domingo, 11 de julho de 2021

O CAIBALION 07 (Continuação)


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO VII - O TODO EM TUDO / CONTINUAÇÃO...

Os antigos hertnetistas usam a palavra Meditação, ao degcrever o processo da criação mental do Universo na Mente do TODO, a palavra contemplação sendo também freqüentemente empregada. Mas a idéia entendida parece ser a do emprego da Atenção Divina. Atenção é uma palavra derivada de um verbo latino, que significa estender−se, desdobrar−se, e também o ato de. Atenção é realmente um desdobramento mental, uma extensão da energia mental, de modo que a idéia interior é facilmente compreendida quando examinamos o significado real da Atenção,.
Os Ensinos herméticos a respeito do processo de Evolução são os que o Toi)o, tendo meditado no princípio da Criação, tendo estabelecido então os fundamentos materiais do Universo, tendo pensado na sua existência, gradualmente desperta da sua Meditaação e assim começa a manifestar o processo de Evolução, nos planos material, mental e espiritual, sucessivamente e em ordem. Então o movimento de ascensão começa, e tudo começa a mover−se para a mansão espiritual. A Matéria torna−se menos grosseira; as Unidades nascem à existência; as combinações começam a formar−se; a Vida aparece e manifesta−se em formas cada vez mais elevadas; e a Mente torna−se cada vez mais evidente, as vibrações sendo constantemente mais elevadas. Em resumo, o promso total da Evolução, em todas as suas fases, começa e procede de acordo com as Leis estabelecidas do processo de Infusão. Todas ocupam eons e eons do tempo do Homem, cada eon contendo muitos milhões de anos; porém, como nos diz o Iluminado, a criação inteira, incluindo a Involução e a Evolução de um Universo, é para o TODO simplesmente como um piscar de olhos. No fim dos inúmeros ciclos de eons de tempo, O TODO retira a sua Atenção, sua Contemplação e Meditação do Universo, porque a Grande Obra está acabada e Tudo está retirado no TODO de que provém. Mas, 6 Mistério dos Mistérios!, o Espírito de cada alma não é aniquilado, mas sim expandido infinitamente, a Criatura e o Criador são confundidos. Tal é a relação do Iluminado!
A precedente ilustração da meditação e do subseqüente despertamento da meditação do TODO é mais um esforço dos Instrutores para descrever o processo Infinito por um exemplo finito. E, ainda: O que está em cima é como o que está embaixo, e o que está embaixo é como o que está em cima. A diferença é somente em grau. E assim COMO O TODO desperta−se da meditação sobre o Universo, assim o Homem (no tempo) cessa de manifestar no Plano Material, e retira−se cada vez mais no Espírito presente, que é realmente O Ego Divino. Há um assunto maior de que desejamos falar−vos nesta lição, e que nos levaria imediatamente a uma invasão do campo da especulação −metafísica; contudo, o nosso fim é simplesmente mostrar a futilidade de tais especulações. Aludimos à questão que inevitavelmente vem à mente de toclos os pensadores que se aventuraram a investigar a Verdade. A pergunta é: POR QuE criou o TODO os Universos? A pergunta pode ser feita de diferentes formas, mas a que vai acima é o essencial da investigação.
Os homens esforçaram−se para responder a esta pergunta, mas ainda não há resposta digna de nome. Muitos imaginaram que o TODO tem muito a ganhar com isto, mas isto é absurdo; porque, que poderia ganhar O TODO que já não possua? Outros deram a resposta na idéia que o TODO quis que tudo amasse, e outros que ele criou por prazer e divertimento, ou porque estava só, ou para manifestar o seu poder: todas respostas e idéias pueris, qualidades do período infantil do pensamento.
