quinta-feira, 25 de março de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa 2


Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


Os Upanishads descrevem essa Qualidade como Espírito.

Ali o olho não vai, nem as palavras, nem a mente. Não conhecemos, não podemos compreender, como então podemos explicar o que Isso é?

Não se chega a Qualidade separando e examinando cada parte minuciosamente, embora a parte se torne viva pelo toque da Qualidade. O Espírito ou Qualidade está acima do conhecido e também do desconhecido. Aquilo que é conhecido é o produto conceitual da mente.

Um pensamento é a cristalização do pensar, e o pensar tem uma qualidade fluente e viva, contudo permanece isolado da qualidade viva do pensar, portanto não tem a Qualidade da vida em si. Um pensamento é algo sem vida. O Espírito não pode ser conhecido pelo pensamento.

A mente que declara algo como desconhecido faz isso apenas através do instrumento do pensamento. O conhecido e o desconhecido são apenas rótulos do pensamento, são apenas os opostos do pensamento.


Continua...

Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/

segunda-feira, 22 de março de 2021

Igreja Católica: História Divinamente Humana

Divinamente Humana?

Paulo da Costa Paiva 

       Acredito que Deus se manifesta e age inicialmente de forma misteriosa e confusa para mexer e remexer com nossa alma até no mais profundo de nosso coração, para nos forçar a mergulhar no íntimo do amor divino... Sei que já peguei muito pesado em criticar a RCC como também a TL(Teologia da libertação). No caso da TL, acredito que praticamente não existe mais como movimento de massa dentro da Igreja, diminuiu consideravelmente nas últimas décadas teve sua importância histórica, onde a Igreja estava sendo profeta para aqueles que não tinha voz e vez... Mas com a queda dos governos ditatoriais, o movimento se limitou exclusivamente a idéias marxista e esvaziando-se da essência evangélica.


       Já a RCC, que em cima de fato não tinha como  argumentar, surgiu por influência protestante no meio pentecostais, que desde do início do século XX  já orava em línguas, repousava no espírito como outros diversos dons carismáticos, manifestados através do suposto batismo no espirito. O pentecostalismo penetrou dentro da Igreja Católica após o Concílio Vaticano II, sendo um fato inquestionável, por mais que queiram ocultar, não tem como... Mas, dando a mão a palmatória, reconheço que esse movimento pentecostal católico, frutificou  e arrastou multidões, principalmente jovens para dentro da Igreja. Surgindo inúmeras vocações e consequentemente novas comunidades, missões e pastorais. 


      Como então explicar essa origem que veio de nossos irmãos protestante? Se dizermos que sua origem é bíblica, porque então desapareceu ou adormeceu  com o decorrer dos séculos? Eu não sei a resposta, mas desejo muito ter uma compreensão  convincente sobre essa situação ainda velada da grande manifestação carismática , que veio inicialmente com os protestante(50 anos antes) mas que se firmou e frutificou principalmente dentro da Igreja Católica.


Paz e Bem!

domingo, 21 de março de 2021

APÓCRIFO DE JOÃO


O Livro Secreto de João
A Revelação Secreta de João

 

E aconteceu um dia, quando João, irmão de Tiago (que são os filhos de Zebedeu), ele havia subido ao templo, e um Fariseu chamado Arimanes o aproximou e disse, "Onde está seu mestre a quem você seguia?" E João respondeu, "Ele retornou para o lugar de onde ele veio." O Fariseu disse a ele, "Este Nazareno os enganou com ilusão, ele encheu suas orelhas com mentiras, fechou seus corações e desviou vocês das tradições dos seus pais."

Quando eu, João, ouvi estas coisas, eu abandonei o templo e fui para um lugar deserto. E eu fiquei muito angustiado em meu coração, dizendo, "Como então o salvador foi escolhido? Por que ele foi enviado ao mundo pelo Pai dele? Quem é o Pai dele que o enviou? De que tipo é aquele aeon para o qual nós deveremos ir? Pois o que ele quis dizer quando ele nos falou, 'Este aeon para o qual vocês irão é do tipo de aeon imperecível', mas ele não nos ensinou sobre este último."

Enquanto eu estava contemplando estas coisas, imediatamente, veja, os céus se abriram e a criação que está abaixo de todos os céus brilhou, o mundo inteiro estremeceu. Eu tive medo, no entanto, veja, na luz eu vi uma criança que ficou diante de mim. Enquanto eu observava, ele se tornou um homem velho. E ele mudou sua aparência novamente, se tornando um jovem. Não eram vários diante de mim, mas sim uma aparência com múltiplas formas na luz. E uma aparência surgia através da outra. A aparência tinha três formas.

