sábado, 19 de dezembro de 2015

Igreja e o seu Mistério

O Mistério da Igreja
Paulo da Costa

             A Igreja se torna mistério por está em comunhão com Cristo, que não é algo velado pelo contrario é revelado e anunciado pelo ministério de Jesus encarnado no meio de nós, que se apresentou como filho de Deus, pregando a boa nova, curando, ensinando o perdão e o amor ao próximo. Sendo incompreendido por seus dirigentes foi preso, torturado e morto no madeiro, mas ao terceiro dia ressuscitou dos mortos e subindo aos céus prometia a vinda do paráclitos (Lc 24,49) e lhes destes a missão aos seus discípulos de anunciar a boa nova a todos. A Igreja está na história, pois começa a sua missão a partir da ação de Jesus e se concretizam o seu ministério no dia de pentecoste com a vida do Santo Espírito dando continuidade as ordens que Cristo direcionou e abençoou de anunciar a boa nova os batizando-os em nome do Pai, Filho e Espírito Santo.
            Ao mesmo tempo em que a Igreja se encontra na História ela também se torna transcendente, pois é somente por intermédio da fé que se pode aderir no século uma realidade espiritual. A Igreja é através de Cristo o sinal dessa comunhão de Deus com toda a humanidade, pois se torna um instrumento de salvação onde cada pessoa através do batismo se torna uno com Cristo por intermédio de seu corpo místico onde Ele é a própria cabeça e um só Espírito (santo) onde todos são batizados, seus membros distribuindo em seus diversos carismas com a suas devidas importância, e nesse mistério ela (Igreja) se torna uma só realidade humana e divina. Essa unidade é comparada por São Paulo como uma união esponsal onde o Cristo é o esposo de sua Igreja se tornando um só carne (Ef5, 29-32).
            Enxertados em Cristo através do batismo, nos tornamos novos cristos, pois se somos membros do corpo (místico) de Cristo nos tornamos também cristos. Participamos de sua morte e ressurreição, nos tornando por seu intermédio, filhos adotivo de Deus Pai e herdeiro da vida eterna. Nossa missão em comunhão com a Igreja é dar continuidade a tudo aquilo que Cristo nos ordenou de anunciar o evangelho até os confins da terra, sendo luz para o mundo e sal para terra aderindo o seu plano salvífico para todos os povos, dando a toda a humanidade o acesso a salvação. A Igreja como mistério quer dizer que ela ultrapassa seu aspecto visível e humano, tendo em sua essência a graça divina que conforme o plano de salvação aspira à salvação, santificação e divinação dos homens e dessa forma se tornando uma realidade humana e divina.

Paz e Bem!

sábado, 5 de dezembro de 2015

Reflexão Casual XXXIX


“A expectativa é forma mais sutil de iludir aqueles que tudo esperam, mas nada fazem de concreto para superar a angústia e o vazio de seu ser.”