Outros acreditaram descobrir o mistério afirmando que o TODO achou−se impelido a criar, pela razão da sua própria natureza interna, o seu instinto criador, Esta idéia é mais adiantada que as outras, mas o seu ponto fraco está na idéia de que o TODO é impelido por alguma coisa, quer interna, quer externa. Se a sua natureza interna, ou instinto criador, impele−o a fazer as coisas, então a natureza interna ou o instinto criador seria o Absoluto, em vez do TODO, e neste caso esta parte da proposição está errada. E, ainda, o TODO cria e manifesta, e parece ter muitas qualidades de satisfações em fazê−lo. E é difícil de escapar da conclusão que, em grau infinito, ele poderia ter o que corresponde no homem a uma natureza inata, ou um instinto criador, correspondente a um infinito I)esejo e Vontade. Não poderia agir sem Querer agir; e não poderia Querer agir sem Desejar agir; e não Desejaria agir sem Satisfação nisso. E todas estas coisas pertenceriam a uma Natureza Infinita, e podem ser consideradas como estando de acordo com a Lei de Correspondência. Mas, ainda, preferimos considerar O TODO como agindo inteiramente LIVRE de toda influência, tanto interna como externa. Isto é o problema que se apóia na raiz da dificuldade, e a dificuldade que se apóia na raiz do problema.
Falando estritamente, não se poderá dizer que haja uma Razão para o TODO agir, porque uma razão implica uma causa, e o TODO está acima da Causa e do Efeito, exceto quando ele quer tomar−se causa, tempo em que o Princípio é posto em movimento. Assim, dizeis, o assunto é Incompreensível, justamente como o TODO é incognoscível. Justamente como dizemos simplesmente que o TODO "É", assim também somos obrigados a dizer que O TODO AGE PORQUE AGE. Enfim, O TODO é toda Razão em si mesma, toda Lei em si mesma, toda Ação em si mesma; e pode−se dizer que, em verdade, o TODO é a sua própria Razão, a sua própria Lei, a sua própria Ação; ou que o TODO, a sua Razão, a sua Ação, a sua Lei, são um, com todos estes nomes sendo de uma só coisa. Na opinião dos que vos dão estas lições, a resposta se encerra no PRÓPRIO INTIMO DO TODO, junto com o seu Segredo de Existência. A Lei de Correspondência, na nossa opinião, compreende somente este aspecto do TODO, que pode ser chamado o aspecto de ESTADO. O lado oposto deste aspecto é o aspecto de EXISTÊNCIA, no qual toda ’ s as Leis perdem−se na LEI, todos os Princípios imergem no PRINCÍPIO; e o TODO, o PRINCÍPIO, a EXISTÊNCIA, SãO IDÊNTICOS ENTRE SI (uns aos outros). Por isso, as especulações metafísicas sobre este ponto são fúteis. Entramos aqui no assunto, simplesmente para mostrar que conhecemos a pergunta e também o absurdo das respostas ordinárias das metafísicas e teologias. Em conclusão, poderá ser de interesse aos estudantes dizer−lhes que apesar de muitos dos antigos e modernos Preceitos herméticos tenderem a aplicar o Princípio de Correspondência à questão, com o que resulta a conclusão da Natureza Intima, mesmo assim as lendas contam que Hermes, o Grande, sendo interrogado sobre esta questão pelos seus adiantados discípulos, respondeu−lhes FECHANDO OS SEUS LÁBIOS COM FIRMEZA e não dizendo uma palavra, indicando que NÃO HAVIA RESPOSTA. Mas, então, ele podia ter entendido de aplicar o axioma da sua filosofia, que diz: "Os lábios da Sabedoria estão fechados, exceto aos ouvidos do Entendimento", significando que ainda os seus discípulos adiantados não possuíam o Entendimento que os habilitava ao Preceito. Seja como for, se Hermes possuía o Segredo, ele deixou de o comunicar, e embora o mundo tome muito interesse, OS LÁBIOS DE I−IERMES ESTÃO FECHADOS a este respeito. E quando o Grande Hermes hesitou em falar, qual mortal poderá atrever−se a ensinar? Porém, deveis lembrar que ainda que seja aquela a resposta deste problema, se porventura há uma resposta, permanece a verdade que: "Enquanto Tudo está n’O TODO, é também verdade que O TODO está em Tudo." O Preceito é enfático. E podemos acrescentar−lhe as palavras conclusivas de citação:"Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento."


