sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O Amor de Deus

O AMOR DE DEUS
Paulo da Costa


         Deus é amor, ele nos contagia com sua presença, desde o principio, na criação, Ele manifestou a sua essência. Deus criou a vida por amor, toda terra, na sua natureza com as suas criaturas e de forma especial, única e singular, o ser humano, e os tornou a sua imagem e semelhança. Deus ama a todos os homens com amor eterno, mas também a cada um, separadamente, de forma pessoal e singular. Mesmo que uma mãe esquecesse e abandonaste o filho de suas entranhas, Deus jamais o abandonaria, e Ele o chama pelo nome (ISm 3); Pois cada um és único e muito importante para Deus.

         Deus nos amou de forma incondicional, não impondo condições nenhuma para amar. Ama-te assim como és neste momento, não importa o seu passado com seus pecados e vícios. Deus te ama assim, com suas qualidades e defeitos, não por causa de tuas qualidades e virtudes, mas com tuas qualidades. Deus não deixa de amar-te por teus defeitos, te ama como tu és. Ele ama porque és bom e não porque você seja bom.

         Deus criou-nos para a felicidade e como bom Pai, Ele só procura o nosso bem, a única coisa que Deus nos pede, é que creiamos no seu amor, que confiemos mais nos seus planos, do que no nosso. A primeira coisa que Deus nos pede, não é que o amemos, mas que nos deixemos amar por Ele, e tudo será providenciado na sua misericórdia Divina e no seu infinito amor, na medida em que nos abrimos e aderimos o seu amor por nós, o amor não consiste em que o amemos a Deus. E sim que Ele nos amou primeiro, não fomo nós que o elegemos, mas foi Deus que nos elegeu primeiro (Jr 1,4-19). Nós não fazemos nenhum favor a Deus amando-o, é Ele que nos favorece com seu amor, que é eterno.

Paz e Bem!

Pecado

O Pecado
Paulo da Costa


         O pecado é tudo que nos afasta, interrompe e enfraquece a nossa relação com Deus e com o próximo. Isso pode se concretizar através de pensamentos, palavras, atos e omissões. Por causa do nosso egoísmo, por apego a certos bens. Ferimos a natureza do homem e ofendemos a solidariedade humana. Para nós Cristãos. O pecado uma realidade que não atinge somente a Deus, mas atinge também toda a comunidade, Deus nos chama a comunhão consigo e com o próximo, mas o pecado quebra essa comunhão. É, portanto “Amor de si mesmo até o desprezo de Deus”. Por essa exaltação orgulhosa de si, o pecado é contrario a obediência de Jesus, que realiza a salvação.

         Através das Sagradas Escrituras, percebe-se a grande variedade de pecados.São obras da carne que se opõe ao fruto do Espírito:” As obras dos extintos egoístas são bem conhecidos: Fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, feitiçaria, ódio, discórdia, ciúme, ira, rivalidade, divisão, sectarismo, inveja, bebedeira, orgias e outras coisas semelhantes. Repito o que já disse: Os que fazem tais coisas não receberão o reino de Deus” (Gl  5, 19-21).

         A gravidade do pecado pode ser venial ou mortal. Pecado venial, quando deixa substitui  a caridade embora a ofenda e fira. Comete-se quando não se observa, em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então quando se desobedece a lei moral em matéria grave, mas sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento. O pecado venial enfraquece a caridade, mostra uma afeição desordenada pelos bens criados, impedindo o progresso da alma no exercício das virtudes e a pratica do bem moral.

         O pecado mortal destrói a caridade no coração do homem, por uma infração grave da lei de Deus, preferindo um bem inferior. Para que o pecado seja mortal requerem-se três condições ao mesmo tempo; Seja em matéria grave, e que é cometido com plena consciência e deliberadamente. A matéria grave é precisada pelos dez mandamentos de Deus, segundo a resposta de Jesus ao jovem rico (Mc 10, 19). Ressalta também vivemos numa sociedade, onde os ricos são cada vez mais ricos, á custa de pobres cada vez mais pobres. Será que isso não é pecado? Os Bispo, mas precisamente da América  Latina, chamam esta situação de pecado social, porque ela é a conseqüência de má organização social e econômica. O nosso comodismo, individualismo e desinteresse, diante desta situação, são culpáveis. O pecado consiste em dizer não aquele que nos ama, a lei e o ideal poderão nos ajudar, mais só  o amor fará de nós cristãos adulto e autênticos.  

Paz e Bem!

Salvação

 A Salvação
Paulo da Costa


         Quando os tempos chegaram á plenitude, Cristo apareceu como Senhor e centro da História. Ele é o ponto de convergência de todas as alianças anteriores e o fiador da nova e eterna aliança. Cristo que já era anunciado pelos profetas, como o libertador, veio anunciar a Boa Nova e salvar o seu povo dos seus pecados, Ele nos libertou da maldição do pecado e anulou todas as nefastas conseqüências do pecado, e anulou todas as conseqüências para que pudéssemos experimentar a liberdade dos filhos de Deus.