Ele me disse, "João, João, por que você duvida, ou por que você está assustado? Esta imagem não é estranha para você, é? - portanto, não seja medroso! - Eu sou aquele que está com vocês sempre. Eu sou o Pai, eu sou a Mãe, eu sou o Filho. Eu sou o inviolado e impoluto. Agora eu vim para te ensinar sobre o que é, o que foi, e o que será, para que você conheça tanto as coisas que estão invisíveis quanto aquelas que estão visíveis, e te ensinar a respeito da raça inabalável do Homem perfeito. Agora, em vista disso, levante seu rosto, para que você possa receber as coisas que eu irei te ensinar hoje, e possa contar para aqueles espíritos que são seus companheiros da raça inabalável do Homem perfeito."


Continua...

domingo, 14 de março de 2021

O CAIBALION 05


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO V –  O UNIVERSO MENTAL

"O Universo é Mental: ele está dentro da mente d’O TODO.

O TODO é ESPÍRITO! Mas que é Espírito? Esta pergunta não pode ser respondida, porque a sua definição seria praticamente a do TODO, que não pode ser explicado nem definido. Espírito é um simples nome que os homens dão às suas mais elevadas concepções da Infinita Mente Vivente; esta palavra significa a Essência Real; significa a Mente Vivente, tão superior à Vida e à Mente tais como as Conhecemos, quanto estas últimas são superiores à Energia mecânica e à Matéria. O Espírito é superior ao nosso entendimento, e só empregamos este termo para podermos falar do TODO. No juízo dos pensadores e inteligentes estamos justificados falando do Espírito como Infinita Mente Vivente, e reconhecendo que não Podemos compreende−Ia, quer raciocinando sobre ela, quer estudando a matéria na sua totalidade. Façamos agora uma consideração sobre a natureza do Universo, quer no seu todo, quer nas suas partes. Que é o UniverSO? Dissemos que nada há fora do TODO. Então o Universo é O TODO? Não; não o é; porque o Universo parece ser formado de MUITOS, e está constantemente mudando, ou, por outras palavras, ele não pode ser comparado com as idéias que estabelecemos a respeito do TODO. Então, se o Universo não é o TODO, ele é o Nada; tal é a conclusão inevitável da mente à primeira idéia. Mas esta não satisfaz a questão, porque sentimos a existência do Universo. Ora, se o Universo não é O TODO, nem o Nada, que será então? Examinemos a questão. Se verdadeiramente o Universo existe, ou parece existir, ele procederá diretamente do TODO, poderá ser uma criação do TODO. Mas como poderá alguma coisa sair do nada, de que O TODO a teria criado? Vários filósofos responderam a esta pergunta, dizendo que TODO criou o Universo de si MESMO, isto é, da existência e substância do TODO. Mas isto não pode ser, porque o TODO não pode ser dividido ou diminuído, como já vimos, e se isto fosse verdade, cada partícula do Universo não poderia deixar de conhecer o seu ente − O TODO; o TODO não perderia o conhecimento próprio, nem SE TORNARIA atualmente um átomo, uma força cega ou uma coisa de vida humilde. Com efeito, alguns homens, julgando que o TODO é exatamente TUDO, e reconhecendo também que eles, os homens, existem, aventuraram−se a concluir que eles eram idênticos ao TODO, e atroaram os ares com os seus clamores de "EU SOU DEUS!" para divertimento da multidão e sorriso dos sábios. O clamor do corpúsculo que dissesse: "Eu sou Homem!", seria mais modesto em comparação. Mas, que é, pois, o Universo, se não for o TODO separando a si mesmo em fragmentos? Que outra coisa poderá ser? De que coisa poderá ser feito? Esta é a grande questão. Examinemo−la bem. Reconhecemos que o Princípio de Correspondência (vide a primeira lição) vem em nosso auxílio aqui. O velho axioma hermético "o que está em cima é como o que está embaixo", pode ser empregado com êxito neste ponto. Permiti− nos fazer uma rápida hipótese sobre os planos elevados,’examínando−os em nós mesmos. O Princípio de Correspondência aplica−se a este como a outros problemas. Vejamos, pois! No seu próprio plano de existência, como cria o Homem? Primeiramente, ele pode criar, fazendo alguma coisa de materiais exteriores. Mas assim não pode ser, porque não há materiais exteriores ao TODO, com os quais ele possa criar. Em segundo lugar, o Homem procria ou reproduz a sua espécie pelo processo da geração que é a própria multiplicação por meio da transformação de uma parte da sua substância na da sua prole. Mas, assim também não pode ser, porque o Todo não pode transferir ou subtrair uma parte de si mesmo, assim como reproduzir ou multiplicar a si mesmo: no primeiro caso haveria uma revogação da lei, e no segundo, uma multiplicação ou adição do TODO, idéias totalmente absurdas. Não há nenhum outro meio pelo qual O HOMEM cria? Sim, há; ele CRIA MENTALMENTE! E deste modo, não emprega materiais exteriores, não reproduz a si mesmo, e, apesar disso, o seu Espírito penetra a Criação Mental.
Conforme o Princípio de Correspondência, temos razão de considerar que O TODO CRIA MENTALMENTE o Universo, de um modo semelhante ao processo pelo qual o Homem cria as Imagens mentais. Este é o testemunho da Razão, que concorda perfeitamente com o testemunho do Iluminado, como ele o manifesta pelos seus ensinos e escritos. Assim são os ensinamentos do Sábio. Tal era a doutrina de Hermes. O TODO não pode criar de outro modo senão mentalmente, sem empregar qualquer material (nada há para ser empregado),, e nem reproduzir a si mesmo (o que é também impossível). Não se pode escapar desta conclusão da Razão, que, como dissemos, concorda com os mais elevados preceitos do Iluminado. justamente como vós podeis criar um Universo de vós mesmos na vossa mentalidade, aSSiM O TODO cria Universo na sua própria Mente. Mas o vosso Universo é criação mental de uma Mente finita, enquanto que o do TODO é criação de uma Mente Infinita. Ambos são análogos em natureza, mas infinitamente diferentes em grau. Vamos examinar cuidadosamente como fazemos nos processos de criação e manifestação. Mas antes de tudo é preciso fixardes as vossas mentes nesta frase: O UNIVERSO, E TUDO O QUE ELE CONTÉM, É UMA CRIAÇÃO MENTAL DO TODO. COM efeito, O TODO É MENTE!

