quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa 8


Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


Mesmo que os deuses possam simbolizar a mente superior, ainda assim eles fazem parte da mente, com todas as suas possibilidades e limitações.

A estória diz que a parte superior da mente queria descobrir a natureza de Brahman, primeiro com Agni, que é o fogo que libera a energia latente em todos os seres. A energia latente é uma condição de inércia ou Tamas.

O fogo desperta a mente de sua inércia, da estupefaciente influencia de Tamas. A mente liberada de Tamas sai em busca da natureza de Brahman, mas retorna de crista baixa.

Em seguida Vayu parte em busca de Brahman, ele é conhecido como um viajante do espaço, pois no espaço se move sem qualquer atrito, e um movimento sem conflito. Um dos fatores que condicionam  a mente é rajas ou atividade.

O atributo de rajas denota o processo de vir-a-ser da mente, esse movimento é frustrante por causa das atrações e distrações. Este movimento motivado pelos desejos é cheio de obstáculos.

Vayu representa aquele movimento da mente que é livre de conflito e atrito. Isso mostra uma condição da mente liberada da influencia de rajas. Mas Vayu que representa uma condição livre de tamas e rajas (inércia e conflito), também falhou porque ela ainda é condicionada por sattva (harmonia).

Sattva é o mais elevado estado da mente, mas ainda é um atributo que condiciona a mente. É um condicionamento muito sutil, tão sutil que o homem não percebe sua influencia limitadora.


Continua...

Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/

domingo, 19 de setembro de 2021

APÓCRIFO DE JOÃO VII


O Livro Secreto de João
A Revelação Secreta de João


Este é o primeiro arconte que tomou um grande poder da mãe dele. E ele se separou dela, e se dirigiu para longe do lugar em que ele tinha nascido. Ele ficou forte, e criou para si outros aeons com uma chama de fogo luminoso que ainda existe hoje. E ele se juntou com a arrogância que existe nele, e gerou autoridades para si. O nome do primeiro é Athoth, a quem as gerações chamam de o ceifeiro. O segundo é Harmas, que é o olho da inveja. O terceiro é Kalila-Oumbri. O quarto é Yabel. O quinto é Adonaios, que é chamado Sabaoth. O sexto é Caim. Aquele a quem as gerações dos homens chamam de sol é o sétimo, Abel. O oitavo é Abrisene. O nono é Yobel. O décimo é Armoupieel. O décimo primeiro é Melceir-Adonein. O décimo segundo é Belias (ou Beliel), é ele quem está acima da profundeza de Hades. E ele colocou sete reis - cada um correspondente aos firmamentos do céu - sobre os sete céus, e cinco sobre as profundezas do abismo, para que eles reinem. E ele compartilhou seu fogo com eles, mas ele não emitiu do poder da luz que ele havia tomado de sua mãe, porque ele é escuridão ignorante.

E quando a luz havia se misturado com a escuridão, ela fez a escuridão brilhar. E quando a escuridão havia se misturado com a luz, ela escureceu a luz e não ficou nem claro nem escuro, mas ficou uma penumbra.

Agora o arconte que é penumbra tem três nomes. O primeiro é Yaldabaoth, o segundo é Saclas, e o terceiro é Samael. E ele é ímpio em sua arrogância. Porque ele disse 'Eu sou Deus, e não há outro Deus além de mim,' pois ele é ignorante da força dele, e do lugar de onde ele veio.

E os arcontes criaram sete poderes para eles mesmos, e os poderes criaram para si seis anjos cada um, até se tornarem 365 anjos.

Estes são os nomes das autoridades com seus corpos: o primeiro é Athoth, e ele tem um rosto de ovelha; o segundo é Eloaiou, ele tem um rosto de burro; o terceiro é Astaphaios, ele tem um rosto de hiena; o quarto é Yao, ele tem um rosto de dragão com sete cabeças; o quinto é Sabaoth, ele tem um rosto de serpente (naja); o sexto é Adonin, ele tem um rosto de macaco, o sétimo é Sabbede, ele tem um rosto de fogo brilhante. Estes são os sete da semana.


Continua...

domingo, 12 de setembro de 2021

O CAIBALION 08 (Continuação)


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO VIII - OS PLANOS DE CORRESPONDÊNCIA / CONTINUAÇÃO...