         Cristo não veio somente para nos libertar do pecado, mais acima de tudo manifestar o amor misericordioso de Deus, para com toda a humanidade, através do anuncio da boa nova e a vivencia concreta de cristo ao anunciado. O amor divino  se manifestou especialmente aos excluídos e marginalizados, de uma sociedade egoísta e desumana. Para que onde abunde o pecado superabunde o amor misericordioso de Deus. Jesus sendo de condição divina se encarnou no meio de nos, e viveu entre os homens na terra. Ele se compadeceu e chorou, pelos excluídos na sociedade e da religião. Lutou e denunciou as injustiça e hipocrisia dos dirigentes da época e principalmente ensinou aos homens que o caminho da felicidade é o amor.

         Apesar de toda a sua grandeza, Cristo não foi acolhido pelos seus. Foi julgado  e condenado a morte. Jesus foi acusado de blasfemo, endemoniado, agitador político. Mas ele não mudou em nada suas atitudes. Ele sabe que esta sua autenticidade de vida lhe acarretaria a morte, pois a pressão das autoridades sobre Ele, era sempre maior, mas nem por isso afastou-se do caminho que o Pai lhe traçou. Por isso Cristo morreu: Para ser fiel a vida e para nos ensinar que ser fiel á vontade do Pai, é superior a tudo, até a própria vida. Mas, na sua morte é que somos salvos. Cristo morre na cruz pó cada um de nós, carregando sobre si, todos os pecados da humanidade. È na cruz que estar a maior prova do amor de Deus para com seu povo. Pela cruz fomos resgatados e purificados.

         A paixão de Cristo não foi algo inexplicado em sua vida. Os sofrimentos foram umas etapas decorrentes da maneira de viver de Jesus Cristo, uma conseqüência de sua vida e missão. A paixão faz parte do processo de libertação. Cristo morreu para nos salvar, porque o anuncio da verdade lhe custou á vida, e ao ressuscitar no terceiro dia, Jesus nos deu a vida nova. A salvação é realizada por meio dele, que já conquistou a vitória por nós. Deus quer a salvação de todos e que cheguem ao perfeito amor.

Paz e Bem!

Fé e Conversão

Fé e Conversão
Paulo da Costa


           Cristo nos salvou, arcou com todos os nossos pecados ao carregar a cruz. Morreu por nós e ressuscitou ao terceiro dia, e ao ressuscitar. Jesus nos deu á vida nova. Mas para aceitarmos e recebermos, o que Jesus conquistou para nós. È necessário “ter fé em Jesus, e buscar a conversão para uma nova vida em Cristo:” Se confessar com tua boca que Jesus é o senhor e creres no teu coração que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Pois com  o coração se crê para conseguir a justiça e com a boca se confessa para conseguir a salvação”(Rm 10,9-10).

            Ter fé em Jesus é crer que Ele ressuscitou dos mortos e trouxe a cada um de nós á salvação. É um encontro decisivo com Jesus, é uma transformação tão plena dele em nossa vida, que nos vai transformando nele (Gl 2,20). Fé não é um sentimento, abstração ou uma ideia, tão pouco é uma aceitação de uma doutrina ou dogma, que não compreendemos. A fé é acima de tudo uma aceitação da pessoa e missão de Jesus. A fé é um dom de Deus, não é fruto do raciocínio. Aceitar Deus é confiar nele, acreditar no seu amor por nós e deixar que Ele aja em nós. Ter fé é comprometer-se a realizar plenamente, em nossa vida, em cada momento a vontade de Deus. Seguindo o exemplo de Cristo.  A nossa conversão de vida, só é possível através da fé. Deus já tomou a iniciativa, pois a conversão parte de Deus. A conversão é a transformação de uma coisa em outra, é entregar algo e receber outra em troca. Trazendo para nós, é entregar a nossa vida de pecados e limitações, em troca recebemos a vida de Jesus (vida Nova).

            A conversão se inicia através do batismo, entretanto, a nova vida recebida na iniciação cristã, não suprimiu a fragilidade da natureza humana, nem a inclinação ao pecado, tradicionalmente chamado de concupiscência, que permanece no cristão para prová-lo no combate da vida cristã, auxiliado pela graça divina. É o combate da conversão para chegar a santidade e a vida eterna, para a qual somos incessantemente chamado pelo senhor. A conversão parte da fé, nos ao entregarmos nossa vida a cristo, participamos com Ele de sua vida. Jesus está a porta do coração de cada um de nós, espera apenas que lhe abramos o coração. Ele bate constantemente para entrar, mas nunca irá forçar sua entrada. Espera por sua boa vontade, escute hoje sua voz, não endureça seu coração. Convida-o a entrar.

Paz e Bem!

Senhorio de Jesus

Jesus, meu Senhor!
Paulo da costa


         Cristo ressuscitou ao terceiro dia de sua morte na cruz. O Pai ressuscita o seu filho (Jesus) dentre os mortos. E o exalta gloriosamente á sua direita, Ele enriquece com a força vivificante do seu Espírito, e o estabelece como cabeça seu corpo, que é a igreja. Constituindo Senhor do mundo e da História, estabelecendo-se como dono absoluto de todo o universo (Passado, presente e futuro). Cristo é o vencedor da morte e de toda maldição do pecado. Foi lhe dado todo poder no céu e na terra, diante de seu Nome todos os joelhos se dobram.

