sábado, 31 de maio de 2014

Jesus sobe aos Céus

Ascensão de Cristo
Paulo da Costa

" Mas Jesus, aproximando-se, lhes disse: Toda autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ensinai-as a observar tudo o que vos prescrevi. Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo. " (Mt 28, 18-20)
         Cristo ao cumprir sua missão, retorna aos mistério divino ao lado do Pai, para assim se cumprir a sua promessa sobre a vinda do Paráclito, mas  ainda reunido com os discípulos, Jesus dar as suas ultimas orientações. Diante do mestre se prostraram com bastante respeito e adoração reconhecendo-lhe como o Senhor da vida. E muitos entre eles antes duvidaram de sua ressurreição, mas agora presente junto aos outros discípulos estavam com a mesma alegria e o mesmo fervor. Jesus o "Cristo", aquele que venceu a morte e resgatou a humanidade, abençoou-lhes e os ordenou-lhes com toda autoridade divina, que anunciem a boa nova a todas as nações , perdoando os pecados (quando arrependido) e os batizando em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. Jesus deixa claro que sempre estará com eles até a consumação dos séculos e que nada devem temer. Posteriormente as suas  ultimas palavras aos seus discípulos, Jesus  ascende aos céus sendo encobertos pelas nuvens.
         Cristo sempre busca está presente na vida de cada ser humano, se manifestando a todos aqueles a quem se direciona as coisas do alto, ao eterno. Assim como estava juntos ao seus discípulos antes da ascensão, Ele busca está unido a toda humanidade até a consumação dos séculos. Percebemos o temor e o profundo amor dos discípulos ao mestre, se prostrando de todo coração ao fitar o seu Senhor atento a cada detalhes(palavras e gestos) para guardarem em seus corações por toda a suas vidas, assim deve ser cada um de nós ao buscar o encontro com Cristo, como se fosse o único momento de nossas vidas, buscar está em profunda comunhão com Aquele que se faz presente dentro de nós, como o único Senhor de todos nós a quem devemos profunda adoração e seguir de corpo e alma suas palavras, que são  eternas, que verdadeiramente liberta e nos guia ao caminho que leva a unidade plena com o Pai, por Cristo no Espirito Santo.
         Ele o Cristo, ordena a seus discípulos a anunciar a boa nova a todas as nações, assim deve ser todos os cristãos, somos os seguidores de Cristo, os novos cristos e devemos anunciar a boa nova principalmente pelo nosso testemunho de filho de Deus, sendo sal e luz para mundo, os verdadeiros arautos da Boa Nova. É a partir do batismo que fazemos parte da família de Cristo, sendo a porta de entrada para eternidade que pelo o próprio esforço levará também um dia está na mesa junto com o Filho e o Pai celeste. Cristo orienta que além do batismo, se deve instruir nos seus ensinamentos, tudo aquilo que era partilhado e experimentado junto a Jesus e que deveria agora ser proclamado aos quatro canto do Mundo. É fundamental todos os que realmente vivem sua fé em Cristo guarde suas palavras e vida (Jesus) que é revelada nas Sagradas Escrituras, vivendo e anunciando a todos os povos.
         Os discípulos ainda fitava os olhos aos Céus, enquanto se puseram junto deles dois homens de branco que os questionavam o motivo por qual estariam eles ainda olhando para o alto, pois esse Jesus que acabara de de ser arrebatado aos céus voltará do mesmo modo que o viste subir (At 1, 11), e algo mais importante se deveria fazer. Assim é muitos de nós, pois não devemos ficarmos de braços cruzado só rezando e esperando Cristo voltar, temos muito o que fazer. Cristo fala que estará junto a nós todos os dias, até a consumação dos séculos. Ele se faz presente no próximo, principalmente naqueles que são excluídos (seus pequeninos) da sociedade,  são todos aqueles que ainda vivem nas trevas do desamor e sem qualquer esperança (25, 31-46), sejamos luz para mundo, pois somente os novos cristos(discípulos) é que poderão mudar a história. É através da caridade que juntos aspiraremos uma nova sociedade, a sociedade do amor onde realmente se concretizará com a vinda do filho do homem.

