sábado, 5 de abril de 2014

Reflexão Casual XIX


“Pessoas más e amargas são profundamente orgulhosas por não aceitar a felicidade se manifestar de forma tão simples na vida de cada ser existente.”

Paulinopax

sábado, 22 de março de 2014

São Marcos Evangelista

Marcos, o Evangelista e sua comunidade
Paulo da Costa

          Os escritos de  Marcos é o mais antigos entre todos os quatros Evangelhos, Servindo de fonte para os evangelhos de Mateus e Lucas, foi também considerado o mais próximo ao descrever Jesus historicamente. Escrito, aproximadamente entre os anos de 65 - 70 d.C., e provavelmente em Roma, pois se percebe expressões marcante de origem latina em seus escritos. Sobre o autor é identificado pelo nome de Marcos, onde existem relatos sobre sua presença principalmente no livro dos Atos dos Apóstolos, onde se fala de Marcos com o cognome de João Marcos (At 12, 12) e se fala que Ele também seria primo ou sobrinho de Barnabé (At 15, 37). O Evangelho segundo são Marcos, ficou muita das vezes deixada de lado comparando com os outros Evangelhos na sua importância, principalmente na liturgia da Igreja romana, em que no lecionário festivo, era apenas recorrido  quatro vezes. Considerado o parente pobre dos outros Evangelhos, se acreditava que o Evangelho escrito por Marcos seria apenas uma síntese do Evangelho segundo Mateus, e outra questão importante que foi levantada precipitadamente, era que os escritos de Marcos, se resumiria apenas numa síntese da vida do Apóstolo Pedro , sendo descrito como pessoa ideal e sem mácula, apesar de seus vacilos.

            Mas a partir do documento "Divino Afflante Spiritu", o Evangelho segundo Marcos  toma a sua devida importância. No ano de 1943, mas precisamente no mês de setembro,  foi publicada a nominada encíclica  sobre os estudos bíblicos. Onde se expõe as normas que  devem ser observada no uso da Sagrada Escritura. Então diante desse contexto, surgiu o questionamento sobre o devido escritos de Marcos: Por qual motivo este aparente esquecimento do Evangelho segundo Marcos? Sendo que posteriormente no Concílio Vaticano II, se reconheceria a grande importância de seus escritos , tanto por sua primazia que serviu de fonte aos outros Evangelistas como também sua originalidade rústica literária.
          Sobre o autor denominado Marcos, era de costume autores anônimos escolherem nomes referenciados,  para receberem os créditos necessários, pois era de estranhar que um judeu (discípulo de cristo) que segundo os tradicionalista, sendo ele Palestino, estaria  em certos momentos em contradição na geografia, como também nos costume e principalmente sobre o  calendário judaico, mostrando uma certa desinformação sobre suas próprias raízes. Mas segundo um estudo mais aprofundado tudo indica que era um convertido do judaísmo, que realmente seria  parente de Barnabé, e teve uma estreita relação com Pedro (tradição narrativa) como também posteriormente com Paulo(tradição querigmática). Escrevendo aos gentios, não via uma urgência necessaria em se aprofundar na cultura judaica, sendo essencialmente o anuncio de Cristo ao gentios, sua prioridade.
            A comunidade de Marcos  é bem provável que seja localizada em Roma, principalmente pela forte presença da escrita latina em seus textos, apesar de algumas colocações em aramaico também presente em seus escritos. Na comunidade em sua maioria é formada por étnico-cristãos como também por judeus-cristãos, por isso o motivo das explicações de certas colocações em aramaicas, como também explicações mesmo superficiais sobre os costumes judaicos. Se percebe no Evangelho segundo Marcos que ele não tinha o objetivo especifico de escrever somente a sua comunidade, mas ao contrario, com um forte fervor querigmático aspirava aos confins do mundo o anuncio de Jesus ressuscitado a todos os povos. observa-se claramente que a comunidade está aberta para missão através do anuncio mediado por uma evangelização intensiva, de casa em casa. No contexto histórico o período se faz apresentar numa época de grande perseguição, como ocorrida em Israel na  revolta judaica (66-70 d.C.)e não exclusivamente aos judeus como também aos cristão que para os romanos seriam semelhantes. Sobre o conteúdo se ver um pouco de aprofundamento se incidindo principalmente através da vida e missão de Jesus, onde se convida toda a comunidade a reinterpretar através de suas próprias vidas na luz da vida de Cristo.
Pax!