         Na versão grega dos livros do Antigo Testamento, o nome inefável com qual Deus se revelou a Moisés, Iahweh, é traduzido por “Kyrios” (Senhor). Tornando-se desde então o nome mais habitual para designar a própria divindade do Deus Israel. È neste sentido forte que o Novo Testamento utiliza o titulo de Senhor ao mesmo tempo para o Pai, mas também para Jesus, reconhecido como próprio Deus.

         Confessemos “que Jesus, verdadeiramente, ressuscitado e elevado aos Céus, é Senhor, consubstancial ao Pai.” Nele reside toda plenitude da divindade. Sentado a sua direita, merece o tributo de nossa adoração.” A ressurreição confere um alcance universal à mensagem de Cristo, a sua ação e a toda missão”. Ressuscitando dos mortos, Cristo nos comunica a sua vida. De sua plenitude todos recebemos a graça (Jô 1,16). Uma vez que pode salvar os que se aproximam de Deus e vive para sempre, para interceder a nosso favor.

         O domínio de Jesus sobre o Universo deve-se estender a todos, de forma especial sobre aqueles que crerem em seu nome, que proclama Jesus, como Senhor de sua vida, em toda sua dimensão, sem deixá-lo ausente de nenhuma área em sua vida. Ser cristão não é simplesmente dizer que acredita em Jesus e sim proclamá-lo no seu dia-a-dia, com atitudes, dando testemunho de vida: ¨Jesus é o meu Senhor!¨. O verdadeiro discípulo de Cristo (cristão). È aquele que busca viver de forma concreta o ensinamento de seu mestre e Senhor.

Paz e Bem!

A Promessa do Pai

A Promessa do Pai
Paulo da Costa


         Jesus ao ressuscitar no terceiro dia, e ao se revelar na sua glória, ainda permaneceu com seus discípulos durantes dias, instruindo-os sobre coisas referentes ao reino de Deus. Também ordena para não se afastarem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai ( At1, 5.8).Cristo comunica o Espírito aos Apóstolos: “Eu irei, mas mandarei a vós o Consolador, o Espírito da verdade que vos ensinará toda a verdade” (Jo 16,13).

         Jesus Durante sua missão, se utilizou de muitos modos, de simbolismo para nos anunciar o Espírito Santo, e de forma muito especial, a simbolizar com água. Porque é princípio de vida. Assim como sem água não há vida na Terra, sem o Espírito Santo não vida nova. Por esse motivo, o envio do Espírito Santo, fez com que Jesus Cristo fosse glorificado. È o apogeu de sua obra salvífica. A promessa do Pai, tratava-se do Compromisso de Deus com os homens, através de Jesus. Que se inicia no Antigo Testamento através de Abraão, onde inaugura a economia da salvação, no fim da qual o próprio Filho assumira “a imagem”, e a restaurará na “Semelhança” com o pai, restituindo-lhe a gloria, no Espírito “ que dar a vida”. Jesus tinha vindo trazer a vida nova. O coração do homem só pode ser mudado por Deus, que cura e liberta. Por isso é necessário, a renovação interior do homem pelo Espírito de Deus que o transforma.

         O Espírito Santo é um Dom, um presente, que exige resposta de quem recebe. E a resposta implica uma transformação radical da vida. O Espírito vem e transforma o coração do homem. Assim, aquele que age animado pelo Espírito Santo, o faz em virtude da própria exigência do amor que habita nele. A ação do Espírito Santo no homem, modifica de forma gradativa, seus desejos, critérios, e valores. Transcendendo a inspirar as coisas do alto. Transformado pelo Espírito, deseja, quer e faz a obra do Espírito, tornando-se uma nova criatura (Gl 6, 15). Cristo ressuscitado e exaltado á direita do Pai, derrama, no dia de Pentecoste, o seu Espírito Santo sobre os apóstolos e depois sobre todos os que foram chamados, fazendo-os á imagem e semelhança do próprio Cristo. Portanto sua ação é absolutamente necessária, pois, a Missão de Cristo passa a ser a missão de todos os cristãos, por intermédio do Espírito Santo. Cristo nos ordena: “Como Pai me enviou, também Eu vos envio” (Jo 20, 21). E assim seja feito a vossa vontade.

Paz e Bem!

Comunidades Cristãs

Comunidades Cristãs
Paulo da Costa


            Quando Cristo subiu aos céus e depois enviou o seu Espírito sobre os discípulos (At 2,1-13), formaram uma comunidade unida pela fé em Jesus Cristo “Ressuscitado”. Presente no meio deles, pela palavra de Deus, oração e principalmente pela fração do pão (Eucaristia) tudo envolvido numa experiência de doação e amor a Deus e ao próximo. Na Igreja primitiva formada pelos primeiros cristãos, todos que creram, continuavam juntos e unidos, e repartiam uns com os outros o que tinham. Vendiam as suas propriedades e outras coisas, e repartiam o dinheiro com todos, de acordo com a necessidade de cada um. Todos os dias reuniam-se no templo, e nas casas, partiam o Pão e comiam com alegria e humildade, louvando a Deus por tudo.(At 2,42-47)

