domingo, 20 de abril de 2014

Cristo ressuscitou! Aleluia, Aleluia!

Páscoa: Nova vida, novo tempo
Paulo da Costa

         Os seguidores de Jesus tinham uma expectativa diferente ou não compreendiam plenamente o que Senhor anunciava desde do inicio de seu ministério salvífico.  Sabiam que algo iria acontecer mas não tinha uma compreensão de que forma seria isso, muitos esperavam revolução, através de um rei triunfalista que tirariam o poder dos opressores romanos, libertando o povo judeu da dinastia pagã. Mas se frustaram,pois não aconteceu como esperavam. Tudo ocorreu como o seu Mestre já tinha falado antes, e quando Ele morreu, suas expectativas se frustaram e voltaram triste para suas casas. Sem seu líder (o Pastor)  todos estavam desorientados,por isso preferiram se esconder e não se expor com medo de serem perseguido e terem o mesmo destino de Seu mestre, vivendo novamente a suas vidas simplória e sem objetivo nenhum. O inicio da  caminhada de muitos cristãos é cheio de duvidas, que causa insegurança  assim como foi dos discípulos que tiveram  inicialmente sua experiência através do sepulcro vazio, mas quando se encontraram com o ressuscitado, tudo revigorou-se e resplandeceu com grande regozijo as almas de todos aqueles que estavam triste e sem esperança, quando Cristo ressuscitado se manifestou a seus discípulos tudo se fora compreendido, e de tristes e abatidos ficaram numa imensa alegria com  o retorno do Mestre. Mas foi necessário Jesus esclarecer catequeticamente toda a história salvífica para se compreender o que foi profetizados  pelos antigos sobre o Messias (Lc 24, 25-27).
Ascensão de Jesus
         Não devemos jamais se abater com as dificuldades da vida, com as injustiça de uma sociedade materialista e consumistas, onde prevalece o egoismo que leva as consequência desastrosa da injustiça motivada pela a impunidade, que  corrompem  muitos que já tinha latente em seus corações a maldade e a violência. Cristo que se faz presente dentro de nós (Templo do Senhor), mas por estarmos afogado nos pecados é que nos distanciamos  de Deus,criando toda uma crosta endurecida de impureza, tornando o corpo num verdadeiro sepulcro em vez do templo sagrado do Senhor. Cabe a cada um de nós deixar Cristo Jesus ressuscitar em nossos corações, se tornando um homem novo em comunhão plena com Deus pelo seu Filho através do Santo Espírito mostrando através do testemunho essa intimidade que frutifica nos tornando novos cristo,sendo luz para mundo. Devemos resistir essa cultura de morte, transcender além do circulo da morte,sendo promotores da vida (mensageiros da paz), com humildade e alegria anunciemos a boa nova entre todas as nações principalmente pelo testemunho da fé,  refletindo concretamente na caridade junto ao próximo que se torna nossa irmão em Cristo. Quando se está comprometido com a obra de Deus, em comunhão com Cristo Jesus não há morte que supere. A dor e as dificuldade sempre existirão mas caminhar com cristo é o grande diferencial. Então vamos anunciar a todos que Cristo ressuscitou verdadeiramente! Aleluia, Aleluia!

         Pax!

sábado, 19 de abril de 2014

" Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? "