sábado, 8 de março de 2014

Deserto... (2ª Parte)

Caminhada ao Deserto Interior
Paulo da Costa

         Escritura nos revela que logo após que Cristo sente fome se inicia um diálogo com o tentador, ele surgiu sutilmente se aproveitando da situação para poder dar o bote nos momentos de fragilidade humana. Assim é a manifestação do mal no nosso dia a dia. Na primeira tentação ele se apresenta como o emergencial e efêmero em troca do essencial, propondo se vender por coisas insignificante como um simples saciar-se de algo por um momento e logo após se vê no vazio com sentimento de fracasso, O pão que simplesmente sacia fome jamais se compararia com o pão que vem do céu (Jo 6, 31-35). A segunda tentação se observa a questão de tentar a fidelidade de Deus, vê a relação com o divino como uma troca (comércio), isso é um grande risco e muito corriqueiro nas igrejas, onde se buscar a Deus por troca de favores, uns somente no momentos diríeis e em troca se faz uma promessa, tendo o êxito logo se afastar de Deus e vive novamente uma vida medíocre na total libertinagem, outros piores ainda se sente melhores do que seu semelhante por viverem toda a sua vida diariamente na Igreja ou no seu grupo e pastoral, se sentem na autonomia de jugar-se melhor dos que os outros como também de condena-los e no absurdo direito de cobrar de Deus êxitos particulares por causa de sua total dedicação ao reino de Deus. Como o próprio Cristo Falou não devemos tentar ao seu nosso Deus, tudo que façamos seja espontaneamente por amor sem querer nada em troca a não ser o bem comum na humildade de filhos e servos de Deus.

A terceira e última tentação o tentador propôs a Cristo, todos os reinos e riquezas desse mundo, se ele prostrar-se diante dele e o adorasse. Assim, hoje se observa como a humanidade continua idolatra, se vendendo por tão pouco suas almas que são tão preciosa para Deus, se tornando escravos (vícios e ideologias) e totalmente dependentes de coisas mais tolas e fúteis (drogas, jogos, sexualidade desregrada e etc.) que possam existir, sem falar dos absurdos dos idolatras de seu próprio semelhante que chegam ao ponto de divinizá-los, fazendo todo tipo de loucuras para se aproximar de seu deus de araque... Tudo isso jamais levará a uma verdadeira alegria a eterna felicidade, isso não passa de uma efêmera ilusão que após do fugas gozo vem as frustrações melancólicas de total vazio, sem deixar se quer um norte a seguir totalmente perdido na vida. Nada se consegue sem esforço a própria natureza nos ensina que se um rebento não reagir logo após seu nascimento morrerá de fome assim é o ser humano, se não buscar o sumo bem(Deus) continuará morto e morto viverá por toda eternidade. Cristo na sua autoridade expulsa o tentador, rompe o diálogo com o mal, nós devemos sempre evitar está próximo das oportunidades que nos leve a perdição, se tens consciência de suas limitações e inclinações não dê chance para que ocorra sua ruína, pois bastar um simples descuido por um momento, para desgraçar toda a sua vida. Busquemos as coisas do alto como Cristo Jesus, que logo após a tentação foi servido pelos Anjos, e que nós também sendo fiel as coisas do alto sejamos frutificados pelo Santo Espirito.

