sábado, 17 de dezembro de 2016

No seio da terra

Além do Sensível
 Paulo da Costa Paiva
“Uma geração perversa e adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal do profeta Jonas. De fato, assim como Jonas esteve três dias e três noites no ventre da baleia, assim também o Filho do Homem estará três dias e três noites no seio da terra..." (Mt 12, 39-41)

         Assim como hoje  os escribas e fariseus da época de Jesus, se questionavam e buscavam sinais concreto de sua falácia que arrastavam multidões, modificando radicalmente a vida de muitos que acolhiam na fé suas palavras. Se percebia que aqueles que se tornavam adeptos do Nazareno, uma vida renovada  e que a cada passo que se dava na radicalidade do ideal  de Cristo, se transformavam como água em vinho, a vida de muitos que buscavam nascer outra vez , mas agora no Santo Espirito. Claro que as bonanças vieram com o tempo, no meio de tribulações e muita perseguições, através  do Paráclito prometido e manifestado para todos aqueles que aderiram a boa nova e o declaravam como o Senhor de suas vidas. Não existe problema em questionar, e parece ser  um gesto louvável por parte dos Escribas e Fariseus, como foi também de Tomé ao duvidar da manifestação de Jesus ressuscitado aos outros discípulos. O problema está quando se limita  (finito) somente  para realidade que se ver e se sente, pois Cristo (o verbo de Deus) veio ao mundo anunciar a boa nova que é algo concreto sim, mas vai muito além, pois se torna transcendente por seu intermédio que se faz presente em nós (templo do Senhor), mas só é possível ter noção através da experiência com o ressuscitado, renascendo com Cristo para a vida nova, e ao tornar-se um novo cristo (cristão), é que se compreenderá que não existe limites quando está em unidade (sintonia) com Deus.
         Buscar compreender o infinito na finitude da vida, se tornar algo meramente especulativo pois vai além da nossa compreensão querer limitar o próprio Deus, mas é possível vivência-lo , na dinâmica da vida ao se entregar nos exercícios das verdades revelada, através da experiência com o Cristo que se faz presente em nós. Por intermédio do deserto (silêncio)  se desfazendo de toda roupagem e mascaras (morte) mostrando como se é realmente, se tornar possível, o grande encontro onde se revela plenamente(Vida nova) e onde as duvidas encontram um norte, uma luz (Cristo) para viver as verdades existências , pois é necessário assim como Jonas e o próprio Jesus nos ensinou, a morrer (ventre do peixe, Seio da Terra) o homem velho que há em nós para renascer o homem novo (Cristo). Não podemos viver na arrogância e na prepotência, de que se sabe de tudo e  que se domina todas as verdades universal, como também vivendo no contrario na  mediocridade de uma vida fútil e inócuo, que se acomoda na ignorância, deixando que outros pensem (ideologia) e defina o destino fugaz aceitando tudo como tolas ovelhas guiadas pelo falso pastor, que dá verdades(falsas) prontas e acabadas (sinais - fabulas) como se fosse revelação divina, definitiva e dogmática. Quando alguém pede um sinal está subestimando, ou não se tem o costume por si próprio  de questionar e chegar a uma conclusão, por isso se acostuma que outros pensem por ele e lhe apresentem as verdades existências, mesmo que sejam mentirosa e tendenciosa.
         Devemos sair do comodismo, para realmente buscar o real e existencial de nossas vidas, pois assim como a rainha do Sul, que veio de terras distante para ouvir as sabedoria do rei Salomão, devemos nos esforçar em ir atras do verdadeiro sinal que não se limita ao sensorial, mas convida a vivencia-lo para comungar das verdades existencial. É fundamental o exercício de interiorização, quando se convida a rezar (orar), como também ir ao deserto o objetivo é se encontrar consigo mesmo nas miséria e limitações humana, pois somente na humildade de quem veio do pó e do pó voltará, é que se poderá encontrar  o templo do Senhor que se faz presente em nós. Estando em comunhão com Cristo, vivenciando esse  encontro único e verdadeiro que continuará posteriormente a partir do próprio esforço e fidelidade ao seu Senhor, é que irar se manifestar as curas, que vai restaurar  e capacitar(unção), tornando um novo cristo (discípulo), que nunca mais será o mesmo, pois quem experimenta sair do tumulo das ilusões para verdades eternas, vivência já aqui mesmo o reino dos céus.