Paulinopax

sábado, 14 de novembro de 2015

Bíblia e Moral III


CRITÉRIOS BÍBLICOS PARA A REFLEXÃO MORAL
Paulo da Costa

            No mundo atual na tentativa de oferecer caminhos produtivos numa  expectativa moral baseada nas Escrituras, foi necessário distinguir dois critérios básicos que são o Decálogos e as Bem-Aventuranças. A Escritura Sagrada nos apresenta de forma original na mediação do discernimento dos paradigmas interculturais a partir do processo histórico na  perspectiva da salvação, tendo uma posicionamento baseado nos princípios da criação e da Aliança, convidados a uma comunhão intimam com Deus considerando sempre a dignidade humana que és a imagem e semelhança de Deus. Essa comunhão só é possível se realmente se comprometer de corpo e alma com o projeto salvífico de Deus,  seguindo Cristo como modelo ideal de vida, que perpassa a uma exigência moral baseada nas Bem-Aventuranças na pratica de virtudes que resultem da imitação do agir de Jesus e de um relacionamento de amor com Deus, que são fundamentais  para todos que buscam herdar o reino dos céus.
                Baseando-se nos textos sagrados, mas precisamente o Decálogo e as Bem-Aventuranças, aplicam-se seis critérios específicos buscando sistematizar uma metodologia na abordagem das problemáticas morais. Inicialmente o primeiro critério é a convergência, onde as questões morais permaneçam desde as tradições de diversos povos que se fez presente na história com a sabedoria natural e substancialmente universal, convergindo coma moral bíblica, em diversos tema em comum desde a criação, normas, virtude humanas e etc.. O segundo critério é a contraposição, onde o posicionamento  das praticas e do agir moral fundamentada das Escrituras conduzida na fé em um Deus único e verdadeiro que direciona a seguir seus  preceitos revelados na bíblia, devem rejeitar os contra valores como a idolatria, cultos indevidos, violações, depravações, anti-reino e etc.; Buscando uma vivência madura e responsável de sua liberdade a partir de suas próprias escolhas. Os cristãos são convidados a confrontar as problemáticas que questionam sua concepção de fé e princípios moral e cristão, filtrando no crivo da luz do evangelho todas as ideologias que tende a induzir ao individualismo ou totalitarismo.
                A revelação moral nas Escritura sagrada aconteceu progressivamente(3º critério - Progressão) numa história crescente desde a criação, passando pelos profetas até chegar a o ponto culminante com a vinda de Cristo, que o caminho (modelo) a ser seguido para adesão natural da revelação, Confirmando a dinâmica da justiça em sua progressão na busca da vontade de Deus. No Antigo Testamento os sacrifícios era justificado (quase sempre), como necessidade do povo em expressar o louvor  e de sua lealdade a Deus e sua aliança com seu povo. No Nova e Eterna Aliança, no sacrifício de Cristo  é determinado novo culto (real, autêntico e existencial), estabelecendo a verdadeira e plena comunhão com Deus. Diante das problemáticas da atualidade sendo confrontado ao sacrifício de Cristo, se exorta aos cristão a uma nova prática moral de forma progressiva em seu viver como oferta de sacrifício  vivo em resposta de gratidão ao amor gratuito de Deus.
                O ser humano é cooparticipante de uma comunidade de Aliança que segundo relata a as Sagradas Escrituras, na qual se encontra envolvido e comprometido com seu agir moral de tal modo a resguardar e favorecer o bem comum (4º Critério - Dimensão comunitária). No Antigo Testamento apresenta o caminhar do povo de Deus na história e seu dinamismo, respondendo ao chamado de Deus através das condutas morais e rituais (As Leis da Aliança) se tornado uno com Deus Único e Verdadeiro. O povo da Nova Aliança sua concepção de comunidade se dá através da personificação em Cristo, em uma só fé e um só coração numa convivência fraterna de compromisso moral fundamentada no modelo dado por Jesus, no agir cristão e vivenciada a luz do Santo Espírito. É importante afirmar que na formação desse comunidade, onde o próximo está além dos afins (iguais), mas transcende ao marginalizado (O pobre, a viúva, o órfão e estrangeiro), abrangendo  a todos os seres humanos como parte da criação e imagem de Deus. Um dos maiores paradigmas para o homem é a morte, pois tendo consciência de ser temporal e mortal fica sem resposta diante do seu futuro relacional com Deus, que no Antigo Testamento relata todo o processo gradativo de esperança na vida pós morte através da Aliança, e como sinal de recompensa a fidelidade a Deus teria inicialmente apenas uma vida longa como benção de Deus e que foi posteriormente evoluindo em seus conceitos a uma promessa  de imortalidade da alma, premiado aos justo e temente a Deus. No Novo Testamento todos são convidados a uma unidade plena e permanente com Cristo, que com a sua morte e ressurreição nos aponta uma  perspectiva comunhão escatológica de vida com Deus. As limitações e efemeridade do presente que se vive incitam a esperança de comunhão com o futuro a partir da promessa eterna de Deus, motivando  a adesão às normas e a ações para um ideal de vida que inspira perfeição moral a partir do hoje pela fé no Cristo ressuscitado que aponta o amanha como perfeita união na sua vinda gloriosa (5º critério - Finalidade).
                Para finalizar esse critérios é fundamental o discernimento (6º critério), pois as regras morais apresentam na Sagrada escritura, devem ser profundamente analisada, com bastante zelo, preservando todos os seus fundamentos universais e discernindo progressivamente a consciência moral. Ser bastante criterioso nas analise inter-testamentária  ao atentar-se ao seu contexto histórico, literário, cultural e transcultural como também a sua fundamentação bíblico-teológicos e sua dimensão canônica. A sagrada escritura  nos apresenta a urgência de se pauta as atitudes morais á luz do santo Espírito, com bastante prudência tanto de forma coletiva como de forma pessoal. Concluindo é importante ressaltar algumas considerações, fundamentando-se em dois ponto determinante que nos revela Deus como resposta e a Sagrada Escritura como fundamento, que  aproxima a Teologia (revelação divina) da antropologia (historicidade humana) mostrando que a sagrada Escritura segue critério metodológica de grande seriedade com  ressalva  a contemporaneidade com todas as suas problemáticas e diversidades culturais-ideológica onde a consciência moral sofre fortes influências. Lembrar também a importância da unidade entre o Antigo e o Novo Testamento, pois é a partir da experiência libertadora do povo de Israel com a Primeira Aliança que vem confirmar a promessa revelada por intermédio de Cristo da Nova e Eterna Aliança para todos os povos se apresentando como caminho, verdade e vida até a consumação dos séculos. 

Paz e Bem!

sábado, 7 de novembro de 2015

Reflexão Casual XXXVIII



“Prefiro os vôos solitários dos meus pensamentos que me levam ao infinito da plena consciência, do que a caminhada supérflua em companhia dos tolos que me arrastam para o abismo da insensatez.”