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domingo, 4 de julho de 2021

Reflexão Casual CVII



Um fato inquestionável e infelizmente difícil de encarar como realidade, que o ser humano na sua grande maioria se não for adestrado(doutrinado), se autodestroem, tanto a si como seus semelhantes e consequentemente todo planeta, pois são na sua real essência demostrado na própria história no decorrer dos séculos, como os maiores e mais destrutivos parasitas da face da terra.

Paulinopax

quinta-feira, 24 de junho de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa 5


Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


Aquele pelo qual Brahman não é conhecido, O conhece, mas aquele pelo qual ele é conhecido, não O conhece. Ele não é conhecido por aqueles que O conhecem, Ele é conhecido por aqueles que não O conhecem.

A mente que sabe o que é explicado, mas não é ciente daquilo que permaneceu inexplicável, é uma mente ignorante. Em tal mente surge a vaidade do falso conhecimento. Aquele que diz que não conhece realmente conhece, pois ele percebe a falsidade do seu próprio conhecimento (quanto mais sei, mais sei que não sei).

Aquele que diz que não sabe, está no limiar do conhecimento. A sabedoria inicia onde a mente se torna consciente da falsidade do conhecimento que adquiriu. Essa mente pode responder a Voz do Silencio.

Brahman é conhecido no êxtase de um despertar que abre a porta da vida eterna. Com o Ser obtemos poder e com a sabedoria obtemos a eternidade.

Quando a consciência humana chega a esse intervalo entre o conhecimento e o não conhecimento, então se abre para ela a porta da vida interna. Ela deixa para trás o processo da continuidade do tempo, e está face a face com a descontinuidade do atemporal. A abertura se deu pelo êxtase do despertar.

Êxtase significa um estado de ser além de nós mesmos, onde o homem sai de si, é uma condição de real liberdade, liberdade do fardo das acumulações da mente.

O homem se torna simples e inocente. O homem recupera seu estado espiritual natural, e se instala como o soberano do reino. Somente aos simples a sabedoria da vida eterna é outorgada.


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Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/

domingo, 20 de junho de 2021

APÓCRIFO DE JOÃO IV


O Livro Secreto de João
A Revelação Secreta de João


Este é o grupo-de-cinco dos aeons do Pai, que é o Primeiro Homem, e que é a imagem do Espírito invisível; a presciência, que é Barbelo, e o pensamento, a previsão, a indestrutibilidade, a vida eterna, e a verdade. Este é o grupo-de-cinco andrógino dos aeons, o qual é o grupo-de-dez dos aeons, que é o Pai.

E ele olhou para Barbelo com a luz pura que envolve o Espírito invisível e com sua centelha. E ela concebeu dele. Ele gerou uma centelha de luz possuindo bem-aventurança. Mas que não o iguala em grandeza. Esta foi uma criança unigênita da Mãe-Pai que tinha vindo; é o fruto único, o unigênito do Pai. A Luz pura.

E o Espírito puro invisível se alegrou pela luz que veio, que surgiu pelo primeiro poder da presciência dele, que é Barbelo. E ele a ungiu com sua bondade até que se tornasse perfeita, não carecendo de qualquer valor, porque ele tinha ungido com a bondade do Espírito invisível. E ela (a luz) o auxiliou quando ele derramou sobre ela. E imediatamente, quando a luz tinha recebido do Espírito, ela glorificou o Espírito sagrado e a presciência perfeita, pela qual ela tinha vindo.

E ela pediu que lhe desse um ajudante, que é a mente, e ele consentiu alegremente. E quando o Espírito havia consentido, a mente veio, e auxiliou Cristo, glorificando ele e Barbelo. E todos estes surgiram no silêncio.

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domingo, 13 de junho de 2021

O CAIBALION 07


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO VII - O TODO EM TUDO

"Enquanto Tudo está n’O TODO, é também verdade que O TODO está em Tudo. Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento." 