Páscoa: Nova vida, novo tempo
Paulo da Costa

"Não tenham medo! Sei que vocês estão procurando Jesus, que foi crucificado. Ele não está aqui; ressuscitou, como tinha dito. Venham ver o lugar onde ele jazia. Vão depressa e digam aos discípulos dele: Ele ressuscitou dentre os mortos e está indo adiante de vocês para a Galileia. "  (Mt 28, 5 -7)
         Cristo ressuscitou Aleluia! Venceu a morte e está no meio de nós. Tudo inicia no primeiro dia da semana, que é o domingo que se tornou na tradição ocidental o dia do Senhor. Mas não é apenas  porque é inicio da semana, existe uma grande representação teologia por traz disso tudo que está relatado na Sagrada Escritura. A partir da ressurreição de Jesus surge um novo ciclo para a humanidade, Ele nos abre a porta, rompendo o véu que impedia a plena comunhão com Deus, e Cristo é esse o caminho que nos leva a Deus. Como também é a verdade manifestada, a luz que veio a mundo sendo o verbo de Deus entre nós, nos ensinou pelo seu testemunho como a humanidade pode ser torna divina por Seu intermédio,  pois Cristo sendo Deus se fez homem e mesmo homem não deixou de ser Deus resgatando a todos pela verdade revelada (boa nova) que consequentemente o levou ao madeiro da cruz, carregando sobre si todo os pecados da humanidade,e como um cordeiro imolado  remiu os pecados de todo o mundo, nos libertando da escravidão da morte eterna ao reconciliarmos com o Pai. Tendo ele vencido a morte, tornou-se a  vida por excelência e essa vida eterna se torna a nova vida para cada um de nós. Somos convidado á darmos graças e testemunho assim como os discípulos do ressuscitado anunciando a boa nova a todas as nações até a consumação dos séculos.

Ele não está aqui! Ressuscitou! 
         No raia do dia, mulheres foram ao sepulcro de Jesus para ungir seu corpo, mas chegando lá viram a pedra do sepulcro removida, e logo se perturbaram pois dentro não viram o corpo de Jesus, então aparecem os  anjos que a disseram que Ele não estava mais ali porque tinha ressuscitado e não deveria buscar entres os mortos aquele que está vivo, e que em breve, iria se encontrar com os discípulos em um local marcado. Essas mulheres diante da situação se preocupou com o corpo de Jesus, assim muitos de nós se apega as coisas mortas e sem vida como se aquilo fosse o único sentido de nossas vidas (Imagem, ideia, superstição...), devemos não cair na cilada  da idolatria que se chega  ao absurdo de endeusar meros humanos tão limitados como nós, sendo assim desde tempo mais remoto das civilizações. Os anjos (mensageiros de Deus) são bem claro, não se deve procurar entre os mortos Aquele que está vivo, sejamos como esses mensageiros, portadores da boa nova anunciando que Cristo ressuscitou! Mas apesar da ausência do corpo  no sepulcro e o anuncio dos anjos, ainda não foram suficiente para eles acreditarem, estão demasiadamente abatidos e desesperançados, preocupados com o corpo que sumiu ou quem sabe roubado, estão totalmente adormecidos e esquecidos de tudo que o mestre já tinha anunciado antes. Só há fé, para aqueles que tem esperança e para isso é necessário está em prontidão pois algo iria acontecer, a morte não é fim definitivo,  mas tantos os Apóstolos como seus discípulos(Emaús) lamentavam anestesiadamente  a morte do mestre. Somos também convidados  a buscar essa essa plena consciência com o plano salvífico de Deus para conosco e estar em comunhão com Cristo  através da compreensão de sua palavra,pois Ele é verbo de Deus aquele que foi profetizado e que  devia tudo se concretizar para redenção de todos.
Continua...


Pax!

sábado, 12 de abril de 2014

"Renuncie a si mesmo e tome sua cruz cada dia.”