Paulinopax

sábado, 17 de outubro de 2015

Bíblia e Moral II


DOM DIVINO E RESPOSTA HUMANA - 2ª Parte
Paulo da Costa

               Segundo o evangelho de João, Jesus é um enviado de Deus pai que age na história por gesto concreto, anunciando (Reino de Deus) e vivendo coerentemente o que proclamava, mostrando sua autoridade que arrastavam multidões, proporcionando a todos a superação da adversidade e anunciando sua mediação (Filho) para o projeto salvífico. É a partir do modelo de Cristo que se dá a real adesão ao plano de salvação, pois é necessário a essa implicação moral da práxis dos ideais cristão de amor e caridade ao próximo em comunhão com Deus para consciência plena da missão universal. Para o Apóstolo do gentios (Paulo) essa compreensão moral advém do ato de se amar a Cristo seguindo através do anuncio e principalmente por seu modelo de vida na obediência como Senhor de toda a humanidade no discernimento do Santo Espírito.
                Nas cartas católicas, Tiago no apresenta que a moral revelado por Deus é a grande sabedoria que se deve ser aprofundada e praticada pelo homem junto ao seu próximo, dando uma grande ênfase a justiça social principalmente junto ao marginalizados. Para Pedro em suas cartas Apostólicas a nova vida em Cristo implica em morte ao pecado para o renascimento levando a humanidade a um sacerdócio santo. Nas cartas aos hebreus o Filho é apresentado pelo próprio Pai como o “Sumo Sacerdote”, o mediador da nova e Eterna Aliança, danado a redenção a toda humanidade na qual convida a uma nova vida (atitude) a partir do seu próprio exemplo de Vida, sendo seus imitadores.  A Nova Aliança ao se concretizar a partir do Cristo Jesus, onde somos perdoados pelo pecado nos oportunizar três realidade que é o” direito a entrada, um caminho e um guia “ e também nos exorta a se comprometer-se a três atitudes a " fé, esperança e caridade".
                Na eucaristia que o projeto divino da salvação atinge seu ápice através de Jesus quando institui a comunhão entre Deus e a humanidade, apresentando a própria morte como forma infalível de união, sintetizando a nova aliança. Essa comunhão implica em responsabilidades comunitárias, numa dimensão moral e depuradora, sendo que os cristãos em seu cotidiano devem buscar essa abertura á ação divina para se manter unido a Cristo. No Apocalipse percebe-se a reinterpretação da Aliança numa abrangência mais aprofundada na relação entre Deus e a humanidade por intermédio de Cristo, que por seu amor e na sua redenção incita a reciprocidade dos cristãos, assumindo sua condição de reino já a partir do batismo e na sua condição de sacerdote, sendo dessa forma ativada a efetivação e instauração do reino de Deus e de Cristo na face da terra. Para isso concretizar é necessários uma serie de ações praticas morais como a oração, o testemunho, as obras justas e etc.
                Através do dom da criação somos apontados em acolhermos a moral revelada para um justo modo de agir, mas freqüentemente o egoísmo prevalece optando trilhar por próprios caminhos, recusando os caminhos propostos por Deus. Mas Deus na sua infinita misericórdia sempre se compadece e nos convida constantemente a uma conversão nos perdoando do pecado. Nesse processo histórico, mas precisamente no Antigo Testamento, percebe-se essa dinâmica binômia de culpa e perdão, que  Deus como criador e sumo bem  oportuniza a remissão do pecado, sendo fruto de seu gratuito amor pela humanidade, cabendo ao homem reconhecer como sinal objetivo do perdão do Senhor manifestado em seus ritos. No Novo Testamento a misericórdia divina é personificada na vida e obra de Cristo Jesus, onde se configura a salvação como o perdão dos pecados nos revelando o seu ministério  messiânico. É a partir do seu sacrifício no madeiro da cruz, que se dar a mediação e a restauração da comunhão entre Deus e a humanidade efetivando a nova e eterna aliança. Cristo ressuscitado sopra sobre os discípulos seu Espírito, sendo a Igreja agora responsável de promover a reconciliação dessas comunhão através do seus sacramentos.
                Cada ser humano é chamado para uma união perfeita com Deus a partir do agir moral  durante toda sua vida. Tendo essa meta escatologia mediante a ação humana relacionado à dependência e participação da ressurreição de Cristo, os cristãos são convidado pelo Santo Espírito a sua condição anterior a se conscientizar de já serem portadores dessa meta gloriosa, mas para alcançá-la deverá evitar corromper o caminho que levará ao futuro escatológico. Essa conscientização do reino de Deus a partir de Cristo como meta escatológica se harmoniza como uma perfeita união de pleno amor entre a noiva (Jerusalém celeste) e o noivo (Cristo - cordeiro), mas cabe a cada cristão cooperar com responsabilidade no o seu justo agir em sua purificação continua, pois somente pelas as obras terá como êxito o dom escatológico da Jerusalém celeste.

continua...
Paz e Bem!         

sábado, 3 de outubro de 2015

Reflexão Casual XXXVII



“Tem gente que se acha tão insignificante (morta) que, necessita se rotular com algum modismo para se sentir notada (viva).”

