na sinagoga e no templo, onde todos os judeus se reúnem, e não disse nada em segredo. 21Porque me interrogas? Interroga os que ouviram o que Eu lhes disse. Eles bem sabem do que Eu lhes falei.»

22Quando Jesus disse isto, um dos guardas ali presente deu-lhe uma bofetada, dizendo: «É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?» 23Jesus replicou: «Se falei mal, mostra onde está o mal; mas, se falei bem, porque me bates?» 24Então, Anás mandou-o manietado ao Sumo Sacerdote Caifás.


Segunda e terceira negações de Pedro (Mt 26,71-75; Mc 14,69-72; Lc 22,58-62) - 25Entretanto, Simão Pedro estava de pé a aquecer-se. Disseram-lhe, então: «Não és tu também um dos seus discípulos?» Ele negou, dizendo: «Não sou.» 26Mas um dos servos do Sumo Sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse-lhe: «Não te vi eu no horto com Ele?» 27Pedro negou Jesus de novo; e nesse instante cantou um galo.


Jesus diante de Pilatos (Mt 27,1-2.11-26; Mc 15,1-15; Lc 23,1-7.13-25) - 28De Caifás, levaram Jesus à sede do governador romano. Era de manhã cedo e eles não entraram no edifício para não se contaminarem e poderem celebrar a Páscoa.

29Pilatos veio ter com eles cá fora e perguntou-lhes: «Que acusações apresentais contra este homem?» 30Responderam-lhe: «Se Ele não fosse um malfeitor, não to entregaríamos.» 31Retorquiu-lhes Pilatos: «Tomai-o vós e julgai-o segundo a vossa Lei.» «Não nos é permitido dar a morte a ninguém», disseram-lhe os judeus, 32em cumprimento do que Jesus tinha dito, quando explicou de que espécie de morte havia de morrer.

33Pilatos entrou de novo no edifício da sede, chamou Jesus e perguntou-lhe: «Tu és rei dos judeus?» 34Respondeu-lhe Jesus: «Tu perguntas isso por ti mesmo, ou porque outros to disseram de mim?» 35Pilatos replicou: «Serei eu, porventura, judeu? A tua gente e os sumos sacerdotes é que te entregaram a mim! Que fizeste?» 36Jesus respondeu: «A minha realeza não é deste mundo; se a minha realeza fosse deste mundo, os meus guardas teriam lutado para que Eu não fosse entregue às autoridades judaicas; portanto, o meu reino não é de cá.» 37Disse-lhe Pilatos: «Logo, Tu és rei!» Respondeu-lhe Jesus: «É como dizes: Eu sou rei! Para isto nasci, para isto vim ao mundo: para dar testemunho da Verdade. Todo aquele que vive da Verdade escuta a minha voz.» 38Pilatos replicou-lhe: «Que é a verdade?»

Dito isto, foi ter de novo com os judeus e disse-lhes: «Não vejo nele nenhum crime. 39Mas é costume eu libertar-vos um preso na Páscoa. Quereis que vos solte o rei dos judeus?» 40Eles puseram-se de novo a gritar, dizendo: «Esse não, mas sim Barrabás!» Ora Barrabás era um salteador.



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domingo, 8 de novembro de 2020

O CAIBALION 01


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO l - OS TRÊS INICIADOS /A FILOSOFIA HERMÉTICA
"Os lábios da sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento." –
O CAIBALION –