Pax!

sábado, 24 de maio de 2014

Homens de pouca Fé

Onde está a vossa fé?
Paulo da Costa

" E sobreveio uma tempestade de vento no lago, e enchiam-se de água, estando em perigo.E, chegando-se a Ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, perecemos. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança." (Lc 8, 23-24)
            Jesus ao subir na barca orienta seus discípulos a navegarem ao outro lado do lago, durante o percusso, Ele adormece então repentinamente surge uma tempestade com fortes ventos e água invadindo a barca, causando um grande temor aos discípulos que se viram na necessidade buscar acordar o mestre pois estavam com medo de morrerem. Ao despertar, Jesus severamente conjurou o vento e as ondas que cessaram e tudo se apaziguou. Jesus exortava seus discípulos sobre a fé deles, mas os discípulos ainda impressionados se perguntavam quem será esse que até o vento e as ondas o obedecem? Essa leitura é bastante atual e nos traz grandes questionamentos de nossa fé em Cristo, e até que ponto nos assemelhamos aos discípulos? Vamos destrinchar cada momento da perícope desse texto evangélico identificando com a nossa realidade. Logo nas primeiras palavras, se observa que Jesus tem a iniciativa de entrar na barca, orientando para ir outro lado do lago.  Podemos perceber o chamado de Deus em nossas vidas, Ele nos chama para caminhar, e nessa trilha somos convidados a mudarmos de vida radicalmente (outro lado do lago) , seguindo a nossa vocação.  Mas durante essa caminhada, que é a nossa peleja ao carregarmos a cruz, somos muito provados dia a dia, a cada instante, podemos cair em pecado e nos distanciar cada vez mais  de Deus, fazendo adormecer  a ligação (comunhão) com Cristo. Surgindo então as tribulações (pecados), pois ao nos distanciamos da luz ficamos nas trevas, sem norte e totalmente cegos e desorientados afundando a cada passo que dar.
             Muita das vezes por estar caminhando na Igreja, sendo nos grupos (Comunidade), pastorais ou movimentos,corremos o risco de subestimar  as pessoas (julgando-se melhor) e até o próprio Deus,achando-se que sendo engajado na Igreja (Independente de qual seja o credo) estaria fazendo um grande favor a Deus em beneficio da salvação e evitando dessa forma o inferno. Isso é um pensamento medíocre e mesquinho, pois entra em total contradição com a boa nova. Nada se faz em troca nem  mesmo pelos Céus, porque isso seria um comercio um jogo de interesse, mas se deve fazer tudo por amor, sem interesse nenhum a não ser a felicidade do próximo em comunhão com a vida(Deus) em plenitude. isso só é possível através do grande anuncio que se manifesta pelo o testemunho que se faz na práxis da caridade ao próximo. Se observarem bem, a profissão de Jesus era de carpinteiro e a maioria dos discípulos eram de pescadores, então quem poderia se impor por sua experiência nos mares?Seria os próprios discípulos, e quem não nos garante que eles nas suas ignorâncias não subestimaram o Mestre (carpinteiro)? Que adormeceu na barca. Assim acontece com muitos que vivem há anos na caminhada, se acham na autoridade de julgar e condenar o seu irmão (usurpando o lugar de Deus).  Essa atitude é autenticamente farisaica pois somente a Cristo cabe a autoridade de julgar e a nós de servir a Deus com a nossa própria vida sendo instrumento de vossa paz, (luz pra o mundo e sal para terra).
            Voltando as tribulações, as tempestades e as ondas agitadas de nossas vidas, é necessário reconhecer que nada somos sem Cristo em nossas vidas. Se não reconhecermos as nossas limitações e fragilidades (pecados), se torna difícil a reconciliação com Deus. Os discípulos que eram veteranos dos mares, se sentiram acuados diante das tribulações e se viram na urgência, reconhecerem impotentes diante da situação e pedir auxilio do Mestre, para isso se fez necessário despertar o Cristo dentro de nós. Nos afastando de Deus por causa dos pecados, devemos ter a humildade de reconhecermos como pecadores arrependidos, a necessidade de buscarmos a Jesus como Senhor de nossa vida, aquele que cura, liberta e nos dá a verdadeira paz. Mas para isso é urgente a busca, ter um encontro com o nosso Senhor, ir ao deserto (interior). Se não tiver novamente a intimidade com Cristo através da oração como também dos sacramentos, jamais poderá  ser  verdadeiramente um discípulo a serviço do Reino de Deus. Busquemos amadurecer na intimidade com Cristo, onde ser faz necessário uma vigilância constante (Onde está a vossa fé?) e uma vida de apostolado na fé e na caridade ao próximo no amor de Deus. Buscar não cair em tentação é um exercício de fé, e se cair não se desesperar pois até mesmo nas quedas aprendemos o com o Mestre a se levantar. Ir a Deus é essencial , por isso é fundamental confiar na sua misericórdia enquanto antes, o que não deve, é ficar somente maravilhado com as obras de Deus e não se comprometer a uma verdadeira conversão em unidade plena com Deus.