O Plano da Mente Elemental (C), nas suas sete subdivisões, compreende as entidades ou entes invisíveis, como são todas as formas elementais, que participam da natureza da vida animal e da humana em certo grau e certas combinações. As formas mais elevadas são meio−humanas em inteligência. O Plano da Mente Humana, nas suas sete subdivisões, compreende as manifestações da vida e da mentalidade que são comuns ao Homem, nos seus vários graus e divisões. Nesta relação sabemos que o homem médio atual ocupa a quarta subdivisão do Plano da Mente Humana, e somente o mais inteligente cruzou as fronteiras da Quinta Subdivisão. A raça gastou milhões de anos para alcançar esta posição, e serão necessários muitos mais anos para que ela passe a sexta e a sétima subdivisões e vá além delas. Mas, lembraí−vos que existiram raças antes de nós que passaram por esses degraus e nos planos mais elevados. A nossa própria raça é a quinta (com restos da quarta) que pôs os pés no Caminho. Contudo, há alguns espíritos avançados da nossa própria raça que ultrapassaram as massas, e que passaram a sexta e a sétima subdivisões, e muito poucos entes estão acima deles. O homem da Sexta Subdivisão será o "Super−Homem"; e o da Sétima "O Homem de Cima".
Na nossa consideração dos Sete Planos Mentais Menores, nós nos referimos aos Três Planos Elementáis em sentido geral. Não queremos entrar em detalhes sobre este assunto, porque esta obra limita−se a tratar da filosofia e dos preceitos em geral. Mas podemos dizer−vos mais, com o fim de dar−vos uma pequena idéia mais clara das relações destes planos aos mais fami res deles: os Planos Elementais têm a mesma relação com os planos do Mentalidade e da Vida Mineral, Vegetal, Animal e Hominal, como as claves pretas do piano têm para com as claves brancas. As claves brancas são suficientes para produzir a música, mas há certas escalas ’ melodias e harmonias em que as claves pretas têm a sua parte, e em que a sua presença é necessária. São necessários também como elos de uitião da condição do espírito; são entidades−estados, entre os outros diversos planos, certas formas de desenvolvimento podendo ser atingidas nele; este último resultado dando ao leitor que pode ter entre as linhas uma nova luz sobre o processo de Evolução, e uma nova chave da porta secreta dos lábios da vida entre um reino e o outro. Os grandes reinos dos Elementais são muito reconhecidos por todos os ocultistas, e os escritos esotéricos estão cheios de menção deles. Os leitores de "Zanoni" de Bulwer Lytton e outras obras semelhantes poderão reconhecer as entidades que habitam estes planos de vida.
Passando do Grande Plano Mental ao Grande Plano Espiritual, que poderemos dizer? Como poderemos explicar estes estados mais elevados do Ente, da Vida e da Mente, às mentes ainda inábeis para compreender e entender as mais elevadas subdivisões do Plano da Mente Hominal? A tarefa é impossível. Poderemos falar só nos termos mais gerais. Como pode a Luz ser descrita a um homem nascido cego? Como explicar o açúcar a um homem que nunca comeu coisa doce, ou a harmonia a um que nasceu surdo? Tudo o que podemos dizer é que os Sete planos Menores do Grande Plano Espiritual (cada Plano Menor tendo suas sete subdivisões) compreende os Entes que possuem a Vida, a mente e a Forma acima da do Homem atual como a deste último é acima do verme terrestre, do mineral ou ainda de certas formas da Energia ou Matéria. A Vida destes Entes é tão transcendental para nós, que ainda não podemos pensar nos detalhes dos mesmos; as suas Mentes são tão transcendentes que para eles nos parecemos pensar um pouquinho, e os nossos processos mentais lhes parecem simplesmente como um processo material; a Matéria de que as suas formas são compostas são dos Planos mais elevados da Matéria, contudo, muitos disseram que eles estão presos na Pura Energia. Que se poderá dizer de tais Entes?
Nos Sete Planos Menores do Grande Plano Espiritual existem Entes que poderemos chamar Anjos, Arcanjos, Semideuses. No Plano Menor mais baixo vivem estas grandes almas que chamamos Mestres e Adeptos. Acima deles fica a Grande Hierarquia das Hostes Angélicas, inconcebíveis ao homem; e acima destas ficam os que podem ser chamados sem irreverência Os Deuses, tão elevados na escada da existência estão eles, pois que a sua existência, inteligência e poder são semelhantes aos atríbuídos pelas raças de homens às suas concepções da Divindade. Estes Entes estão ainda além dos mais elevados vôos da imaginação humana, e o epíteto Divino é o único que lhes é aplicável. Muitos destes Entes como também as Hostes Angélicas tomam muito interesse nos negócios do Universo e têm uma parte importante neles. Estas Invisíveis Divindades e Anjos Protetores estendem a sua influência livre e ~osamente no processo da Evolução e do Progresso Cósmico. A sua ocasional intervenção e assistência nos negócios humanos criou as muitas lendas, crenças, religiões e tradições da raça passada e presente. Eles muitas vezes impuseram ao mundo os seus conhecimentos e poderes conforme a Lei do TODO.