Via Crucis nossa de cada dia
Paulo da Costa

         Na Escritura Sagrada, Jesus ao carregar a cruz até o calvário, relata a  ira e desprezo de muitos no percurso(zombava,cuspiam, jogavam pedra...) que se alegrava diante de tanto horror a um semelhante que morreria de forma tão dolorosa e injustamente, isso mostra que  a nossa peleja na caminhada, para buscar sempre está em unidade as proposta de  Cristo é muito árdua, por isso é fundamental a vigilância sempre sem jamais desviar o foco, se mantendo fiel apesar das quedas que irão acontecer por causa de nossas limitações e diante dos desafios de navegar  contra a natureza do mal, mas sempre disposto a se levantar (reiniciar) para caminhar seguindo a meta que nos leva a plenitude da comunhão com Deus. Não existe uma vida intima com o Senhor sem que caminhada não surja as tribulações, perseguições, calunias pois quem buscar ser luz para mundo será de todas as formas atormentado pelas forças das trevas que domina pela a ignorância alienando e escravizando, todo aquele que optou pelo comodismo dos prazeres fáceis e mundanos. Reflita e desconfie seriamente de sua caminhada quando tudo caminha bem, Cuidado para não cair na cilada da alienação que te mostra tudo belo e colorido. Temos irmãos que sofrem e "clama por Deus!"   Vivemos num mundo onde muitos são vítimas de uma sociedade extremante desigual, injusta e muito violenta onde cada vez mais prevalece o consumismos desregrado, um materialismo que cega ao ponto de matar o semelhante para usurpar coisas meramente supérfluas, motivado por sentimentos mais mesquinho que possa existir no ser humano (egoismo, inveja, ódio...), sem esquece do grande mal que motiva o verdadeiro caos da sociedade que  são os vícios  que domina pelas drogas (lícitas e não licitas), sexo, jogos e todas as perversões que possa existir, sugando a vitalidade e escravizando a alma,  deformando a imagem humana que deveria ser sempre semelhante ao de Deus, que manisfesta a  vida por excelência, o amor, a  justiça, a fraternidade...
Exausto, caiu sob o peso da cruz.
         Na nossa via Crucis, devemos se manter firme e se preparar até as últimas consequências, pois nesse mundo louco que vivemos seremos bombardeado de todas as forma até mesmo dentro da igreja pelos fundamentalistas. É necessário sermos promotores da vida, de uma vida concreta em plenitude que leva a paz de espirito que busca está em harmônia com toda a criação em comunhão com Deus. O mundo buscará de todas as formas nos corromper, é a partir das nossas fragilidade que buscam nos seduzir e dominar para perdição do mal, quando se comunga com todo  tipo de maldade e perversão é porque estar escravizado, sua alma está hipotecado por coisas totalmente insignificante e fugaz, pois Cristo resgatou cada um de nós por um valor infinito, e  se vender como escravo novamente depois de liberto e algo totalmente insano. Nessa caminhada árdua de altos e baixos é fundamental focarmos constantemente no Sumo Bem, Quando se quer realmente viver em plenitude é necessário ter plena consciência de realidade de mundo e principalmente de si mesmo. A malhas do submundo das trevas ira de toda forma tenta nos seduzir e escravizar, é uma luta de toda uma vida. Se libertar é doloroso pois são coisas que nós dá prazer, mas é fugaz e se vender por tão pouco enquanto a nossa alma é tão valiosa não compensa, a liberdade é a nossa maior riqueza que para conquista-la plenamente se deve  desapegar do supérfluo (crucificar),  que se torna isca para nos acorrentar.  Cristo deu o que tinha de mais valor que é a sua a vida para conquistar algo muito maior, somos convidado também a morrer com Cristo (Crucificar o velho homem - pecador) e junto ressuscitar com Ele (novo homem - novo cristo), pois se sabe que nada dura para sempre nem mesmo o sofrimento porque tudo passa, menos o amor de Deus (Sl 32,10). A esperança faz parte desse grande desafio onde a vitória já está ganha mas é necessário merecer a partir do próprio esforço a eterna paz em plenitude no reino dos céus.

Pax!

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Eis que chegou a hora...