Pax!

sábado, 3 de maio de 2014

Reflexão Casual XX


“Quando o homem descobre o essencial em sua vida, onde se manifesta na simplicidade do seu viver e na paz de espírito que resplandece a todos ao seu redor... Esse sim! Tornou-se sábio de sua própria existência.”

Paulinopax

domingo, 20 de abril de 2014

Cristo ressuscitou! Aleluia, Aleluia!

Páscoa: Nova vida, novo tempo
Paulo da Costa

         Os seguidores de Jesus tinham uma expectativa diferente ou não compreendiam plenamente o que Senhor anunciava desde do inicio de seu ministério salvífico.  Sabiam que algo iria acontecer mas não tinha uma compreensão de que forma seria isso, muitos esperavam revolução, através de um rei triunfalista que tirariam o poder dos opressores romanos, libertando o povo judeu da dinastia pagã. Mas se frustaram,pois não aconteceu como esperavam. Tudo ocorreu como o seu Mestre já tinha falado antes, e quando Ele morreu, suas expectativas se frustaram e voltaram triste para suas casas. Sem seu líder (o Pastor)  todos estavam desorientados,por isso preferiram se esconder e não se expor com medo de serem perseguido e terem o mesmo destino de Seu mestre, vivendo novamente a suas vidas simplória e sem objetivo nenhum. O inicio da  caminhada de muitos cristãos é cheio de duvidas, que causa insegurança  assim como foi dos discípulos que tiveram  inicialmente sua experiência através do sepulcro vazio, mas quando se encontraram com o ressuscitado, tudo revigorou-se e resplandeceu com grande regozijo as almas de todos aqueles que estavam triste e sem esperança, quando Cristo ressuscitado se manifestou a seus discípulos tudo se fora compreendido, e de tristes e abatidos ficaram numa imensa alegria com  o retorno do Mestre. Mas foi necessário Jesus esclarecer catequeticamente toda a história salvífica para se compreender o que foi profetizados  pelos antigos sobre o Messias (Lc 24, 25-27).
Ascensão de Jesus
         Não devemos jamais se abater com as dificuldades da vida, com as injustiça de uma sociedade materialista e consumistas, onde prevalece o egoismo que leva as consequência desastrosa da injustiça motivada pela a impunidade, que  corrompem  muitos que já tinha latente em seus corações a maldade e a violência. Cristo que se faz presente dentro de nós (Templo do Senhor), mas por estarmos afogado nos pecados é que nos distanciamos  de Deus,criando toda uma crosta endurecida de impureza, tornando o corpo num verdadeiro sepulcro em vez do templo sagrado do Senhor. Cabe a cada um de nós deixar Cristo Jesus ressuscitar em nossos corações, se tornando um homem novo em comunhão plena com Deus pelo seu Filho através do Santo Espírito mostrando através do testemunho essa intimidade que frutifica nos tornando novos cristo,sendo luz para mundo. Devemos resistir essa cultura de morte, transcender além do circulo da morte,sendo promotores da vida (mensageiros da paz), com humildade e alegria anunciemos a boa nova entre todas as nações principalmente pelo testemunho da fé,  refletindo concretamente na caridade junto ao próximo que se torna nossa irmão em Cristo. Quando se está comprometido com a obra de Deus, em comunhão com Cristo Jesus não há morte que supere. A dor e as dificuldade sempre existirão mas caminhar com cristo é o grande diferencial. Então vamos anunciar a todos que Cristo ressuscitou verdadeiramente! Aleluia, Aleluia!