Paz e Bem!

sábado, 3 de dezembro de 2016

Reflexão Casual LI


“Muitos querem se assemelhar a Cristo, mas somente na glória e jamais na cruz. Não querem jamais carregar o peso de suas cruzes (missão e salvação) e de seus flagelos (pecado), Querem somente o gozo da glória e com palavras vazias (Oração sem trabalho) o direito de serem glorificados ao julgar e condenar seu próximo!”

Paulinopax

sábado, 19 de novembro de 2016

O homem como o sujeito de sua própria história...

Homem, Imagem e semelhança de Deus
           Paulo da Costa Paiva

         O homem como o sujeito de sua própria história, interagindo com o mundo em suas diversas épocas, em inúmeras regiões e contextos deixou sua contribuição no decorrer dos séculos com um legado que nem sempre é positivo, mas que nunca se omitiu em deixar a sua marca (característica) na história. O homem que desde os primórdios se mostra inquieto no que se refere aos mistérios inalcançáveis de Deus necessita-se da fé para aceitar e buscar algo além de sua compreensão, buscando articular um contato, uma relação próxima com essas divindades. Nesse processo histórico se observa as variadas formas de manifestações na relação humana com o divino, sempre tendo como ponto de partida a  experiência do homem com Deus. O Homem em sua totalidade como o centro (sujeito) de estudo cientifico no processo histórico, acredita-se que deu seus primeiro passos durante a Revolução iluminista (Séc. XVIII) como também segundo algumas correntes pode ter sido desenvolvido bem antes, por séculos que remotos na Antiguidade Clássica. No contexto religioso, mas precisamente no cristianismo não se existia um documento especifico de forma relevante sobre o homem em sua totalidade, apesar de existir em praticamente todos escritos da literatura e do magistério cristã referências ao homem. No concílio Vaticano II mas precisamente na constituição pastoral Gaudium et spes é apresentada uma síntese da atual  sociedade de grande valor antropológico, tendo como o essencial a consideração do homem em sua unidade como também a sua totalidade em suas diversas dimensões, que tem como objetivo iluminar a humanidade diante das problemáticas contemporâneas e existenciais que atormenta e muitas das vezes à deixa sem norte.
            A Constituição Gaudium et spes se inicia falando das verdades fundamentais do homem desde sua criação, passando pela infidelidade da desobediência que o levou a pecar, mostrando a imaturidade diante da liberdade concebida por Deus e as conseqüência de suas escolhas. Apresenta também,  o homem em sua totalidade constituída (Corpo e alma), com a sua dignidade, inteligência e princípios morais. Mostrando sua relação com Deus, sua vocação ao dialogar  e colocar seus questionamentos diante de uma sociedade que se afasta cada vez mais do transcendente, problematizando uma ateísmo crescente na contemporaneidade, e diante disso como a Igreja responde essa situação iluminando a partir do próprio evangelho ao destino ultimo do homem. Na dimensão antropológica a maior contribuição que a Gaudium et spes nos apresenta como importante e original, é o modelo por excelência de homem apresentado por Cristo que sendo Deus(verbo - Filho) ao encarnar, se manifesta o mistério inesgotável do amor de Deus(Pai)por toda humanidade. Apresenta a vocação de cada um de nós de sermos assim como seu Filho novos cristos, pois assim como Ele (Deus) se fez humano quis nos mostrar que a humanidade pode também ser divina (Imagem e semelhança). Como o novo Adão supera toda a realidade do homem velho (Adão) preso as sua misérias (pecados) que ameaçavam totalmente sua dignidade original de filhos de Deus, a partir de seu testemunho como homem se manifestava sua atitude divina que libertava e renova-va a esperança e a dignidade de todos que acolhia suas palavras (semente do reino de Deus) em seus corações
        Não se deve imaginar que Gaudium et spes se limita somente numa dimensão teológica pois vai muito além , tendo a partir dessa afirmação o principio  que fundamentalizará a antropologia teológica, que revela por intermédio de Cristo a novidade que é a boa nova para toda humanidade, onde a nossa dignidade foi restaurada por intermédio de seu filho que manifesta o Pai por seu infinito amor , redimindo-nos no madeiro da cruz como consequência ultima de sua obediência ao sumo bem. Somente na luz dos evangelhos tendo por modelo a pessoa de Cristo é que viveremos a vocação humana em plenitude, mostrando que é através da nossa própria humanidade assim como fez Jesus, que poderemos manifestar a perfeição divina que há em nós, mesmo de uma forma utópico por nossas limitações, Cristo nos mostra que não é tão distante e nem impossível se assemelharmos a sua Pessoa, nos apresentando dessa forma que o mistério do homem se esclarece no mistério do verbo encarnado. Não se pode confirma com precisão que os documentos teológicos referente ao homem antes do concílio e desenvolvido na Gaudium et spes estejam pronto e definidos, isso seria incoerente pois permanece ainda um grande abismo na sua formação, que assim como homem é um ser sempre em desenvolvimento inesgotável, pois é uma ser inacabável assim se tornar também para teologia como para antropologia. Mas o concílio aponta o caminho a seguir para solidificação da antropologia teológica que tem como sujeito e referencia primordial o homem Jesus que manifestou na sua própria humanidade a sua divindade.