            Comunidade significa um grupo de pessoas unidas, por um ideal comum. Este ideal leva as pessoas à luta, ao trabalho, a partilha de suas vidas, de suas amizades, de sua fé, dos seus interesses, do seu tempo. Quando juntos, inspirando o mesmo ideal (conspirando),nos sentimos bem ao lado de nossos companheiros de lutas e caminhadas. Isto também acontecia com os primeiros cristãos, quando queriam que Cristo entrasse em suas vidas, pela renúncia do pecado e conservação da amizade de Deus. Pediam o batismo, entrando então na comunidade-Igreja.Como no principio da missão de Jesus. Ele chamou pessoas para segui-lo e juntos formaram uma família (comunidade). Cristo Chama a cada um de nós e através do seu testemunho (Mc 10,43-45). Ele nos chama a servir, numa convivência fraterna, onde precisamos uns dos outros. Cada um de nós recebe de Deus algumas qualidades (Dons) para o bem de todos

            Na comunidade, porém não deve reinar somente uma atmosfera de mútua concórdia, mas também e, sobretudo uma solicitude recíproca, articulada na vasta gama de advertência, encorajamento, ajuda e de paciente compreensão. Por isso a comunidade se torna um lugar de amor de perdão, vivido de forma concreta entre todos como uma grande família. Numa realidade comum, de ajuda mútua, lutas e conflitos, sofrimentos, amizade e amor. Mas essas orientações estão presentes nas Escrituras Sagradas e nas convivências fraternas, e que todas as comunidades busquem entrar na mesma dinâmica, do amor recíproco e da responsabilidade de uns para com os outros. Na correção para os irmãos que vivem desordenadamente, a coragem e o sustento na fé para os fracos, a paciência para com todos, e a conduta de amor como estar nas bem-aventuranças. O amor fraterno é uma maneira de atestar diante do mundo a vocação cristã.


Paz e Bem.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Dons carismáticos

Dons carismáticos
Paulo da Costa


         No novo testamento, mas precisamente no livro dos Atos dos apóstolos e também nas cartas apostólicas, percebemos a forte presença e decisiva do Espírito Santo. Nas primeiras comunidades cristãs, no inicio do cristianismo, logo após da acessão de Cristo aos Céus (Lc 24,44-53). Observando os relatos das primeiras comunidades, ficamos muitas vezes surpreso com as freqüente manifestação do Espírito Santo. “A um é concedido por meio do Espírito a linguagem da sabedoria, a outro a linguagem da ciência, a outro o dom de curas em virtude desse único Espírito, a outro o poder de operar milagres, a outro o dom de profecia, o discernimento dos espíritos, a outro de falar diversas línguas, a outro de interpretá-las. Tudo pelo Espírito(1 Cor 12,8-11).

            Dom é dádiva de Deus, expressão do amor de Deus para com todos nós. A finalidade dos dons carismáticos na vida do ser humano É integrá-lo na comunidade. Os dons só têm sentido na vivencia comunitária. Os dons que recebemos no batismo são; Os infusos e Efusos. A distribuição desses dons é realizada pelo próprio Espírito Santo. Os dons Infusos são: Sabedoria, ciência, inteligência, conselho, piedade, fortaleza e temor a Deus. Já os dons Efusos são: Dons de línguas, interpretação de línguas, profecia, cura, milagres, fé, discernimento, palavra de ciência e sabedoria. Quando batizado muitos desses dons ficam adormecido dentro de nós, sendo necessário um despertar do Espírito Santo com seus dons em cada um, e é através da efusão do Espírito Santo por intermédio da imposição de mãos (que é um sinal de comunicação do Espírito Santo) que acontece o despertar dos dons recebidos no Batismo.

            Em cada cristão: No trabalho, na escola, entre amigos, na família, no seu dia-a-dia. Está agindo o Espírito Santo com suas manifestações, de bondade, alegria, fé, compreensão, paz, serenidade, otimismo, justiça e esperança. E não esqueçamos! Como fala “São Paulo, o “Apostolo” em sua carta aos corintios que:” O amor é o mais importante dos dons do Espírito. De nada me adianta profetizar, falar em línguas, fazer milagres, seu eu não tiver amor. ”(1 Cor 13)

Paz e Bem!

O dom de línguas, o dom de interpretação das línguas e o dom de profecia

Dons Carismáticos II
Paulo da Costa


         Ao falar dos dons que o Espírito Santo realiza e distribui em nós. Entre eles há os dons de palavras, que são: O dom de línguas, o dom de interpretação das línguas e o dom de profecia. O dom de línguas são gemidos controlados pelo Espírito Santo, significando a proclamação de uma mensagem de Deus, numa linguagem desconhecida, em nome de Deus para a comunidade. Esse dom nos revela uma maneira espiritual de expressar essa realidade transcendente, ajudando a orar em determinadas coisas, que temos fugidos de colocar em oração diante de Deus.

         O dom de interpretação de línguas se complementa reciprocamente com o dom de línguas, sendo necessário para que, a comunidade estando em oração, compreender o que estar orando ou proclamando em nome de Senhor. O Espírito Santo concede que se compreenda o que estar sendo dito, através de um entendimento espiritual, e não através de uma tradução conceitual e gramatical.