         Pax!

sábado, 19 de abril de 2014

" Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? "

Páscoa: Nova vida, novo tempo
Paulo da Costa

"Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia. Vão depressa e digam aos discípulos dele: Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galileia. "  (Mt 28, 5 -7)
         Cristo ressuscitou Aleluia! Venceu a morte e está no meio de nós. Tudo inicia no primeiro dia da semana, que é o domingo que se tornou na tradição ocidental o dia do Senhor. Mas não é apenas  porque é inicio da semana, existe uma grande representação teologia por traz disso tudo que está relatado na Sagrada Escritura. A partir da ressurreição de Jesus surge um novo ciclo para a humanidade, Ele nos abre a porta, rompendo o véu que impedia a plena comunhão com Deus, e Cristo é esse o caminho que nos leva a Deus. Como também é a verdade manifestada, a luz que veio a mundo sendo o verbo de Deus entre nós, nos ensinou pelo seu testemunho como a humanidade pode ser torna divina por Seu intermédio,  pois Cristo sendo Deus se fez homem e mesmo homem não deixou de ser Deus resgatando a todos pela verdade revelada (boa nova) que consequentemente o levou ao madeiro da cruz, carregando sobre si todo os pecados da humanidade,e como um cordeiro imolado  remiu os pecados de todo o mundo, nos libertando da escravidão da morte eterna ao reconciliarmos com o Pai. Tendo ele vencido a morte, tornou-se a  vida por excelência e essa vida eterna se torna a nova vida para cada um de nós. Somos convidado á darmos graças e testemunho assim como os discípulos do ressuscitado anunciando a boa nova a todas as nações até a consumação dos séculos.

Ele não está aqui! Ressuscitou! 
         No raia do dia, mulheres foram ao sepulcro de Jesus para ungir seu corpo, mas chegando lá viram a pedra do sepulcro removida, e logo se perturbaram pois dentro não viram o corpo de Jesus, então aparecem os  anjos que a disseram que Ele não estava mais ali porque tinha ressuscitado e não deveria buscar entres os mortos aquele que está vivo, e que em breve, iria se encontrar com os discípulos em um local marcado. Essas mulheres diante da situação se preocupou com o corpo de Jesus, assim muitos de nós se apega as coisas mortas e sem vida como se aquilo fosse o único sentido de nossas vidas (Imagem, ideia, superstição...), devemos não cair na cilada  da idolatria que se chega  ao absurdo de endeusar meros humanos tão limitados como nós, sendo assim desde tempo mais remoto das civilizações. Os anjos (mensageiros de Deus) são bem claro, não se deve procurar entre os mortos Aquele que está vivo, sejamos como esses mensageiros, portadores da boa nova anunciando que Cristo ressuscitou! Mas apesar da ausência do corpo  no sepulcro e o anuncio dos anjos, ainda não foram suficiente para eles acreditarem, estão demasiadamente abatidos e desesperançados, preocupados com o corpo que sumiu ou quem sabe roubado, estão totalmente adormecidos e esquecidos de tudo que o mestre já tinha anunciado antes. Só há fé, para aqueles que tem esperança e para isso é necessário está em prontidão pois algo iria acontecer, a morte não é fim definitivo,  mas tantos os Apóstolos como seus discípulos(Emaús) lamentavam anestesiadamente  a morte do mestre. Somos também convidados  a buscar essa essa plena consciência com o plano salvífico de Deus para conosco e estar em comunhão com Cristo  através da compreensão de sua palavra,pois Ele é verbo de Deus aquele que foi profetizado e que  devia tudo se concretizar para redenção de todos.
Continua...