Paz e Bem!

sábado, 5 de novembro de 2016

Reflexão Casual L


“A paz ou o inferno, constantes que insistem em permanecer em sua vida, sempre dependerá exclusivamente de suas atitudes.”

Paulinopax

sábado, 15 de outubro de 2016

" Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis. "

Pobre por excelência

Paulo da Costa Paiva


" 3Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos.A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. 4Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos,aquele que o havia de entregar: 5'Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata,para as dar aos pobres?'6Judas falou assim, não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. 7Jesus, porém, disse:'Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. 8Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis." (Jo 12  ,3-7)

            Jesus ao visitar Lazaro é surpreendido com a atitude de Maria (irmã de Lazaro) que aos seus pés derrama quase meio litro de caro perfume (Nardo Puro), essa atitude incomoda Judas por desprezar a amorosa manifestação de carinho de Maria por seu Senhor. Ela que já pressentia em seu coração angustia dolorosa que advinha brevemente sobre Jesus. Cristo se impõe ao seu discípulo que duro de coração não compreendia aquela mística manifestação amorosa que preparava ao seu amado mestre a sepultura. Judas que levianamente se mostrava preocupado com o desperdiço daquele perfume que poderia arrecadar um bom dinheiro para os pobres não percebeu que o mais importante naquele momento era esta junto ao seu Senhor, pois o noivo ainda estava presente entre nós (Mt 9, 14-17 )

            Jesus e seus discípulos foram à casa de Lazaro na qual eram amigos e muito próximo, onde também lhe foram oferecido um jantar. Quando se há uma intimida com Cristo se torna possível essa comunhão que se manifesta pelas atitudes que demonstram o verdadeiro  cristão que ama seu próximo sem querer nada em troca, por caridade e amor  a todos (humanidade) sem distinção em pleno amor incondicional e essa comunhão se torna por excelência na eucaristia onde se come e bebe junto a mesa com Cristo nosso Senhor na perfeita e mística comunhão com o Divino que se faz morada em nosso coração. Marta irmã de lazaro e de Maria como sempre agitada (Lc 18,38-42)no seu ativismo não conseguia comungar plenamente com Cristo Jesus presente,deixando passar entre seus dedos a grande graça e onde somente uma coisa era realmente necessário para ela e novamente desperdiçaras.