Via Crucis nossa de cada dia
Paulo da Costa

"Eis que chega a hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos cada um para sua parte, e me deixareis só; mas não estou só, porque o Pai está comigo.Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (Jo 18, 32-33)
         Durante a celebração da última ceia, Cristo instituía a santa eucaristia fazendo acontecer o memorial de sua paixão morte e ressurreição que se consumará no fim dos tempos (Mt 26, 29). Judas se ausenta da presença dos doze, ao ser descoberto por Jesus sobre sua verdadeira intenção e partilhou junto com os doze  tudo sobre o que iria sofrer para redenção da humanidade, como comprimento das palavras dos profetas e das escrituras judaica (Toráh), mas Ele também  apresenta um novo mandamento: "Que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros.» (Jo 13, 34-35)" . Isso foi exemplificado já inicialmente durante a ceia quando Jesus lava-va os pés de seus discípulos e orientando-os que entre eles se deve praticar o ato semelhante como fez seu mestre, que ensinou com seu testemunho, a servirem uns aos outros. Durante a ceia, Jesus apresenta  seu discurso com um tom de despedida diante do grande sofrimento que irá ser submetido para se cumprir a nova e eterna aliança que o levará ao  madeiro da cruz  e que resplandecerá com sua ressurreição ao terceiro dia, e continua seu discursos revelando a missão dos  discípulos  e principalmente sobre a vinda do Paráclito (Espírito santo).
A agonia de Jesus
         Após a ceia Cristo e alguns de seus discípulos foram  ao jardim de Getsemâni, enquanto orava os seus estavam á distância na sua espera. O texto nos apresenta uma dormência por parte dos discípulos que são admoestado pelo Mestre durantes algumas vezes. No nosso cotidiano somos também convidado a ir constantemente ao encontro do Senhor, silenciar e buscar o deserto interior (Deus se revela), mas por comodismos traímos o Senhor Jesus, em  atitudes que nos adormecem para real vida, inebriados nas ilusões dos caprichos e inclinações (vícios) que nos distância de Deus cada vez mais.  Somos convidado a beber do cálice e abraçar de corpo e alma a vontade de nosso senhor Jesus Cristo, mesmo que seja amargo, pois se faz necessário estar em comunhão com o Pai, sendo novos cristos não somos diferente do mestre, devemos seguir a nossa via crucis através do  testemunho de sermos sal e luz para o mundo. Cristo ao ser traído por Judas e sendo preso, foi torturado humilhado, e posteriormente julgado e condenado injustamente por seus algozes. Os discípulos se dispersam e ficaram totalmente desorientado. Nós quando adormecidos, vivemos de ilusões que nos cega, Sufocamos qualquer ligação possível de comunhão com Cristo Jesus, sendo eles (as ilusões) os algozes que antes nos seduz (serpente)para depois escravizar, dominando e nos distanciando de Deus causando um grande vazio e desnorteio de vida.  Mas é preciso ter coragem, pois Cristo venceu o mundo e devemos resistir e buscar a Deus incessantemente, mantendo sempre desperto numa vida de intimidade com o Senhor através da oração, de seus sacramentos e principalmente do discipulado que leva a caridade e o testemunho de fé.
Continua...

Pax!

sábado, 5 de abril de 2014

Reflexão Casual XIX


“Pessoas más e amargas são profundamente orgulhosas por não aceitar a felicidade se manifestar de forma tão simples na vida de cada ser existente.”

Paulinopax

sábado, 22 de março de 2014

São Marcos Evangelista

Marcos, o Evangelista e sua comunidade
Paulo da Costa

          Os escritos de  Marcos é o mais antigos entre todos os quatros Evangelhos, Servindo de fonte para os evangelhos de Mateus e Lucas, foi também considerado o mais próximo ao descrever Jesus historicamente. Escrito, aproximadamente entre os anos de 65 - 70 d.C., e provavelmente em Roma, pois se percebe expressões marcante de origem latina em seus escritos. Sobre o autor é identificado pelo nome de Marcos, onde existem relatos sobre sua presença principalmente no livro dos Atos dos Apóstolos, onde se fala de Marcos com o cognome de João Marcos (At 12, 12) e se fala que Ele também seria primo ou sobrinho de Barnabé (At 15, 37). O Evangelho segundo são Marcos, ficou muita das vezes deixada de lado comparando com os outros Evangelhos na sua importância, principalmente na liturgia da Igreja romana, em que no lecionário festivo, era apenas recorrido  quatro vezes. Considerado o parente pobre dos outros Evangelhos, se acreditava que o Evangelho escrito por Marcos seria apenas uma síntese do Evangelho segundo Mateus, e outra questão importante que foi levantada precipitadamente, era que os escritos de Marcos, se resumiria apenas numa síntese da vida do Apóstolo Pedro , sendo descrito como pessoa ideal e sem mácula, apesar de seus vacilos.