Na liturgia Católica esse texto sobre o deserto se relaciona ao período mais precisamente da quaresma, um tempo de penitência que leva a reflexão através do jejum, da oração e da caridade. A Igreja convida seus fiéis a experimentar o tempo da graça através da reconciliação com Deus e o irmão (próximo). O exercício da conversão não está somente relacionado a esse período, mas sim ao seu cotidiano por toda vida. Buscando sempre ser sal e luz para o mundo na humildade de servo de Deus, é necessário combater a cultura de morte que sempre é liderada pelo egoísmo, que leva a vaidade e a hipocrisia que mascara e deforma a nossa imagem que deveria ser sempre semelhante a Deus. Então não perca tempo vai ao deserto! Se esvazie de tudo que te perturbe e que te afasta do teu Senhor, busque se preencher ao ponto de transbordar das coisas do alto, de sua paz e sabedoria na essência do amor divino, enfim em comunhão plena com o Pai pelo filho através de seu Espirito.

         Pax

quarta-feira, 5 de março de 2014

Deserto...

Caminhada ao Deserto Interior
Paulo da Costa

"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome." (Mt 4,1-2)
         Jesus ao ser batizado por João Batista seguindo as tradições proféticas foi levado pelo Espírito ao deserto, tinha plena consciência o que deveria enfrentar na sua missão se confirmando tudo o que aprendera em seus tempo de silêncio no povoado onde vivia na simplicidade de um judeu como qualquer outro numa vida de trabalho, família e oração. Cristo foi ao deserto longe de tudo e de todos na experiência mística do profundo silêncio num zelo impecável do jejum e de atividade intensa de oração. Logo após esses quarenta dias, sentiu fome e foi tentado pelo diabo em três situações distinta, primeiramente que transformasse pedras em pão pois já que estava com fome deveria sacia-la mas o responde que não só de Pão vive o homem, mas de toda palavras que provem da boca de Deus. Novamente o faz tentar a Deus o levando ao mais alto do Templo e pedindo para se jogar, pois os anjos os socorreriam como está nas escrituras, mas novamente o responde também partir das Sagradas Escrituras que não tentarás o senhor seu Deus. O diabo o levou para o monte muito alto e lhe apresentou todos os reinos do mundo oferecendo-lhe em troca se fores prostrado diante dele e adorado, mas Cristo o repreende e diz a partir das Escrituras que somente ao Senhor teu Deus o adorarás e somente a ele prestará culto.
         Cristo só foi inicialmente tentado quando sentiu fome, isso mostra claramente a sua humanidade se manifestando assim como a cada ser humano que senti fome, sede, frio e outras diversas necessidades, o diabo estava próximo esperando o momento oportuno para se manifestar. Jesus teve fome e foi tentado a comer o pão, Já Eva no paraíso mesmo não sentido fome, se viu atraída em comer a maçã ao ser convencida pela serpente e tudo começou pelo diálogo com o tentador. O diferencial é que Cristo é o próprio verbo de Deus e rebateu sua frívolas colocações a partir das Escrituras, mostrando que além da fugacidade do tempo (Fome = emergente) devemos se preparar para eternidade, buscando o pão que veio do céu (Jesus Cristo) e não se vender por nada efêmero, o que é tão precioso, se não própria é vida resgatada a preço de sangue no madeiro. Novamente o diabo o tenta ao pedi-lo para se jogar do alto do Templo agora baseado nas Escrituras, mas cai por terra sua tentação pois Cristo sendo o verbo encarnado no meio de nós não perderia seu tempo provando nada sobre si e muito menos tentando a Deus. O diabo era insistente e o tentara pela última vez, oferecendo-lhe toda suas riqueza se adorado fosse, mas Cristo tinha plena consciência de sua missão na terra e de sua autoridade ao expulsa-lo de sua presença, como também da comunhão eterna, sublime e amorosa com o Pai.
         A ida de Cristo ao deserto por um período de quarenta dias numa experiência mística de jejum e oração, e levado posteriormente a um confronto diante do tentador, quer nos mostrar que cada um de nós devemos ter também essa comunhão com o Cristo em unidade plena com o Pai por intermédio do Santo Espirito. Como é relatado no evangelho, Jesus foi levado ao deserto pelo Espirito (Mt 4, 1) e essa intimidade aflorada com o divino só é possível numa vida de oração, de apostolado pela fé e principalmente pela caridade que se culmina na eucaristia. E todos que chegam essa maturidade espiritual, se transfigura também a todas as suas dimensões humana, levando a uma superação de suas limitações e despertando para uma vida nova. Esse convite ao deserto é o exercício de interioridade que deve levar a um autoconhecimento diante das misérias e inclinações, como também das qualidades e potencialidades de cada ser humano que caminha ao grande encontro que é ao Sacrário humano (templo Senhor), na busca da conversa íntima e sincera com Cristo que se faz presente dentro de nós (1Cor 3, 16-17). O deserto quer nos mostrar as pelejas humanas diante das dificuldades que cada cristão deve encara no seu cotidiano, num mundo onde Cristo não foi acolhido, mas ao contrario foi perseguido até a morte, e morte de cruz. Nós como servos de Deus, nunca seremos melhores que o Senhor e consequentemente seremos perseguidos por toda vida, quando fiel a vontade do Pai.
Continua...
Pax