" O TODO cria na sua Mente infinita inumeráveis Universos, que existem por eons de Tempo; e contudo, para O TODO, a criação, o desenvolvimento, o declínio e a morte de um milhão de Universos é como que o tempo do pestanejar dum olho." 

"A Mente Infinita d’O TODO é a matriz dos Universos."

O Princípio de Gênero (vide lição primeira e seguintes) é manifestado em todos os planos de vida, quer materiais, mentais ou espirituais. Mas, como já dissemos, Gênero não significa Sexo; o sexo é simplesmente uma manifestação material do, gênero. Gênero significa relativo à geração ou criação. Em qualquer lugar, em qualquer plano, em que uma coisa é criada ou gerada, o Princípio de Gênero se manifesta. E isto é verdade mesmo na criação dos Universos. Mas, não se deve concluir disto que ensinamos haver um Deus ou Criador macho e fêmea. Esta idéia é um desvio dos antigos preceitos sobre este assunto. O verdadeiro ensinamento é que o TODO em si mesmo está fora do Gênero, assim como de qualquer outra Lei, mesmo as do Tempo e do Espaço. Ele é a Lei de que todas as Leis procedem e não está sujeito a elas. Contudo, quando O TODO se manifesta no plano de geração ou criação, os seus atos concordam com a Lei e o Princípio, porque se realizam num plano inferior de existência. E, por conseguinte, ele manifesta no Plano Mental o Princípio de Gênero, nos seus aspectos Masculino e Feminino.
Esta idéia poderá causar admiração a alguns de vós, que aprendem−na pela primeira vez, mas todos vós aceitaste−a passivamente nas vossas concepções diárias. Falais na Paternidade de Deus e na Maternidade da Natureza; de Deus, o Pai divino e da Natureza, a Mãe universal; logo, reconheceis instintivamente o Princípio de Gênero no Universo. Não é verdade? Mas a doutrina hermética não exprime uma dualidade real: O TODO é um; os dois aspectos são simplesmente aspectos de manifestação. O ensinamento é que o Princípio Masculino manifestado pelo TODO só impede a destruição da concepção atual do Universo. Ele projeta o seu Desejo no Princípio Feminino (que se chama Natureza), ao mesmo tempo que este último começa a obra atual da evolução do Universo, desde os simples centros de atividade até o homem, e subindo cada vez mais de acordo com as bem−estabelecidas Leis da Natureza. Se dais preferência aos velhos modos de expressão, podeis considerar o Princípio Masculino COMO DEUS, o Pai, e o Princípio Feminino COMO a NATUREZA, a Mãe Universal, em cuja matriz toclas as coisas foram geradas. Isto não é simplesmente uma ficção poética de linguagem; é uma idéia do processo atual de criação do Universo. Mas é preciso não esquecer que O TODO é um, e que o Universo é gerado, criado e existe na sua Mente Infinita. Isto vos permitirá fazer uma idéia de vós mesmos, se quiserdes aplicar a Lei de Correspondência à vossa própria mente e a vós mesmos. Sabeis que a parte de Vós que chamais Eu. em certo sentido, sustenta e prova a criação de Imagens mentais na vossa própria mente. A parte da vossa mente em que é realizada a geração mental pode ser chamada o eu inferior, distinto do Eu. que sustenta e examina os pensamentos, as idéias e as imagens do eu inferior. Reparai bem que "o que está em cima é como o que está embaixo", e que os fenômenos de um plano podem ser empregados na solução dos enigmas de planos superiores ou inferiores.
Será para admirar que Vós, os filhos, sintais esta instintiva reverência pelo TODO, sentimento que chamamos religião; esta reverência e este respeito para com a MENTE− PAI? Será para admirar que, ao considerar as obras e as maravilhas da Natureza, fiqueis dominado por um grande sentimento que tem sua origem fora do vosso íntimo ser? É a MENTE−MÃE que vos estreita, como a mãe estreita seu filho ao seio.
Não deveis cometer o erro de crer que o pequeno mundo que vedes ao redor de vós, a Terra, que é simplesmente um grão de areia em comparação com o Universo, seja o próprio Universo. Existem milhões de mundos semelhantes e maiores. Há milhões e milhões de Universos iguais em existência dentro da Mente Infinita do TODO. E mesmo no nosso pequeno sistema solar há regiões e planos de vida mais elevados que os nossos, −e entes, em comparação aos quais nós, míseros mortais, somos como as viçosas formas viventes que habitam no fundo do oceano, comparadas ao Homem. Há entes com poderes e atributos superiores aos que o Homem sonhou ser possuído pelos deuses. Não obstante, estes entes foram como vós e ainda inferiores, e, com o tempo, vós podeis ser como eles ou superiores a eles; porque, como diz o Iluminado, tal é o Destino do Homem.
A Morte não é real, ainda mesmo no sentido relativo; ela é simplesmente o Nascimento a uma nova vida, e continuareis sempre de planos elevados de vida a outros mais elevados por eons e eons de tempo. O Universo é vossa habitação e estudareis os seus mais distantes a@,essos antes do fim do Tempo, Residis na Mente Infinita do TODO, e as vossas potencialidades e oportunidades são infinitas mas somente no tempo e no espaço. E no fim do Grande Ciclo de EONS, O TODO recolherá em si todas as suas criações; porém, vós continuareis alegrernente a vossa jornada, porque então querereis preparar−vos para conhecer a Verdade Total da existência em Unidade com O TODO.
E, quando estiverdes na metade do caminho, estareis calmos e serenos; sois seguros e protegidos pelo Poder Infinito da MENTE−MÃE. "Dentro da Mente Pai−Mãe, o filho mortal está na sua morada." 