Do velho Egito saíram os preceitos fundamentais esotéricos e ocultos que tão fortemente têm influenciado as filosofias de todas as raças, nações e povos, por vários milhares de anos. O Egito, a terra das Pirâmides e da Esfinge, foi a pátria da Sabedoria secreta e dos Ensinamentos místicos. Todas as nações receberam dele a Doutrina secreta. A índia, a Pérsia, a,Caldéia, a Média, a China, o Japão, a Assíria, a antiga Grécia e Roma e outros países antigos aproveitaram lautamente dos fatos do conhecimento, que os hierofantes e Mestres da Terra de Isis tão francamente ministravam aos que estavam preparados para participar da grande abundância de preceitos místicos e ocultos, que as mentes superiores deste antigo país tinham continuamente condensado. No antigo Egito viveram os grandes Adeptos e Mestres que nunca mais foram avantajados, e raras vezes foram igualados, nos séculos que se passaram desde o tempo do grande Hermes. No Egito estava estabelecida a maior das Lojas dos Místicos. Pelas portas dos seus Templos entraram os Neófitos que mais tarde, como Híerofantes, Adeptos e Mestres, se espalharam por todas as partes da terra, levando consigo o precioso conhecimento que possuíam, ansiosos e desejosos de ensiná−lo àqueles que estivessem preparados para recebê−lo. Todos os estudantes do Oculto conhecem a dívida que têm para com os veneráveis Mestres deste antigo país.
Mas entre estes Grandes Mestres do antigo Egito, existiu um que eles proclamavam como o Mestre dos Mestres. Este homem, se é que foi verdadeiramente um homem, viveu no Egito na mais remota antiguidade. Ele foi conhecido sob o nome de Hermes Trismegisto. Foi o pai da Ciência Oculta, o fundador da Astrologia, o descobridor da Alquimia. Os detalhes da sua vida se perderam devido ao imenso espaço de tempo, que é de milhares de anos, e apesar de muitos países antigos disputarem entre si a honra de ter sido a sua pátria. A data da sua existência no Egito, na sua última encarnação neste planeta, não é conhecida agora mas foi fixada nos primeiros tempos das mais remotas dinastias do Egito, muito antes do tempo de Moisés. As melhores autoridades consideram−no como contemporâneo de Abraão, e algumas tradições judaicas dizem claramente que Abraão adquiriu uma parte do seu conhecimento místico do próprio Hermes.
Depois de ter passado muitos anos da sua partida deste plano de existência (a tradição afirma que viveu trezentos anos) os egípcios deificaram Hermes e fizeram dele um dos seus deuses sob o nome de Thoth. Anos depois os povos da Antiga Grécia também o deificaram com o nome de "Hermes, o Deus da Sabedoria". Os egípcios reverenciaram por muitos séculos a sua memória, denominando−o o mensageiro dos Deuses, e ajuntando−lhe como distintivo o seu antigo título "Trismegisto", que significa o três vezes grande, o grande entre os grandes. Em todos os países antigos, o nome de Hermes Trismegisto foi reverenciado, sendo esse nome considerado como sinônimo de "Fonte de Sabedoria". Ainda em nossos dias empregamos o termo hermético no sentido de secreto, fechado de tal maneira que nada escapa, etc., pela razão que os discípulos de Hermes sempre observaram o princípio do segredo nos seus preceitos. Eles ignoravam aquele não lançar as pérolas aos porcos, mas conservavam o preceito de dar leite às crianças, e carne aos homens feitos, máximas que são familiares a todos os leitores das Escrituras Cristãs, mas que já eram usadas pelos egípcios, muitos séculos antes da era cristã. Os Preceitos herméticos estão espalhados em tocos os países e em todas as religiões, mas não pertencem a nenhuma seita religiosa particular. Isto acontece por causa das advertências feitas pelos antigos instrutores com o fim de evitar que a Doutrina Secreta fosse cristalizada em um credo. A sabedoria desta precaução é clara para todos os estudantes de história. O antigo ocultismo da índia e da Pérsia degenerou−se e perdeu−se completamente, porque os seus instrutores tornaram−se padres, e misturaram a teologia com a filosofia, vindo a ser, por conseqüência, o ocultismo da índia e da Pérsia, gradualmente perdido no meio das massas de religiões, superstições, cultos, credos e deuses. O mesmo aconteceu com a antiga Grécia e Roma e também com os Preceitos herméticos dos Gnósticos e Cristãos primitivos, que se perderam no tempo de Constantino, e que sufocaram a filosofia com o manto da teologia, fazendo assim a Igreja perder aquilo que era a sua verdadeira essência e espírito, e andar às cegas durante vários séculos, antes de tomar o seu verdadeiro caminho; porque todos os bons observadores deste vigésimo século dizem que a Igreja está lutando para voltar aos seus antigos ensinamentos místicos.