Quantas vezes a maioria das pessoas ouviram repetir a declaração que a sua Divindade (chamada por muitos nomes) era "Todo em Tudo,,, e quão Pouco suspeitaram elas da verdade oculta, encoberta por estas palavras tão descuidadamente pronunciadas? A expressão comumente usada é uma sobrevivência da antiga máxima hermética acima citada. Como diz o Caibalion: "Aquele que compreende realmente esta verdade alcançou o grande conhecimento." E, sendo assim, permiti−nos examinar esta verdade, cujo conhecimento tanto significa. Nesta exposição da verdade − esta máxima hermética − está encoberta uma das maiores verdades filosóficas, científicas e religiosas.
Nós vos explicamos o Preceito hermético a respeito da Natureza mental do Universo: a verdade que "o Universo é Mental; ele está dentro da Mente d’O TODO". Diz o Caibalion na passagem citada acima: "Tudo está n’O TODO." Mas note−se também a declaração correlativa, que: "É também verdade que O TODO está em TUDO." Esta declaração aparentemente contraditória é reconciliável pela Lei do Paradoxo. É, aliás, uma exata declaração hermética das relações que existem entre o TODO e o seu Universo mental. Vimos que "Tudo está n’O TODO", vejamos agora o outro aspecto do assunto. Os Ensinos herméticos são, com efeito, que o Todo está iminente (permanece, está inerente, habita) no seu Universo, e em cada partícula, unidade ou combinação, dentro do Universo. Esta expressão é geralmente ilustrada pelos Instrutores com uma referência ao Princípio de Correspondência. O Instrutor ensina o discípulo a formar uma Imagem mental de uma coisa, uma pessoa ou uma idéia, porque todas as coisas têm uma forma mental; dando como exemplo o ator dramático que forma uma idéia dos seus caracteres, ou um pintor ou escultor que forma uma imagem de um ideal que ele procura exprimir pela sua arte. Neste caso, o estudo ante deve compreender que, enquanto a imagem tem a sua existência e ser somente em sua própria mente, ao mesmo tempo ele, o estudante, autor, dramaturgo, pintor ou escultor, está em certo sentido imanente, e permanece, habita, na imagem mental. Em outras palavras, toda a virtude, vida, espírito e realidade da imagem mental é derivada da mente ímanente do pensador. Considerai isto por um momento e logo compreendereis a idéia.
Para tomarmos um exemplo moderno, diremos que Otelo, lago, Hamlet, Lear, Ricardo III, existiram somente na mente de Shakespeare, no tempo da sua concepção ou criação. E ainda, Shakespeare também existiu em cada um destes caracteres, dando−lhes a sua vitalidade, espírito e ação. Qual é o et espírito)> dos caracteres que conhecemos como Micawber, Oliver Twist, Uriah Heep; será Dickens, ou cada um destes caracteres terá um espírito pessoal, independente do seu criador? Têm a Vênus de Medici, a Madona Sixtina, o Apolo de Belvedere, espírito e realidade de si próprios, ou representam eles o poder espiritual e mental dos seus criadores? A Lei de Paradoxo demonstra que as duas proposições são verdadeiras, consideradas no seu próprio ponto de vista. Micawber é Micawber e é também Dickens. E, demais, enquanto que Micawber pode ser dito Dickens, o mesmo Dickens não é idêntico a Micawber. O homem, como Micawber, pode exclamar: "O Espírito do meu Criador está inerente em mim e, apesar disso, eu não sou ELE!" Quão diferente é esta da horrível mela−@,erdade tão estrondosamente anunciada por alguns dos falsos sábios, que enchem a atmosfera dos seus gritos: "Eu sou Deus!" Imaginai o pobre diabo de Micawber ou de Uriah Heep, gritando: "Eu sou DI’Ckens"; ou algum dos humildes bobos das peças de Shekespeare, anunciando com grandiloqüência: "Eu sou Sbakespeare!" O TODO está até na minhoca, contudo, a minhoca está longe de ser o TODO. E até, é de admirar que, conquanto a minhoca só exista como uma ooisa humilde, criada e tendo a sua existência na Mente do TODO, ele, O TODO, esteja imanente na minhoca e nas partículas que aormam. Haverá talvez um mistério maior que o de Tudo n’O TODO, e O TODO em Tudo?
O estudante perceberá no correr da obra que os exemplos dados acima são necessariamente imperfeitos e inadequados, porque representam a criação de imagens mentais na mente fínita, ao passo que o Universo é criação da Mente Infinita e a diferença entre os dois pólos as separa. E assim é simplesmente uma questão de grau, porque em ambas o mesmo Princípio está em operação: o Princípio de Correspondência manifesta−se nelas. "O que está em cima é como o que está embaixo; e o que está embaixo é como o que está em cima.," E, no grau em que o Homem realize a existência do Espírito que está imanente no seu ser, ele subirá na escada espiritual da vida. Eis o que significa desenvolvimento espiritual: o reconhecimento, a realização e manifestação do Espírito dentro de nós. Procurai não esquecer−vos desta última definição: a do desenvolvimento. Ela contém a Verdade da verdadeira Religião.
Existem muitos planos de Existência, muitos subplanos de Vida, muitos graus de existência no Universo. E tudo depende do avançamento dos entes na escada, cuja ponta mais inferior é a mais grosseira matéria, e a mais superior sendo separada somente pela mais pequena divisão do ESPÍRITO Do TODO. Nesta Escada da Vida, tudo se move em cima e embaixo. Todos estão no cam inho, Cujo fim é o TODO. Todo o progresso é uma volta à Morada própria. Tudo está em cima e embaixo, apesar de todas as aparências contraditórias. Tal é a mensagem do Iluminado. Os Preceitos herméticos referentes ao processo da Criação Mental do Universo são que, no começo do Ciclo de Criação, O TODO, em seu aspecto de Existência projeta a sua Vontade sobre o seu aspecto de Estado, e o processo de criação começa.
Dizem que o processo consiste no abaixamento da Vibração até que é alcançado um grau bem inferior de energia vibratória, no qual ponto é manifestada a forma mais grosseira possível da Matéria. Este processo é chamado o estado de Involução, em que o TODO está involuído, ou envolvido dentro da sua criação. Este processo é considerado pelos hermetistas como tendo correspondência com o processo mental de um artista, escritor ou inventor, que também, fica envolvido na sua criação mental como quase esquecendo a sua própria existência e que, por algum tempo, quase vive na sua criação. Se em vez de envolvido usarmos a palavra êxtase, talvez possamos dar uma pequena idéia do que queremos dizer.
Este estado Involutivo da Criação é muitas vezes chamado a Efusão da Energia Divina, como o estado Evolutivo é chamado Infusão. O pólo extremo do processo de Criação é considerado como sendo o mais afastado movido pelo TODO, enquanto que o princípio do estado Evolutivo é considerado como o princípio da volta do pêndulo do Ritmo; sendo expressa em todos os Ensinos herméticos uma idéia de volta à ’ casa.
Os Preceitos são que durante a Elusão, as vibrações tor, nam−se cada vez mais inferiores até que finalmente a restringência cessa, e as vibrações de volta começam. Mas há uma diferença: ao passo que na Elusão as forças criadoras manifestam−se compactamente e como um todo, no começo do estado Evolutivo ou de Infusão, é manifestada a Lei de Individualização, que é a tendência a separar em Unidas de Força, até que finalmente aquilo que se separou do TODO como energia não individualizada volte à sua fonte como Unidade de Vida altamente desenvolvida, tendo subido de mais a mais na escada por meio da Evolução Física, Mental e Espiritual.


