quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A maldade oculta e sutil

Sutileza do Mal 
Paulo da Costa

"Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão." (Lc 18,32)
         Prestigiando uma festa paroquial onde estava havendo a comemoração de seu padroeiro, um dos dias houve uma apresentação lamentável que me fez refletir de forma crítica a incoerência ocorrida durante esse espetáculo de horror. Estava havendo um festival de feiura entre as mulheres participante, onde cada uma se transvestia de forma pejorativa para provocar risos de sarcasmos e zombaria, depreciando o ser humano que muitas das vezes reflete uma real situação que se faz presente nas ruas e calçadas de nossa cidade. Me refiro aos drogados, alcoólatras e moradores de ruas que são vitimas da sociedade e principalmente dos maus governantes. Pessoas que já perderam totalmente sua dignidades e vivem as margens como pessoas invisíveis pois são ignorados e repudiados por cada um de nós que passando apressadamente vira o rosto e até troca de calçada o evitando como se a miséria fosse algo contagioso e impuro que se deve se afastar mas longe possível.

         Então me pergunto isso é coerente a um cristão ser escárnio de seu irmão? Até que ponto isso chega realmente ser uma brincadeira? Ou ainda pior, será que não há um fundo de verdade em tudo isso que se revela nessas atitudes deploráveis? Realmente é nos atos corriqueiros que nos apontam quem realmente somos, não é nada cristão ser depreciativo, agir de forma macabra e preconceituosa através da ironia aqueles que Cristo nos ensinou amar e acolher como irmão, não convém a um cristão agir totalmente indiferente com os sentimentos alheios. São atitudes como essas que esvaziam o total sentido da boa nova na qual Cristo veio anunciar e ensinar a toda humanidade, através de seu testemunho de amar a todos e até os próprios inimigos, sendo nós todos irmãos sem jamais ser indiferente com o semelhante. Por isso é fundamental se questionar sobre esse fato lamentável que revela a contradição com os princípios humanitários e principalmente cristão.
         Essas atitudes nos fazem lembrar também de alguém que foi humilhado, depreciado e escarnecido por muitos, sendo cuspidos e apedrejado no caminho do calvário, sim é Cristo que também estava desfigurado, numa situação nada apreciativa. Mas me pergunto! Se Cristo diz que a cada um desses pequeninos que ajudarem ou ignorarem é a Ele mesmo que se faz? Então a cada irmão depreciado, zombado e humilhado é o próprio Cristo!Por mais que seja uma brincadeira (mal gosto) reflete uma realidade de muitos que estão também desfigurado (feios, mal vestido e e mal cheiroso), vítimas da sociedade na qual vivem a margem sendo ignorados ou quando lembrado é de forma sarcástica. Não adianta ficarmos com uma carinha de tristeza numa via-sacra encenada, chorando por um ator que faz lembrar Jesus Cristo enquanto o verdadeiro Cristo continua sendo ignorado, escarnecendo e humilhando no calvário da vida real.