Paulinopax

sábado, 19 de setembro de 2015

Bíblia e Moral


DOM DIVINO E RESPOSTA HUMANA
Paulo da costa

            Na bíblia Deus é apresentado como o criador de todas das coisas, percebe-se claramente todas as suas atitudes como atos divino devidamente determinado segundo a sua vontade na qual é reconhecido como bom, um dom do Deus criador. Na criação o homem tem um lugar especial, pois se torna a imagem e semelhança de Deus e co-responsável pela criação com todas as criaturas na qual se deve governar com responsabilidade segunda vontade de Deus. Um dos livros que mais se fala do Deus criador é os salmos, se utilizando bastante de simbolismo relacionando a criação com a história de salvação, reconhecendo as maravilhas a partir da sua própria experiência com Deus que é Pai em sua própria história de salvação, sendo plenamente assumida posteriormente no Novo testamento em uma dimensão cristológica.
                Os hebreus só foram realmente considerados um povo mais precisamente na sua saída do Egito pela intervenção de Deus e pela direção de Moisés, passando por todo o processo histórico onde se firma a antiga Aliança no Sinai até chegada na terra prometida. Esse povo foi assistido por Deus que se desperte desde início uma consciência teológica, que além de libertar da escravidão do Egito, foi providente nas suas dificuldades, mas também muito rígido em suas teimosia e infidelidade (idolatria), como um Pai que tinha profundo zelo por seu filho, sendo também lento para cólera, mas paciente e generoso no seu amor, pois tinha como finalidade a unidade do seu povo eleito, em torno do projeto futuro de sua promessa. Que por parte de seu povo eleito, assumindo um caráter de resposta a graça, surge a "moral revelada". Um caminho para libertação através da adesão total ao dom da Aliança por intermédio de seus ritos, designando a Lei como dom de Deus, provindo de um caminho histórico e vivenciado da experiência da revelação divina.
                Sobre as diversas expressões da aliança de Deus para com seu povo eleito nesse processo histórico numa abordagem canônica. Veio muito antes da formação do seu povo, através da pessoa de Noé, onde Ele (Deus) mostra sua decepção com a humanidade no qual decidiu por fim, por se perverterem e se afastarem totalmente do Pai criador. Mas logo intervém e firma um projeto de aliança com Noé simbolizada pelo arco-íris. Sendo restabelecida a união entre Deus e a humanidade renascida após dilúvio, acarretando um compromisso consciente com o criador junto à criação diante de sua responsabilidade (administrar) de zelo e respeito. Já aliança do Senhor com Abraão, nos apresentam a promessa, que leva a uma responsabilidade de se tornar uma grande nação (eleitos de Deus) a partir da vivência da lei na obediência e da pratica da justiça. E após da saída (libertação) do Egito no monte Sinai, por intermédio de Moisés, Deus (YHWH) faz uma aliança propondo ao homem a uma livre adesão como caminho de vida, um novo modelo de vida a partir de sua Lei (Decálogo).
                No mundo atual o Decálogo se torna fundamento da moral com valores e aplicabilidade, onde aponta o seu alcance universal ao promover valores aplicáveis a humanidade inteira em todo seu processo histórico. Já numa expectativa teológica mostra que o caminho que leva a Deus é adesão plena a Lei, e a partir dessa moralidade libertadora que instrui seu povo a uma libertação social seja de forma individual ou coletiva, é na obediência moral da Lei que o povo dá continuidade a ação histórico-libertadora de Deus. No reinado de Davi, Deus manifesta uma relação paternal determinando através da aliança a promessa que jamais a violará a sua aliança. Cumpre-se então posteriormente a missão messiânica através de Jesus e por intermedeio Dele é constituído a nova e eterna Aliança, a partir da pratica de justiça (anuncio da boa nova), que perdoa gratuitamente e redime a humanidade por seu sangue se tornando um com Ele com um caráter de pertença: “Eles serão o meu povo e Eu serei seu Deus.” (Jr 32,36).

                O relacionamento de Deus com seu povo que no Antigo Testamento acontecia predominantemente pelo termo Aliança (toráh), e agora partir de Jesus Cristo, Ele se torna o único intermediário entre Deus e a humanidade através da Nova e Eterna Aliança. O véu se rasgou e o mistério se revela ao mundo sobre a presença divina como um dom da graça derramada sobre nós. Cristo apresenta o Reino de Deus em duas expectativas como promessa futura e outras vezes como algo presente e inesperado, através de uma experiência libertadora acolhendo principalmente e emergentemente os marginalizados como os pobres, os órfãos, as viúvas e etc. E mostra sua posição através de sua missão diante da relação da humanidade para com Deus (Pai) por seu intermédio acarretando uma nova expectativa moral. Os seguidores de Cristo (discípulos) abraçam a missão de Jesus que os guiam a uma comunhão de vida plena que se propagará a toda a humanidade por seu gratuito convite que implica em atitudes concretas apontadas nas Bem-Aventuranças.
Continua...
Paz e Bem!

sábado, 5 de setembro de 2015

Reflexão Casual XXXVI


“É na caridade que Deus nos dá a oportunidade de assemelharmos verdadeiramente a Cristo.”