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domingo, 6 de junho de 2021

Reflexão Casual CVI



Problema não é o sistema em si, mas o próprio ser humano, pois se não consegue mudar a si mesmo, como mudará o mundo inteiro?

Paulinopax

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa 4


Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


Se você pensa “Eu conheço bem Brahman”, então, certamente você conhece tão somente um pouco de sua natureza, você conhece apenas Sua natureza condicionada pelo homem ou pelos deuses. Portanto, Brahman, mesmo agora é digno de sua investigação.

Quem afirma conhecer bem Brahman é vitima das ilusões de sua mente, ele trata somente com as expressões de Brahman, e não com Brahman em si. Não se chega ao Todo baseado no conhecimento das partes, o Todo é maior que a soma das partes.

Conhecer e ainda assim não conhecer, só nesse estado é que Brahman pode ser conhecido. Podemos conhecer o estado manifestado de Brahman, e manifestação consiste de uma totalidade feita de partes. Tal conhecimento deixa mais coisas não explicadas que explicadas.

O Manifesto não pode explicar a si mesmo, salvo a luz do Imanifesto. É o Imanifesto que possui a chave do mistério da Manifesto.

Conhecer o que o conhecimento explica, e conhecer também o que o conhecimento não explica, esse é o estado mais elevado de conhecimento até onde a mente pode ir.

A abertura da mente consiste na existência simultânea do conhecer e do desconhecer, quando surge espontaneamente um intervalo entre o conhecedor e o conhecido. Usualmente este intervalo é coberto pela mente com suas projeções.

É nesse intervalo entre o conhecedor e o conhecido, em que cessou o processo do conhecimento que ocorre aquele milagre. Até aqui o processo do conhecimento emanou do conhecedor, mas agora, nesse intervalo, é o conhecido que comunica o que ele é para o conhecedor.