Pax!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Circuncisão do coração

Cristo se faz presente no Templo
         Paulo da Costa

         Logo após o nascimento de Jesus, mas precisamente no oitavo dia foram ao templo para apresentação do menino como também para purificação de sua mãe Maria. Ao apresentar o menino Jesus como de costume segundo a lei judaica foi circuncidado como todo judeu varão sendo também consagrado a Deus por ser primogênito, e dentro do ritual se fazia necessário o sacrifício de duas rolas ou pombas. Além da família de Jesus há manifestação de dois mais personagem que é  Simão que era conhecido por ser justo e piedoso como também da profetisa conhecida por Ana uma senhora idosa que desde cedo foste viúva e vivia exclusivamente para o Templo numa vida de jejum e oração.
         O evangelho de Lucas nos apresenta Jesus como o primogênito por excelência de Deus, aquele que veio ao mundo para nos salvar ao anunciar a boa nova, apresentando a aliança eterna com o Pai para com a humanidade, que traz as suas consequências no madeiro da cruz. Se observarmos bem, a apresentação de menino foi no oitavo dia, que é logo após o fim do ciclo de 7 dias iniciando um novo ciclo que podemos perceber a superação da antiga aliança chegando  a sua plenitude na nova e eterna aliança. Por isso se faz pleno sentido a ressurreição de Cristo se manifestar no domingo o dia do Senhor que é o novo dia da semana, um novo ciclo que no antigo testamento se concluía no shabat o repouso de Deus. Sobre a circuncisão de Jesus, segundo as tradições judaica é uma forma de manifestar exteriormente(na carne) a fé do seu povo para com  Deus, um memorial a aliança com YWHW . Mas podemos perceber numa outra expectativa  da nova aliança um convite a uma circuncisão não na carne simplesmente, mas do coração (alma) como fala o Apóstolo Paulo mostrando novamente a superação e dando o sentido pleno, que é de convidar a unidade  com Cristo Jesus, superando todos as inclinações (vícios) no exercício das virtudes, guiado pelo Santo Espirito para uma vida em busca da santidade. Somente na intimidade mística com Cristo  é  que se terá uma consciência do que é real(eterno) e o que é ilusória (efêmero).
Jesus no Templo
         A manifestação de Simão e da profetisa Ana no Templo vai muito além dos próprios personagem descritos na Sagrada escritura, que nos mostra o regozijo de ambos como também a manifestação divina por intermédio do Espirito Santo, onde nos mostrar que quando se chega a um estágio de um contato mais concreto e  íntimo  com Cristo,encontra também o sentido existencial da vida que é a unidade com Cristo por toda a eternidade. Quando se há realmente a circuncisão do coração (alma) se tornando um só coração com Pai pelo Filho através do Santo Espirito, se alegra pelos frutos manifestado por todos aqueles que buscam verdadeiramente as coisas do alto, tornando os que o procuram, novos cristos sendo profetas, sacerdotes e reis para anunciar e fazer acontecer o reino de Deus no meio de nós. Cristo nós convida sempre a esse encontro, no Templo sagrado que se faz presente dentro de nós,e que nas escrituras nos revela constantemente  Jesus visitando o Tempo desde sua tenra idade e nos convida a irmos também ao Templo para dialogar e buscarmos as respostas necessária para se manter agraciado no Espirito Santo que nos une a Deus pelo seu filho, sejamos como os doutores da leis que apesar de suas avançadas idade se sentavam junto ao menino Deus para ouvir sua sabedoria eterna no Templo do Senhor, sejamos humildes pois foi aos pequeninos desse mundo que foste revelado e compreendido a boa nova (Mt 11,25).

                Pax!

domingo, 5 de janeiro de 2014

Reflexão Casual XVI


“Não leve a vida tão a sério, pois a perfeição nunca será alcançada. Somos humanos limitados e por sermos inacabáveis, temos a oportunidade de cada aurora, obtermos novas experiências que podem nos tornar melhores... Aproveite a todo o instante de sua vida, o aprendizado da dinâmica do amor a si próprio, ao próximo e principalmente aos seus desafetos.”

Paulinopax

domingo, 22 de dezembro de 2013

Tempo de renascer...

