sábado, 18 de novembro de 2017

Jesus, a humanização de Deus III

Jesus, palavra do Deus encarnado
Paulo da Costa Paiva, OFS


                Jesus é a palavra de Deus, o verbo que se fez carne que como foi falado anteriormente, sempre esteve na presença de Deus pois era Deus, assim está registrado nas escritura sagrada. Para o povo de todo o oriente antigo a palavra não se limitava simplesmente  ao sentido indicativo ou formativo, mas ia muito além. Palavra para o povo antigo do Oriente estava relacionado a autoridade, a algo concreto e de poder. Dar a palavra era como sua própria alma estivesse em jogo, pois não ter palavra seria mesmo que não existir, era sem valor e desprezado por todos. O poder da Palavra era como ultimato, se concretizava na realidade das coisas, da vida e das situações. No novo testamento Jesus ao iniciar seu ministério pregava com autoridade que incomodavam alguns, mas que transformava a realidade de muitos, pois sua palavra era viva que tocava, curava e restaurava a dignidade humana de muitos que estavam às margens da sociedade em sua época. Trouxe esperança para aqueles que já estavam desesperançados, pois eram considerados impuros indignos e esquecidos por Deus (coxos, cegos, leprosos, prostitutas, órfãos, viúvas, estrangeiros etc.). Jesus ao falar era o próprio Deus proclamando no meio de Seu povo, suas palavras e os seus atos se identificavam de tal forma que estavam em profunda comunhão demonstrando o poder de Deus que curava e ressuscitava para gloria do Senhor, ao ponto de expulsar demônio e todo tipo de mazelas que atormentavam o povo sofredor.

                Deus que na criação se expressava em cada ato, que se concretizava pela palavra (o Verbo), e reconhecia como bom (Gn 1), assim também, tudo que vinha da boca de Jesus que humano és tão semelhante quanto Adão o primeiro homem, que o próprio pronunciaste na criação que não era simplesmente bom (o homem), mas muito bom (Gn 1, 31) se tornando Palavra de vida eterna, manifestando-se em cada ato de Jesus na história da salvação, pois tudo que proclamava em palavras e atitudes era muito bom, portanto tudo que és bom, vinha do coração de Deus e o verbo era Deus que veio dar a vida em abundância a toda humanidade. Mas isso só foi possível porque Deus se tornar-te presente no meio de nós, sentindo na  convivência diante de nossas miséria e dores,e se compadecendo. Ele ao se encarnar,  Jesus se tornou, sendo a imagem divina encarnada, tornando-se reflexo por excelência do sumo bem eterno e não criado.  Nesse mistério da encarnação, Deus se faz presente entre seu povo sendo Jesus, mas não necessariamente numa divinização do humano, mas acima de tudo como humanização divina. Se tornando acessível a todos e podendo se compadecer de todos a cume de ser esvaziar-se e de dar a própria vida por toda humanidade no madeiro da cruz, como conseqüência última da fidelidade do anúncio do reino que corroía os corações de pedra das autoridades da época que não suportava a verdade proclamada e concretizada em Jesus, o Cristo.

Paz e Bem!!

sábado, 4 de novembro de 2017

Reflexão Casual LXIII


“Devemos ousar sempre que for necessário, pois o caminho do sucesso passa pelo o risco do fracasso, mas isso faz parte da vida, de qualquer forma lucramos tanto com a alegria como também com própria dor, que nos ensina e nos amadurece."

Paulinopax

sábado, 21 de outubro de 2017

Jesus, a humanização de Deus II

Jesus, Imagem de Deus
Paulo da Costa Paiva, OFS


                Jesus em todo seu ministério (vida) foi a presença manifestadora de Deus, Ele nos deu a conhecer a Deus, nos revelando através do seu anuncio e testemunho de vida. Isso mostra uma perfeita unidade entre Jesus e Deus: “... há tanto tempo estou convosco e tu não me conheces..." (Jo 14, 9). Jesus é a imagem própria de Deus entre nós, pois sem a intervenção de Jesus na história jamais se poderia ter um acesso tão próximo a Deus, no antigo testamento Deus se manifestava pela palavra (Verbo) desde a criação, passando por todos os séculos na história, especialmente ou  exclusivamente entre o povo hebreu," ... e o Verbo sempre teve com Deus e o Verbo era Deus." (Jo 1, 1) como se apresenta nas Escritura Sagrada, mas era velado assim como o próprio Deus que não se manifestava plenamente, pois ainda não era o momento. No Antigo Testamento se manifestava o Deus que não podia se ver, mas os seus ungidos (profetas principalmente) tinham o dom de ouvi-lo e eram canais não por excelência, pois eram somente mensageiros de Deus, mas isso não significava que se compreendia plenamente o que Deus os revelavam, apenas anunciavam, pois entre o enviado e Deus não havia uma unidade plena e se limitava  a um serviço (anuncio) como uma mero instrumento de sua vontade.