Apesar de tudo isso sempre existiram algumas almas fiéis que mantiveram viva a Chama, alimentando−a cuidadosamente e não deixando a sua luz se extinguir. E graças a estes firmes corações e intrépidas mentes, temos ainda conosco a verdade. Mas a maior parte desta não se acha nos livros. Tem sido transmitida de Mestre a Discípulo, de Iniciado a Hierofante, dos lábios aos ouvidos. Ainda que esteja escrita em toda parte, foi propositalmente velada com termos de alquimia e astrologia, de modo que só os que possuem a chave podem−na ler bem. Isto era necessário para evitar as perseguições dos teólogos da Idade Média que combatiam a Doutrina Secreta a ferro, fogo, pelourinho, forca e cruz. Ainda atualmente só encontramos alguns valiosos livros de Filosofia hermética, apesar das numerosas referências feitas a ela nos vários livros escritos sobre diversas fases do Ocultismo. Contudo, a Filosofia hermética é a única Chave−Mestra que pode abrir todas as portas dos Ensinamentos Ocultos! Nos primeiros tempos existiu uma compilação de certas Doutrinas básicas do Hermetismo, transmitida de mestre a discípulo, a qual era conhecida sob o nome de "Caibalion", cuja significação exata se perdeu durante vários séculos. Este ensinamento é, contudo, conhecido por vários homens a quem foi transmitido dos lábios aos ouvidos, desde muitos séculos.
Estes preceitos nunca foram escritos ou impressos até chegarem ao nosso conhecimento. Eram simplesmente uma coleção de máximas, preceitos e axiomas, não inteligíveis aos profanos, mas que eram prontamente entendidos pelos estudantes; e além disso, eram depois explicados e ampliados pelos Iniciados hermetistas aos seus Neófitos. Estes preceitos constituíam realmente os princípios básicos da Arte da Alquimia Hermética que, contrariamente ao que geralmente se crê, baseia−se no domínio das Forças Mentais, em vez de no domínio dos Elementos materiais; na Transmutação das Vibrações mentais em outras, em vez de na mudança de uma espécie de metal em outra. As lendas da Pedra Filosofal, que transformava qualquer metal em ouro, eram alegorias da Filosofia hermética perfeitamente entendidas por todos os estudantes do verdadeiro Hermetismo. Neste livro, cuja primeira lição é esta, convidamos os estudantes a examinar os Preceitos herméticos tal como são expostos no Caibalion e explicados por nós, humildes estudantes desses Preceitos’ que, apesar de termos o título de Iniciados, somos simples estudantes aos pés de Hermes, o Mestre. Nós lhes oferecemos muitos axiomas, máximas e preceitos do Caibalion, acompanhados de explicações e comentários, que cremos servir para tornar os seus preceitos mais compreensíveis ao estudante moderno, principalmente porque o texto original é velado de propósito com termos obscuros. As máximas, os axiomas e preceitos originais do Caíbalíon são impressos em tipo diferente do tipo geral da nossa obra. Esperamos que os estudantes a quem oferecemos esta obra, como possam tirar muito proveito do estudo das suas páginas como tiraram outros que passaram antes pelo Caminho do Adeptado, nos séculos decorridos desde o tempo de Hermes Trismegisto, o Mestre dos Mestres, o Três Vezes Grande. Diz o Caibalion: "Em qualquer lugar que estejam os vestígios do Mestre, os ouvidos daquele que estiver preparado para receber o seu Ensinamento se abrirão completamente". "Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, então vêm os lábios para os encher com Sabedoria." De modo que, de acordo com o indicado, só dará atenção a este livro aquele que tiver uma preparação especial para receber os Preceitos que ele transmite. E, reciprocamente, quando o estudante estiver preparado para receber a verdade, também este livro lhe aparecerá. Esta é a Lei. O Princípio hermético de Causa e Efeito, no seu aspecto de Lei de Atração, levará os ouvidos para junto dos lábios e o livro para junto do discípulo. Assim são os átomos!