            Mas a partir do documento "Divino Afflante Spiritu", o Evangelho segundo Marcos  toma a sua devida importância. No ano de 1943, mas precisamente no mês de setembro,  foi publicada a nominada encíclica  sobre os estudos bíblicos. Onde se expõe as normas que  devem ser observada no uso da Sagrada Escritura. Então diante desse contexto, surgiu o questionamento sobre o devido escritos de Marcos: Por qual motivo este aparente esquecimento do Evangelho segundo Marcos? Sendo que posteriormente no Concílio Vaticano II, se reconheceria a grande importância de seus escritos , tanto por sua primazia que serviu de fonte aos outros Evangelistas como também sua originalidade rústica literária.
          Sobre o autor denominado Marcos, era de costume autores anônimos escolherem nomes referenciados,  para receberem os créditos necessários, pois era de estranhar que um judeu (discípulo de cristo) que segundo os tradicionalista, sendo ele Palestino, estaria  em certos momentos em contradição na geografia, como também nos costume e principalmente sobre o  calendário judaico, mostrando uma certa desinformação sobre suas próprias raízes. Mas segundo um estudo mais aprofundado tudo indica que era um convertido do judaísmo, que realmente seria  parente de Barnabé, e teve uma estreita relação com Pedro (tradição narrativa) como também posteriormente com Paulo(tradição querigmática). Escrevendo aos gentios, não via uma urgência necessaria em se aprofundar na cultura judaica, sendo essencialmente o anuncio de Cristo ao gentios, sua prioridade.
            A comunidade de Marcos  é bem provável que seja localizada em Roma, principalmente pela forte presença da escrita latina em seus textos, apesar de algumas colocações em aramaico também presente em seus escritos. Na comunidade em sua maioria é formada por étnico-cristãos como também por judeus-cristãos, por isso o motivo das explicações de certas colocações em aramaicas, como também explicações mesmo superficiais sobre os costumes judaicos. Se percebe no Evangelho segundo Marcos que ele não tinha o objetivo especifico de escrever somente a sua comunidade, mas ao contrario, com um forte fervor querigmático aspirava aos confins do mundo o anuncio de Jesus ressuscitado a todos os povos. observa-se claramente que a comunidade está aberta para missão através do anuncio mediado por uma evangelização intensiva, de casa em casa. No contexto histórico o período se faz apresentar numa época de grande perseguição, como ocorrida em Israel na  revolta judaica (66-70 d.C.)e não exclusivamente aos judeus como também aos cristão que para os romanos seriam semelhantes. Sobre o conteúdo se ver um pouco de aprofundamento se incidindo principalmente através da vida e missão de Jesus, onde se convida toda a comunidade a reinterpretar através de suas próprias vidas na luz da vida de Cristo.
Pax!

sábado, 8 de março de 2014

Deserto... (2ª Parte)

