sábado, 21 de outubro de 2017

Jesus, a humanização de Deus II

Jesus, Imagem de Deus
Paulo da Costa Paiva


                Jesus em todo seu ministério (vida) foi a presença manifestadora de Deus, Ele nos deu a conhecer a Deus, nos revelando através do seu anuncio e testemunho de vida. Isso mostra uma perfeita unidade entre Jesus e Deus: “... há tanto tempo estou convosco e tu não me conheces..." (Jo 14, 9). Jesus é a imagem própria de Deus entre nós, pois sem a intervenção de Jesus na história jamais se poderia ter um acesso tão próximo a Deus, no antigo testamento Deus se manifestava pela palavra (Verbo) desde a criação, passando por todos os séculos na história, especialmente ou  exclusivamente entre o povo hebreu," ... e o Verbo sempre teve com Deus e o Verbo era Deus." (Jo 1, 1) como se apresenta nas Escritura Sagrada, mas era velado assim como o próprio Deus que não se manifestava plenamente, pois ainda não era o momento. No Antigo Testamento se manifestava o Deus que não podia se ver, mas os seus ungidos (profetas principalmente) tinham o dom de ouvi-lo e eram canais não por excelência, pois eram somente mensageiros de Deus, mas isso não significava que se compreendia plenamente o que Deus os revelavam, apenas anunciavam, pois entre o enviado e Deus não havia uma unidade plena e se limitava  a um serviço (anuncio) como uma mero instrumento de sua vontade.

                Deus que era inacessível e desconhecido até um certo momento da história, e em outro momento se aproximou da humanidade, isso só se tornou possível através de um ser criado na qual se encarnou seu verbo (Jesus), esse Verbo que é Deus nos revelou que o próprio Deus desceu a condição de criatura para se tornar acessível a humanidade, caminhando e convivendo com o ser humano nas suas dores e alegrias, angustias e esperanças do cotidiano. Deus se fez humano, mas não se limitaria ser um ser apenas um ser passível entre eles, como alguém a ser adorado e pronto. Iria muito, além disso, o verbo veio anunciar e transformar toda história da humanidade, mexer e remexer corações e mentalidades, mostrando o real sentido da vida, o fim de toda a humanidade que não se acabaria com a morte, mas que a própria morte (batismo) seria o inicio de uma nova vida que se abre para toda eternidade liberto dos grilhões da morte e do pecado, O povo hebreu na história nunca fizeste imagem para adorar, pois era totalmente abominável, eles eram guiados pela palavra (verbo) de Deus, estava presente na história apesar de estar distante e velado ao seu povo. Deus não se delimitava ou se aprisionava a uma imagem, pois ao se manifestar mesmo distante como no antigo testamento e tão próximo e concreto através de Jesus, se manifestava por excelência pela a palavra viva , o próprio verbo que era Deus .

Paz e Bem!!

sábado, 7 de outubro de 2017

Reflexão Casual LXII


“Se você acha que a sua religião ou, qualquer que seja a sua fé, é a detentora exclusiva da verdade e que ela pode te dar alguma garantia após morte, sinto muito, você não passa de uma tola ovelhinha que foi arrastada de um canto a outro por toda a vida pelo medo insensato da mediocridade de não poder ser salvo e pelo temor paranóico de ir ao inferno... O que importa mesmo é o bem concreto (caridade) que se faz a si mesmo e principalmente ao seu semelhante, deixando um legado (sementes) para as futuras gerações (discípulos) de um mundo mais humano, justo e fraterno (frutos).”

Paulinopax