"Não há nenhum órfão de Pai ou de Mãe no Universo."

Continua...

domingo, 7 de março de 2021

Reflexão Casual CIII



“O Mal que se pratica, levará as conseqüências de suas escolhas, pois do mesmo modo que optou pelo gozo do ilusório poder que te faz matar seu semelhante, inúmeras oportunidades haveria também de fazer o bem... Pode até tardar o mal que se faz, mas ela retorna na mesma violência que se originou e cobrará até a última gota de sangue no zelo cósmico da vida."

Paulinopax

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Upanishad Kena – A noite silenciosa


Os Upanishads
Upanishad Kena – A noite silenciosa


Em nenhum dos Upanishads o instrutor fala com um ar definitivo, ele encoraja seus alunos para que façam tantas perguntas quanto possível. Um estado de investigação é saudável para a mente humana, mas devemos distinguir entre curiosidade e investigação.

A curiosidade surge de uma mente superficial, a investigação emerge das profundezas da consciência humana. Uma investigação profunda se ocupa com três questões: Como, Porque e O quê.

Toda investigação cientifica física ou oculta relaciona-se com o “Como”. A filosofia com o “Porque” e o misticismo com “O quê” está por trás de todos os padrões e motivações do comportamento.

Quem envia a mente a vagar na distancia? Quem pela primeira vez conduz a vida para iniciar sua jornada? Quem nos impele a proferir essas palavras? Quem é o Espírito por trás do olho e do ouvido?

O questionador não está preocupado com o “Como”e o “Porque”. A resposta do instrutor é iluminadora:
É o ouvido do ouvido, O olho do olho, a palavra das palavras,
a mente da mente e a vida da vida.

Trata-se da força propulsora, é o ouvido do ouvido que impele o ouvido a ouvir, e assim por diante. Há algo mais do que meramente o ouvido, o olho, a fala, ou a mente que impele estes órgãos a desempenhar suas funções.

O instrutor indica que é a Qualidade do ouvir que impele o ouvido a ouvir, até a Qualidade do pensamento que impele a mente a pensar.