domingo, 2 de março de 2014

Reflexão Casual XVIII


“É melhor uma vida simples e incerta com alguns momentos felizes, que te levará a boas lembranças por toda vida, do que uma vida aparentemente cheia de certeza, proporcionada pelo orgulho ferido que te atormentará pela eternidade.”

Paulinopax

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Renascer em Cristo

O Batismo de Jesus
Paulo da Costa





" 16 Depois de ser batizado, Jesus logo saiu da água. Então o céu se abriu, e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e pousando sobre ele.17 E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição. E do céu veio uma voz, dizendo: "Este é o meu Filho amado, que muito me agrada." (Mt 3 16-17)

      Jesus desde sua visita ao Templo aos doze anos e o ocorrido que impressionaram bastante os doutores da leis presente ao ouvir suas palavras de profunda sabedoria, Cristo viveu um silêncio em sua história onde muitos estudiosos acreditam que ele viveu sua juventude como qualquer jovem normal de sua idade que se divertia e trabalhava. Teve a oportunidade de conviver com os seus na simplicidade de um anônimo judeu de sua época Estudando a Torah como também seguindo com muito zelo e amor suas obrigações judaica e familiar  ao ajudar  sua mãe em casa  e seu pai José na carpintaria. Ao completar  trinta anos de sua vida teve uma mudança profunda e radical, ao assumir seu ministério salvífico diante de seu povo e de todas as nações do planeta.
         Cristo Jesus começa a sua missão a partir do batismo ministrado por João (O Batista), onde se fazia necessário se cumprir as escrituras dando seu comprimento já profetizado em épocas anteriores sobre a sua futura vinda. Mostrando que sendo o eleito (servo)por excelência de Deus Pai sendo que na sua humildade, veio abraçar a vontade que vem do alto em favor da humanidade para nossa redenção. Ao ser batizado por joão batista que é um batismo de penitência, se prefigurou tomando sobre si toda a humanidade com seus pecados e ao emergir junto consigo uma nova humanidade purificada e renovada onde se fez acontecer pela a iniciativa de Cristo (Batismo),e através do Santo Espirito (Pomba) onde tudo  aconteceu pela vontade do Pai.
         Nossa missão também é missão de todos eleitos por Deus, de ser sal e luz para mundo. Aquele que mergulha sua humanidade(se humilha para recomeçar) com todo seus apegos ,inclinações que escraviza e atormenta, buscar renascer como tudo na terra de onde se faz precisar da água para ter vida, e dessa vida  que proverá da água, deve também o homem renascer , emergindo como uma uma nova criatura que se faz unido com as coisas eternas que vem do alto. Cristo nos convida a uma vida nova, mas para isso se deve dar um basta, esta focado naquele que é eterno e latente dentro de nós (Verbo de Deus), que faz soar sua voz no silêncio do nosso coração e a partir desse encontro vai libertar paulatinamente dos grilhões da morte (vícios), pois quando a luz se manifesta, as trevas que antes dominava se dissipa e uma nova expectativa se faz surgir.
         Cristo nos convida a sermos os novos cristos em unidade plena com o Pai pelo Espirito Santo, mas isso só é possível na total adesão com a boa nova revelado pelo verbo encarnado, é necessário diariamente se renovar, atualizar o memorial do batismo como foi apresentado pelo evangelho, devemos deixar essa manifestação ocorrer a cada aurora que desperta em nossas vida, de sermos solidaria com a missão, de se doar (mergulhar) para acontecer reino de Deus no meio de nós. Assim como a pomba (Espirito Santo) que surge nas escritura no batismo de Jesus ela nos reveste com o poder divino. A voz que se manifesta do Pai ao seu filho amado seja ouvida no nosso silêncio, tornando-se seta a ser seguida com zelo e humildade por toda vida.

