sábado, 17 de fevereiro de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação

SEXO, DESVIO E DANAÇÃO

Paulo da Costa Paiva


APRESENTAÇÃO

            O autor Jeffrey Richards, apresenta temas sobre os acontecimentos do cotidiano medieval de sua população e como a Igreja se posicionava diante das problemáticas de um período altamente delicado que causava verdadeira histerias sociais, numa Europa que vivia o inicio da idade média com todas as suas perturbações sociais e espirituais. O livro tem uma leitura de fácil compreensão onde apresenta os temas de maneira simples e objetiva, com uma metodologia acadêmica muito zelosa, apontando referências a outros pesquisadores sérios, solidificando uma pesquisa  com grande credibilidade histórica. Traduzido pela editora Zahar para o português por  Marco Antônio Esteves da Rocha e Renato Aguiar num total de 180 paginas.

SINOPSE

O CONTEXTO MEDIEVAL

            O livro retrata o contextos vivido por grupos específicos que viviam na marginalidade de uma sociedade teocrática medieval, num período muito delicado socialmente de grande calamidades causada  pelos conflitos demográficos,  surtos de varias doenças e muito fome. todas essas mazelas causava uma verdadeira histeria na população que tinha como única esperança a sua fé em Jesus Cristo, que nem sempre mostrava salutar e consolado em seus corações. Por que se viva num período de virada milenar mas precisamente no ano 1.000 e.C e muitos acreditavam na volta de Jesus Cristo, e no imaginário popular era tão intenso e forte que todo tipo de manifestação aparentemente perturbadora e diferenciada significaria um sinal de sua volta, na loucura desesperada de salvação numa verdadeira realidade apocalíptico, e que muitos buscavam uma vida de profunda penitência e peregrinações,  onde muitos foram principalmente  a Terra Santa. Como muitos acreditavam que o mundo iria acabar na virada do milênio e não se concretizou seus temores, mas isso nãos os deixou de estar impressionado pois isso estava impregnado no seu modo de viver, muito se falava em Anticristo, se tonando uma tema constante assunto comum entre os mais doutos e os mais ignorantes, se manifestando na sua própria cultura através de sermões, poemas, história e peças.  No mesmo período e contexto houve o Concílio Lataranense (1215), com o objetivo principalmente de impor conjuntos de regras para  fortalecer o total controle sobre a vida e a crenças dos Leigos.

SEXO NA IDADE MÉDIA

            Na era medieval em seus textos antigos,  tudo que era escrito sobre a sexualidade em si, ficavam na obscuridade decente de uma linguagem clássica. Baseado nos próprios direcionamentos da Igreja, o seu único e exclusivo objetivo seria que o sexo tinha do ato em si, de reprodução e consequentemente forma famílias. Diante da temática  relacionada ao sexo se dividia em três categoria: Teórica, prática e cultural, numa dimensão médica, teológica e constitucionais da lei, já na sua dimensão cultural se demonstrava  no seu próprio cotidiano e nas manifestações artísticas  como por exemplo: As poesias, as prosas, anedotas, rimas e etc. A Igreja era grande reguladora da moral e dos bons costume, é a que tinha a ultima palavra sobre o que era certo ou errado na sociedade medieval. Como também a força dominante na vida espiritual, como a única detentora da verdade revelada por Cristo tendo o sucessor petrino que poderia salvar e condenar segundo seus próprios critérios, baseado na sua interpretação da revelação divina nos séculos. Diante de sua autoridade espiritual e secular tomou a iniciativa de especificar que atos sexuais, as pessoas poderiam se permitir e de regulamentar onde, quando e com quem o sexo poderia ter lugar.

            O sexo segundo a Igreja não poderia ser desfrutado por seu puro capricho de seu bel-prazer, mas para fins pro criativo dentro do próprio casamento sendo abençoado na presença de Deus pelo sacerdote (clero), apesar da resistência principalmente da nobreza aristocrática que se utilizava como  peso de moeda onde eram acertados entre famílias, assim como em todo os níveis sociais, envolvendo na maioria das vezes propriedades, bens e até dinheiro. Essa Ideia de que a mulher em geral seria um bem de interesse de todos e o que ela pensava pouco importava, era uma realidade que vem desde os primórdio da humanidade e na idade média não era diferente, pois ela estava sujeita ao Pai e quando casada totalmente subordinada ao seu marido, principalmente para os aristocratas,  já que os casamentos lhe garantiam uma sucessão e consequentemente de se apossar sempre de mais e mais terras, dessa forma quando era necessário, para o seu próprio beneficio eram favorável a dissolubilidade do casamento levando ao segundo casamento habitual, acarretando a uma briga voraz e bastante longa entre os nobres e a Igreja, durante todo esse período.

Continua... 

Paz e Bem!!

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