            Maria junto aos pés de Jesus nos revela a missão de todos nós de segui-lo como o modelo Ideal de vida para santidade na comunhão com a divindade que se encarnou no meio de nós. Mostra também que o ministério de servir ao próximo não é exclusividade dos ministros ordenados (clero) mas está acessível a todos os que tem boa vontade em seus corações e determinação de fazer o bem comum através do próximo. Cada um de nós somos chamado a sermos luz para o mundo e sal para terra, é a partir de nossa coerência de cristão (novos cristos) que leva a uma práxis do evangelho até os confins do mundo, e claro, totalmente desprovido de interesse nenhum nem da própria salvação ou do temor de ir  ao enferno, mas fazer o bem sem saber a quem, por livre e desapegado exercício de amar incondicionalmente, pois esse sim é a essência da Boa Nova, amar por amar pois foi assim que Cristo se fez homem e nos amou sem querer nada em troca,  que por paixão foi até as ultima conseqüência no madeiro da cruz morrer pela humanidade.

            Outro ponto importante e que foi exposto na discussão, foi a questão do pobre colocado de forma leviana e tendenciosa por Judas, mas Cristo deixa claro que os pobres estarão sempre entre nós, e que Ele (Jesus) naquele momento seria o pobre por excelência, sendo já profetizado, pelo menos numa dimensão cristológica como o servo sofredor (Is 53), Jesus seria aquele que carregaria sobre si toda a nossas enfermidades(pecados), foi ultrajado, humilhado e tudo suportou nos resgatando pelo seu sangue derramado no madeiro. O Cristo Jesus se faz presente entre nós e de forma emergente nos seus pequeninhos, que são os excluídos e marginalizados da sociedade, que diariamente são ultrajados, humilhados, zombados e mortos por nossas próprias mãos que de forma muito hipócrita se juntam para rezar dominicalmente nos templos como se nada tivesse acontecido.

            Assim como Judas, podemos cair na cilada da hipocrisia de se importa com o pobre somente numa dimensão superficial, se limitando aos discursos vazio e demagógicos. Que na prática torna um falso cristão, em total contradição com tudo aquilo que o Mestre Jesus ensinou, de amar o próximo de forma despretensiosa por um simples ato de experimentar do amor de Deus que contagia e envolve, mergulhando numa mística que só é possível se realmente ama de forma incondicional, como o mestre amou e ensinou. Também não adianta se prender num tradicionalismo vazio e sem vida, pois nada há de se frutificar espiritualmente se não uma praticidade do próprio cristianismo, por isso Ele (Jesus) fala claramente, "quanto a mim, nem sempre me tereis." Pois se limitar somente aos discursos numa convivência com Deus  "meia boca" de forma egoística e insensível as dores do próximo sem nada fazer ou se importar, realmente Cristo não estará nesse meio, pois Ele não compartilhará com os malfeitores e ladrões de vidas e sonhos.


Pax!

sábado, 1 de outubro de 2016

Reflexão Casual XLIX


“Assim como a genialidade e as virtudes são manifestações divinas presentes no ser humano, a maldade e os vícios também manifestam os demônios que há em cada um de nós!”

Paulinopax

sábado, 17 de setembro de 2016

Ele vai transfigurar nosso corpo humilhado, conformando-o ao seu corpo glorioso (Fl 3,21)


Transfiguração de Jesus
Paulo da Costa Paiva

Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol,suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura.E eis que apareceram Moisés e Elias conversando com ele. ( Mt 17, 1-3)