Mas, ainda mesmo os mais elevados destes Entes adiantados ,existem simplesmente como criações da Mente do TODO, e são sujeitos aos Processos Cósmicos e às Leis Universais. Eles são ainda Mortais. Podemos chamá−los deuses comparados concsco, mas ainda são os Irmãos mais Velhos da Raça, as almas mais avançadas que ultrapassam os seus irmãos, e que renunciaram ao êxtase da Absorção pelo TODO, com o fim de ajudar a,raça na sua jornada para subir o Caminho. Mas eles pertencem ao Universo e estão sujeitos às suas condições (são mortais) e o seu plano está abaixo do plano do Espírito Absoluto.
Somente os mais avançados hermetistas são aptos para compreender os mais ocultos Preceitos a respeito dos estados de existência e dos poderes manifestados nos Planos Espirituais. Os fenômenos são tão superiores aos dos Planos Mentais que uma confusão de idéias resultaria certamente se atentássemos em descrevê−los. Somente aqueles cujas mentes foram muito adestradas nas linhas da Filosofia hermética por muitos anos certamente que estes transportam consigo de outras encarnações o conhecimento adquirido previamente − podem compreender justamente o que é significado pelo Ensinamento sobre este Plano Espiritual. E muitos destes Preceitos Secretos são considerados pelos hermetistas como sendo sagrados, importantes e perigosos para a disseminação ao público em geral. Os estudantes inteligentes podem reconhecer que significamos com isto a idéia que a significação da palavra Espírito, como é empregada pelos hermetistas, é semelhante à de Poder Vivente, Força Anitriada, Essência Oculta, Essência da Vida, etc., que não deve ser confundido com o termo usual e comumente empregado em relação com os termos, isto é, religioso, eclesiástico espiritual, etéreo, santo, etc. Aos ocultistas a palavra Espírito se emprega ro sentido d"O Princípio Animado", entendendo com isto a idéia de Poder, Energia Vivente, Força Mística, etc. E os ocultistas sabem que o que é conhecido por eles como Poder Espiritual pode ser empregado para o mau como para o bom fim (em concordância com o Princípio de Polaridade), fato que foi reconhecido pela maioria das religiões nas suas concepções de− Satã, Belzebu, o Diabo, Lúcifer, Anjos caídos, etc. E assim os conhecimentos a respeito destes Planos foram conservados no Santo dos Santos, na Câmara Secreta do Templo de todas as Fraternidades Esotéricas e Ordens Ocultas.
Mas podemos dizer aqui que aquele que atingiu os poderes espirituais superiores e empregou−os mal tem um terrível destino para si na história, e a vibração do pêndulo do Ritmo inevitavelmente lança−lo−á no extremo mais baixo da existência Material, de cujo ponto ele tem de fazer a sua caminhada de prisão espiritual, pelas muitas voltas do Caminho, mas sempre com a tortura de ter sempre oonsigo urna ligeira memória das alturas de que caiu por causa das suas más ações. A lenda da Queda dos Anjos tem uma base nos fatos atuais como sabem todos Os ocultistas avançados. Os esforços para poderes egoístas no Plano Espiritual inevitavelmente traz como resultado no espírito egoísta a perda da sua balança espiritual e a queda do mesmo modo que foi elevado previamente. Mas, ainda para tal alma, é dada a oportunidade da volta, e ela toma o caminho de volta, pagando a terrível penalidade de acordo com a Ui invariável.
Em conclusão vamos agora lembrar−vos que relativamente (de acordo com ele) ao Princípio de Correspondência, que contém a verdade: O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima, todos os Sete Princípios Herméticos estão em muitas operações em todos os diversos planos Físicos, Mental e Espiritual. O Princípio da Substância Mental aplica−se a todos os planos, porque tudo nasceu na Mente do TODO. O Princípio de Correspondência se manifesta em tudo, porque há uma correspondência, harmonia e correlação entre os diversos planos. O Princípio de Vibração se manifesta em todos os planos−, com efeito, a verdadeira diferença que faz os planos resulta da Vibração, como explicamos. O Princípio de Polaridade manifesta−se em todos os planos, porque os extremos dos Pólos são aparentemente opostos e contra,ditórios. O Princípio de Ritmo manifestasse em todos os Planos, o movimento dos fenômenos tendo o seu fluxo e refluxo, a sua alta e baixa. O
Princípio de Causa e Efeito se manifesta em todos os Planos, cada Efeito tendo a sua Causa e cada Causa tendo o seu Efeito. O Princípio de Gênero manifesta−se em todos os Planos, sendo a Energia Criadora sempre manifestada e operando ela pela linha dos Aspectos Masculinos e Femininos. O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima. Este axioma hermético de centenas de anos compreende um dos grandes Princípios dos Fenômenos Universais. Como procedemos com as nossas considerações dos Princípios permanentes, vamos ter ainda mais claramente a verdade da natureza universal deste grande Princípio de Correspondência.