Isso só pode ocorrer quando cessar o processo do conhecimento que emana do conhecedor, para que este intervalo não seja coberto por qualquer projeção do conhecedor. O conhecedor tem que se tornar totalmente negativo, e contudo ciente de que o conhecido transmite.


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Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/

domingo, 23 de maio de 2021

IDOLATRIA E ESCRAVIDÃO VELADA

 Cuidado! Não sejam meros fantoches(Gados) do Sistema!

Paulo da Costa Paiva 


Domingo de decisão = 
Caos,violência e morte!

Quando um grupo de torcedores estão juntos muito eufóricos,  eles se encontram em estado de transe. Quando entram em brigas e atos de extrema violência, eles se encontram num histeria coletiva, e aquelas músicas(hinos de combate) que incitam o ódio a torcida adversária, seria uma lavagem cerebral que serve de gatilho nos momentos de grande euforia.

As grandes massas só servem como manobra política e de fonte de renda, para enriquecerem as instituições políticas/ideologicas, religiosas e clubistas. Não seja idólatra,não seja escravo!

Paz e Bem!

domingo, 16 de maio de 2021

APÓCRIFO DE JOÃO III


O Livro Secreto de João
A Revelação Secreta de João


Como eu devo falar Dele com você? Ele é um aeon indestrutível, em repouso, existindo em silêncio, em tranquilidade, e sendo anterior a tudo. Pois Ele é o topo de todos os aeons, e é Ele quem os dá força e bondade. Porque nós não conhecemos as coisas inefáveis, e nós não compreendemos o que é imensurável, exceto por aquele que veio Dele, ou seja, do Pai. Pois foi ele quem disse para nós somente. Porque é ele quem se olha na luz que o envolve, isto é, a nascente da água da vida. E é Ele quem doa para todos os aeons, de todos os modos, e que observa sua própria imagem visível na nascente do Espírito. É Ele quem coloca sua vontade na fonte da água-luz pura que o envolve.

E seu pensamento teve uma ação, e ela surgiu, ou seja, aquela que tinha aparecido diante Dele no brilho da sua luz. Este é o primeiro poder que existia antes deles todos, e que veio da mente Dele. Ela é o Pensamento do Todo (Protenóia) - a luz dela brilha como a luz Dele - o poder perfeito, que é a imagem do Espírito puro, invisível, e perfeito. É o primeiro poder, a glória de Barbelo, a glória perfeita nos aeons, a glória da revelação. Ela glorificou o Espírito puro, e foi ela quem o saudou, porque graças a ele, ela havia surgido. Este é o primeiro pensamento, a imagem Dele; ela se tornou o útero de tudo, pois ela que é anterior a todos eles, ela é a Mãe-Pai, o Primeiro Homem, o Espírito sagrado, os três-vezes-macho, os três-vezes-poderosos, o andrógino três-vezes-nomeado, o aeon eterno entre os invisíveis, e o primeiro a vir.<Ela> pediu para que o Espírito puro invisível a desse previsão. E o Espírito consentiu. E quando ele havia consentido, a previsão veio, e ficou ao lado da presciência; esta origina do pensamento do Espírito puro invisível. A previsão glorificou o Espírito e Barbelo (o poder perfeito dele), porque foi por ela que ele tinha surgido. E ela pediu novamente para a conceder indestrutibilidade, e ele consentiu. Quando ele havia consentido, a indestrutibilidade veio, e ficou ao lado do pensamento e da presciência. A indestrutibilidade glorificou o Espírito invisível e Barbelo, aquele pelo qual eles haviam surgido.

E ela solicitou que a concedesse vida eterna. E o Espírito invisível consentiu. E quando ele havia consentido, a vida eterna veio, e estes auxiliaram e glorificaram o Espírito invisível e Barbelo, aquele pelo qual eles haviam surgido. Ela solicitou novamente, para que a concedesse verdade. E o Espírito invisível consentiu. E quando ele havia consentido, a verdade surgiu, e estes auxiliaram e glorificaram o Espírito excelente invisível e Barbelo, aquele pelo qual eles haviam surgido.