Paulinopax

sábado, 22 de agosto de 2015

Reflexão Casual XXXV



“Um fato muito corriqueiro de nossa sociedade que se manifesta em varias esferas, no trabalho, escolas e faculdades, como também nas próprias Igrejas e diversos grupos sociais. São pessoas carentes e sem amor próprio, que buscam migalhas em qualquer lugar... Sem senso critico, jamais terão autonomia e muito menos amor próprio, sendo arrastadas e manipuladas por toda vida por pessoas de má índole que não tem nenhuma consideração por seu semelhante. Eles, os lobos (transvertidos de ovelhinhas), percebendo que a própria pessoa não se dá o valor, pisam, humilham, exploram e abusam de todas as formas para os seus próprios interesses e seus bel-prazeres, porque além de gananciosos são também sádicos, e os infelizes que se prestam a essas situações e não ousam em querer reagir, estarão fadado a serem tratados como dejetos humanos por toda sua miserável vida.”

Paulinopax

sábado, 8 de agosto de 2015

Pentecostais = Carismáticos ???

Pentecostalismo: Protestante e Católico III


Paulo da Costa Paiva


            É muito comum nos cultos pentecostais, e missas carismáticas com muitas músicas e batidas fortes e constantes, como também a forte persuasão direcionada voluntariamente ou involuntariamente pelo ministro (Pastor, Padre ou qualquer pessoas que esteja a frente) levar as pessoas a um estado de transe, normalmente existem pessoas mais sensíveis a essa situações e alguns podem chegar ao estado de despersonalização (possessão imaginaria) com crises de histerias (Glossolalia, desmaios, convulsões, extrema euforia e possessão etc.), pois todo esse contexto leva a uma situação de pré-hipnótico ou hipnótico deixando as pessoas no estado de vulnerabilidade, no controle total nas mãos do Ministro que quase sempre conhece a técnica de hipnotismo, agindo de forma tendenciosa para seus próprios interesses (ideológicos)  ou pior ainda, de ao ponto inescrupuloso de se beneficiar de forma criminosa (poder, prazer e posses), mas as vezes pode acontecer por pura ignorância e devem esses grupos e igrejas serem esclarecida sobre esses exageros que podem levar a estado psicóticos de extrema loucuras deixando seqüelas por resto da vida.

            Infelizmente as coisas estão chegando a situações bizarras principalmente por parte das Igrejas neo-pentecostais, que fazem tudo de forma bem articulada, se utilizando de forma descarada de puro espetáculo de hipnotismo, baseando-se em fragmento bíblico totalmente fora de contexto e bastante tendenciosa, criando falsas expectativas nos fieis que somente eles (pastores) é que realmente se beneficiam e a grande massas de fieis se contentam com falsas curas de falsas doenças que na maioria dos casos, foram causada pelo o emocional (traumas e carências), e se iludem ao ser curada, não pelo pastor ou padre, mas pela sua fé  ou no efeito placebo (através da sugestão).  Atualmente estão apelando para as cirurgias espirituais que antes eram abomináveis, como qualquer atividade espírita que eram consideradas coisas diabólicas, mas foi incorporada nos cultos evangélicos neo-pentecostais no grande espetáculo de horrores, muito pastores estão fazendo falsas cirurgias espirituais tirando tumores, edemas e até trabalhos de bruxarias dentro dos corpos do fieis, mas não passa de um truque antigo já desmascarado pela própria ciência.

Repouso no Espirito???
            Já na Igreja católica existiu o bom senso por parte dos pastores (Bispos), vendo os riscos, mesmo que remota de alguns exageros do movimento que poderiam levar as situações bizarras, se mantendo sempre atento a tudo o que estiver acontecendo. No ano de 1994 a CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil apresentou as orientações pastorais sobre a renovação carismática católica, para o crescimento da comunhão e do ardor missionário das comunidades carismáticas em unidade com Cristo e sua Igreja pelo o Espírito que santifica, mostrando que é possível o movimento que arrasta multidões e principalmente os jovens a uma vida de oração e fraternidade direcionada pelo Espírito santo com seu carisma na manifestação dos dons do Espírito.  Conclui-se então que todos os movimentos espiritualistas que surgem independentemente de onde se originou, vêm com uma boa intenção, renovar e remexer com aquilo que estava parado, morno ou frio. O ser humano é um ser transcendente que precisa e sente falta de algo mais concreto que o aproxima de Deus (transcendental), mas esse buscar a Deus pode se tornar algo muito perigoso beirando a loucura quando se deixa levar exclusivamente pelo o emocional que cega e desnorteia o afastando de Deus de sua própria razão. A experiência profunda e verdadeira com o divino é sutil e muito branda, caminhando sempre com a razão, o bom senso e o discernimento entre bem e do mal, basta lembrar de como o profeta Elias encontrou a Deus no alto de um monte: “... Foi então que veio o murmúrio de uma brisa suave, Deus estava na brisa suave...” (1Rs 19,13).