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domingo, 5 de setembro de 2021

Reflexão Casual CIX



Aquele que não transcende a partir de si mesmo, pela concreta vivência com seus semelhantes em comunhão com a sua razão, será escravo por uma longa ‘eternidade’ de seus próprios caprichos que o acorrenta aos seus mais inescrupulosos e ocultos desejos

Paulinopax

domingo, 29 de agosto de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa 7


Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


O Espírito supremo numa magnífica forma surgiu entre os deuses, mas os deuses não compreenderam quem era ele. Eles, portanto resolveram descobrir a sua natureza, e deram essa missão a Agni o deus do fogo.

O ser supremo perguntou a Agni quem era ele, e Agni revelou sua identidade, e disse que tinha o poder de queimar toda e qualquer coisa. O Supremo colocou uma folha seca de grama e pediu-lhe para queimá-la, mas Agni não conseguiu, e teve que baixar sua crista.

Então os deuses pediram a Vayu, o senhor do ar que descobrisse a natureza do Grande ser. Vayu disse que podia varrer qualquer coisa sobre a terra. O grande ser colocou diante dele uma folha seca e pediu-lhe para soprá-la para longe. Vayu não o conseguiu.

Os deuses pediram então para Indra, o rei dos deuses. O espírito supremos desapareceu de vista, e em seu lugar apareceu uma mulher esplendidamente bela. Era Uma. Indra perguntou a mulher quem era o Grande Espírito, e Uma respondeu-lhe que era Brahman, sem cuja ajuda os deuses não teriam vencido a guerra contra os demônios.

Qual o significado desta estória? Os deuses queriam conhecer a natureza do Ser Supremo, e não devemos esquecer que os deuses representam a mente. Há livros religiosos que descrevem a mente superior em contraposição a mente inferior representada pelos demônios.


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Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Perdão Sincero

 Perdão Sincero 


Olá Paz e bem, quero compartilhar com vocês algo alegre e feliz que veio do fundo de minha alma, na essência de meu coração, a vontade de pedir perdão a todos que magoei de alguma forma(direta e indireta), e a todos os movimentos (TL, RCC e Tradicionalistas) no qual muitos participam...Sei que muitas vezes pareço chato, repetitivo e até arrogante. Desculpa por minha teimosia e até uma persistência e literalidade com certos fatos e colocações, não é por acaso que isso acontece, leve em consideração minhas limitações (sou autistas/leve) e isso é muito característico de portadores dessa síndrome. Não quero jamais me esconder ou justificar minhas infelizes colocações. mas tenho que reconhecer que isso pesou muito na minha história em sociedade, que somente agora aos 42 anos que descobri, perdoe-me por não cumprimentar ou dar um bom dia, não é somente uma timidez e um desafio de interagir com pessoas que não tenho intimidade, sem falar que sou um pouco desligado ao meu redor rsrssrsr .

Sei também que pego pesado com certos movimentos da Igreja(TL e RCC) e que chego a magoar muitas pessoas por isso, sou muito literal as vezes em cima de fatos que estudo, e sou muitas vezes duros na minhas colocações que deveria ser mais fraterno e menos insensível com as informações. Tenho uma grande admiração pela TL, onde tive uma grande identificação e que não devo jamais generalizar enxergando todos como ativistas marxistas, pois somos irmãos e que temos uma profunda empatia com as dores dos excluídos e marginalizados, que devemos ser sempre profetas da atualidade e que não precisamos de armas e de atos violentos para ajuda-los e liberta-los da alienação e da opressão dos poderosos. 

