terça-feira, 19 de junho de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação V

PROSTITUTAS

Paulo da Costa Paiva



PROSTITUTAS

            A grande população da idade média vivia em situação nada agradável, somente o necessário para sobreviver, mas existiam pessoas em situações bem piores na total miséria, sem provisão nenhuma que estavam às margens da sociedade, esquecido pelos governantes e por Deus que se faziam presente nos grandes templos da pomposa Igreja Católica, as Jovens e meninas que viviam em total miséria eram assediadas e obrigadas a entrar nessa vida, obrigadas a se prostituir para poder viver. Em praticamente todas as cidades do ocidente tinham as tão conhecidas “Boas casas” ou a “casa da luz vermelha” que eram bastante visitadas por pessoas comuns como pessoas da alta sociedade, nobres e cleros (mesmo sendo proibido). Estava também presente nas ruas, praças, tabernas, casas de banhos e até nas Igrejas em busca de novas clientelas de todos os tipos de homens, principalmente homens jovens e solteiros que seriam seus melhores clientes. Na Europa medieval era bastante tolerável e flexível a atividade sexual masculina tanto a pré-marital como a extraconjugal, seria um mal necessário como se diziam na época e aceito por todas e até pela Igreja, pois era incentivado, pois muitos homens da época buscavam casar somente próximo dos seus 30 anos ou mais, e tinham necessidades sexuais, e precisavam aliviar seus impulsos de alguma forma, diante dessas situações qualquer “mulher de bem” da sociedade poderia se tornar uma presa fácil para os extintos animais do próprio homem e por isso era necessário esse serviço diferenciado por profissionais do sexo como se diria nos tempos atuais. Assim tudo ficaram bem (???) pelo menos para a nobreza e o clero, pois estariam evitando que as mulheres e jovens da sociedades fossem abusadas e estuprada, como também a abominação na época da sodomia (relações homoafetivas)que sempre existia mas era silenciada pois poderia ter altas punições tanto pelo estado como pela Igreja.

            Para o estado com o consentimento da Igreja, a prostituição seria um mal necessário, para o bem comum de toda a sociedade, pois seria mister criar lugares eficientes para as necessidades e satisfação sexual dos homens em geral sem ofender e corromper a decência e moral. Para isso realmente se constituísse de forma ordeira foi fundamental se colocar certa regulamentação e para isso algumas regras foram imposta: Como por exemplo as prostitutas deveriam vestir  roupas diferenciada das mulheres de bem da sociedade; as mulheres grávidas, assim como as casadas e freiras não poderia ser aceitas nos bordeis; Nos dias santos como também nas festas religiosas, jamais os bordeis poderiam funcionar. Com o decorrer do tempo os prostíbulos junto com as prostituas e cafetões eram removidos e as casas confiscada e por esses motivos foram se afastando das cidades até ficarem por fora dos muros, se fixando nas periferias nas tão conhecidas zonas da luz vermelha, muitos foram açoitados e suas roupas eram tomadas, dessa forma impossibilitados de exercer o árduo oficio. Cidade como a de Montpellier, inovou sobre as situações relacionada as situações dos prostíbulos que no ano de 1285  foi decidido designar uma rua exclusiva para esse serviço, sendo fixado no subúrbio e  popularmente conhecida como a " rua quente ", se tornando oficialmente as residências para as prostitutas. Cada vez mais as imposições por parte do estado foram se intensificando, como por exemplo, na cidade de Londres (1393), onde foi imposto o toque de recolhida, proibindo a circulações de homens ou de qual pessoa pelas ruas da cidade londrina logo após impecavelmente das nove da noite e os estrangeiro já a partir da oito da noite não ousasse sair de casa, sob ameaça de prisão. Outra local que chamou bastante atenção foi na França central como também na setentrional, onde tudo que era relacionado aos prostibulo e a prostituição em geral ficaram sobre o controle de um funcionário (municipal) especifico da cidade, sendo conhecido como o “rei dos libertinos".

Continua...

Paz e Bem!!

sábado, 2 de junho de 2018

Reflexão Casual LXX


“A única coisa que em cada um de nós possa realmente se assemelhar ou se aproximar de uma realidade transcendente, é a nossa própria consciência (desperta) e genialidade, o restante não passa de uma mera especulação."