Caminhada ao Deserto Interior
Paulo da Costa

         Escritura nos revela que logo após que Cristo sente fome se inicia um diálogo com o tentador, ele surgiu sutilmente se aproveitando da situação para poder dar o bote nos momentos de fragilidade humana. Assim é a manifestação do mal no nosso dia a dia. Na primeira tentação ele se apresenta como o emergencial e efêmero em troca do essencial, propondo se vender por coisas insignificante como um simples saciar-se de algo por um momento e logo após se vê no vazio com sentimento de fracasso, O pão que simplesmente sacia fome jamais se compararia com o pão que vem do céu (Jo 6, 31-35). A segunda tentação se observa a questão de tentar a fidelidade de Deus, vê a relação com o divino como uma troca (comércio), isso é um grande risco e muito corriqueiro nas igrejas, onde se buscar a Deus por troca de favores, uns somente no momentos diríeis e em troca se faz uma promessa, tendo o êxito logo se afastar de Deus e vive novamente uma vida medíocre na total libertinagem, outros piores ainda se sente melhores do que seu semelhante por viverem toda a sua vida diariamente na Igreja ou no seu grupo e pastoral, se sentem na autonomia de jugar-se melhor dos que os outros como também de condena-los e no absurdo direito de cobrar de Deus êxitos particulares por causa de sua total dedicação ao reino de Deus. Como o próprio Cristo Falou não devemos tentar ao seu nosso Deus, tudo que façamos seja espontaneamente por amor sem querer nada em troca a não ser o bem comum na humildade de filhos e servos de Deus.

A terceira e última tentação o tentador propôs a Cristo, todos os reinos e riquezas desse mundo, se ele prostrar-se diante dele e o adorasse. Assim, hoje se observa como a humanidade continua idolatra, se vendendo por tão pouco suas almas que são tão preciosa para Deus, se tornando escravos (vícios e ideologias) e totalmente dependentes de coisas mais tolas e fúteis (drogas, jogos, sexualidade desregrada e etc.) que possam existir, sem falar dos absurdos dos idolatras de seu próprio semelhante que chegam ao ponto de divinizá-los, fazendo todo tipo de loucuras para se aproximar de seu deus de araque... Tudo isso jamais levará a uma verdadeira alegria a eterna felicidade, isso não passa de uma efêmera ilusão que após do fugas gozo vem as frustrações melancólicas de total vazio, sem deixar se quer um norte a seguir totalmente perdido na vida. Nada se consegue sem esforço a própria natureza nos ensina que se um rebento não reagir logo após seu nascimento morrerá de fome assim é o ser humano, se não buscar o sumo bem(Deus) continuará morto e morto viverá por toda eternidade. Cristo na sua autoridade expulsa o tentador, rompe o diálogo com o mal, nós devemos sempre evitar está próximo das oportunidades que nos leve a perdição, se tens consciência de suas limitações e inclinações não dê chance para que ocorra sua ruína, pois bastar um simples descuido por um momento, para desgraçar toda a sua vida. Busquemos as coisas do alto como Cristo Jesus, que logo após a tentação foi servido pelos Anjos, e que nós também sendo fiel as coisas do alto sejamos frutificados pelo Santo Espirito.

Na liturgia Católica esse texto sobre o deserto se relaciona ao período mais precisamente da quaresma, um tempo de penitência que leva a reflexão através do jejum, da oração e da caridade. A Igreja convida seus fiéis a experimentar o tempo da graça através da reconciliação com Deus e o irmão (próximo). O exercício da conversão não está somente relacionado a esse período, mas sim ao seu cotidiano por toda vida. Buscando sempre ser sal e luz para o mundo na humildade de servo de Deus, é necessário combater a cultura de morte que sempre é liderada pelo egoísmo, que leva a vaidade e a hipocrisia que mascara e deforma a nossa imagem que deveria ser sempre semelhante a Deus. Então não perca tempo vai ao deserto! Se esvazie de tudo que te perturbe e que te afasta do teu Senhor, busque se preencher ao ponto de transbordar das coisas do alto, de sua paz e sabedoria na essência do amor divino, enfim em comunhão plena com o Pai pelo filho através de seu Espirito.

         Pax

quarta-feira, 5 de março de 2014

Deserto...