Jesus sobe a montanha junto com três dos seus discípulos, são os que Ele mais comumente os levava consigo para orar e partilhar de sua intimidade mística (Divina), testemunhando e glorificando o poder e a glória de Deus. Mas nesse dia ao subirem, em certo momento enquanto Jesus orava seu rosto e sua veste ficou resplandecente de brancura, surgindo posteriormente Elias e Moisés que junto conversavam sobre o comprimento de sua missão em Jerusalém. Pedro perturbado com tudo que se via naquele exato momento, ficou muito temeroso e totalmente desorientado sem saber o que falava, dizendo se poderia ele levantar três tendas para os profetas que junto a Ele conversava. Nesse momento umas nuvens os envolvem e uma voz do alto se manifesta dizendo: Eis o meu filho muito amado ouviu-o.
Quando Jesus toma consigo os discípulos e sobem juntos ao monte, nos apresenta um convite a cada um de nós a oração, a um encontro com Deus. buscar as coisas do alto é estar se desejando um contato místico, um diálogo com o transcendente, que está muito além da nossa realidade do comum, isso só se é possível na interiorização de nossa consciência que nos leva a oração, ou melhor, dizendo a um encontro com o divino que se faz presente em nós e em tudo que há no universo manifestado (onipresente onipotente e onisciente), mas imperceptível para os adormecidos, cegos e insensíveis para as coisas eternas, presos e acorrentados as coisas meramente efêmeras das ilusões no mundo consumista. Mas quando se despertar e entra em comunhão com o divino cai por terra às escama dos olhos podendo ver uma realidade inigualável.
Moisés e Elias ao se encontrar com Jesus no alto da montanha e que juntos conversavam, nos mostra que naquele momento se apresenta e se confirma as escrituras do Antigo testamento, onde tanto Moisés como Elias foram testemunha da glória de Deus visto do alto da montanha, onde Deus se manifestava anunciando a sua lei e as promessas futuras de redenção para humanidade, que se dará posteriomente pelo o santo sacrifício da nova e eterna aliança provinda pelo cordeiro de Deus, o Messias prometido, confirmando dessa forma que a paixão de seu Filho (Servo sofredor) amado era realmente necessário para o comprimento da Sagrada Escritura. As nuvens envoltas dos profetas como também de Jesus onde se ouvia a voz divina, confirma a sua filiação agradável e divina de Jesus, lembrando também a semelhante situação no batismo junto com João no inicio de sua caminhada como o Messias.
A Transfiguração de Jesus nos mostra a prefiguração da glorificação escatológica, onde Cristo senhor do universo na consumação ultima do gênero humano irá vim glorificado e reunirá os seus na Jerusalém celeste onde o Céu e a terra será um só lugar para os eleitos na presença eterna de Deus. Quando se falava que o Reino de Deus está próximo é o Próprio Jesus que se fazia presente na multidão, Ele que é a tenda por excelência, pois é Deus e se encarnou no mundo, onde sua carne é tenda e sua essência divina é Deus no meio de nós. Assim como Jesus subiu e montanha e transfigurou , somos convidados a subir a montanha e buscar as coisas do alto (o divino), dialogar e principalmente escutar o que Ele nos diz no deserto interior.
Jesus ao se transfigurar, quer nos mostrar que o espírito transcende a própria morte e o que é temporário, e que apesar da morte a vida continua, pois Jesus mesmo sofrendo todos os flagelos que se possa existir  e carregando em seus ombros a miséria humana, no terceiro dia Ele ressuscita com o mesmo corpo flagelado mas agora glorificado pela graça divina de seu Pai. O reino de Deus que se faz próximo é próprio Cristo que se faz presente em cada um de nós, pois sendo nós moradas do Senhor devemos transfigurar (manifestar) O Cristo que há em nós. Isso só é possível numa íntima relação com Deus, numa vida mística de oração e trabalho em favor do reino de Deus que se faz na caridade e no testemunho diário, sendo sal e luz para mundo, carregando (levando) a Cristo a todos sendo verdadeiramente a Tenda do Senhor.

Paz e Bem!

sábado, 3 de setembro de 2016

Reflexão Casual XLVIII



“Por mais invencível que o inimigo aparenta ser, sempre haverá um ponto fraco a sua frente para aniquilá-lo. Porém nunca subestime um adversário, pois esse pode ser o seu maior trunfo.”

Paulinopax

sábado, 20 de agosto de 2016

"Jovem, eu digo, levante-se!"

 Despertai, ó tu que dormes!

Paulo da Costa Paiva

 Ao vê-la, o Senhor ficou com muita pena e lhe disse: “Não chores”. E, aproximando-se, tocou o caixão; os que o carregavam, pararam; e Jesus disse: “Moço, eu te ordeno, levanta-te” (Lc 7, 13-15)

            Jesus vinha caminhando junto com os seus discípulos a caminho de Naim, aonde também vinha uma multidão os acompanhando, todavia muitos dos que vinham, eram somente na busca de milagres e poucos eram os que compreendiam as suas palavras, mas o seguiam com um fervor no coração cheio de esperança e vida, pois seguiam aquele que dá a vida plena em abundância. Já na direção contraria vinha a viúva, chorando dolorosamente a morte prematura de seu único filho, junto dela uma multidão cabisbaixa e reflexiva com o fato lamentável da viúva, e muitos se identificavam com as suas dores no dia a dia na labuta sem nenhuma expectativa de vida e sem esperanças de melhorias, presenciando o que iriam também finalizar seus próprios destinos de dor e morte.