Pax!

sábado, 12 de abril de 2014

"Renuncie a si mesmo e tome sua cruz cada dia.”

Via Crucis nossa de cada dia
Paulo da Costa

         Na Escritura Sagrada, Jesus ao carregar a cruz até o calvário, relata a  ira e desprezo de muitos no percurso(zombava,cuspiam, jogavam pedra...) que se alegrava diante de tanto horror a um semelhante que morreria de forma tão dolorosa e injustamente, isso mostra que  a nossa peleja na caminhada, para buscar sempre está em unidade as proposta de  Cristo é muito árdua, por isso é fundamental a vigilância sempre sem jamais desviar o foco, se mantendo fiel apesar das quedas que irão acontecer por causa de nossas limitações e diante dos desafios de navegar  contra a natureza do mal, mas sempre disposto a se levantar (reiniciar) para caminhar seguindo a meta que nos leva a plenitude da comunhão com Deus. Não existe uma vida intima com o Senhor sem que caminhada não surja as tribulações, perseguições, calunias pois quem buscar ser luz para mundo será de todas as formas atormentado pelas forças das trevas que domina pela a ignorância alienando e escravizando, todo aquele que optou pelo comodismo dos prazeres fáceis e mundanos. Reflita e desconfie seriamente de sua caminhada quando tudo caminha bem, Cuidado para não cair na cilada da alienação que te mostra tudo belo e colorido. Temos irmãos que sofrem e "clama por Deus!"   Vivemos num mundo onde muitos são vítimas de uma sociedade extremante desigual, injusta e muito violenta onde cada vez mais prevalece o consumismos desregrado, um materialismo que cega ao ponto de matar o semelhante para usurpar coisas meramente supérfluas, motivado por sentimentos mais mesquinho que possa existir no ser humano (egoismo, inveja, ódio...), sem esquece do grande mal que motiva o verdadeiro caos da sociedade que  são os vícios  que domina pelas drogas (lícitas e não licitas), sexo, jogos e todas as perversões que possa existir, sugando a vitalidade e escravizando a alma,  deformando a imagem humana que deveria ser sempre semelhante ao de Deus, que manisfesta a  vida por excelência, o amor, a  justiça, a fraternidade...
Exausto, caiu sob o peso da cruz.
         Na nossa via Crucis, devemos se manter firme e se preparar até as últimas consequências, pois nesse mundo louco que vivemos seremos bombardeado de todas as forma até mesmo dentro da igreja pelos fundamentalistas. É necessário sermos promotores da vida, de uma vida concreta em plenitude que leva a paz de espirito que busca está em harmônia com toda a criação em comunhão com Deus. O mundo buscará de todas as formas nos corromper, é a partir das nossas fragilidade que buscam nos seduzir e dominar para perdição do mal, quando se comunga com todo  tipo de maldade e perversão é porque estar escravizado, sua alma está hipotecado por coisas totalmente insignificante e fugaz, pois Cristo resgatou cada um de nós por um valor infinito, e  se vender como escravo novamente depois de liberto e algo totalmente insano. Nessa caminhada árdua de altos e baixos é fundamental focarmos constantemente no Sumo Bem, Quando se quer realmente viver em plenitude é necessário ter plena consciência de realidade de mundo e principalmente de si mesmo. A malhas do submundo das trevas ira de toda forma tenta nos seduzir e escravizar, é uma luta de toda uma vida. Se libertar é doloroso pois são coisas que nós dá prazer, mas é fugaz e se vender por tão pouco enquanto a nossa alma é tão valiosa não compensa, a liberdade é a nossa maior riqueza que para conquista-la plenamente se deve  desapegar do supérfluo (crucificar),  que se torna isca para nos acorrentar.  Cristo deu o que tinha de mais valor que é a sua a vida para conquistar algo muito maior, somos convidado também a morrer com Cristo (Crucificar o velho homem - pecador) e junto ressuscitar com Ele (novo homem - novo cristo), pois se sabe que nada dura para sempre nem mesmo o sofrimento porque tudo passa, menos o amor de Deus (Sl 32,10). A esperança faz parte desse grande desafio onde a vitória já está ganha mas é necessário merecer a partir do próprio esforço a eterna paz em plenitude no reino dos céus.