Paz e Bem!


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Fontes :

O avivamento de Gales -
Reavivamento da Rua Azusa -
Pentecostalismo -
Renovação Carismática Católica -
Os Pentecostais, os Neo-Pentecostais,os Carismáticos -
Orientações Pastorais Sobre a Renovação carismática católica -
As experiências religiosas sob o enfoque da hipnose e da  Parapsicologia -
Lista de videos - Nos engodos do engano -

sábado, 1 de agosto de 2015

O desenrolar na história do Pentecostalismo

Pentecostalismo: Protestante e Católico II


Paulo da Costa Paiva


                                                                                              
            A renovação carismática católica surgiu a partir do concilio Vaticano II nos meados da década de 60, através de um retiro espiritual de alguns jovens católicos nortes americanos da Universidade de Duquesne que se reuniam para rezarem e discutirem sobre a respeito da fé, se dedicando a uma vida de atividade apostólica, mas que ainda se sentiam insatisfeito com a suas experiências religiosas. Muito determinado pediam em oração que o Espírito santo se manifestasse neles, e nesse anseio de buscar uma experiência mais profunda com Santo espírito foram ao encontro de um sacerdote protestante anglicano que os direcionaram a uma reunião periódica de oração pentecostal, onde foram batizados no espírito santo e receberam o dom de línguas e a partir de então promoveram retiros e pregações pelo mundo todo. Esse fato mostra claramente um movimento surgido por influência do pentecostalismo protestante, por mais que muitos não reconheçam por pura ignorância ou por não quererem aceitar os fatos como realmente são.

            Dizem que sua origem veio baseado nas escrituras sagradas relacionado a vinda do Espírito santo vivenciado pelos discípulos e apóstolos de Cristo no dia de pentecoste (festa da colheita para os judeus). Mas por ai já se percebem o primeiro erro lamentável por parte dos carismáticos, as línguas que os seguidores de Jesus falavam poderia ser estranha para eles ao rezarem, mas eram claramente compreendida pelos judeus de outras nações que ouviam as maravilhas de Deus em suas línguas materna (At 2, 5-12), já na oração em línguas que ocorre no movimento carismático é algo totalmente incompreendido se tornado não semelhante ao pentecoste bíblico mas ao outra passagem do antigo testamento que relata sobre a torre de babel(Gn 11,7) onde cada um falava uma língua mas que ninguém entendia. A oração em língua como os carismáticos católicos rezam É o mesmo que os protestantes pentecostais rezam há muito tempo (109 anos aproximadamente), também ambos falam de batismo do Espírito Santo que depois foi mudado essa expressão entre os católicos para efusão do Espírito Santo.

Sons ininteligíveis???
            Esse fenômeno que é chamado por muitos pentecostais e carismáticos de dons de língua, é conhecido no meio cientifico como glossolalia que é uma "expressão êxtases" de proferir sons ininteligíveis que se parece com linguagem enquanto em um estado de transe, são pronuncias sem sentido ou de tradução impossível de se compreender tornando totalmente diferente da xenoglossia que é a capacidade de falar fluentemente em uma língua nunca anteriormente aprendida, isso é o que ocorreu junto aos Apóstolos e discípulos de Jesus no dia de pentecoste em Jerusalém. A glossolalia é um fenômeno muito comum em diversas religiões pelo mundo, que facilmente é aprendido pela imitação e que nem sempre precisa está em estado de transe. Mas na época de Paulo já existia esse problemas motivado pela euforia que levava a histeria: "Assim também, se falando uma língua, não fizerdes um discurso bem inteligível, como se entenderá o que dizeis? Falareis ao vento." (I cor. 19, 9).





Continua...




Paz e Bem!

sábado, 25 de julho de 2015

As origens do Pentecostalismo

Pentecostalismo: Protestante e Católico


Paulo da Costa Paiva


       Desde o inicio do século passado explodiu um movimento espiritualista cristã, chamada pentecostalismo e posteriormente os católicos aderiram também a esse movimento o denominando de renovação carismática que entrelaçava uma espiritualidade com forte comoção emotivo que alegra e trazia paz aos corações, que arrastava grandes multidões de fiéis para essa nova experiência com Cristo, mas também acarretava algumas situações extremas de perda da consciência (transe) levando a pessoa ou um grupo a um grande estado de histeria religiosa. Segundo esse movimento essa inspiração se origina na manifestação do Espírito santo relatado nas Escrituras Sagradas sobre o dia de pentecoste relatada no livro dos Atos dos Apóstolos, da vinda do Espírito Santo derramando sobre todos os cristãos os dons que os tornavam verdadeiramente discípulos (anunciadores de Cristo), durante o período que entre os judeus eram festejados o dia de Pentecoste (festa da colheita), houve o comprimento de Cristo, que viria o Santo Espírito sobre os Apóstolos e todos que estavam presente, os deixando repleto do Espírito Santo acontecendo uma profunda experiência mística (At 2, 1- 13), e todos  se sentiram renovado,mais fortalecidos na fé e confiantes pelos os dons  concebidos por intermédio do Paráclito(Consolador).