Sobre a RCC, muitos não me suportam, me veem como carrasco. mas tenho uma profunda admiração e respeito, só não concordo ao omitirem a sua influencia protestante(Pentecostal) e de as vezes dar uns vacilos na liturgia durante a santa missa. Mas isso é tão pequeno diante da grandeza e do florescer no cristianismo atual, que a RCC trouxe novamente alegria e a esperança nos corações de multidões que estavam fadigados na fé e sem rumo. A RCC é pentecostalismo que deu certo, que veio e se mantem pela benção do Papa e o pastoreio dos bispos, direcionada por leigos , religiosos e cleros. O que mais acho lindo na RCC são a criação das comunidades novas com diversidades de carismas e espiritualidade. Me perdoem TL e RCC se sou carrasco, não faço por raiva e nem ódio, mas por amor. Por mais que muitas vezes fui muito duro e desnecessário em minhas colocações. Então término esse texto novamente partilhando minhas paz e felicidade, ao pedir perdão e compreensão por minhas limitações tanto física, psíquicas e principalmente humana. Pax


Paulo da Costa Paiva(Paulinopax)

domingo, 15 de agosto de 2021

APÓCRIFO DE JOÃO VI


O Livro Secreto de João
A Revelação Secreta de João


E pela previsão da mente perfeita, através da revelação da vontade do Espírito invisível, e da vontade do Autogenes, o Homem perfeito apareceu, a primeira revelação, e a verdade. É ele quem o Espírito puro chamou de Pigera-Adamas, e ele o colocou sobre o primeiro aeon com o poderoso, o Autogenes, o Cristo, ao lado da primeira luz de Armozel; e com ele estão seus poderes. E o invisível lhe deu um poder mental imbatível. E ele falou, glorificou, e saudou o Espírito invisível, dizendo, "Foi por ti que tudo surgiu, e tudo retornará para ti. Eu saudarei e glorificarei a ti, o Autogenes, e os aeons, os três: o Pai, a Mãe, e o Filho - o poder perfeito.'

E ele (Adamas) colocou o filho dele, Seth, sobre o segundo aeon, na presença da segunda luz Oriel. E no terceiro aeon, a semente de Seth foi colocada sobre a terceira luz Daveithai. E as almas dos santos foram colocadas lá. E no quarto aeon foram colocadas as almas daqueles que não conhecem o Pleroma, e também aqueles que não se arrependeram imediatamente, mas que persistiram por um tempo e se arrependeram depois; eles estão ao lado da quarta luz Eleleth. Estas são criaturas que glorificam o Espírito invisível.

E a Sofia da Epinoia, sendo um aeon, concebeu um pensamento dela mesma pela concepção do Espírito invisível e pela previsão. Ela queria produzir reinos por conta própria sem o consentimento do Espírito (ele não havia aprovado), sem o cônjuge dela, e sem a apreciação dele. E, embora a pessoa da masculinidade dela não tinha aprovado, e ela não tinha obtido a autorização, e ela havia pensado sem o consentimento do Espírito, mesmo assim ela prosseguiu. E devido ao poder invencível que existe nela, o pensamento dela não permaneceu inativo, e algo que era imperfeito e diferente de sua aparência saiu dela, porque ela havia criado aquilo sem seu cônjuge. E era diferente da aparência da mãe, pois tinha uma outra forma.

E quando ela viu as consequências do seu desejo, aquilo se transformou numa serpente com cabeça de leão. E os olhos dele eram como chamas com clarão. Ela o lançou para fora dela, para fora daquele lugar, para que nenhum dos imortais o visse, porque ela o havia criado em ignorância. E ela o rodeou com uma nuvem luminosa, e ela colocou um trono no meio da nuvem para que ninguém visse exceto pelo Espírito sagrado, que é chamado a mãe dos vivos. E ela o nomeou Yaldabaoth.