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domingo, 9 de maio de 2021

O CAIBALION 06 (Continuação)


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CÁPÍTULO VI - PARADOXO DIVINO

A Matéria não é para nós a Matéria inferior, enquanto vivemos no plano da Matéria, apesar de sabermos que é simplesmente uma agregação de elétrons ou partículas de Força, que vibram rapidamente e giram umas ao redor das outras na formação de átomos; os átomos vibram e giram formando moléculas que, por sua vez, formam as grandes massas de Matéria. A Matéria não é para nós a Matéria inferior, quando prosseguimos nas investigações mais elevadas, e aprendemos dos Preceitos herméticos que a Força, da qual os elétrons são unidades, é simplesmente uma manifestação da mente do TODO, e assim no Universo tudo é simplesmente Metal em sua natureza. Enquanto no Plano da Matéria, podemos reconhecer os seus fenômenos, poderemos examíná−la (como o fazem todos os Mestres de graus mais ou menos elevados), mas fazemo−lo aplicando as forças superiores. Cometeremos uma loucura pretendendo negar a existência da Matéria no aspecto relativo. Podemos negar o seu domínio sobre nós, devemos fazer, mas não devemos ignorar que ela existe em seus aspectos relativos, ao menos enquanto no seu plano. As Leis da Natureza não são menos constantes ou efetivas, como sabemo−lo, apesar de serem simplesmente criações mentais. Elas estão em muitos efeitos dos diversos planos.
Dominamos as leis inferiores aplicando−lhes as que lhes são superiores; e somente por este modo. Mas não podemos escapar da Lei e ficar inteiramente fora dela. Nada senão O TODO pode escapar da Lei; e isto é porque o TODO é a própria LEI, de que todas as Leis procedem. Os mais adiantados Mestres podem adquirir os poderes usualmente atribuídos aos deuses do homem; e há inúmeras ordens de entes, na grande hierarquia da vida, cujas existências e poderes excedem mesmo os dos mais elevados Mestres entre os homens a um grau imaginário para os mortais. contudo, o mais elevado dos Mestres e o Ente mais elevado devem curvar−se à Lei e ser como Nada diante do Todo. De o modo que se mesmo estes Entes, cujos poderes excedem o atribuídos pelos homens aos seus deuses, estão subordinados à Lei, imaginai qual não será a presunção do homem mortal da nossa raça e do nosso grau, quando ousa considerar as Leis da Natureza como irreais, visionárias e ilusórias, porque chegou a compreender a verdade que as Leis são de natureza mental e simples Criações Mentais do TODO. Estas Leis, que O TODO destinou para governar as leis, não podem ser desafiadas nem argüidas. Enquanto durar o Universo, elas durarão, porque o Universo só existe pela virtude destas Leis, que formam o seu vigamento e que ao mesmo tempo o mantém.
O Princípio hermético de Mentalismo, explicando a verdadeira natureza do Universo por meio do princípio que tudo é Mental, não muda as concepções científicas do Universo, da Vida ou da Evolução. Com efeito, a ciência simplesmente corrobora os Ensinamentos herméticos. Estes últimos ensinam que a natureza do Universo é Mental, ao passo que a ciência moderna disse que ele é Material; ou (ultimamente) que ele é Energia, em última análise. Os Preceitos herméticos não caem no erro de combater os princípios básicos de Herbert Spencer que afirmam a existência de unia "Energia Infinita e Eterna da qual todas as coisas procedem". Com efeito, os Hermetistas reconhecem na filosofia de Spencer a mais elevada exposição das operações das Leis naturais que foram promulgadas até agora, e eles crêem que Spencer foi uma reencarnação de um antigo filósofo que viveu no Egito, milhares de anos antes e que por último se tinha encarnado como Heráclito, filosofo grego que viveu em 500 antes de Cristo. E eles consideram esta idéia da "Energia Infinita e Eterna" como partindo diretamente da linha dos Preceitos herméticos, sempre com o acréscimo da sua própria doutrina que esta Energia (de Spencer) é a Energia da Mente do TODO. Com a Chave− Mestra da Filosofia hermética, o estudante poderá abrir várias portas das mais elevadas concepções filosóficas do grande filósofo inglês, cuja obra manifesta os resultados da preparação das suas encarnações precedentes. A sua doutrina a respeito da Evolução e do Ritmo está na mais perfeita concordância com os Preceitos herméticos sobre o Princípio do Ritmo.