Natal: Convite para uma vida nova
Paulo da Costa

         É natal, nasceu o salvador! É Cristo , o Verbo divino que se fez carne e habitou no meio de nós . Junto cantamos e louvamos a Deus por seu nascimento que é relatado nos escritos evangélicos e vivido liturgicamente na santa missa do natal(popularmente conhecida como missa do galo) que comemoramos na madrugada entre os dias  24 e 25 de dezembro de cada ano. Nos relatos que descrevem sobre o nascimento de Jesus, somente dois evangelhos (Mateus e Lucas) contam como foi a encarnação divina, onde tudo começa com a manifestação de Deus por intermédio do anjo Gabriel que segundo o cristianismo se cumpriu a partir desse momento as  promessa anunciada sobre a vinda do messias já proclamada pelos profetas do antigo testamento (Is 9,6 ; Mq 5, 2 ...).  No evangelho de lucas percebemos que há uma descrição mais detalhada sobre todo o desenrolar  dos acontecimento, que vai a partir do anúncio do anjo até a vinda dos reis magos ao encontro do menino-Deus na manjedoura. Num contexto mais histórico sabemos que não há relato especifico sobre o dia de nascimento de Jesus nos evangelhos, mas a partir do século IV, por decreto do Papa Júlio I no ano de 350, que os festejos no dia 25 de dezembro passaria a ser pela natividade de Cristo, substituindo a festa de veneração ao Deus sol.
         Quando se fala em natal, lembramos de festa, presentes, ceia e família, mas qual o verdadeiro sentido do natal? Qual o seu objetivo e mensagem para a humanidade? O natal é um momento de alegria pelo nascimento do menino-Deus, mas também de profunda reflexão .  Deus que se fez humano, quer nos mostra que humanidade pode se tornar divina, mas não por nossos méritos, isso só se torna possível pela graça divina que se faz presente em nós. Cristo despojou-se de si sendo Deus, para se tornar semelhante a nós em tudo menos no pecado. Veio ao mundo para nos salvar da escravidão da morte, sendo livres para a dinâmica do amor ao nosso semelhante de forma incondicional assim como Ele nos amou, até as ultimas consequências.
         Como de costume, se observa no cristianismo, mas precisamente no catolicismo uma forte representação litúrgica em seus  simbolismos ricos e  de profunda mensagens misticas, e refletindo sobre a cena do natal, podemos ir além do encantamento do esplendor  visualizado , se aprofundando e interiorizando o presépio  vivo dentro de nós. A gruta é o nosso corpo onde se faz morada o Senhor (Jo 14, 23); Os animais representa as  emoções e inclinações onde se deve se prostra (disciplinar) diante do menino-Deus; Os pastores é a própria consciência apontando o caminho que deve seguir(Deus;, José e Maria, que é sagrada família, uma só carne e um só espirito, nos revela que somos filho de Deus, templo da santíssima trindade, e a manjedoura é o nosso próprio coração onde Cristo nos espera para unidos em comunhão, nos fazer uma nova pessoa onde Ele será um conosco, tornando-nos um novo cristo.
         Não se deixe seduzir pela fugacidade, do mundo consumista de falsas ilusões, que em vez de libertar te leva a uma libertinagem que escraviza a alma, onde aparentemente te traz gozo mas tão insignificante comparado as consequências da imensa frustração do vazio que te atormentará por toda vida. Busque experimentar um natal diferente, encontrando intimamente com Cristo que se faz presente dentro de nós, Ele  sempre está a nossa espera e como verbo divino tem a palavra que nos liberta, consola e renova a nossa vida. É fundamental está em unidade plena, e isso só será possível na insistência da santidade (estado de graça),vivendo uma vida regrada na caridade e na oração, buscando sempre as coisas do alto(eternas e espirituais) que se faz presente dentro de ti.

Pax!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Reflexão Casual XV


“O objetivo da Oração é o despertar pleno da consciência em unidade com Deus por intermédio de Cristo numa forma simples e permanente, assim como o ar que respiramos. Uma única consciência manifestada pelo mesmo Espírito, que por atos concretos nos tornam luz para o mundo, sendo novos cristos para o próximo que é nosso irmão na busca da concretização do reino de Deus entre nós!”

Paulinopax

domingo, 24 de novembro de 2013

Jesus no evangelho de João

 Cristo segundo são João

Paulo da Costa


     
         O Cristo anunciado por João em seus relatos no evangelho por ele escrito apresenta como Logo (verbo) que desde sempre estava junto ao Deus (pai) e com ele tudo foi criado e o verbo era Deus. Ouve um homem enviado por Deus que se chamava João Batista (que veio dar testemunho da Luz) que convidava conversão e a penitência, anunciando a vinda do cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 29). Ao ser batizado e por essa ação, se manifesta e se confirma toda a missão salvifica de Jesus junto à humanidade, prometido desde os primórdio e anunciado por seus profetas. Jesus é a Luz que veio ao mundo, o verbo divino que se fez carne, mas o mundo não o reconheceu, veio para o que era seus e seus o não reconheceram.

         Cristo muita das vezes era incompreendido e muitos se escandalizavam com a sua novidade (boa nova) que chamava Deus de Pai e que veio junto do Pai, e que esse mesmo Pai o enviou ao mundo não para julgar, mas para salvar por seu intermédio, também por certas atitudes que iam contra os preceitos judeus de curar aos sábados e de perdoar os pecados. Cristo declarava abertamente as multidões que todo aquele nele crer não pereceria e teria a vida eterna (Jo 3, 16). Jesus apresentado no evangelho de João manifesta alguns sinais que tinha como objetivo glorificar as obras de Deus (Jo 9, 3) e que no decorrer de todo o evangelho se apresenta através de 7 sinais (Bodas de Caná; Cura do filho do Oficial Régio; Cura do Paralitico; Multiplicação de pães e peixes; Jesus caminha sobre o mar da galileia; cura do cego; Ressurreição de Lázaro).