A ciência física propõe que o “órgão precede a função”, o que levou a ciência a um beco escuro. Os Upanishads propõem o contrario, “a função precede o órgão”, é a função que impele o órgão. A função pode e trás a existência uma variedade de órgãos.

A função busca criar instrumentos de expressão cada vez mais refinados. A função se expressa através do órgão e ainda assim, está por trás do órgão.

Cientista algum pode encontrar a Qualidade do ouvido dissecando o ar, o mesmo com os outros órgãos.

A fala não é apenas uma coleção de palavras, senão ela nunca se tornaria inteligente, há uma Qualidade que confere “vida”às palavras, outra Qualidade que dá aos pensamentos aquele fator que os torna vivos. Essa força propulsora é a Vida da Vida. Há uma diferença entre Vida e mera existência.

Aquilo que transforma a existência em vida é a Qualidade do viver, e é sua presença que torna tudo vivo.

A beleza de um poema não está só na gramática, está na qualidade viva que foi transmitida em palavras.


Continua...

Fonte:https://osmirclemente.wordpress.com/upanishad-kena-a-noite-silenciosa/

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Jesus Cristo segundo São João Capítulo 21

JOÃO 21


Aparição na margem do Lago (Lc 5,1-11) - 1Algum tempo depois, Jesus apareceu outra vez aos discípulos, junto ao lago de Tiberíades, e manifestou-se deste modo: 2estavam juntos Simão Pedro, Tomé, a quem chamavam o Gémeo, Natanael, de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos. 3Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar.» Eles responderam-lhe: «Nós também vamos contigo.» Saíram e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. 4Ao romper do dia, Jesus apresentou-se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. 5Jesus disse-lhes, então: «Rapazes, tendes alguma coisa para comer?» Eles responderam-lhe: «Não.» 6Disse-lhes Ele: «Lançai a rede para o lado direito do barco e haveis de encontrar.»

Lançaram-na e, devido à grande quantidade de peixes, já não tinham forças para a arrastar. 7Então, o discípulo que Jesus amava disse a Pedro: «É o Senhor!» Simão Pedro, ao ouvir que era o Senhor, apertou a capa, porque estava sem mais roupa, e lançou-se à água. 8Os outros discípulos vieram no barco, puxando a rede com os peixes; com efeito, não estavam longe da terra, mas apenas a uns noventa metros.

9Ao saltarem para terra, viram umas brasas preparadas com peixe em cima e pão. 10Jesus disse-lhes: «Trazei dos peixes que apanhastes agora.» 11Simão Pedro subiu à barca e puxou a rede para terra, cheia de peixes grandes: cento e cinquenta e três. E, apesar de serem tantos, a rede não se rompeu. 12Disse-lhes Jesus: «Vinde almoçar.» E nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com o peixe.

14Esta já foi a terceira vez que Jesus apareceu aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos.


Missão pastoral de Pedro - 15Depois de terem comido, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes?» Pedro respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta os meus cordeiros.» 16Voltou a perguntar-lhe uma segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-me?» Ele respondeu: «Sim, Senhor, Tu sabes que eu sou deveras teu amigo.» Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas.» 17E perguntou-lhe, pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo?» Pedro ficou triste por Jesus lhe ter perguntado, à terceira vez: ‘Tu és deveras meu amigo?’ Mas respondeu-lhe: «Senhor, Tu sabes tudo; Tu bem sabes que eu sou deveras teu amigo!» E Jesus disse-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras mais novo, tu mesmo atavas o cinto e ias para onde querias; mas, quando fores velho, estenderás as mãos e outro te há-de atar o cinto e levar para onde não queres.»

19E disse isto para indicar o género de morte com que ele havia de dar glória a Deus. Depois destas palavras, acrescentou: «Segue-me!»

20Pedro voltou-se e viu que o seguia o discípulo que Jesus amava, o mesmo que na ceia se tinha apoiado sobre o seu peito e lhe tinha perguntado: ‘Senhor, quem é que te vai entregar?’ 21Ao vê-lo, Pedro perguntou a Jesus: «Senhor, e que vai ser deste?» 22Jesus respondeu-lhe: «E se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso? Tu, segue-me!»

23Foi assim que, entre os irmãos, correu este rumor de que aquele discípulo não morreria. Jesus, porém, não disse que ele não havia de morrer, mas sim: «Se Eu quiser que ele fique até Eu voltar, que tens tu com isso?»


Última conclusão - 24Este é o discípulo que dá testemunho destas coisas e que as escreveu. E nós sabemos bem que o seu testemunho é verdadeiro.

25Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que o mundo não teria espaço para os livros que se deveriam escrever.



FIM

domingo, 14 de fevereiro de 2021

O CAIBALION 04


O CAIBALION
Estudo da Filosofia Hermética do Antigo Egito e da Grécia


CAPÍTULO IV – O TODO

"Sob as aparências do Universo, do Tempo e do Espaço e da Mobilidade, está sempre encoberta a Realidade Substancial: a Verdade fundamental."