Pax!

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Reflexão Casual XVII


“Existem verdades que se modificam a cada instante, quando mergulhado sem medo nem preconceitos nas manifestações sempiternas... Apresentada pelo sumo bem em sua essência cósmica, revela a sua alta complexidade ao ponto de ser ver necessário silenciar ou quando mister utilizar de alegorias, para apontar as setas na árdua caminhada para as verdades eternas numa busca constante de unidade plena com todo o universo.”

Paulinopax

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A maldade oculta e sutil

Sutileza do Mal 
Paulo da Costa

"Ele será entregue aos gentios que zombarão dele, o insultarão, cuspirão nele, o açoitarão e o matarão." (Lc 18,32)
         Prestigiando uma festa paroquial onde estava havendo a comemoração de seu padroeiro, um dos dias houve uma apresentação lamentável que me fez refletir de forma crítica a incoerência ocorrida durante esse espetáculo de horror. Estava havendo um festival de feiura entre as mulheres participante, onde cada uma se transvestia de forma pejorativa para provocar risos de sarcasmos e zombaria, depreciando o ser humano que muitas das vezes reflete uma real situação que se faz presente nas ruas e calçadas de nossa cidade. Me refiro aos drogados, alcoólatras e moradores de ruas que são vitimas da sociedade e principalmente dos maus governantes. Pessoas que já perderam totalmente sua dignidades e vivem as margens como pessoas invisíveis pois são ignorados e repudiados por cada um de nós que passando apressadamente vira o rosto e até troca de calçada o evitando como se a miséria fosse algo contagioso e impuro que se deve se afastar mas longe possível.

         Então me pergunto isso é coerente a um cristão ser escárnio de seu irmão? Até que ponto isso chega realmente ser uma brincadeira? Ou ainda pior, será que não há um fundo de verdade em tudo isso que se revela nessas atitudes deploráveis? Realmente é nos atos corriqueiros que nos apontam quem realmente somos, não é nada cristão ser depreciativo, agir de forma macabra e preconceituosa através da ironia aqueles que Cristo nos ensinou amar e acolher como irmão, não convém a um cristão agir totalmente indiferente com os sentimentos alheios. São atitudes como essas que esvaziam o total sentido da boa nova na qual Cristo veio anunciar e ensinar a toda humanidade, através de seu testemunho de amar a todos e até os próprios inimigos, sendo nós todos irmãos sem jamais ser indiferente com o semelhante. Por isso é fundamental se questionar sobre esse fato lamentável que revela a contradição com os princípios humanitários e principalmente cristão.
         Essas atitudes nos fazem lembrar também de alguém que foi humilhado, depreciado e escarnecido por muitos, sendo cuspidos e apedrejado no caminho do calvário, sim é Cristo que também estava desfigurado, numa situação nada apreciativa. Mas me pergunto! Se Cristo diz que a cada um desses pequeninos que ajudarem ou ignorarem é a Ele mesmo que se faz? Então a cada irmão depreciado, zombado e humilhado é o próprio Cristo!Por mais que seja uma brincadeira (mal gosto) reflete uma realidade de muitos que estão também desfigurado (feios, mal vestido e e mal cheiroso), vítimas da sociedade na qual vivem a margem sendo ignorados ou quando lembrado é de forma sarcástica. Não adianta ficarmos com uma carinha de tristeza numa via-sacra encenada, chorando por um ator que faz lembrar Jesus Cristo enquanto o verdadeiro Cristo continua sendo ignorado, escarnecendo e humilhando no calvário da vida real.