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domingo, 1 de novembro de 2020

Reflexão Casual XCIX



"Precisamos de Santos e Santas, com disposição de ajudar o próximo, que experimente Cristo de forma concreta naqueles que sofrem e clamam por justiça e dignidade.Devemos sair além dos muros da Igreja, dos grupinhos e movimentos, ir aqueles que ainda estão nas trevas e precisam de luz, Luz daqueles reais testemunhos de verdadeiros cristãos(novos cristos) que não se acomoda e nem vive uma fé de modinha, numa verdadeira alienação, totalmente alheios e distante aos que sofrem, choram e se desesperam... É fácil ser cristão(santinho) dentro da Igreja ou nos grupinhos quero ver lá fora junto com os lobos."

Paulinopax

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Upanishad Ishavasya – O Véu Dourado 7


Os Upanishads
Upanishad Ishavasya – O Véu Dourado 7


O que é que tudo permeia – obviamente a imensidão do espaço. Só no imenso vazio é que o Único pode nascer. Somente na consciência que tem o espaço infinito é que pode nascer Brahman, ele não pode ser experenciado por uma consciência que não tem espaço.

Mas o que é criar espaço na consciência? É o estado de Amor, e a criação só é possível no estado de Amor, é uma condição de virgindade, de total vazio. Uma consciência que está sujeita a modificações não tem espaço em si. As modificações surgem por causa do jogo dos opostos.

Como pode haver Amor onde existe oposto ou dualidade? O Espírito é uma condição onde os opostos foram suprimidos, e há espaço claro e aberto, não interrompido por objetos, sem qualquer objeto.

Como chegar a esta experiência de imensidão do espaço? O solo virgem não é morto e, entretanto nada possui. O solo deve ter sido transformado em algo vivo, senão seria estéril.

Portanto a consciência antes de chegar a imensidão do Espaço deve ter sido transformada em uma realidade viva e ainda assim vazia. É a única forma de conhecer Brahman.

O Vazio do espaço não pode ser criado. O espaço que é criado é sempre um espaço com Objeto. O espaço sem um objeto vem à existência, ele não pode ser trazido à existência.

Como ele vem à existência? O solo que é vivo está sempre vazio, pronto para uma nova criação. Este é o solo da consciência humana, ele deve ser mantido vivo e essa qualidade viva irá criar a imensidão do espaço, na qual Brahman pode nascer.

Como a consciência humana pode ser mantida viva? Ao comungar com o Único, o homem chega à comunhão com Brahman, e tal comunhão só é possível quando há imensidão de espaço na consciência humana.

A consciência que está viva contem os fatores Kavi e Manishi. Kavi é um vidente com sensibilidade da percepção, vê todo o seu Ser, há uma paixão em sua percepção, ele vê muitas coisas que a maioria não percebe, a consciência de Kavi é sobrecarregada de emoção.

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domingo, 18 de outubro de 2020

Jesus Cristo segundo São João Capítulo 17

JOÃO 17


Oração Sacerdotal de Jesus - 1Assim falou Jesus. Depois, levantando os olhos ao céu, exclamou: «Pai, chegou a hora! Manifesta a glória do teu Filho, de modo que o Filho manifeste a tua glória, 2segundo o poder que lhe deste sobre toda a Humanidade, a fim de que dê a vida eterna a todos os que lhe entregaste. 3Esta é a vida eterna: que te conheçam a ti, único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem Tu enviaste. 4Eu manifestei a tua glória na Terra, levando a cabo a obra que me deste a realizar. 5E agora Tu, ó Pai, manifesta a minha glória junto de ti, aquela glória que Eu tinha junto de ti, antes de o mundo existir.

6Dei-te a conhecer aos homens que, do meio do mundo, me deste. Eles eram teus e Tu mos entregaste e têm guardado a tua palavra. 7Agora ficaram a saber que tudo quanto me deste vem de ti, 8pois as palavras que me transmitiste Eu lhas tenho transmitido. Eles receberam-nas e reconheceram verdadeiramente que Eu vim de ti, e creram que Tu me enviaste. 9É por eles que Eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me confiaste, porque são teus. 10Tudo o que é meu é teu e o que é teu é meu; e neles se manifesta a minha glória.

11Doravante já não estou no mundo, mas eles estão no mundo, e Eu vou para ti. Pai santo, Tu que a mim te deste, guarda-os em ti, para serem um só, como Nós somos! 12Enquanto estava com eles, Eu guardava-os em ti, em ti que a mim te deste. Guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o homem da perdição, cumprindo-se desse modo a Escritura. 13Mas agora vou para ti e, ainda no mundo, digo isto para que eles tenham em si a plenitude da minha alegria. 14Entreguei-lhes a tua palavra, e o mundo odiou-os, porque eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo. 15Não te peço que os retires do mundo, mas que os livres do Maligno. 16De facto, eles não são do mundo, como também Eu não sou do mundo.