 Evans Roberts
            Esse movimento pentecostal surgiu originalmente no País de Gales, no inicio do século passado através de Evans Roberts que desde sua juventude sentia dentro de si um forte desejo de ser preenchido com o Santo espírito de Deus e que enviasse o reavivamento ao País de Gales. Tempos depois teve uma visão divina que o ordenava a retornar a sua cidade para pregar aos Jovens da Igreja Local na qual participava, e por ser uma pessoa que tivera varias experiência mística nas orações sentia que Deus estava preste a derramar um poderoso avivamento sobre o País. Logo após alguns dias em outubro de 1904 aconteceu o avivamento de Gales no qual aproximadamente 100.000 pessoas experimentaram algo totalmente novo em suas vidas, uma oração fervorosa que alegrava seus corações tocando profundamente suas vidas ao ponto de mudar radicalmente e por isso muito aderiram ao movimento que infelizmente pouco durou (Nove meses aproximadamente.)naquele Pais, o Jovem Evans Roberts adoeceu e viveu uma vida de intercessão, escrevendo matérias para revistas evangélicas e recebendo algumas visitas. Tempo depois escreveu um livro ("War on the Saints"  - Guerra contra os Santos), na qual criticou severamente o avivamento por ele iniciado e posteriormente após a publicação de seu livro confirma sua posição dizendo sobre o avivamento:  "Arma falhada que tinha confundido e dividido o povo do Senhor."

              Esse avivamento que houve em Gales, trouxe alguns pastores pelo mundo, motivados pela novidade espiritual, entre eles um norte americano Joseph Smale, pastor da primeira Igreja Batista de Los Angeles depois que experimentou desse avivamento buscou trazer essa novidade, toda essa euforia inflamar similar na sua própria congregação no Estados Unidos (Los Angeles), mas teve pouca duração ao ponto dele ver a necessidade de fundar uma nova Igreja chamada por Primeira Igreja do novo testamento, onde deu continuidade aos avivamentos que foi se multiplicando em algumas localidades( Minnesota, Carolina do Norte e Texas ), quando em 1905 se ouve relatos sobre orações em línguas e curas sobrenaturais e quando essa noticia se espalhou por todo os Estados Unidos, se multiplicou massivamente e muitos buscavam orar por avivamento similares em diversas congregações. O movimento pentecostal foi surgindo naturalmente com o decorrer do tempo, mas especificamente numa entre outras reuniões de oração no colégio bíblico Betel em Topeka (Kansas) fundada por Charles Parham e todos chegaram a conclusão de que falar em línguas era o sinal bíblico do batismo no Espírito Santo.

              Entre seus alunos no período difícil  de segregação racial um negro chamado  William J. Seymour teve a autorização de assistir as aulas bíblicas , que posteriormente foi a Los Angeles pregar mas não foi bem aceito pelas Igrejas locais pelo conteúdo de suas pregações relacionado ao batismo do Espírito santo, mas foi acolhido por um dos fieis que o acomodou e sua casa onde havia encontros de avivamento diariamente, e logo após conseguiu alugar um pequeno edifício que anteriormente alojava uma Igreja Metodista africana no subúrbio de Los Angeles na rua Azusa no número 312, e a partir  desse local que o pentecostalismo recebeu atenção mais significativa principalmente por parte da imprensa dando muito atenção ao avivamento direcionado por William J. Seymour disseminando essa  nova forma de avivamento atraindo visitantes internacionais e missionários que propagaram esse ensinamento as outras nações ao ponto de que todas ou quase todas denominações pentecostais clássicas aderiram em suas raízes histórica do avivamento da rua Azusa. Anos posteriores veio surgir a 2ª geração em 1950, criando as cruzadas de evangelizações e dando inicio a evangelização através dos meios comunicações inicialmente por intermédio do programas de rádios e a partir da década de 70 surge a 3ª geração do pentecostalismo conhecida como neo-pentecostalismo, e nesse intervalo dessas duas ultimas gerações pentecostais surgiu no seio católico logo após o Vaticano II um movimento de espiritualidade pentecostal denominado de Renovação carismática católica.

O avivamento da rua Azusa - William J. Seymour (Negro ao Centro)

Continua...