         O dom de profecia é a palavra de Deus comunicada pelo homem, dirigida a uma pessoa ou a uma comunidade. Profetizar é falar em nome de Deus, é anunciar sua boa vontade a cada um de nós e a todos os povos, e também de denunciar o pecado e as injustiças de um dentro de uma comunidade. Sua mensagem é para agora, para o momento em que estamos vivendo. A profecia vem para orientar, corrigir, exortar, encorajar, falar do seu amor e nos levar a amar a Deus e aos nossos irmãos.

         Todo aquele que é batizado em nome da Santíssima Trindade, logo se torna um profeta a serviço do Reino de Deus, Cabe a cada um de nós, responder a esse oficio divino. Primeiramente, experimentando desse amor e através de nossas atitudes, proclamar o nosso Senhor Jesus Cristo, a nossa pessoa e a todos os povos. O centro da profecia é o Cristo e o seu evangelho, portanto as palavras têm de estar de acordo com a palavra de Deus, com o direcionamento da Igreja e dirigido a gloria de Deus e a salvação dos homens.

Paz e Bem!

O dom de ciência, o dom de sabedoria e o dom de discernimento dos espíritos

 Dons Carismáticos III  
 Paulo da Costa


            Continuando o assunto sobre dons carismáticos, há também os dons de cognição, que são dons de revelação inspirado e direcionado pelo Espírito Santo, que são: O dom de ciência, o dom de sabedoria e o dom de discernimento dos espíritos. O dom de ciência é o dom através do qual o senhor faz que o homem entenda as coisas na maneira que ele entende que o homem penetre na raiz de cada acontecimento, fato, uma situação, estado de espírito. Através do dom de ciência, Deus nos revela, dando um diagnóstico necessário para a cura e crescimento espiritual do homem e da comunidade, ensinado-se sobre as sua verdade divina, permitindo que a sua luz penetre no entendimento do homem.

            O dom de sabedoria inspira o homem, a saber, como deve ser sua atitude em cada situação, a maneira de agir e falar inteligentemente de forma concreta e construtiva em sua vida ou na comunidade, levando-o a decidir acertadamente e de acordo com a vontade de Deus no dia-a-dia, na sua vida pessoal, na comunidade e na sociedade em geral.

            O dom do discernimento dos espíritos, nos leva a distinguir a voz de Deus das outras vozes, que tentam nos confundir (Jo 10,1-6) .É um dom que nos permite a identificar  em nós, nas outras pessoas, nas comunidades, nos ambientes e nos objetos, o que é Deus, ou que é da natureza humana, ou ainda, o que é do maligno. É fundamental para cada um de nós, como cristão buscar essa abertura do nosso ser,para o dom do discernimento dos espíritos, para não nos deixarmos arrastar pelas nossas paixões e pela tentação do maligno, e assim livremente fazermos a vontade do Pai, pois só na vontade de Deus, é que poderemos encontrar verdadeira alegria de nossa vida.

Paz e Bem!

O dom da fé, dom de cura e o dom de milagres

Dons Carismáticos IV
Paulo da Costa


            Concluindo o tema sobre os dons carismáticos, mais precisamente os dons efusos. Finalizo falando sobre os dons de obras que são: Dom da Fé; Dom de Cura e o Dom de milagres. O dom da fé é uma graça especial que o Espírito Santo colocou a nossa disposição para que possamos experimentar concretamente do próprio poder de Deus. A fé que inflama o nosso coração, levando-nos a ter uma experiência pessoal com o Senhor vivo e ressuscitado, dando a certeza que Deus agirá, que Seu poder irá intervir em certa situações da vida confirmando nossa ação e oração como sinal que lhe pedimos. É uma graça á qual devemos nos abrir e pedir a Deus. Pela fé cremos que Deus opera maravilhas em favor do Seu povo. A fé move a manifestações do poder de Deus.

            O dom de cura pode se manifestar de três formas na dimensão humana que seria: Corpo, alma e espírito. Se somos abalados em qualquer dimensão do nosso ser, necessitamos de uma cura. E Jesus deseja curar todas as enfermidades, pois é através da cura que somos levados a conversão e a dar testemunho de Jesus, levando a Boa Nova ao próximo, manifestando e também curando em seu Santo nome. Cura é a reforma da saúde, quando sem tem fé no Senhor. O dom de milagres é a ação do Espírito Santo que, para o bem de alguém, modifica o curso da natureza. O milagre é uma intervenção clara, sensível e visível de Deus no decurso dos acontecimentos. Mesmo sendo impossível aos olhos dos homens.

         Cura é diferente de milagre, pois o milagre se manifesta através de uma cura que nenhuma ciência médica poderia conseguir, e que Deus realiza. Já o dom da cura pode acontecer através da intercessão e por meio de medicamentos, de uma cirurgia, etc. Milagre e cura acontecem porque as pessoas têm fé e acredita que Deus não as esqueceu.