A Substância é aquilo que se oculta debaixo de todas as manifestações exteriores, a essência, a realidade essencial, a coisa em si mesma, etc. Substancial é aquilo que existe atualmente, que é elemento essencial, que é real, etc. A Realidade é o estado real, verdadeiro, permanente, duradouro, atual de um ente.
Debaixo e dentro de todas as aparências ou manifestações exteriores, sempre houve uma Realidade substancial. Esta é a Lei. O homem, considerando o Universo, de que é simplesmente uma partícula, observa que tudo se transforma em matéria, em forças e em estados mentais. Ele conhece que nada É real, mas que, pelo contrário, tudo é MÓVEL e CONDICIONAL. Nada está parado; tudo nasce, cresce e morre; no momento em que uma coisa chega a seu auge, logo começa a declinar; a lei do ritmo está em constante ação; não há realidade, qualidade duradoura, fixidez ou substancialidade em qualquer coisa que ,seja; nada é permanente, tudo se transforma. O homem que observa as leis do Universo vê que todas as coisas evoluem de outras coisas, e resolvem−se em outras; vê uma constante ação e reação, um fluxo e refluxo, uma criação e destruição, o nascimento, crescimento e a morte. Nada é permanente, tudo se transforma. Se esse homem for um pensador ativo, ele realizará todas essas coisas mudáveis, que serão, contudo, aparências ou manifestações exteriores da mesma Força Oculta, da mesma realidade substancial. Todos os pensadores de todos os países e todas as épocas compreenderam a necessidade de ser admitida a existência desta Realidade substancial. Todas as filosofias dignas deste nome acham−se baseadas nesta opinião. Os homens deram a esta Realidade substancial muitas denominações: muitos designaram−na sob o termo Divindade (sob diversos títulos); outros chamaram−na a Eterna e Infinita Energia; outros ainda deram− lhe simplesmente o nome de Matéria: mas todos reconheceram a sua existência. Isto é evidente por si mesmo, não é necessário argumentos. Nestas lições seguiremos o exemplo de muitos grandes pensadores antigos e modernos − os Mestres Hermetistas − e designaremos esta Força Oculta, esta Realidade substancial sob o nome de O TODO, termo que consideramos como o mais compreensível dos diversos termos empregados pelo Homem para designar AQUELE que excede toclos os nomes e toclos os termos.
Aceitamos e ensinamos as idéias dos grandes pensadores herméticos de todos os tempos, assim como as destas almas iluminadas, que galgaram elevados Planos de existência, e que afirmam a natureza íntima do TODO ser INCOGNOSCÍVEL. Isto é assim que ninguém pode compreender pelo próprio TODO por a natureza e a existência íntima dele.
Os Hermetistas pensam e ensinam que o TODO, em Si mesmo, é e será sempre INCOGNOSCÍVEL. Eles consideram todas as teorias, conjeturas e especulações dos teólogos e metafísicos a respeito da natureza íntima do TODO, como esforços infantis das mentes finítas para compreender o segredo do Infinito. Tais esforços sempre desviaram e desviarão da verdadeira natureza do seu fim. Uma pessoa que Prossegue em tais investigações vai, de circuito em circuito no labirinto do pensamento, prejudicar o seu são raciocínio, a sua ação e a sua conduta, até ficar totalmente inutilizada para o trabalho da vida. É como o esquilo, que furiosamente corre dentro da redondeza da sua gaiola, caminhando sempre sem nunca chegar em parte alguma, e parando só quando se assusta: é enfim um prisioneiro.
Porém são ainda mais presunçosos os que atribuem ao TODO a personalidade, as qualidades e propriedades − característicos e atributos deles mesmos, e querem que o TODO tenha emoções, sensações e outros característicos humanos que estão abaixo das pequenas qualidades do gênero humano, tais como a inveja, o desejo de lisonjas e louvores, desejo de oferendas e adorações, e todos os outros atributos que sobrevivem desde a infância da raça. Tais idéias não são dignas de pessoas maduras e vão sendo rapidamente abandonadas. (Vem a propósito dizer aqui que fazemos distinção entre a Religião e a Teologia, entre a Filosofia e a Metafísica.) A Religião para nós é a realização institucional da existência do TODO, e sua relação para com ele; ao passo que a Teologia −representa o esforço do homem em atribuir−lhe personalidade, qualidades e característicos, as teorias a respeito dos seus negócios, planos, desejos e vontades, e as apropriações de tudo isso para o ofício de mediadores entre O TODO e O povo. A Filosofia é, para nós, a investigação de acordo com o conhecimento das coisas conhecíeis e concebíveis; ao passo que a Metafísica é o intento de levar a investigação às regiões incognoscíveis e inconcebíveis e além dos seus limites, com a mesma tendência que a Teologia. Por conseguinte, a Religião e a Filosofia são para nós coisas que têm o seu princípio na Realidade, ao passo que a Teologia e a Metafísica parecem delgados caniços, enraizados na areia movediça da ignorância, e nada mais constituem que o mais incerto apoio para a mente ou a alma do Homem. Não insistiremos com os estudantes que aceitam estas definições; só mencionamo−las para mostrar a posição em que nos colocamos neste assunto. Seja como for falaremos muito pouco sobre a Teologia e a Metafísica.