Paz e Bem!

sábado, 18 de julho de 2015

Trevas do Infinito

Zé Chibata e o encardido
nas trevas do Infinito
Autor & Diretor: Paulo da Costa


Personagens
·         Zé Chibata 
·         Encardido 
·         Voz Divina 
·         Calazar 
Cena I

Zé Chibata entra em cena correndo fugindo da morte, dos tiros do cangaceiro que ele fez de besta!

Calazar - (somente a voz): Zé Chibata, correr Zé Chibata... (som de tiro e um forte grito demorado de Calazar) Zé Chibata!!

Cena II

Tudo escuro  (Baixa luz) e João Grilo se levanta atordoado

Zé Chibata - Onde estou? Que leseira é essa ?     Que lugar é esse tudo escuro, diabo de catinga é essa, nan ... ( Ouve-se uma gargalhada)

Encardido - Hahahahahahahahahaahahahah, Ola Zé Chibata que prazer em te conhecer, hahaahahahahahah ouvi muito de suas danações lá pelo sertão...

Zé Chibata - Hi! Lascou, tô achando que pela tua feiura e por essa catinga muito da pôde, que tu é o danado do encardido...

Encardido - Como é que é? Já fui um belo anjo chamado lúcifer...

Zé Chibata - Belo? Bonito? só se foi pra tu mãe, toda mãe diz que seu filhinho é lindo por mais feio que seja. Ô catinga pôde!nan...

Encardido - Deixa de besteira, tu ta é lascado pois quem entra aqui não sai mais, ahahahahahahah

Zé Chibata - Oxe! Tu pensa que sou besta é? Sei a quem socorrer. Me lembro do tempo de menino no catecismo, que Jesus pode me resgata e vim ao meu auxilio... (se ajoelhando) Ô meu Jesus pela tua santa mãezinha vem e me socorre desse bicho feio!

Voz Divina - Filhinho pela minha sabedoria que se faz presente em ti, tu irá se salvar!

Encardido - Arriegua! de novo não!

Zé Chibata - Olhe olhe! é melhor obedecer seu fedorento...

Encardido - Tu acha que sou besta é?

Zé Chibata - Besta não sei, mas a cara ta igualzinha ...

Encardido - Pois bem! Ele falou em sabedoria, então vamos ver se tu tem mesmo seu fi duma égua... Vou te fazer três pergunta se tu responder as três tu volta parar aquele sertão de rachar o quengo, mas se tu erra se lasca de vez no fogo do inferno hahahahahahahahah

Zé Chibata - Vai de retro besouro do cão! Fala que eu te escuto seu baitinga...

Encardido - Pois então vou perguntar,  qual é a distância de uma ponta do mundo a outra?

Zé Chibata -  A mesma de um dia todo percorrido pelo sol.

Encardido - O que que tem acima do rei?

Zé Chibata - A coroa.

Encardido - Em que eu estou pensando agora?

Zé Chibata - Em me ganhar.

Encardido - Nãoooooooooooooooo (gritando), Seu fi duma égua, tu escapou dessa vez, mas estou na espreita só de olho...

Zé Chibata - Já que me safei quero te fazer só uma charadinha. Qual o bicho que mais parece com o homem?

Encardido - Oxe! Essa é fácil de mais. è o macaco...

Zé Chibata - Aquele que te deu um chute no rabo!(Dá um ponta pé no bum bum do capeta)

Encardido - Tu me paga seu fi duma égua!

Zé Chibata - Vai pra lá besouro do cão... Ô sono! me deu uma leseira, vou deitar um pouquinho antes de partir.

Cena III

Zé Chibato, acorda e ainda deitado percebe a chegada de Calazar e se faz de morto

Calazar - Meu Deus o que vou fazer aqui sem Zé Chibata? Meu amigo chibatinha agora é finado... Espera ai, tem uma papel aqui no bolso da calça! É um ultimo desejo que eu toque a sua musica favorita no seu enterro. Que seja feita a sua vontade

Ao tocar a música, Zé Chibata que está por traz de Calazar começa a se levantar dançando, e levemente fica tocando insistentemente no ombro de Calazar que lamenta a dor da morte do amigo

Calazar - Meu finado amigo, que tristeza faz em sentir sua falta! O que será de mim amigo sem você? Eu aqui e tu aí que jajá vai fica de baixo de sete palmo... (Calazar fica afastando a mão de ombro durante o discurso até que olha pra traz e leva um grande susto)

Calazar - Valei-me meu padim Ciço! Mando teus morto de volta pra cova...

Zé Chibata - Oxe! Deixa de besteira to vivinho da silva, não sou fantasma não seu bocó...

Calazar - Zé Chibata? é tu mesmo? Tú ta vivo?

Zé Chibata - Claro né? tu já viu morto falar? seu baitinga...

Se abraçam de alegria e começa tocar a música... final 
(Cumprimentam a plateia)

Fim


Uma homenagem ao nosso querido Ariano Suassuna 
* 16/06/1927  + 23/07/2014