Paz e Bem!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Domando a Fera

Domando a Fera

Paulo da Costa
 

Senhor Deus formou, pois, o homem do barro da terra, e inspirou-lhe nas narinas um sopro de vida e o homem se tornou um ser vivente.” (Gn 2,7)

                Deus soprou nas narinas do primeiro homem e o formou  sua imagem e semelhança(Gn 1,27). Assim dessa maneira ele se diferencia de forma singular de todas as outras criaturas, pois ao soprar seu santo espírito,fez  morada o coração do homem, e fazendo  de todo o corpo do homem, seu santuário onde a cabeça se manifesta as inspirações do alto e no coração o amor de divino. Independente disso não se pode esquecer nossa natureza animal, apesar de sermos racional somos animais. Temos nossos instintos e desejos  como todos os outras criaturas e comparando ambos observamos muita coisa em comum, mas o que nos diferencia realmente é a nossa capacidade de refletir, racionalizar de forma centrada ou pelos menos era para ser dessa forma.

                 Mas olhando o histórico da humanidade em diversas civilizações desde seu primórdio, observamos que ele ainda é escravo de seus instintos e desejos, a sua alma acaba sendo refém de suas próprias inclinações, impulsionados pelos instintos primários, que tem como mestra o orgulho. Não podemos esquecer o dom precioso que Deus nos deu, que  foi seu espírito,fazendo morada dentro de nós.Por isso,é importante descobrir se Cristo, realmente se tornou o senhor de sua vida e que junto com ele buscou o objetivo de aprender  a dominar sua humanidade  para o divino se manifestar. Não de forma repressiva e radical, pois devemos comparar nossas inclinações como animal selvagem que precisam ser domado, e para conquistar um animal feroz de forma segura sem medo de ser pego de surpresa é necessário conquista-lo, para isso você tem que conhece-lo(auto conhecimento) respeitando suas limitações e assim ao poucos a fera se sentirá segura próxima de sua pessoa. Não é na radicalidade que vamos superar nossas limitações é necessário primeiro identificar as limitações e inclinações para depois se trabalhar de forma gradativa sem queimar nenhuma das etapas. Para aprender a dominar nossa humanidade é necessário estar sempre próximo (íntimo)do mestre recebendo seu direcionamento, bebendo de suas palavras e unido a Ele através dos sacramentos,podemos  como bons e fieis discípulos,transcender em nosso espirito buscando cada vez mais as coisas do alto.

Paz e Bem!

Coração Reflexo da alma

Coração Reflexo da alma

Paulo da Costa

"Escutai e compreendei. O que torna alguém impuro não é o que entra pela boca, mas o que sai da boca, isso é que o torna impuro”.   ( Mt 15,11)

         Cristo aproveita a situação, diante da multidão e os exorta a todos a uma reflexão sobre a sua vida e o que fazem com ela. No mundo de hoje assim como naquela época, a humanidade sempre deu uma importação maior ao que é exterior, as aparência. Mas Cristo nos convida a uma viajem talvez nunca exploradas pelo o individuo. Uma viaje fantástica e que jamais seria comparável a nenhumas das oitavas maravilhas do mundo atual e remoto da humanidade. Ele nos convida ao viajem ao nosso intimo, o interior de nossa alma e percebermos como ela se encontra atualmente, digna ou não de ser morada de nosso amado... Lá onde Ele (Cristo) se encontra, onde é a morada da santíssima trindade, o nosso coração.

         Realmente nosso corpo (coração) é a morada do senhor, mas nem sempre ou infelizmente na maioria das vezes não deixamos nos conduzir pelo Cristo, senhor de nossa vida, e deixamos entrar em nossa morada tudo que é ruim (egoísmo, inveja, ódio). Esses sentimentos deploráveis, diante de nossas fraquezas nos dominam e escravizam totalmente, tornando-nos submisso aos seus impulsos que nos desfigura de nossa imagem semelhança original de Deus. Quando somos dominados por esse ruim sentimento e nos transvestimos de bom, com falso moralismo, nos tornamos hipócritas (Cegos guiando cegos), usando mascaras de santos homens. Que muitas das vezes se acham no direito em exortar, e principalmente de julgar e condenar seu próximo (que na maioria das vezes é ignorante por falta de oportunidade de experimentar verdadeiramente Deus causado por maus e incompetentes dirigentes). Sem perceber o grande mau que faz a si mesmo e principalmente ao semelhante.

         Por isso não é o que entra em nossa boca (aparência, costumes e etc.), que nos torna impuro, mas sim o que sai de nossa boca (coração). Não adianta ser engajado, ser um coordenador, padre ou bispo, com um coração cheio de maus sentimentos, pois sendo refém deles nada produziremos de bom e envenenaremos cada vez mais nosso próprio coração (Morada do Senhor) até cairmos no buraco como cegos arrastando outros cegos.

Paz e Bem!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Silenciar...