                Deus que era inacessível e desconhecido até um certo momento da história, e em outro momento se aproximou da humanidade, isso só se tornou possível através de um ser criado na qual se encarnou seu verbo (Jesus), esse Verbo que é Deus nos revelou que o próprio Deus desceu a condição de criatura para se tornar acessível a humanidade, caminhando e convivendo com o ser humano nas suas dores e alegrias, angustias e esperanças do cotidiano. Deus se fez humano, mas não se limitaria ser um ser apenas um ser passível entre eles, como alguém a ser adorado e pronto. Iria muito, além disso, o verbo veio anunciar e transformar toda história da humanidade, mexer e remexer corações e mentalidades, mostrando o real sentido da vida, o fim de toda a humanidade que não se acabaria com a morte, mas que a própria morte (batismo) seria o inicio de uma nova vida que se abre para toda eternidade liberto dos grilhões da morte e do pecado, O povo hebreu na história nunca fizeste imagem para adorar, pois era totalmente abominável, eles eram guiados pela palavra (verbo) de Deus, estava presente na história apesar de estar distante e velado ao seu povo. Deus não se delimitava ou se aprisionava a uma imagem, pois ao se manifestar mesmo distante como no antigo testamento e tão próximo e concreto através de Jesus, se manifestava por excelência pela a palavra viva , o próprio verbo que era Deus .

Paz e Bem!!

sábado, 7 de outubro de 2017

Reflexão Casual LXII


“Se você acha que a sua religião ou, qualquer que seja a sua fé, é a detentora exclusiva da verdade e que ela pode te dar alguma garantia após morte, sinto muito, você não passa de uma tola ovelhinha que foi arrastada de um canto a outro por toda a vida pelo medo insensato da mediocridade de não poder ser salvo e pelo temor paranóico de ir ao inferno... O que importa mesmo é o bem concreto (caridade) que se faz a si mesmo e principalmente ao seu semelhante, deixando um legado (sementes) para as futuras gerações (discípulos) de um mundo mais humano, justo e fraterno (frutos).”

Paulinopax

sábado, 16 de setembro de 2017

Jesus, a humanização de Deus

Jesus, assombro, surpresa e temor

Paulo da costa Paiva, OFS



                Nas Escrituras Sagradas, ao observar a manifestação de Deus numa intervenção direta do divino junto ao ser humano, percebe reações significantes e contraditores, que pode podem chegar às grandes perturbações à extrema alegria. Tanto nas teofonias como nas aparições divinas mostra um grande assombro, surpresa como também temor e medo. No novo testamento Jesus arrastava multidões não somente pelos sinais manifestados, mas principalmente por suas palavras de autoridade que lhe tocavam alma, causando além do temor uma grande admiração, ao ponto de muitos ao simplesmente ver o mestre ter uma mudança significativa de vida, numa conversão radical por passar por uma profunda experiência com Deus encarnado, por se sentirem tão próximo de alguém que lhe causa uma revolução de reações, que só poderia ser alguém que emana a essência divina, transcendendo a sua própria humanidade. Pois como compreender algo tão extra-ordinário e ao mesmo tempo tão acessível, causava realmente perturbações e ao mesmo tempo uma profunda admiração, diante de tanto mistério que não tinha uma explicação humana.

                Como um palestino vindo de um povoado muito humilde, distante e desconhecido poderia realizar tanta proeza e falar com uma autoridade impecável em nome de Deus? Até que ponto realmente um ser humano que em tudo se assemelha a nós poderia Ele morrer de forma tão cruenta e ressuscitar três dia depois, se não fosse realmente uma emanação divina, mas ai que está a situação a se questionar. Seria o home que teria se divinizado ou Deus se humanizado? Claro que é uma problemática assim tão fácil de resolver, pois a própria Igreja precisou de séculos para dar uma posição oficial, agora imagine os povos humildes e doutos da epoca de Jesus que confusão se fazia presente em suas cabeças. Mas com certeza naquela época jamais passaria na cabeça deles, nem mesmo dos seus discípulos que Ele seria o Deus encarnado no meio de nós, para muitos de sua época seria um dos grandes profetas comparado a Elias, e ao próprio João Batista, seu contemporâneo que  foi assassinado pelas autoridade opressora romana estabelecida na palestina.