Paulinopax

sábado, 19 de maio de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação IV

JUDEUS

Paulo da Costa Paiva


JUDEUS

            Os judeus até o inicio da idade média conviviam livremente com os cristãos, mas tinha alguns pontos que os faziam entra em conflito direto com os cristãos que seria o seu exclusivismo e o seu proselitismo, a partir do momento que o Cristianismo se torna religião oficial do Império Romano (Século IV) começaria sistematicamente as perseguições aos judeus, inicialmente com restrições e depois perseguições oficiais e declaradas, pois eles estavam intimamente ligados tanto a medicina como também à magia, duas praticas que durante o auge do histerismo religioso se tornaram praticas temíveis e muito suspeita, e essa combinação iria acarretar um verdadeiro antagonismo popular contra os Judeus por séculos, em uma dolorosa perseguição de ódio a um povo (etnia). Os primeiros documentos oficiais declarados contra judeus foram do Imperador Teodósio e posteriormente de Justiniano, excluindo-os de todas as funções políticas e militares, proibidos de casar com cristãos ou mesmo de pode possuir um escravo cristão. No de 538 durante o concilio de Orleans foi decretado a eliminação do proselitismo judaico e durantes séculos continuaram a perseguições ao ponto que no ano 1010 (Século IX) começaria rumores em todo ocidente que os sarracenos e os judeus tinham causado a destruição do Santo Sepulcro e de ter decapitado o patriarca de Jerusalém.

             Durantes séculos as perseguições se fortalecia, e cada vez mais ficavam sem direitos e dignidade o povo judeus ficando gradativamente as margens da sociedade, desse forma vendo que sua mobilidade estava cada vez mais restringida, se deslocavam mais intensamente as atividades comerciais para manter sua sobrevivência, de preferência em áreas de gueto.  Em certo momentos a Igreja oficialmente tinha uma posição de certa tolerância com os judeus, baseado  na teologia de santo Agostinho que acreditava que o povo Judeus deviam ser protegido, pois tinham uma papel de profunda importância no plano salvífico, pois sem os judeus não haveria a salvação na sua totalidade, buscando dessa forma incentivar a conversão de judeus para aderir ao cristianismo. Um dos últimos papado à buscar permanecer nessa ideia foi Inocêncio III mas seu pontificado assistiu a degradação marcada da posição dos judeus aos olhos do seu pontificado, havendo articulações com o objetivo de encontrar ou deturpar nos ensinamentos sagrados,  motivos suficiente para acusa-los de heréticos. Isso gradativamente foi alimentando o ódio e indiferença com o povo judeu durante século, um exemplo disso está presente na Bíblia vulgata, traduzido erroneamente (tendenciosamente?) o livro do Êxodo (34 vv. 29, 35):  ...de tal modo que “viam que a pele de seu rosto resplandecia”, tornou-se “sua cara tinha chifres”. Dessa forma mostravam realmente na perspectiva cristã, o povo judeu seria um inimigo interno como um fermento no meio da massa.

Continua...

Paz e Bem!!

sábado, 5 de maio de 2018

Reflexão Casual LXIX


“O ser humano só vive verdadeiramente no mundo quando desperta para a realidade plena que ele é ele mesmo, na sua finitude dos séculos, sem isso, vive-se apenas como um todo, numa consciência coletiva e compulsiva podendo se chegar ao ponto de morrer sem ter nascido."

Paulinopax

sábado, 21 de abril de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação III

BRUXOS
Paulo da Costa Paiva



BRUXOS

            Na Idade média surgiu algo muito forte e atemorizante na imaginação da população, que foi usado como ferramenta pela própria Igreja para levar algumas pessoas que se opusessem as suas idéias à fogueira. Segundo o imaginário popular e a própria Igreja seria uma seita ou algo semelhante que era total oposição ao cristianismo, denominado de "bruxaria" que estava diretamente relacionado ao satã (mal) e sendo contraparte junto com seus demônios à Deus e seus anjos numa verdadeira guerra sobrenatural e invisível pelo menos na ideia do povo da época. Essa caça às bruxas se tornou uma arma ideológica fortíssima para levar muitos inocentes a fogueira e a todo tipo de torturas das mais bizarras que existiram para erradicar qualquer possibilidade do mal triunfar sobre bem aqui na terra, e como forma de encurralar qualquer pessoas ou grupos que pensassem de forma diferenciada da Igreja.