Silêncio
Paulo da Costa

            Na sociedade atual, um dos maiores desafios são a capacidade de silenciar. Isso reflete de forma clara a degeneração no mundo de hoje, cercada de todos os tipos de violências. Onde a indiferença, a intolerância, o egoísmo exacerbado predomina levando as alturas o índice de violência. Em média no Brasil morrem vitimas da violência, uma quantidade que superam guerras que duram meses ou até anos, como por exemplo, as guerras no Oriente Médio. Mas você pode se perguntar o que tudo isso tem haver com o silêncio. Mas posso responder que a base de uma nova sociedade, mas tolerante e fraterna, só é possível se inicialmente houver o silenciar. Pois só podemos nos conhecer melhor e melhorarmos a nossa humanidade através de nossas reflexões sobre os nossos atos e pensamentos.
            É através do silenciar que nos encontramos com o nosso verdadeiro EU, sem deixar se contaminar a sociedade barulhenta e excessivamente poluída sonoramente, ditando a forma especifica de vida (consumista e individualista ) segundo seus interesses. Silenciar também não é simplesmente calar a boca e ficar isolado, silenciar é limpar a mente de toda tagarelice mental, de todos os problemas e assuntos fúteis. Esse encontro só possível numa verdadeira entrega ao seu EU interno, fitando somente esse objetivo com o fim único. Deus nos convida a encontrar o EU interior, que é a sua imagem e semelhança. Que se faz presente e encarnado dentro de nós, sendo esse motivo o nosso corpo morada do Espírito Santo, que para podermos estarmos em comunhão  com templo do Santo Espírito é necessário  trilhar o caminho que leve a esse fim.E esse caminho se chama silencio
Continua...

Paz e Bem!

Silenciar... II

Silêncio – 2º Parte

Paulo da Costa

         Quando Cristo fala da destruição do templo e seu erguimento em três dias , ele faz uma alusão a sua morte e ressurreição,mas também nos mostra o caminho a trilhar,pois antes iniciar a sua missão foi ao deserto (encontro com seu Eu – Silenciar) para ouvir o Pai. Cristo varias vezes é relatado nas escrituras sagrada subindo ao monte, e após a sua morte ele passa três dia no sepulcro no silêncio e entra em plena comunhão com o Pai, e logo retorna num corpo glorificado, já preparando a vinda do Paráclito.

         Cristo nós convida a silenciar (deserto), ele nos chama a um encontro no Templo interior para nos orientar e capacitar sobre a nossa missão. No exercício do silenciar descobrimos verdadeiramente quem somos, com nossas fragilidades e potencialidades, mas para isso ser possível é fundamental ter humildade para poder se ver Face-a-Face (Eu interno-Eu externo) e exercitando uma reforma intima continua. Só assim podemos buscar inspirar ser um instrumento de Deus (Novo Homem).Já a oração é o exercício fundamental q nos leva a silenciar. Claro que existe diversas formas de orar, mas todas têm que ter o mesmo fim. Que é silenciar, pois para ouvir a voz do Pai tem que silenciar! Ao atingir esse momento ( encontro no templo), a unidade com o pai se torna favorável ao dialogo onde podemos ouvir palavras vivas, eternas, de suma sabedoria ( a voz  de Deus).

         Podemos também exercitar viver uma vida de oração continua, do acordar ao dormir. Assim viviam os grandes Místicos. Não é fácil, mas não é impossível. Para podermos viver uma vida de oração é necessário nunca tira o foco de Deus (Sumo Bem), por mais que exista contratempo e muita situação de dispersão, busquemos retornar sempre ao foco, que é Deus! Meditando nos sutis sinais que revelam sua infinita grandeza e agindo com sabedoria nos momentos oportunos para glorificar seu santo nome.Não podemos também esquecer dos sacramentos, principalmente os sacramentos da Penitência e da Eucaristia, pois são os suportes (colunas) essências para a concretização do nosso encontro com a Santíssima Trindade no templo do Senhor.

Paz e Bem!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Jesus e a figueira

Jesus e a figueira

Paulo da Costa

"De manhã,ao voltar para a cidade,teve fome. Avistando uma figueira à beira do caminho,dirigiu-se a ela,mas não achou nela senão folhas.E disse-lhe:Nunca mais nasça fruto de ti.E a figueira secou imediatamente." (Mateus 21:18-19)

         Esse Trecho bíblico, contextualizado pra a nossa realidade nos mostra uma arvore cheia de folhas, mas sem nenhum fruto. È retrato de uma sociedade estéril, onde vivem somente se impondo através de sua aparente grandeza, mas que nada produz para engrandecer seus habitantes. Essa sociedade é o reflexo de seus habitantes que também estão adormecidos em seus sepulcros sem nada produzirem. Vivem de ilusões desse mundo (Somente folhas). São arrastados por falsas ideologias e é bombardeado por meio da mídia apelativa, que seu único objetivo é o lucro, que se travesti de algo bom para ser consumido seus produto, que se torna uma forma sagaz de escravizar os cegos e ignorantes do Deus Vivo e Eterno.

         Jesus nos mostra através desse trecho bíblico a atitude de um verdadeiro discípulo. Ao se aproximar da figueira e percebendo a falta de frutos ele manifesta sua autoridade de profeta. Que denuncia e faz cair por terra (Figueira Seca) toda mentira que ilude e escraviza. Assim deve se a verdadeira atitude daqueles que realmente experimentou o Deus vivo se tornando arauto de Cristo, anunciando a boa nova e denunciando as injustiças. (Jer 1,4-10), mas isso só possível pra aqueles que já saíram de seu sepulcro e se tornaram novas criaturas. Onde deixaram de ser homens velhos (escravos dos pecados) para se tornar verdadeiramente filhos de Deus. Isso tudo começa partir do encontro real com o Cristo que se inicia indo ao deserto (interiorização),pois  todos os grandes profetas bíblicos inicialmente iam ao deserto (ou ao monte)  para beber e se alimentar das coisas do alto, se fortalecendo espiritualmente, pra a missão.