Continua...

domingo, 8 de agosto de 2021

O CAIBALION 08


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO VIII - OS PLANOS DE CORRESPONDÊNCIA

"O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima." O Segundo Grande Princípio hermético explica a verdade que há uma harmonia, uma correlação e correspondência entre os diferentes planos de Manifestação, Vida e Existência. Esta afirmação é uma verdade porque tudo o que está incluído no Universo emana da mesma fonte, e as mesmas leis, princípios e característicos se aplicam a cada unidade, ou combinação de unidades de atividade, assim como cada uma manifesta seus fenômenos no seu próprio plano. Para um fim de conveniência do pensamento e do estudo, a Filosofia hermética considera que o Universo pode ser dividido em três grandes classes de fenômenos, conhecidas como os Três Grandes Planos denominados: I. O Grande Plano Físico. II. O Grande Plano Mental. III. O Grande Plano Espiritual.
Estas divisões são mais ou menos artificiais e arbitrárias, porque a verdade é que todas as três divisões não são senão graus ascendentes da grande escada da Vida, o ponto mais baixo da qual é a Matéria não diferenciada, e o ponto mais elevado o Espírito. E, aliás, os diversos Planos penetram uns nos outros, assim esta não sólida e exata divisão pode ser colocada entre os mais elevados fenômenos do Plano Físico e o mais inferior do Plano Mental; ou entre os mais elevados do mental e os mais baixos do Físico. Enfim, os Três Grandes Planos podem ser considerados como três grandes grupos de graus de Manifestação vital. Apesar do fim deste pequeno livro não nos permitir entrarmos em extensa discussão ou explicação do objeto destes diferentes planos, contudo, pensamos ser bom dar aqui uma descrição geral dos mesmos.
A princípio devemos considerar bem a pergunta tantas vezes feita pelo neófito, que deseja ser informado a respeito do significado da palavra "Plano", termo que tem sido muito usado e pouco explicado em muitas obras de ocultismo. A pergunta é geralmente expressa assim: "É um Plano um lugar tendo dimensões, ou é simplesmente uma condição ou estado?" Respondemos: "Não; não é um lugar, nem uma dimensão ordinária do espaço; é ainda mais que um estado ou uma condição e, apesar disso, o estado ou a condição é um grau de dimensão, em escala sujeita à medida." Um tanto paradoxal, não é verdade? Porém examinemos a matéria. Uma "dimensão", vós o sabeis, é "uma Medição em linha reta, em relação à medida", etc. As dimensões ordinárias do espaço são comprimento, largura e altura, ou talvez comprimento, largura, altura, espessura ou circunferência. Há uma outra dimensão das coisas criadas, ou medida em linha reta, conhecida pelos ocultistas, como também por cientistas, apesar destes últimos não a chamarem com o termo "dimensão"; e esta nova dimensão, que futuramente será a mais investigada como Quarta Dimensão, é a marca usada na determinação dos graus ou Planos. Esta Quarta Dimensão pode ser chamada a Dimensão da Vibração. Este é um fato bem conhecido para a moderna ciência, como para os hermetistas, que estabeleceram a verdade no seu Terceiro Princípio hermético, que "tudo se move, tudo vibra, nada está parado". Desde as manifestações mais elevadas até às mais baixas, todas as coisas vibram. Não somente elas vibram em diferentes coeficientes de movimento, mas também em díversas direções e de diferentes maneiras. Os graus de coeficiente das vibrações constituem os graus de medição na Escala de Vibrações, ou em outras palavras, os graus da Quarta Dimensão. E estes graus,formam o que os ocultístas chamam "Planos". O mais elevado grau de vibração constitui o plano mais elevado e a mais elevada manifestação da Vida que ocupa este plano. Assim, apesar de um plano não ser um lugar, nem ainda um estado ou uma condição, ele possui as qualidades de ambos. Desejaríamos dizer mais sobre o assunto da escala das Vibrações nas nossas próximas lições, em que consideraremos o Princípio hermético de Vibração.
Deveis lembrar−vos agora que os Três Grandes Planos não são as divisões atuais dos fenômenos do Universo, mas simplesmente termos arbitrários empregados pelos hermetistas para facilitar o pensamento e o estudo dos vários graus e formas da atividade e da vida universal. O átomo de matéria, a unidade de força, a mente do homem e a existência do arcanjo são graus de uma escala, e fundamentalmente a mesma coisa, a diferença sendo simplesmente uma questão de grau e coeficiente de vibração; todas são criações do TODO, e só têm sua existência na Infinita Mente do TODO. Os hermetistas subdividem cada um destes Três Grandes Planos em Sete Planos menores, e cada um destes são também subdivididos em sete sub planos, todas as divisões sendo mais ou menos arbitrárias, penetrando umas nas outras, e adotadas somente para conveniência do estudo científico e para a idéia. O Grande Plano Físico, com seus Sete Planos menores, é a divisão dos fenômenos do Universo que inclui todos os que são relativos às coisas, forças e manifestações físicas ou mentais. Inclui todas as formas do que chamamos Matéria e todas as formas do que chamamos Energia ou Força. Deveis saber, porém, que a Filosofia hermética não reconhece a Matéria como uma "coisa em si", ou como tendo uma existência separada constante na mente do ToDo.
Os Ensinamentos são que a Matéria é antes uma forma da Energia; ela é a Energia num coeficiente inferior de vibrações de certa espécie. E de acordo com isto os hermetistas classificam a Matéria como a extremidade inferior da Energia, e dão−lhe três dos Sete Planos Menores do Grande Plano Físico. Estes Sete Menores Planos Físicos são os seguintes: I . O Plano da Matéria (A) II. O Plano da Matéria (B) III. O Plano da Matéria (C) IV. O Plano da Substância Etérea V. O Plano da Energia (A) ’VI. O Plano da Energia (B) VII. O Plano da Energia (C)