17Faz que eles sejam teus inteiramente, por meio da Verdade; a Verdade é a tua palavra. 18Assim como Tu me enviaste ao mundo, também Eu os enviei ao mundo, 19e por eles totalmente me entrego, para que também eles fiquem a ser teus inteiramente, por meio da Verdade.

20Não rogo só por eles, mas também por aqueles que hão-de crer em mim, por meio da sua palavra, 21para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em mim e Eu em ti; para que assim eles estejam em Nós e o mundo creia que Tu me enviaste. 22Eu dei-lhes a glória que Tu me deste, de modo que sejam um, como Nós somos Um. 23Eu neles e Tu em mim, para que eles cheguem à perfeição da unidade e assim o mundo reconheça que Tu me enviaste e que os amaste a eles como a mim.

24Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste, para que contemplem a minha glória, a glória que me deste, por me teres amado antes da criação do mundo.

25Pai justo, o mundo não te conheceu, mas Eu conheci-te e estes reconheceram que Tu me enviaste. 26Eu dei-lhes a conhecer quem Tu és e continuarei a dar-te a conhecer, a fim de que o amor que me tiveste esteja neles e Eu esteja neles também.»



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domingo, 11 de outubro de 2020

O CAIBALION


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


INTRODUÇÃO.

Temos grande prazer em apresentar aos estudantes e investigadores da Doutrina Secreta esta pequena obra baseada nos Preceitos herméticos do mundo antigo. Existem poucos escritos sobre este assunto apesar das inúmeras referências feitas pelos ocultistas aos Preceitos que expomos, de modo que por isso esperamos que os investigadores dos Arcanos da Verdade saberão dar bom acolhimento ao livro que agora aparece. O fim desta obra não é a enunciação de uma filosofia ou doutrina especial, mas sim fornecer aos estudantes uma exposição da Verdade que servirá para reconciliar os fragmentos do conhecimento oculto que adquiriram, mas que são aparentemente opostos uns aos outros e que só servem para desanimar é desgostar o principiante neste estudo. O nosso intento não é construir um novo Templo de Conhecimento, mas sim colocar nas mãos do estudante uma Chave−Mestra com que possa abrir todas as portas internas que conduzem ao Templo do Mistério cujos portais já entrou. Nenhum fragmento dos conhecimentos ocultos possuídos pelo mundo foi tão zelosamente guardado como os fragmentos dos Preceitos herméticos que chegaram − até nós através dos séculos passados desde o tempo do seu grande estabelecedor, Hermes Trismegisto, o mensageiro dos deuses, que viveu no antigo Egito quando a atual raça humana estava em sua infância. Contemporâneo de Abraão e se for verdadeira a lenda, instrutor deste venerável sábio, Hermes foi e é o Grande Sol Central do Ocultismo, cujos raios têm iluminado todos os ensinamentos que foram publicados desde o seu tempo. Todos os preceitos fundamentais e básicos introduzidos nos ensinos esotéricos de cada raça foram formulados por Hermes. Mesmo os mais antigos preceitos da índia tiveram indubítavelmente a sua fonte nos Preceitos herméticos originais.
Da terra do Ganges muitos mestres avançados se dirigiram para o país do Egito para se prostrarem aos pés do Mestre. Dele obtiveram a Chave−Mestra que explicava e reconciliava os seus diferentes pontos de vista, e assim a Doutrina Secreta ficou firmemente estabelecida. De outros países também vieram muitos sábios, que consideravam Hermes como o Mestre dos Mestres; e a sua influência foi tão grande que, apesar dos numerosos desvios de caminho de centenas de instrutores desses diferentes países, ainda se pode facilmente encontrar uma certa semelhança e correspondência nas muitas e divergentes teorias admitidas e combatidas pelos ocultistas de diferentes países atuais. Os estudantes de Religiões comparadas compreenderão facilmente a influência dos Preceitos herméticos em qualquer religião merecedora deste nome, quer seja uma religião apenas conhecida atualmente, quer seja uma religião morta, ou uma religião cheia de vida no nosso próprio tempo. Existe sempre uma correspondência entre elas, apesar das aparências contraditórias, e os Preceitos herméticos são como que o seu grande Conciliador.