Continua...

Paz e Bem!!

sábado, 2 de setembro de 2017

sábado, 19 de agosto de 2017

A Espiritualidade da Idade Média - Final

O Homem medieval à procura de Deus

Paulo da Costa Paiva, OFS


            A espiritualidade medieval era praticamente inacessível na sua essência original, por quase toda parte dos leigos que nada compreendia principalmente durante a celebração eucarística que era em latim. Mas o leigo tinha sede profunda de Deus e deseja ardorosamente está ligada ao divino e o saída que encontram foram através de piedades e devoções através das Peregrinações, cultas as relíquias e milagres. Muitas peregrinações existam nessa época como, por exemplo, as destina para Terra Santa, são Tiago de Campostela, São Miguel de Gargano e etc. Entre elas haviam as peregrinações com forte carga emocional e pouco conteúdo teológico que inicialmente era apenas de ir a locais sagrados com o objetivo de ter contato com as relíquias e poder testemunhar muito dos milagres que se manifestava posteriormente se tornaram um caminhar de reflexões interiores na busca de resposta para uma vida de santidade tendo como modelo o próprio Cristo, surgindo posteriormente uma espiritualidade penitencial.

            A igreja percebendo que os leigos em sua maioria além de serem mal instruídos eram extremantes rudes e totalmente materialistas apesar de sentirem sede de Deus buscava levá-los a despertar em cada fiel uma transcendência espiritual em comunhão com Deus por intermédio da Igreja, não hesitaram diversas formas, devoções e praticas, mas artes foi algo muito instrutivo em diversos sentido para esse objetivo ser atingido, onde se fazia deslumbrar as grandezas e a infinitude riqueza do poder de Deus por exemplos nas grandes construções como as catedrais e edifícios sacros, esculturas, vitrais, mosaicos e etc. Com o decorrer dos séculos o homem ocidental mas precisamente a grande massa populacional se tornava mais civilizada em todo os sentidos, aguçando um despertar de consciência para as coisas espirituais que até antes era privilegio dos clérigos e monges, buscando o recolhimento e as reflexões havendo uma grande valorização do sacramento  penitencial e através do acesso possíveis que tinham com a Escrituras Sagradas.           

            A vida mística, que é um mergulhar no mistério divino na sua mais perfeita comunhão, são poucos que chegavam a essa intimidade profunda com Deus, normalmente quem tinha um acesso mais provável seria os monges principalmente pela situação que se encontravam, e Eles mesmos apresentam forma para se chegar ao grau de profunda intimidade mística. Tendo como fundamento necessário para caminhá-lo a intima comunhão com Deus, a Escritura Sagrada seria a porta de entrada sendo que ao purificar a memória, a alma se sente livre a tentar elevar-se a Deus. Entre essas escolas podem se destacar desse período as dos monges Cistercienses com seu modo sistemático que tem como ponto de partida o Livro “Cântico dos Cânticos” revelando toda uma dialética das relações entre o criador e as Criaturas, entre o amante (Deus) e sua amada (alma = Humano). 

            Existiram também nesse período outras vias como associar à reflexão intelectual a procura amorosa da presença divina (Escola de São Vitor) dos cônegos regulares, outra forma que surgiram também nessa época foram nos meios femininos, que desabrochou nos claustros beguinos na devoção á humanidade de Cristo e na vontade da participação do mistério da Paixão do salvador. Com o decorrer do tempo ouve profundas modificações, se destacando como inovador a via dos dominicanos e beguinos, que apresentava a via a essa mística como um procedimento reverso, não se tratava de subir a Deus, mas de se abandonar em Deus, perder-se para melhor se encontrar-se, tornando-se pela graça o que Deus é por natureza, que consiste em uma desapropriação de si indo até a renúncia, à vontade de obter a salvação.

Pax!

sábado, 5 de agosto de 2017

Reflexão Casual LX


“Se a sua história de vida até hoje só foi de tristeza e te faz sofrer, não se acorrente ao passado tenha coragem de recomeçar, se você foi mal amado ou nunca se sentiu amado na vida, não perca tempo esperando, vá e dê o primeiro passo, ame sem querer nada em troca, simplesmente ame e as conseqüências acarretarão uma nova história de amor onde você começou amando, então já está valendo à pena!”