O Plano da Matéria (A) compreende as formas da Matéria em suas formas de sólidos, líquidos e gasosos como geralmente reconhecem os livros dos físicos. O Plano da Matéria (B) compreende certas formas mais elevadas e mais sutis da Matéria, cuja existência a ciência moderna está reconhecendo agora, os fenômenos da Matéria Radiante, nas suas fases de radium, etc., que contém a subdivisão inferior deste Plano Menor. O Plano da Matéria (C) compreende as formas da matéria mais sutil e tênue, cuja existência não é suspeitada pelos cientistas ordinários. O Plano da Substância Etérea compreende o que a ciência chama "O Éter", uma substância de extrema tenuidade e elasticidade, que penetra todo o Espaço do Universo, e age como mediador para a transmissão de ondas de energia, como a luz, o calor, a eletricidade, etc. Esta substância Etérea forma um elo de relação entre a Matéria (assim chamada) e a Energia e participa da natureza de ambas. os Preceitos herméticos, contudo, ensinam que este plano tem sete subdivisões (como têm todos os Planos Menores.), e que com efeito existem sete éteres, em vez de um só. Imediatamente acima do Plano da Substância Etérea está o Plano da Energia (A), que compreende as formas ordinárias da Energia conhecida pela ciência, sendo, respectivamente, estes sete sub planos, o Calor, a Luz, o Magnetismo, a Eletricidade e a Atração incluindo a Gravitação, a Coesão, a Afinidade Química, etc. e várias outras formas de energia indicada pelas experiências científicas mas ainda não classificadas.
O Plano da Energia (B) compreende sete sub planos de formas elevadas da energia ainda não descoberta pela ciência, mas que têm sido apelidadas "As Forças Mais Sutis da Natureza" e que são consideradas em ação nas manifestações de certas formas de fenômenos Mentais e pelas quais tais fenômenos são possíveis. O Plano da Energia (C) compreende sete sub planos de energia tão elevadamente organizados, que eles contêm muitos característicos da vida, mas que não é reconhecido pela mente dos homens no Plano ordinário de desenvolvimento, sendo útil só ao uso dos entes do Plano Espiritual; tal energia nem é sonhada pelo homem ordinário, e pode ser considerada quase como a força divina. Os entes que a empregam são como deuses comparados com os mais elevados tipos humanos conhecidos por nós, O Grande Plano Mental compreende as formas de pensamentos viventes conhecidas por nós na vida ordinária, bem como certas outras formas só bem conhecidas dos ocultistas. A classificação dos Sete Menores Planos Mentais é mais ou menos satisfatória e arbitrária (se não for acompanhada por esmeradas explicações que estão fora do fim desta obra particular; contudo vamos mencioná−los. Eles são os seguintes: l . O Plano da Mente Mineral li. O Plano da Mente Elemental (A) iii.O Plano da Mente Vegetal IV.O Plano da Mente Elemental (B) V. O Plano da Mente Animal Vi. O Plano da Mente Elemental (C) Vil. O Plano da Mente Hominal.
O Plano da Mente Mineral compreende os estados ou as condições das unidades, entidades, ou grupos e combinações das mesmas, que animam as formas conhecidas por nós como minerais, químicas, etc. Estas entidades não podem ser confundidas com as moléculas, os átomos e os corpúsculos, que são simplesmente os corpos ou as formas materiais destas entidades, assim como o corpo de um homem é a sua forma material e não ele mesmo. Estas entidades podem ser chamadas espíritos em certo sentido, e seres viventes de um grau inferior de desenvolvimento, vida e mente, exatamente um Pouco maior que as unidades da energia vivente que compreendem as mais elevadas subdivisões do mais elevado Plano Físico. A mente média não quer geralmente atribuir a possessão da mente, espírito ou vida ao reino Mineral, mas todos os ocultistas reconhecem a existência dela e a ciência moderna move−se rapidamente para o ponto de vista do Hermetismo, a respeito deste assunto. As moléculas, os átomos C OS corpúsculos têm seus amores e ódios, suas semelhanças e dessemelhanças, atrações e repulsões, afinidades e desafinidades, etc., e muitas das mais intrépidas mentes de ciência moderna expressaram a opinião que o desejo e a vontade, as eitoções e sentimentos, dos átomos simplesmente diferem em grau dos que os homens têm.
Não temos espaço para argumentar sobre este assunto. Todos os ocultistas conhecem isto, e outros se referiram às diversas obras científicas mais recentes para corroboração exterior. Estas são as sete subdivisões usuais deste plano. O Plano da Mente Elemental (A) compreende o estado ou a condição, e grau de desenvolvimento mental e vital de uma classe de entidade desconhecidas ao homem médio, mas reconhecidas pelos ocultistas. Elas são invisíveis aos sentidos ordinários do homem, mas não obstante existem e têm a sua parte do Drama do Universo. O seu grau de inteligência está entre o das entidades minerais e químicas, de um lado, e das entidades do reino vegetal do outro. Também neste plano há sete subdivisões. O Plano da Mente Vegetal, em suas sete subdivisões, compreende os estados ou as condições das entidades contidas nos reinos do Mundo Vegetal, os fenômenos vitais e mentais que as pessoas de inteligência média justamente bem compreendem, tendo sido publícadas na última década muitas obras novas e interessantes sobre a "Mente e a Vida nas Plantas". As Plantas têm vida, mente e espírito, tão bem como os animais, o homem e o super−homem. O Plano da Mente Elemental (B), nas suas sete subdivisões, compreende os estados e as condições de uma forma mais elevada das entidades elementais ou invisíveis, tendo a sua parte na obra geral do Universo, cuja mente e vida forma uma parte da e.−,cada entre o Plano da Mente Vegetal e o Plano da Mente Animal, as entidades participando da natureza de ambos. O Plano da Mente Animal, nas suas sete subdivisões, compreende os estados e as condições de entidades, entes ou espíritos que animam as formas animais da vida, familiares a nós todos. Não é necessário entrar em detalhes a respeito deste reino ou plano de vida, porque o mundo animal nos é tão familiar como o nosso próprio.