Assim, o estudante do Hermetismo não deve desprezar quaisquer destes pontos de vista científicos a respeito o Universo. Todos devem ser interrogados para se concluir e compreender o princípio oculto que "O TODO é Mente; o Universo é Mental e criado na Mente d’O TODO". Eles crêem que os outros seis dos Sete Princípios se adaptarão a esta doutrina científica e servirão para esclarecê−la. Não há que admirar, ao encontrarmos a influência do pensamento hermetista nos primitivos filósofos da Grécia, em cujas idéias fundamentais se baseiam em grande parte as teorias da ciência moderna. A aceitação do Primeiro Princípio hermético (o de Mentalismo) é o único grande ponto de diferença entre a ciência moderna e os estudantes hermetistas, mas a Ciência se dirige gradualmente para o lado dos hermetistas nas suas apalpadelas no meio da escuridão para encontrar um caminho de saída do Labirinto em que vaga nas suas pesquisas pela Realidade.
O fim desta lição é gravar na mente dos nossos estudantes a verdade que, para todos os intentos e propósitos, o Universo e suas leis, seus fenômenos, são justamente REAIS, que mesmo o Homem está incluído nelas, de modo que poderiam estar sob a hipótese de Materialismo ou Energismo. Sob qualquer hipótese o Universo no seu aspecto exterior é mutável e transítório; e por isso sem substancialidade e realidade. Mas (notai o outro pólo da verdade), sob qualquer das mesmas hipóteses, somos compelidos a, AGIR E VIVER COMO se as coisas transitórias fossem reais e substanciais. Há sempre esta diferença entre as diversas hipóteses, ; que sob os velhos pontos de vista o Poder Mental era ignorado como Força Natural, ao passo que sob o Mentalismo ele se torna uma grande Força Natural. Esta diferença revoluciona a Vida daqueles que compreendem este Princípio, as leis que dele resultam e as suas práticas.
De modo que todos os estudantes devem compreender as vantagens do mentalismo e aprender a conhecer, usar e aplicar as leis que dele resultam. Mas não devem cair na tentação que, como diz o Caibalion, domina os falsos sábios e os deixa hipnotizados pela aparente irrealidade das coisas, tendo como conseqüência eles andarem para trás como desvairados, vivendo num mundo de sonhos, ignorando o trabalho e a vida do homem, sendo o seu fim "quebrarem−se contra as rochas e se despedaçarem pelos elementos, por causa da sua loucura". Em primeiro lugar vem o exemplo do sábio, que a mesma autoridade estabelece do modo seguinte: "ele emprega a Lei contra as Leis, o superior contra o inferior e pela Arte da Alquimia transmuta o que é desagradável no que é agradável e deste modo triunfa." Seguindo a autoridade, combatamos também a falsa sabedoria (que é uma loucura), que ignora a verdade: "O Domínio não consiste em visões e sonhos anormais, em vida e imaginações fantásticas, mas sim no emprego das forças superiores contra as inferiores, escapando assim das penas dos planos inferiores pela vibração nos superiores." Lembrai−vos, sempre, estudantes, que "a Transmutação não é uma presunçosa denegação, mas sim a arma ofensiva do Mestre". As citações acima são do Caibalion e são dignas de serem conservadas na memória do estudante.
Nós não vivemos num mundo de sonhos, mas sim num Universo que, enquanto relativo, é real tanto quanto as nossas vidas e ações são interessadas. A nossa ocupação no Universo não é negar a sua existência, mas sim viver, empregando as Leis para nos elevarmos do inferior ao superior, fazendo o melhor que podemos sob as circunstâncias que aparecem cada dia, e vivendo, tanto quanto é possível, para as nossas idéias elevadas e os nossos ideais. O verdadeiro fim da Vida não é conhecido pelo homem neste plano; as maiores autoridades e a nossa própria intuição dizem−nos que não cometeríamos erro vivendo do modo melhor que pudermos, e segundo a tendência Universal no mesmo ponto, apesar das aparentes evidências em contrário. Todos estamos no Caminho, e a estrada conduz sempre para cima, deixando muitos lugares atrás. Lede a mensagem do Caibalion, e segui o exemplo do sábio, fugindo do erro do falso sábio que perece por causa da sua loucura.


Continua..