A obra de Hermes parece ter sido feita com o fim de plantar a grande Verdade−Semente que se desenvolveu e germinou em tantas formas estranhas, mais depressa do que se teria estabelecido uma escola de filosofia que dominasse o pensamento do mundo. Todavia as verdades originais ensinadas por ele foram conservadas intatas na sua pureza original, por um pequeno número de homens, que, recusando grande parte de estudantes e discípulos pouco desenvolvidos, seguiram o costume hermético e reservaram as suas verdades para os poucos que estavam preparados para compreendê−las e dirigi−Ias. Dos lábios aos Ouvidos a verdade tem sido transmitida entre esses poucos. Sempre existiram, em cada geração e em vários países da terra, alguns Iniciados que conservaram viva a sagrada chama dos Preceitos herméticos, e sempre empregaram as suas lâmpadas para reacender as lâmpadas menores do mundo profano, quando a luz da verdade começava a escurecer e a apagar−se por causa da sua negligência, e os seus pavios ficavam embaraçados com substâncias estranhas. Existiu sempre um punhado de homens Para cuidar do altar da Verdade, em que mantiveram sempre acesa a Lâmpada Perpétua da Sabedoria. Estes homens dedicaram a sua vida a esse trabalho de amor que o poeta muito bem descreveu nestas linhas: "Oh! não deixeis apagar a chama! Mantida De século em século Nesta escura caverna,Neste templo sagrado!Sustentada por puros ministros do amor! Não deixeis apagar esta divina chama!"
Estes homens nunca procuraram a aprovação popular, nem grande número de prosélitos. São indiferentes a estas coisas, porque sabem quão poucos de cada geração estão preparados para a verdade, ou podem reconhecê−la se ela Ihes for apresentada. Reservam a carne para os homens feitos, enquanto outros dão o leite às crianças. Reservam suas pérolas de sabedoria para os poucos que conhecem o seu valor e sabem trazê−las nas suas coroas, em vez de as lançar ao porco vulgar, que enterrá−las−ia na lama e as Misturaria com o seu desagradável alimento mental. Mas esses poucos não esqueceram nem desprezaram os preceitos originais de Hermes, que tratam da transmissão das palavras da verdade aos que estão preparados para recebê−la, a respeito dos quais diz o Caibalion:"Em qualquer lugar que se achem os vestígios do Mestre, os ouvidos daqueles que estiverem preparados para receber o seu Ensinamento se abrirão, completamente. " E ainda: "Quando os ouvidos do discípulo estão preparados para ouvir, então vêm os lábios para enchê−los com sabedoria. " Mas a sua atitude habitual sempre esteve estritamente de acordo com outro aforismo hermético também do Caibalion: "Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento."
Os que não podem compreender são os que criticaram esta atitude dos Hermetistas e clamaram que eles não manifestavam o verdadeiro espírito dos seus ensinamentos nas astuciosas reservas e reticências que faziam. Porém um rápido olhar retrospectivo nas páginas da história mostrará a sabedoria dos Mestres, que conheciam que era uma loucura pretender ensinar ao mundo o que ele não desejava saber, nem estava preparado para isso. Os Hermetistas nunca quiseram ser mártires; antes pelo contrário, ficaram silenciosamente retirados com um sorriso de piedade nos seus fechados lábios enquanto os bárbaros se enfureciam contra eles nos seus costumeiros divertimentos de levar à morte e à tortura os honestos mas desencaminhados entusiastas, que julgavam ser possível obrigar uma raça de bárbaros a admitir a verdade, que só pode ser compreendida pelo eleito já bastante avançado no Caminho. E o espírito de perseguição ainda não desapareceu da terra. Há certos preceitos herméticos que, se fossem divulgados, atrairiam contra os divulgadores uma gritaria de desprezo e de ódio por parte da multidão, que tornaria a gritar: "Crucificai−os! Crucificai−os!
Nesta obra nós nos esforçamos por vos oferecer uma idéia dos preceitos fundamentais do Caibalion, procurando dar os Princípios acionantes e vos deixando o trabalho de os estudar, em vez de tratarmos detalhadamente dos seus ensinamentos. Se fordes verdadeiros estudantes podereis compreender e aplicar estes Princípios; se o não fordes deveis vos desenvolver, porque de outra maneira os Preceitos herméticos serão para vós somente palavras, palavras, palavras!!! ...


Continua...