Pax!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Eis que chegou a hora...

Via Crucis nossa de cada dia
Paulo da Costa

"Eis que chega a hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos cada um para sua parte, e me deixareis só; mas não estou só, porque o Pai está comigo.Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (Jo 18, 32-33)
         Durante a celebração da última ceia, Cristo instituía a santa eucaristia fazendo acontecer o memorial de sua paixão morte e ressurreição que se consumará no fim dos tempos (Mt 26, 29). Judas se ausenta da presença dos doze, ao ser descoberto por Jesus sobre sua verdadeira intenção e partilhou junto com os doze  tudo sobre o que iria sofrer para redenção da humanidade, como comprimento das palavras dos profetas e das escrituras judaica (Toráh), mas Ele também  apresenta um novo mandamento: "Que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.» (Jo 13, 34-35)" . Isso foi exemplificado já inicialmente durante a ceia quando Jesus lava-va os pés de seus discípulos e orientando-os que entre eles se deve praticar o ato semelhante como fez seu mestre, que ensinou com seu testemunho, a servirem uns aos outros. Durante a ceia, Jesus apresenta  seu discurso com um tom de despedida diante do grande sofrimento que irá ser submetido para se cumprir a nova e eterna aliança que o levará ao  madeiro da cruz  e que resplandecerá com sua ressurreição ao terceiro dia, e continua seu discursos revelando a missão dos  discípulos  e principalmente sobre a vinda do Paráclito (Espírito santo).
A agonia de Jesus
         Após a ceia Cristo e alguns de seus discípulos foram  ao jardim de Getsemâni, enquanto orava os seus estavam á distância na sua espera. O texto nos apresenta uma dormência por parte dos discípulos que são admoestado pelo Mestre durantes algumas vezes. No nosso cotidiano somos também convidado a ir constantemente ao encontro do Senhor, silenciar e buscar o deserto interior (Deus se revela), mas por comodismos traímos o Senhor Jesus, em  atitudes que nos adormecem para real vida, inebriados nas ilusões dos caprichos e inclinações (vícios) que nos distância de Deus cada vez mais.  Somos convidado a beber do cálice e abraçar de corpo e alma a vontade de nosso senhor Jesus Cristo, mesmo que seja amargo, pois se faz necessário estar em comunhão com o Pai, sendo novos cristos não somos diferente do mestre, devemos seguir a nossa via crucis através do  testemunho de sermos sal e luz para o mundo. Cristo ao ser traído por Judas e sendo preso, foi torturado humilhado, e posteriormente julgado e condenado injustamente por seus algozes. Os discípulos se dispersam e ficaram totalmente desorientado. Nós quando adormecidos, vivemos de ilusões que nos cega, Sufocamos qualquer ligação possível de comunhão com Cristo Jesus, sendo eles (as ilusões) os algozes que antes nos seduz (serpente)para depois escravizar, dominando e nos distanciando de Deus causando um grande vazio e desnorteio de vida.  Mas é preciso ter coragem, pois Cristo venceu o mundo e devemos resistir e buscar a Deus incessantemente, mantendo sempre desperto numa vida de intimidade com o Senhor através da oração, de seus sacramentos e principalmente do discipulado que leva a caridade e o testemunho de fé.
Continua...

Pax!

sábado, 5 de abril de 2014

Reflexão Casual XIX


“Pessoas más e amargas são profundamente orgulhosas por não aceitar a felicidade se manifestar de forma tão simples na vida de cada ser existente.”