         Jesus durante o evangelho é logo identificado como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, isso mostra claramente qual era a sua missão, ser aquele que salvara a humanidade por intermédio de sua expiação que o levou a uma morte de cruz. Ele mesmo convida a todos a entrar em comunhão consigo mesmo quando se denomina o Pão do céu na qual todos que comerem e beberem seu sangue terá parte com Ele. E sendo Cristo a luz, o caminho e a vida ele se apresenta como porta das ovelhas como também o bom Pastor que dar a própria vida pelas as suas ovelhas. Mas para fazer parte com Cristo, devem o seguir, guardar sua palavra em seus corações. Ele deixa claro que para os que os segue devem carregar a sua própria cruz.

         Compreender para seguir fielmente o discipulado de Jesus como foi didaticamente apresentado no decorrer de todo o texto de João, que convida a seguir carregando a sua cruz, mostrando que o servo não é maior do que seu senhor, que uns aos outros devem se ajudar e servir como o Mestre Jesus ensinou na santa ceia ao lavar seus pés, mas é fundamental beber da água viva na qual nunca terá sede e que jorrará como fonte dentro de si, essa água viva é a boa nova de Cristo, que leva realmente á nascer do espírito, inspirando sempre pelas coisas do alto, guiado pelo seu Santo Espírito prometido e confirmado posteriormente a seus discípulos. Jesus com a sua ressurreição nos convida a segui-lo numa nova vida em Cristo, anunciando e testemunhando (vivendo) tudo aquilo que ensinou até o fim do mundo (tempos).


Pax!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Reflexão Casual XIV




“Não deixe um bom momento passar por causa do orgulho, teimosia ou mesquinhez... Não desperdice algo tão precioso que te fará feliz e os que estão ao seu redor, pois são esses momentos que guardarás por toda a vida.”

Paulinopax

sábado, 26 de outubro de 2013

Alexandria - Conflitos em nome de Deus

Os cristãos de Alexandria

Paulo da Costa


         No século IV  d. C , em Alexandria (região egípcia) havia uma cidade altamente rica em culturas mas que passou por diversos conflitos em todo seu decorrer histórico. Esse período especifico mostra um grande conflito cultural e religioso, sendo motivada por  ser uma cidade com uma diversidade de povos com suas identidades especificas que consequentemente surgiram divergências e que posteriormente causaram conflitos violentos. Entre os conflitos se destacam principalmente motivados pelos cristãos, que de oprimido e perseguidos posteriormente, se tornaram religião oficial de Roma, onde algumas facções mais fundamentalistas e oportunistas tornaram-se opressores e perseguidores de diversos credos, e em Alexandria não seria diferente  agindo dessa forma contra os povos pagãos (politeísta-tutores da biblioteca de Alexandria) como também contra os judeus mostrando de forma explicita o anti-semitismo.

         Infelizmente era um período crítico e bastante complexo, onde havia uma grande adesão dos povos mais simples e excluídos pela sociedade, sendo então acolhidos pelo cristianismo que fortalecia uma esperança a muitos que estavam sem norte e desmotivados para viver. O cristianismo dava uma motivação através das promessas de Cristo de eternidade no paraíso junto de toda corte celeste. Um ponto forte que arrastavam multidão eram o testemunho de  fé e de caridade onde eram assistido pelos cristãos (doentes,  enfermos, idosos e crianças ) mas não eram tão bem catequizado sendo que naquele período o magistério da Igreja estava em formação, pois nesse época já se combatiam as primeiras heresias que consequentente se fundamentava e   fortalecia a doutrina cristã. Então nesse contexto existia poucas informação e muita força de vontade dos que aderiam ao cristianismo caindo em um grande mal que seria o fundamentalismo religioso, principalmente de alguns seus dirigentes.