Pax!

sábado, 18 de janeiro de 2014

Circuncisão do coração

Cristo se faz presente no Templo
         Paulo da Costa

         Logo após o nascimento de Jesus, mas precisamente no oitavo dia foram ao templo para apresentação do menino como também para purificação de sua mãe Maria. Ao apresentar o menino Jesus como de costume segundo a lei judaica foi circuncidado como todo judeu varão sendo também consagrado a Deus por ser primogênito, e dentro do ritual se fazia necessário o sacrifício de duas rolas ou pombas. Além da família de Jesus há manifestação de dois mais personagem que é  Simão que era conhecido por ser justo e piedoso como também da profetisa conhecida por Ana uma senhora idosa que desde cedo foste viúva e vivia exclusivamente para o Templo numa vida de jejum e oração.
         O evangelho de Lucas nos apresenta Jesus como o primogênito por excelência de Deus, aquele que veio ao mundo para nos salvar ao anunciar a boa nova, apresentando a aliança eterna com o Pai para com a humanidade, que traz as suas consequências no madeiro da cruz. Se observarmos bem, a apresentação de menino foi no oitavo dia, que é logo após o fim do ciclo de 7 dias iniciando um novo ciclo que podemos perceber a superação da antiga aliança chegando  a sua plenitude na nova e eterna aliança. Por isso se faz pleno sentido a ressurreição de Cristo se manifestar no domingo o dia do Senhor que é o novo dia da semana, um novo ciclo que no antigo testamento se concluía no shabat o repouso de Deus. Sobre a circuncisão de Jesus, segundo as tradições judaica é uma forma de manifestar exteriormente(na carne) a fé do seu povo para com  Deus, um memorial a aliança com YWHW . Mas podemos perceber numa outra expectativa  da nova aliança um convite a uma circuncisão não na carne simplesmente, mas do coração (alma) como fala o Apóstolo Paulo mostrando novamente a superação e dando o sentido pleno, que é de convidar a unidade  com Cristo Jesus, superando todos as inclinações (vícios) no exercício das virtudes, guiado pelo Santo Espirito para uma vida em busca da santidade. Somente na intimidade mística com Cristo  é  que se terá uma consciência do que é real(eterno) e o que é ilusória (efêmero).
Jesus no Templo
         A manifestação de Simão e da profetisa Ana no Templo vai muito além dos próprios personagem descritos na Sagrada escritura, que nos mostra o regozijo de ambos como também a manifestação divina por intermédio do Espirito Santo, onde nos mostrar que quando se chega a um estágio de um contato mais concreto e  íntimo  com Cristo,encontra também o sentido existencial da vida que é a unidade com Cristo por toda a eternidade. Quando se há realmente a circuncisão do coração (alma) se tornando um só coração com Pai pelo Filho através do Santo Espirito, se alegra pelos frutos manifestado por todos aqueles que buscam verdadeiramente as coisas do alto, tornando os que o procuram, novos cristos sendo profetas, sacerdotes e reis para anunciar e fazer acontecer o reino de Deus no meio de nós. Cristo nós convida sempre a esse encontro, no Templo sagrado que se faz presente dentro de nós,e que nas escrituras nos revela constantemente  Jesus visitando o Tempo desde sua tenra idade e nos convida a irmos também ao Templo para dialogar e buscarmos as respostas necessária para se manter agraciado no Espirito Santo que nos une a Deus pelo seu filho, sejamos como os doutores da leis que apesar de suas avançadas idade se sentavam junto ao menino Deus para ouvir sua sabedoria eterna no Templo do Senhor, sejamos humildes pois foi aos pequeninos desse mundo que foste revelado e compreendido a boa nova (Mt 11,25).

                Pax!

domingo, 5 de janeiro de 2014

Reflexão Casual XVI


“Não leve a vida tão a sério, pois a perfeição nunca será alcançada. Somos humanos limitados e por sermos inacabáveis, temos a oportunidade de cada aurora, obtermos novas experiências que podem nos tornar melhores... Aproveite a todo o instante de sua vida, o aprendizado da dinâmica do amor a si próprio, ao próximo e principalmente aos seus desafetos.”

Paulinopax