Paulinopax

sábado, 22 de março de 2014

São Marcos Evangelista

Marcos, o Evangelista e sua comunidade
Paulo da Costa

          Os escritos de  Marcos é o mais antigos entre todos os quatros Evangelhos, Servindo de fonte para os evangelhos de Mateus e Lucas, foi também considerado o mais próximo ao descrever Jesus historicamente. Escrito, aproximadamente entre os anos de 65 - 70 d.C., e provavelmente em Roma, pois se percebe expressões marcante de origem latina em seus escritos. Sobre o autor é identificado pelo nome de Marcos, onde existem relatos sobre sua presença principalmente no livro dos Atos dos Apóstolos, onde se fala de Marcos com o cognome de João Marcos (At 12, 12) e se fala que Ele também seria primo ou sobrinho de Barnabé (At 15, 37). O Evangelho segundo são Marcos, ficou muita das vezes deixada de lado comparando com os outros Evangelhos na sua importância, principalmente na liturgia da Igreja romana, em que no lecionário festivo, era apenas recorrido  quatro vezes. Considerado o parente pobre dos outros Evangelhos, se acreditava que o Evangelho escrito por Marcos seria apenas uma síntese do Evangelho segundo Mateus, e outra questão importante que foi levantada precipitadamente, era que os escritos de Marcos, se resumiria apenas numa síntese da vida do Apóstolo Pedro , sendo descrito como pessoa ideal e sem mácula, apesar de seus vacilos.

            Mas a partir do documento "Divino Afflante Spiritu", o Evangelho segundo Marcos  toma a sua devida importância. No ano de 1943, mas precisamente no mês de setembro,  foi publicada a nominada encíclica  sobre os estudos bíblicos. Onde se expõe as normas que  devem ser observada no uso da Sagrada Escritura. Então diante desse contexto, surgiu o questionamento sobre o devido escritos de Marcos: Por qual motivo este aparente esquecimento do Evangelho segundo Marcos? Sendo que posteriormente no Concílio Vaticano II, se reconheceria a grande importância de seus escritos , tanto por sua primazia que serviu de fonte aos outros Evangelistas como também sua originalidade rústica literária.
          Sobre o autor denominado Marcos, era de costume autores anônimos escolherem nomes referenciados,  para receberem os créditos necessários, pois era de estranhar que um judeu (discípulo de cristo) que segundo os tradicionalista, sendo ele Palestino, estaria  em certos momentos em contradição na geografia, como também nos costume e principalmente sobre o  calendário judaico, mostrando uma certa desinformação sobre suas próprias raízes. Mas segundo um estudo mais aprofundado tudo indica que era um convertido do judaísmo, que realmente seria  parente de Barnabé, e teve uma estreita relação com Pedro (tradição narrativa) como também posteriormente com Paulo(tradição querigmática). Escrevendo aos gentios, não via uma urgência necessaria em se aprofundar na cultura judaica, sendo essencialmente o anuncio de Cristo ao gentios, sua prioridade.
            A comunidade de Marcos  é bem provável que seja localizada em Roma, principalmente pela forte presença da escrita latina em seus textos, apesar de algumas colocações em aramaico também presente em seus escritos. Na comunidade em sua maioria é formada por étnico-cristãos como também por judeus-cristãos, por isso o motivo das explicações de certas colocações em aramaicas, como também explicações mesmo superficiais sobre os costumes judaicos. Se percebe no Evangelho segundo Marcos que ele não tinha o objetivo especifico de escrever somente a sua comunidade, mas ao contrario, com um forte fervor querigmático aspirava aos confins do mundo o anuncio de Jesus ressuscitado a todos os povos. observa-se claramente que a comunidade está aberta para missão através do anuncio mediado por uma evangelização intensiva, de casa em casa. No contexto histórico o período se faz apresentar numa época de grande perseguição, como ocorrida em Israel na  revolta judaica (66-70 d.C.)e não exclusivamente aos judeus como também aos cristão que para os romanos seriam semelhantes. Sobre o conteúdo se ver um pouco de aprofundamento se incidindo principalmente através da vida e missão de Jesus, onde se convida toda a comunidade a reinterpretar através de suas próprias vidas na luz da vida de Cristo.
Pax!

sábado, 8 de março de 2014

Deserto... (2ª Parte)