         Pode ser que a intenção seria de zelo as palavras sagradas e missão direcionado de Cristo aos seus discípulos, mas esse zelo excessivo fazia o próprio cristianismo entra em contradição em sua praxidade causando morte de muitos que até  poderia ser catequizado se realmente estivesse vivendo o cristianismo de seu mestre Jesus, mas não se pode esquecer da ferramenta politica que se tornou a nova religião oficial de Roma sofrendo forte influência de seu imperador que se envolvia diretamente nas questões religiosas e politica da Igreja,  muitos aderiram ao cristianismo não de coração mas por interesse particulares e dessa forma manchando a história cristã por um longo período da história. Não se pode deixa de mencionar que os conflitos religiosos de diversos credo e povos sempre ouve desde os primórdio da humanidade onde prevalecia a força e intolerância que na maioria das vezes entrava em contradição com seus próprios credos justificando as mortes em nome de seus deuses e infelizmente muitos que eram perseguidos também foram perseguidores em certos períodos que tarda até a atualidade em algumas localidades do nosso planeta.

Pax!



Imagem: Filme, Alexandria/ Ágora

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Reflexão Casual XIII


“A felicidade não é algo permanente neste mundo, mas é algo constantemente proporcionado por Deus... De forma simples, devemos percebê-la e vive-la seus momentos, intensamente com os nossos afetos na poesia singela da vida.”

Paulinopax

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Deus se revela a Humanidade

Sabedoria do Povo de Deus

Paulo da Costa


         Ao lermos a bíblia, percebemos uma grandeza de profunda sabedoria escrita por sábios de diversos períodos  do povo hebreu e posteriormente também por cristãos, que relatam desde a criação do mundo até textos  considerados apocalíticos, descrevendo  vários períodos históricos e marcante de sua caminhada e peleja com Deus. Isso se deve principalmente ao esforço dos Deuteronomista no período do exílio babilônico  que se viu na necessidade escrever e recolher os poucos textos sagrados existentes com objetivo de zelar pela permanência da tradição hebraica que se via ameaçada por todo esse período de turbulências onde o templo foi destruído  o povo exilado e aparentemente desamparado por seu Deus.

         Mas toda essa bagagem histórica, veio inicialmente através da convivência do povo com seu Deus  e transmitida através da  tradição oral para seus descendente por diversos séculos fixando em seus corações e mente toda a espiritualidade judaica como também a história de seu povo. Assim como muitos povos sofreram influência em sua cultura, o povo hebreu também passou por esse processo principalmente durante o exílio na babilônia. Mas em particular as principais influências foram  os mesopotâmios, os egípcios, os babilônicos e os gregos (Mesmo sendo nações opressoras deram um grande contribuição para formação da identidade do povo judeu). Não podemos também esquecer os persas que libertaram os judeus e convidaram á voltarem e reconstruir o templo como também a sua religião.

       Se observarmos os escritos antigos dessas civilizações e comparar com o Escrito Sagrada da bíblia, perceberemos algumas semelhanças em ambos textos, por exemplo os mesopotâmios que relatam a história da criação do universo e do ser humano, como também os relatos sobre o diluvio(Gilgamesh).  O Egito com seus ensinamentos de profundo humanismo e de seus bons costumes e ações(Ensinamentos a Merikaré) são muito semelhantes escritos encontrados principalmente nos salmos. Já a influência Persa se apresenta claramente na questão do dualismo(Zoroatrismo) entre o bem e o mal, vida depois da morte (céu e inferno), e se destaca principalmente nos textos sagrado do novo testamento. Concluindo não podemos esquecer da influência grega principalmente no Novo testamento que vai alem dos escrito em língua grega, percebemos isso explicitamente nas cartas de Paulo com o desenrolar  de sua catequese sobre Cristo e a boa nova, mas no antigo testamento já se percebia a influência grega, como no livro de Sabedoria que foi escrito em Alexandria com uma  grande influência helenística.

         Os sábios de todos os tempos desde os primórdio da humanidade, se fez diferenciar no processo histórico nos períodos mais remoto, se eternizando por suas experiências e reflexões que levaram aos longos diálogo e debates,que se desenrolou nos séculos seguintes a diversas regiões e povos interagindo entre si , influenciando as inúmeras nações mas zelando sempre por suas origens. Dessa forma também os hebreus através de seus sábios que buscaram na compreensão humana , guiado pela revelação divina por intermédio da aliança(toráh), e manifestada pelos profetas, orientar o povo a ser fiel a aliança com seu Deus até o fim dos dias.


PAX!