Caminhada ao Deserto Interior
Paulo da Costa

"Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome." (Mt 4,1-2)
         Jesus ao ser batizado por João Batista seguindo as tradições proféticas foi levado pelo Espírito ao deserto, tinha plena consciência o que deveria enfrentar na sua missão se confirmando tudo o que aprendera em seus tempo de silêncio no povoado onde vivia na simplicidade de um judeu como qualquer outro numa vida de trabalho, família e oração. Cristo foi ao deserto longe de tudo e de todos na experiência mística do profundo silêncio num zelo impecável do jejum e de atividade intensa de oração. Logo após esses quarenta dias, sentiu fome e foi tentado pelo diabo em três situações distinta, primeiramente que transformasse pedras em pão pois já que estava com fome deveria sacia-la mas o responde que não só de Pão vive o homem, mas de toda palavras que provem da boca de Deus. Novamente o faz tentar a Deus o levando ao mais alto do Templo e pedindo para se jogar, pois os anjos os socorreriam como está nas escrituras, mas novamente o responde também partir das Sagradas Escrituras que não tentarás o senhor seu Deus. O diabo o levou para o monte muito alto e lhe apresentou todos os reinos do mundo oferecendo-lhe em troca se fores prostrado diante dele e adorado, mas Cristo o repreende e diz a partir das Escrituras que somente ao Senhor teu Deus o adorarás e somente a ele prestará culto.
         Cristo só foi inicialmente tentado quando sentiu fome, isso mostra claramente a sua humanidade se manifestando assim como a cada ser humano que senti fome, sede, frio e outras diversas necessidades, o diabo estava próximo esperando o momento oportuno para se manifestar. Jesus teve fome e foi tentado a comer o pão, Já Eva no paraíso mesmo não sentido fome, se viu atraída em comer a maçã ao ser convencida pela serpente e tudo começou pelo diálogo com o tentador. O diferencial é que Cristo é o próprio verbo de Deus e rebateu sua frívolas colocações a partir das Escrituras, mostrando que além da fugacidade do tempo (Fome = emergente) devemos se preparar para eternidade, buscando o pão que veio do céu (Jesus Cristo) e não se vender por nada efêmero, o que é tão precioso, se não própria é vida resgatada a preço de sangue no madeiro. Novamente o diabo o tenta ao pedi-lo para se jogar do alto do Templo agora baseado nas Escrituras, mas cai por terra sua tentação pois Cristo sendo o verbo encarnado no meio de nós não perderia seu tempo provando nada sobre si e muito menos tentando a Deus. O diabo era insistente e o tentara pela última vez, oferecendo-lhe toda suas riqueza se adorado fosse, mas Cristo tinha plena consciência de sua missão na terra e de sua autoridade ao expulsa-lo de sua presença, como também da comunhão eterna, sublime e amorosa com o Pai.
         A ida de Cristo ao deserto por um período de quarenta dias numa experiência mística de jejum e oração, e levado posteriormente a um confronto diante do tentador, quer nos mostrar que cada um de nós devemos ter também essa comunhão com o Cristo em unidade plena com o Pai por intermédio do Santo Espirito. Como é relatado no evangelho, Jesus foi levado ao deserto pelo Espirito (Mt 4, 1) e essa intimidade aflorada com o divino só é possível numa vida de oração, de apostolado pela fé e principalmente pela caridade que se culmina na eucaristia. E todos que chegam essa maturidade espiritual, se transfigura também a todas as suas dimensões humana, levando a uma superação de suas limitações e despertando para uma vida nova. Esse convite ao deserto é o exercício de interioridade que deve levar a um autoconhecimento diante das misérias e inclinações, como também das qualidades e potencialidades de cada ser humano que caminha ao grande encontro que é ao Sacrário humano (templo Senhor), na busca da conversa íntima e sincera com Cristo que se faz presente dentro de nós (1Cor 3, 16-17). O deserto quer nos mostrar as pelejas humanas diante das dificuldades que cada cristão deve encara no seu cotidiano, num mundo onde Cristo não foi acolhido, mas ao contrario foi perseguido até a morte, e morte de cruz. Nós como servos de Deus, nunca seremos melhores que o Senhor e consequentemente seremos perseguidos por toda vida, quando fiel a vontade do Pai.
Continua...
Pax

domingo, 2 de março de 2014

Reflexão Casual XVIII


“É melhor uma vida simples e incerta com alguns momentos felizes, que te levará a boas lembranças por toda vida, do que uma vida aparentemente cheia de certeza, proporcionada pelo orgulho ferido que te atormentará pela eternidade.”