             Um exemplo de total histeria relacionado a dita bruxaria, seria na Europa Ocidental, pois era algo diferenciado porque era mais intenso e forte as ideias que tudo de alguma forma estava relacionado à alguma manifestação demoníaca ou melhor dizendo, ações de bruxaria dos servos do diabo (bruxos e bruxas). Segundo os estudiosos Kramer e Sprenger, a ideia de bruxaria estava fortemente relacionada aos impulsos sexuais como porta de entrada da manifestação maligna, pois advinha do desejos carnais que eram insaciáveis nas mulheres, se tornando um forte motivo de perseguições de mulheres que se tornaram muitas das vezes por pura ignorância sendo verdadeiros bode expiatória dessa verdadeira histeria que impregnou tanto na população como na Igreja.

            Baseado em registros antigos do século IV, que havia uma lenda (História Gotica de Jordanes) que falava do acasalamento entre demônios (masculinos) e bruxas criando uma nova raça chamada de hunos. Por ai se ver como o imaginário do povo era muito fértil levando a uma verdadeira histeria, vendo a situação a Igreja buscou intensamente absorver o paganismo negando qualquer ideia de poder por parte da magia pagã, tentando levar ao descrédito e ao esquecimento. Entre suas iniciativa foi assumindo seus dias sagrados e suas divindades e seus templos numa realidade cristianizada com oficialização de dias santos no calendário cristão, como também a trocas das divindades por santos católicos e construções de Igrejas sobre as ruínas dos templos pagãos. Apesar de todos os esforços por parte da Igreja o paganismo insistia em permanecer desafiando a absorção cristã, principalmente no que era relacionado ao culto da fertilidade. No final da Idade medieval a bruxaria que estava relacionada diretamente ao satanismo seria o perfeito bode expiatório, sendo que a utilizando como meio (justificativa) para aplicada á qualquer pessoa que discordasse dos dogmas da Igreja oprimindo e impondo suas ideias de forma inquestionável por muitos séculos sendo considerada inimiga da Igreja, uma verdadeira imagem compósita do mal.

Continua...

Paz e Bem!!

a

sábado, 7 de abril de 2018

Reflexão Casual LXVIII



A sociedade tem a cultura que merece, mas o interessante seria proporcionar espaços para todas as culturas sem distinções. Infelizmente temos acessos na mídia somente a banda podre (lixo cultural), que os gananciosos manipulam os gostos e preferências para enriquecer-se em cima do enculturado e alienado ser humano, que sem senso critico e sem ter oportunidade do bom gosto, se alegra com o lixo que lhe oferecem assim como o porco quando vê a lama se suja todinho, como se fosse a coisa mais sublime e de bom gosto que possa existir.

Paulinopax

sábado, 24 de março de 2018

O Bem Maior (Web Video)



"Mas ninguém pode entrar na casa de homem forte e saquear seus bens, sem ter primeiro amarrado o homem forte; então saqueara a sua casa” (Mc 3,27)."


sábado, 17 de março de 2018

Resenha: Sexo, Desvio e Danação II

 HEREGES
Paulo da Costa Paiva


HEREGES

            Nesse período que também e conhecido como a " Idade das Trevas" , entre os séculos XI ao XIII sugiram grandes manifestações laicais com forte apelo espirituais e ameaças heréticas, por tão sedentos e temoroso de Deus, buscaram desesperadamente por salvação e fuga alucinante da condenação eterna. Surgiram então iniciativa que marcaram profundamente esse período com forte indícios de heresias, como por exemplo: As cruzadas, o aumento de peregrinações, a crescente surgida de ordens e casas monásticas, como a popularidade de pregações itinerantes e de eremitas virtuosos, tendo como característica principal a espiritualização do laicato.

            Essa disposição de espírito apostólico abraçado com o temor da condenação eterna, levou e  incentivou o livre acesso às Escrituras Sagrada, que era exclusividade absoluta do clero, facilitada pela traduções do latim para o vernáculo, acarretou uma difusão da pregação indiscriminada por pregadores autodidatas não autorizados, como também o aparecimento de muitas ordens, que abraçaram a ideia do anuncio do evangelho de forma indiscriminada, mas com visões muito diferenciada uma das outras. Todo esse contexto levava as pessoas individualmente ou em grupos a uma busca por uma vida religiosa mais intensa, através da austeridade pessoal, na adesão ao evangelho e da pregação.Paralelamente a tudo o que ocorria, a Igreja tropeçava com os seus próprios pés, através da limitações e contra-testemunho do clero, causada pelas crescentes riquezas, a burocracia e a politização do papado, se envolvendo em guerras, ações judiciais, impostos abusivos e muito outro mais absurdos. Tudo isso somado com um período de intensa ameaça do movimento reformista dentro da própria Igreja.

Continua...

Paz e Bem!!