            Quando essa duas multidões se encontram na porta da cidade, há um choque de emoções alguns vinham felizes e agraciados, enquanto outros vinham tristes e reflexivos; Trazendo para a nossa realidade nos mostra o cotidiano de cada ser humano desde sua natalidade até a sua morte, em uma peleja que o acompanha como sua própria sombra. Jamais encontraremos a felicidade plena e permanente na terra, até chegar o grande dia prometido por Cristo na sua vinda gloriosa, então essa vida que experimentamos no suor de cada dia, é o nosso vale de lágrimas que gemendo e chorando buscamos a paz e a felicidade plena, ou melhor, dizendo os céus, o nosso ponto de partida que é Deus, pois de lá viemos e devemos por graça divina retornar para toda eternidade.

            Cristo se compadeceu das dores da pobre viúva, que perde na flor de sua juventude o seu único e amado filho, e busca consolá-la. Quantas mães sofrem dores profundas que superam infinitamente as de parto no seu dia a dia, com seus filhos vitimados pela violência, filhos esses que procuram principalmente as drogas, outros são vitimas dos próprios jovens que entram na criminalidade, como toda sociedade em geral vitimada pela violência, intolerância e indiferença. Quando não são as guerras declaradas entre nações ou etnias, são as guerras camufladas pelos os governantes incompetentes e corruptos que tentam maquiar a desigualdade social levando a uma violência generalizada causada pelo poder paralelo do crime organizado. O mesmo Cristo se compadece de todos nós, mas é preciso ouvi-lo e deixar-se tocar por ele.

            Jesus ao se aproximar do corpo e ao tocar o jovem o ordena  que se levante, com uma autoridade única que vem dos céus, pois sendo Deus encarnado entre nós, sua palavra se tornar viva, como correntes que caem por terra, doentes que se curam e mortos que ressuscitam de seus túmulos, mas é a partir da experiência verdadeiramente de corpo e alma com Cristo Jesus, que se torna possível um renascimento, uma vida nova em Jesus. Ao despertar, o jovem conversa (anuncia) com todos ao redor sobre a vida nova experimentada (testemunhada) a partir de Cristo. O testemunho é fundamental para motivar e contagiar a todos desesperançados e mostrar-lhes que a vida continua e morte nenhuma nos separa do amor por excelência, o sumo bem que é fiel e amável para com todos.

            A palavra que se fez carne e habitou entre nós é Cristo, e Ele se faz presente em cada um de nós, por intermédio de seu Santo Espírito que se manifesta em plenitude, transbordando do interior para o exterior... Deixai Cristo despertar dentro de vós, pois é ouvindo sua voz no deserto interior de seu coração, que irás sair da sepultura da morte (ignorância), da escura caverna da vida tosca, de supérfluas ilusões que só te faz sofrer, pois ilusões não pode nada te oferecer de concreto, a sensibilidade limitada da carne te envolve no gozo temporário e te acorrenta para essência cósmica e eterna do Sumo Bem, que é  o Pai criador que te fez a sua imagem e semelhança, que só irá realmente se assemelhar, quando em comunhão com Cristo se tornar um novo cristo em palavras e atitudes.

Paz e Bem!

sábado, 6 de agosto de 2016

Reflexão Casual XLVII


“Infelizmente a maioria prefere está na zona de conforto da fé, vivendo na alienação e no fundamentalismo religioso, mas somente se é realmente cristão aquele que vê verdadeiramente o Cristo no próximo e o acolhe com amor desmedido, principalmente naqueles que não tem ninguém por eles, os excluídos e marginalizados de nossa sociedade.”

Paulinopax