Continua...

domingo, 1 de agosto de 2021

Reflexão Casual CVIII



Existem muitos loucos reprimidos em pele de cordeiros, que embriagados no êxtase do fundamentalismo religioso mostram quem realmente são. Justificando suas insanidades como vontade de um suposto deus (ou demônio) que na verdade, nada mais é do que sua verdadeira face deformada e em total desequilíbrio.

Paulinopax

quinta-feira, 29 de julho de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa 6


Upanishad Kena – A noite silenciosa 6
Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


Brahman chega ao pensamento daqueles que O conhecem como além do pensamento, não àqueles que imaginam que Ele pode ser alcançado pelo pensamento Brahman é desconhecido ao erudito e conhecido pelo simples.

Eruditos são aqueles com muitas posses, possuem muitas acumulações da mente, aquisições dos pensamentos que eles orgulhosamente exibem como suas estimadas posses. Se apegam ao falso brilho que a mente colecionou, consideram-se ricos.

Brahman é desconhecido pelo erudito, Ele é conhecido apenas pelo simples, que se livraram do fardo das acumulações da mente Somente os humildes herdarão o reino de Deus.

Na mitologia hindu existem centenas de estórias com guerras entre deuses e demônios. Isso não é estranho, pois eles representam os dois opostos da mente, é realmente a própria vida da mente.

Numa dessas guerras na qual houve o triunfo dos deuses, a vitória subiu a cabeça dos deuses que se sentiam todos poderosos. O Espírito supremo compreendeu que essa vaidade seria seu infortúnio, e resolveu esclarecê-los sobre a real natureza das coisas.


Continua...

Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/