Paulinopax

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Renascer em Cristo

O Batismo de Jesus
Paulo da Costa





" 16 Depois de ser batizado, Jesus logo saiu da água. Então o céu se abriu, e Jesus viu o Espírito de Deus, descendo como pomba e pousando sobre ele.17 E do céu baixou uma voz: Eis meu Filho muito amado em quem ponho minha afeição. E do céu veio uma voz, dizendo: "Este é o meu Filho amado, que muito me agrada." (Mt 3 16-17)

      Jesus desde sua visita ao Templo aos doze anos e o ocorrido que impressionaram bastante os doutores da leis presente ao ouvir suas palavras de profunda sabedoria, Cristo viveu um silêncio em sua história onde muitos estudiosos acreditam que ele viveu sua juventude como qualquer jovem normal de sua idade que se divertia e trabalhava. Teve a oportunidade de conviver com os seus na simplicidade de um anônimo judeu de sua época Estudando a Torah como também seguindo com muito zelo e amor suas obrigações judaica e familiar  ao ajudar  sua mãe em casa  e seu pai José na carpintaria. Ao completar  trinta anos de sua vida teve uma mudança profunda e radical, ao assumir seu ministério salvífico diante de seu povo e de todas as nações do planeta.
         Cristo Jesus começa a sua missão a partir do batismo ministrado por João (O Batista), onde se fazia necessário se cumprir as escrituras dando seu comprimento já profetizado em épocas anteriores sobre a sua futura vinda. Mostrando que sendo o eleito (servo)por excelência de Deus Pai sendo que na sua humildade, veio abraçar a vontade que vem do alto em favor da humanidade para nossa redenção. Ao ser batizado por joão batista que é um batismo de penitência, se prefigurou tomando sobre si toda a humanidade com seus pecados e ao emergir junto consigo uma nova humanidade purificada e renovada onde se fez acontecer pela a iniciativa de Cristo (Batismo),e através do Santo Espirito (Pomba) onde tudo  aconteceu pela vontade do Pai.
         Nossa missão também é missão de todos eleitos por Deus, de ser sal e luz para mundo. Aquele que mergulha sua humanidade(se humilha para recomeçar) com todo seus apegos ,inclinações que escraviza e atormenta, buscar renascer como tudo na terra de onde se faz precisar da água para ter vida, e dessa vida  que proverá da água, deve também o homem renascer , emergindo como uma uma nova criatura que se faz unido com as coisas eternas que vem do alto. Cristo nos convida a uma vida nova, mas para isso se deve dar um basta, esta focado naquele que é eterno e latente dentro de nós (Verbo de Deus), que faz soar sua voz no silêncio do nosso coração e a partir desse encontro vai libertar paulatinamente dos grilhões da morte (vícios), pois quando a luz se manifesta, as trevas que antes dominava se dissipa e uma nova expectativa se faz surgir.
         Cristo nos convida a sermos os novos cristos em unidade plena com o Pai pelo Espirito Santo, mas isso só é possível na total adesão com a boa nova revelado pelo verbo encarnado, é necessário diariamente se renovar, atualizar o memorial do batismo como foi apresentado pelo evangelho, devemos deixar essa manifestação ocorrer a cada aurora que desperta em nossas vida, de sermos solidaria com a missão, de se doar (mergulhar) para acontecer reino de Deus no meio de nós. Assim como a pomba (Espirito Santo) que surge nas escritura no batismo de Jesus ela nos reveste com o poder divino. A voz que se manifesta do Pai ao seu filho amado seja ouvida no nosso silêncio, tornando-se seta a ser seguida com zelo e humildade por toda vida.

Pax!