Mas, onquanto a natureza essencial do TODO seja Incognoscível, existem certas verdades conexas com a sua existência que a mente humana foi obrigada a aceitar. E o exame destas verdades forma um assunto próprio para investigações, mormente quando elas concordam com o testemunho do Iluminado nos planos superiores. Nós vos convidamos a fazer estas investigações. "AQUELE que é a Verdade Fundamental, a Realidade Substancial, está fora de uma verdadeira denominação, mas o sábio chama−o O TODO." − O CAIBALION − "Na sua Essência, O TODO é INCOGNOSCIVEL." − O CAIBALION − "Mas os testemunhos da Razão devem ser hospitaleiramente recebidas e tratados com respeito." − O CAIBALION − A razão humana, cujos testemunhos devemos aceitar ao raciocinar sobre alguma coisa, nos diz o seguinte a respeito do TODO, mas sem pretender levantar o véu do Incognoscível:
I. O TODO é Tudo o que É REAL. Nada pode existir fora do TODO, porque do contrário o TODO não seria mais o TODO.
II. O TODO É INFINITO, porque não há quem defina, restrinja e limite O TODO. É Infinito no Tempo, OU ETERNO; existiu sempre, sem cessar; porque nada há que o pudesse criar, e se ele não tivesse existido, não podia existir agora; existirá perpetuamente, porque não há quem o destrua, e ele não pode deixar de existir, porque aquilo que é alguma coisa não pode ficar sendo nada. É infinito no −espaço; está em toda parte porque não há lugar fora do TODO; é contínuo no Espaço Sem cessação, separação ou interrupção, porque nada há que separe, divida ou interrompa a sua continuidade, e nada há para encher lacunas. É Infinito ou Absoluto em Poder; porque não há nada para limitá−lo, restringi−lo ou acondicioná−lo; não está sujeito a nenhum outro Poder, porque não há outro Poder.
III. O TODO É IMUTÁVEL, ou não está sujeito a ser mudado na sua natureza real, nada há que possa operar mudanças nele, nada há em que possa ser mudado nem nada que tenha sido mudado. Não pode ser aumentado nem diminuído, nem ficar maior ou menor, seja qual for o motivo. Ele sempre foi e sempre será tal como é agora: O TODO; nada houve, nada há e nada haverá em que ele possa ser mudado. TODO sendo Infinito, Absoluto, Eterno e Imutável, segue−se que tudo o que é finito, passageiro, condicional e Mutável não é o Todo. E como não há nada Real fora do TODO, todas as coisas fínitas não são Reais. Não deveis ficar admirados e espantados das nossas palavras; não queremos levar−vos à Ciência Cristã fundada sobre a parte inferior da Filosofia hermética. Há uma Reconciliação para o aparente estado contraditório atual do assunto. Tende paciência, que nós trataremos deste assunto em seu tempo.
Vemos ao redor de nós que aquilo que se chama Matéria constitui O Princípio de todas as formas. É O TODO Simplesmente Matéria? Absolutamente não! A Matéria não pode manifestar a Vida ou a Mente, e como a Vida e a Mente são manifestadas no Universo, Porque nada é superior à sua própria origem, nada se manifesta como efeito que não esteja na causa, nada evolui como conseqüente, que não tenha involuído como antecedente. Quando a ciência moderna nos diz que não há realmente outra coisa senão Matéria, devemos saber que aquilo que ela chama Matéria é simplesmente uma energia eu força interrompida, isto é, uma energia ou força com poucos graus de vibração. Disse um recente escritor, "a Matéria obscureceu−se no Mistério". Mesmo a ciência materialista já abandonou a teoria da Matéria e agora se apóia sobre a base da Energia.
Então o TODO é simplesmente Energia ou Força? Não é Energia ou Força como os materialistas empregam estes termos, porque a energia e força deles são coisas cegas e mecânicas, privadas de Vida ou de Mente. A Vida ou a Mente não pode evoluir da Energia ou Força cega, pela razão dada acima, que: Nada é superior à sua própria origem, nada evolui que não tenha involuído, nada se manifesta como efeito que não tenha a sua causa. E assim O TODO não pode ser simplesmente Energia ou Força, porque, se assim fosse, não teriam existência a Vida e a Mente, e nós sabemos muito bem que elas existem, porque somos nós os que temos Vida, e que empregamos a Mente para considerar esta questão, assim como os que pretendem que a Energia ou Força é Tudo.
Que é, pois, que sabemos existir no Universo, que é superior à Matéria ou Energia? A VIDA E A MENTE! A Vida e a Mente em todos os seus diversos graus de desenvolvimento! "Então, perguntais, quereis dizer que O TODO É VIDA E MENTE? Sim e Não! é a nossa resposta. Se entendeis a Vida e a Mente como nós pobres mortais conhecêmo−las, diremos, Não! O TODO não é isto! "Mas, que natureza de Vida e de Mente quereis significar?", direis vós. A resposta é: "A MENTE VIVENTE, muito acima do que os mortais conhecem por essas palavras, como a Vida e a Mente são superiores às forças mecânicas ou à matéria; A INFINITA MENTE é Muito superior em comparação à Vida e à Mente finita." Queremos exprimir o que as almas iluminadas significam ao pronunciarem reverentemente a palavra ESPÍRITO! O TODO é a Infinita Mente Vivente; o Iluminado chama−a ESPÍRITO!