         Todo aquele que estar comprometido com Cristo na missão que ele nos direcionou em sua ascensão (Mc 16,14-20). Sabe que é fundamental estar ligado ao seu Corpo-Igreja através dos sacramentos e de todos os direcionamentos espirituais de nossos pastores eclesiais, mantendo sempre a vigilância, sendo humildes servos do Senhor, promovendo a vida, denunciando e combatendo sempre a cultura de morte.

Paz e Bem!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O Reino dos Céus está próximo!

        O Reino dos Céus está próximo!          

Paulo da Costa


"Jesus chamou os discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos maus e de curar todo tipo de doenças e enfermidades, e depois os enviou com as seguintes recomendações:  Não deveis ir onde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”. (Mateus 10,1-7)

         Cristo nos convida primeiramente a nos encontrar com Ele, numa convivência (experiência), através do silêncio (Interiorização) e do dialogo (oração). Para termos uma intimidade com Ele e podermos experimentar da sua misericórdia. Sendo formado e capacitado por Cristo, somos direcionados por seu Santo Espírito á nos tornar sal e luz no mundo. Mas antes é necessário sermos evangelizados e percebermos que o reino dos céus se tornou presente dentro de nós (templo da santíssima Trindade). É importante também, percebermos que não podemos seguir aos confins do mundo se nem antes evangelizamos os nossos! Os que estão próximo de nós, nossos familiares, amigos e inimigos.

         Não devemos cair na cilada da empolgação e da vaidade de nos sentirmos Super-Apóstolos cheio de falsa autoridade (julgar e condenar) e de achar o único detentor da verdade (Puritanos e Hipócritas). Busquemos seguir o caminho de Cristo misericordioso, simples, e rígido quando necessário. Sendo assim, assemelharíamos muito com Cristo que sempre respeitou as diferenças e foi muito acolhedor, pois somente através da humildade e da simplicidade que poderemos concretizar sua ordem. Somos presença do reino dos céus para o próximo, quando deixamos Cristo se manifestar em nossa vida, através do anúncio da boa nova de forma concreta, frutificando sempre por intermédio do Santo Espírito que guia nossos pensamentos e atitudes.

Paz e Bem!

O Poder da Oração

Oração
Paulo da Costa

            Quando se falar em oração, muitas vezes nos referimos a um dialogo com Deus. Mais é algo muito além, muito profundo. A oração é uma experiência, um encontro com Deus, e Deus está presente em nós, desde sempre. “Somos o templo de Deus” (1 Cor 3,16) do Deus uno e trino, logo somos templo da Santíssima Trindade. Há presença de Deus em nós, mas falta nossa presença diante de Deus. Geralmente não temos consciência disso. Vivemos na superfície, no contorno de nossa pessoa. Procuramos Deus fora de nós, quando ele está dentro. Devemos descer as profundezas de nosso ser para tomar consciência de Sua presença continua em nós.
            Deus marca o encontro dentro de nós próprio, a cada instante. A Santíssima Trindade Chama-nos e espera por nós a cada momento de nossas vidas. Estamos no templo do Senhor, mas além disso, somos o templos vivos do Senhor. Vamos ao encontro com Deus em nossos templos vivos, que somos nós. É preciso que procuremos os caminhos que nos levam onde Deus reside, isto é, entrar em oração.Quando falamos em oração, criamos mentalmente a imagem de pessoas na igreja ou em atitude de prece. Esses são gestos, maneiras especificas de oração, mas a oração não se limita a esses momentos, ela abrange todos os atos de nossa vida, em qualquer situação que nos encontremos. Que busquemos não simplesmente dialogar com Deus, como se fosse um simples momento de conversa, mas que no dia-a-dia, no nosso cotidiano, deva ser uma constante vida de oração.
            Orar é como alimentar-se, nós não estamos sempre nos alimentando, mas estamos sempre elaborando e transformando em nós os alimentos que ingerimos. Assim também deve ser a nossa oração. Há momentos fortes em que nós nos dedicamos exclusivamente a orar. Esses momentos, porém, devem depois refletir-se em todas as nossas ações. Quando se come e não digeri o alimento, naturalmente o organismo reage nos acusando que algo fez mal ao corpo. Assim também é a oração, quando não transformamos a oração em vida, em algo concreto na nossa vida, se tornar uma oração enfadonha, alienante e sem sentido.
            Devemos sempre, buscar viver em clima de oração, estar sintonizado com Jesus, através da própria oração, da Palavra de Deus e dos sacramentos em dia, porque senão seremos subnutridos espiritualmente; Qualquer coisa nos fará revoltados, angustiados, aflitos e outras mazelas a mais, onde somente Jesus cura, mas para isso é necessário encontrar com Ele. Jesus vivia constantemente em oração, não que Ele ficasse o dia inteiro rezando, a sua oração era a própria vida, todas as sua ações feitas na fé, no amor, na serenidade, na paz, nos demonstram que Ele vivia em continua união com o Pai. E Jesus nos convidar a fazer o mesmo. Vá e busque experimentar essa comunhão com o Pai e o Filho através do Espírito Santo.

Paz e Bem!