Paulinopax

sábado, 22 de julho de 2017

A Espiritualidade da Idade Média IV

O Evangelho no mundo

Paulo da Costa Paiva, OFS


            No século XIII foi um período onde a espiritualidade centrava exclusivamente no evangelho, e essa foi a missão da Igreja e principalmente das ordens mendicantes, apesar de seu reconhecimento da vivência do evangelho como salvação e perfeição de vida por parte da Igreja tenha acontecido século depois. A resistência ocorria principalmente pelo enraizamento com as antigas estruturas dos claustros e do isolamento eremitério como forma de perfeição evangélica e o temor de heresias das novas espiritualidades que surgiam. Duas ordens se destacaram significativamente nesse período, uma foi a ordem franciscana fundada por Francisco Bernadone um jovem filho burguês que tudo deixou para viver exclusivamente dos ideais evangélicos, na pobreza como penitente num zeloso ascetismo e na total obediência a Cristo Jesus pelo intermédio da Igreja, na qual com tempo surgindo companheiros nessa novidade de radicalidade cristã numa convivência fraterna na mais profunda e zelosa pobreza evangélica, vivendo da providência divina (Trabalho e esmola) como errantes de cidade em cidades. A outra ordem surgida nesse período foi dos dominicanos, fundada por São Domingos, um cônego regular, que diante das heresias decidiu que era necessário se consagrar totalmente a uma vida apostólica junto com uma pequena comunidade de pregadores no combate aos grupos heréticos principalmente aos Cártaros que estavam bastante disseminados principalmente no sul da França. 

            Nesse período já no final do século XII, os leigos que desejavam uma vida de perfeição evangélica, buscavam nos mosteiros ou se juntavam de alguma forma as comunidades religiosas da época no objetivo de poder beber da espiritualidade dos servidores de Deus. Com o decorrer dos tempos ordens militares foram perdendo espaço e apoio da igreja com o fim das cruzadas, mas nunca de forma definitiva, pois expressavam em cada cristã as virtudes e as qualidades religiosa que eram preciso adquirir a qualquer preço para se tornar digno de Cristo. A confraria foi o que aconteceu de mais inovador nessa época onde leigo assim como também os penitentes e os flagelantes, se reuniam como família, muitos se comprometiam com a sociedade com objetivos caritativos como também de conversão e paz  aos povos, em comunhão e com total apoio da igreja, mas com receio de heresias o papado com o decorrer dos ano viu a necessidade do acompanhamento da jurisdição clerical ou religiosa. Apesar da abertura  que se dava aos leigos dentro da Igreja que era gradativamente  muito lenta, mas foi um grande salto comparados a séculos anteriores, que na espiritualidade monástica onde se havia o total desprezo do mundo havia também uma total indiferença com o leigo sendo muitas das vezes servido apenas para os serviços subalternos pois os monges e clérigo se ocuparia com a liturgia com também os serviços estudos e as orações.

            A partir do Século XIII surge uma novidade umas espiritualidades originalmente femininas, que antes eram totalmente desprezadas e subestimadas, inicialmente se viviam no claustro severo e subordinadas aos clérigos e religiosos, mas ao decorrer dos séculos as mulheres gradativamente conseguiam sua autonomia e espaço dentro da Igreja. Através da figuras das santas mulheres arrependidas que se converteram a uma vida de grande santidade assim como Maria Madalena que se tornar uma grande referencia de santidade, mas nem tudo eram flores, pois muitas mulheres não tinham condições financeiras para dar o dote necessário para ter acesso a convivência fraterna num convento e nem todas se identificava com essa espiritualidade contemplativa, e muitos aderiram a vida semi-religiosa de forma individual ou em fraternidades celibatária ou viúvas, numa vida de preces e serviços caritativos. 

Continua...


Pax!

sábado, 1 de julho de 2017

Reflexão Casual LIX



"Só existe uma forma de se libertar do sistema, da alienação que idiotiza as grandes massas: É se rebelar contra sua própria estupidez, da Ignorância que te cega e te arrasta através dos malditos oportunistas para onde não quer ir, fazendo você de tolo como uma miserável ovelhinha que só vive para comer e que depois vai para o abate ou como um insignificante tijolo de um muro qualquer, sem a sua individualidade que poderia extrapolar suas características e potencialidades deixando um legado para um mundo melhor, mas você está engessado no sistema como um qualquer que soma para o beneficio de uma minoria (parasita) que se enriquece a custa de seu sangue... Se liga Acordar, DESPERTA!”

Paulinopax