Caminhada ao Deserto Interior
Paulo da Costa

         Escritura nos revela que logo após que Cristo sente fome se inicia um diálogo com o tentador, ele surgiu sutilmente se aproveitando da situação para poder dar o bote nos momentos de fragilidade humana. Assim é a manifestação do mal no nosso dia a dia. Na primeira tentação ele se apresenta como o emergencial e efêmero em troca do essencial, propondo se vender por coisas insignificante como um simples saciar-se de algo por um momento e logo após se vê no vazio com sentimento de fracasso, O pão que simplesmente sacia fome jamais se compararia com o pão que vem do céu (Jo 6, 31-35). A segunda tentação se observa a questão de tentar a fidelidade de Deus, vê a relação com o divino como uma troca (comércio), isso é um grande risco e muito corriqueiro nas igrejas, onde se buscar a Deus por troca de favores, uns somente no momentos diríeis e em troca se faz uma promessa, tendo o êxito logo se afastar de Deus e vive novamente uma vida medíocre na total libertinagem, outros piores ainda se sente melhores do que seu semelhante por viverem toda a sua vida diariamente na Igreja ou no seu grupo e pastoral, se sentem na autonomia de jugar-se melhor dos que os outros como também de condena-los e no absurdo direito de cobrar de Deus êxitos particulares por causa de sua total dedicação ao reino de Deus. Como o próprio Cristo Falou não devemos tentar ao seu nosso Deus, tudo que façamos seja espontaneamente por amor sem querer nada em troca a não ser o bem comum na humildade de filhos e servos de Deus.

A terceira e última tentação o tentador propôs a Cristo, todos os reinos e riquezas desse mundo, se ele prostrar-se diante dele e o adorasse. Assim, hoje se observa como a humanidade continua idolatra, se vendendo por tão pouco suas almas que são tão preciosa para Deus, se tornando escravos (vícios e ideologias) e totalmente dependentes de coisas mais tolas e fúteis (drogas, jogos, sexualidade desregrada e etc.) que possam existir, sem falar dos absurdos dos idolatras de seu próprio semelhante que chegam ao ponto de divinizá-los, fazendo todo tipo de loucuras para se aproximar de seu deus de araque... Tudo isso jamais levará a uma verdadeira alegria a eterna felicidade, isso não passa de uma efêmera ilusão que após do fugas gozo vem as frustrações melancólicas de total vazio, sem deixar se quer um norte a seguir totalmente perdido na vida. Nada se consegue sem esforço a própria natureza nos ensina que se um rebento não reagir logo após seu nascimento morrerá de fome assim é o ser humano, se não buscar o sumo bem(Deus) continuará morto e morto viverá por toda eternidade. Cristo na sua autoridade expulsa o tentador, rompe o diálogo com o mal, nós devemos sempre evitar está próximo das oportunidades que nos leve a perdição, se tens consciência de suas limitações e inclinações não dê chance para que ocorra sua ruína, pois bastar um simples descuido por um momento, para desgraçar toda a sua vida. Busquemos as coisas do alto como Cristo Jesus, que logo após a tentação foi servido pelos Anjos, e que nós também sendo fiel as coisas do alto sejamos frutificados pelo Santo Espirito.

Na liturgia Católica esse texto sobre o deserto se relaciona ao período mais precisamente da quaresma, um tempo de penitência que leva a reflexão através do jejum, da oração e da caridade. A Igreja convida seus fiéis a experimentar o tempo da graça através da reconciliação com Deus e o irmão (próximo). O exercício da conversão não está somente relacionado a esse período, mas sim ao seu cotidiano por toda vida. Buscando sempre ser sal e luz para o mundo na humildade de servo de Deus, é necessário combater a cultura de morte que sempre é liderada pelo egoísmo, que leva a vaidade e a hipocrisia que mascara e deforma a nossa imagem que deveria ser sempre semelhante a Deus. Então não perca tempo vai ao deserto! Se esvazie de tudo que te perturbe e que te afasta do teu Senhor, busque se preencher ao ponto de transbordar das coisas do alto, de sua paz e sabedoria na essência do amor divino, enfim em comunhão plena com o Pai pelo filho através de seu Espirito.

         Pax