Continua..

domingo, 7 de fevereiro de 2021

Reflexão Casual CII



"O ódio é o maior empecilho para evolução de todo ser racional, sendo que o amor que cativa ao seu semelhante abre caminhos para a sua própria redenção."

Paulinopax

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Upanishad Ishavasya – O Véu Dourado 10


Os Upanishads
Upanishad Ishavasya – O Véu Dourado 10


O pensamento surge da experiência acumulada da mente. A existência da mente depende de manter essa experiência intacta, pois o seu rompimento significa o fim do próprio pensamento.

A intervenção do pensamento em qualquer ação é para manter sua continuidade. O pensamento restringe a ação e a mantém dentro dos confins da continuidade.

A morte é um fenômeno da descontinuidade. A vitória sobre a morte requer uma ação livre das influencias restritivas da continuidade, e essa ação só é possível quando não há intervenção do pensamento.

Onde a ação procede ao pensamento, somente aí a experiência da morte ocorre, e nessa experiência a compreensão da imortalidade ocorre.

A ação de conquistar a morte e o conhecimento da imortalidade são simultâneos, não ocorrem um após o outro.

Imanência e transcendência
Aquele que conhece conjuntamente esse par,
Com a imanência ele vence a morte
Com a transcendência alcança o imortal.

A continuidade é representada pela Imanência ou o Manifesto. A morte é a cessação do manifesto. Onde o manifesto é totalmente negado, aí chega a experiência da morte, através da negação do manifesto o homem vence a morte.

O momento em que o manifesto é negado é também o momento em que a Transcendência é experimentada. É com a abertura de uma janela e a entrada do sol, não há um intervalo entre as duas coisas.

Aqui não estamos fazendo uma referencia a uma crença na imortalidade, crença é um conceito, e um conceito funciona dentro dos confins da continuidade, e, portanto um conceito de imortalidade indica um estado de incessante continuidade. A imortalidade não é uma interminável continuidade.

Uma continuidade é um processo do tempo, mesmo que seja interminável. O tempo tem um começo, e, portanto, um fim.

A imortalidade quando é um produto do pensamento está sujeita ao processo do tempo. Uma imortalidade que tem um fim não é imortalidade alguma. A imortalidade não pode ser conhecida através do pensamento conceitual.

A conquista da morte se encontra no imanente, pois ela chega somente quando o manifesto é negado, mas o conhecimento da imortalidade está na Transcendência, pois ele vem quando o homem sai do tempo e entra na região do atemporal.

Que haja uma completa negação do manifesto, que sejam retirados os véus da imanência, pois quando os véus do manifesto são rasgados, então aparece diante do homem o Espírito em toda a sua glória.

A experiência espiritual é um processo de descoberta, a Realidade ou Verdade foi encoberta. Brahman ou a Realidade está na nossa frente, mas não podemos vê-La porque uma tela a está encobrindo.

A realidade está coberta por um véu dourado, que tanto nos fascina e atrai que não estamos dispostos a removê-lo.

Quem colocou este véu? O véu foi lançado pelo pensamento, que usou o melhor material disponível, com ouro e prata e joias. Mas este material foi feito com material do reino da continuidade. Quando este véu é retirado, então aparece o Espírito supremo.

Quando a luz da realidade brilha, o homem grita com grande júbilo e diz para si mesmo:

Desfrute o que é dado a você, não cobice a riqueza do outro.